Promessas
1 OneShot - Brienne
Notas iniciais
Exausta, com o corpo dolorido e a bochecha mastigada, Brienne ansiava por um conforto. Mais do que isso, ansiava que tudo acabasse.
Olhou para o céu, estava quase escurecendo. Seria perigoso continuar andando sozinha pela floresta, então decidiu amarrar seu cavalo a árvore e sentar-se ao lado do mesmo. E assim o fez.
Não havia conseguido achar Sansa Stark, tudo que tinha tido sucesso era em arranjar brigas das quais não queria. Levou um dedo até a bochecha inflamada e soltou um gemido de dor. A luta com Dentadas foi a gota d'água para ela.
Cumpridora de Promessas, pensou no nome da espada que Jaime lhe dera — a espada de Ned Stark, para defender suas filhas — e se amaldiçoou. Levou as mãos até o rosto e se permitiu chorar.
Oh, Jaime, me desculpe, pensou. Soube por alguns estalageiros que Jaime Lannister se encontrava em um acampamento em Correrrio, não muito longe de onde estava. Um dia a cavalo bastava para chegar em seu destino.
Havia decidido fazer o que Irmão Mais Velho a havia aconselhado. No momento em que o mesmo disse para ela esquecer desta loucura e voltar para Tarth, Brienne recusara na hora. Estava determinada e com os pensamentos positivos. Mas depois de ter visto tantas traições, mortes — algumas pela sua própria espada — no meio do caminho, tinha cada vez mais certeza de que Sansa Stark ou estava bem escondida e segura ou morta.
Aos poucos, então, foi perdendo as esperanças.
Preciso confessar a Sor Jaime meu fracasso, pensou, já tendo ensaiado o discurso em sua cabeça diversas vezes. A ideia era amarga, mas uma parte de si ansiava por Entardecer e pelo seu pai. Não conseguia deixar de pensar se Jaime a confortaria caso chorasse em seu ombro. Era isso que os homens queriam, não era? Mulheres delicadas e impotentes, que precisavam ser protegidas?
Logo pegou no sono, sonhando que havia encontrado Sansa Stark e a protegido, como deveria. Cumprido sua promessa. Sor Jaime ficara muito orgulhoso, e Brienne pôde voltar para Tarth em paz.
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Logo quando amanheceu, Brienne montou-se em sua armadura azul que Jaime lhe dera e foi até um rio próximo para encher seu odre com água fresca.
Desamarrou o cavalo da árvore e partiu para seu destino. No meio do caminho, decidiu parar em uma estalagem para colocar algo em sua barriga. O tempo todo Brienne não parava de pensar como Jaime iria ficar decepcionado com sua desistência. O mesmo me chamará de estúpida e teimosa, que não faço nada direito. E ele terá toda a razão. Não consigo usar um vestido, andar e dançar graciosamente, nem usar minha espada para cumprir minhas promessas. Para que eu sirvo? Sou uma decepção para meu pai, e agora para Sor Jaime, lamentou-se.
— Senhora? — Uma menina magra de cabelos castanhos a interrompeu de seus devaneios. — Vai querer mais alguma coisa?
Brienne rapidamente limpou os olhos umedecidos, forçando um sorriso para a garota.
— Não, obrigada. Quanto lhe devo?
— Um veado de prata, Senhora.
Brienne deu-lhe dois e saiu da estalagem, prosseguindo para Correrrio.
Já havia escurecido quando foi possível enxergar os estandartes vermelhos e dourados, com o leão da Casa Lannister. Sabia que havia chego em seu destino. Amarrou seu cavalo em uma árvore próxima e decidiu continuar o caminho a pé.
— Pare! Quem está aí? — Perguntou um homem que estava de vigia.
A Donzela de Tarth se virou para o mesmo.
— Meu nome é Brienne de Tarth, gostaria de falar com Sor Jaime Lannister.
— Puta merda, você é uma mulher. — O homem percebeu, espantado. Rapidamente sua expressão mudou, e o mesmo abriu um enorme sorriso, antes de gargalhar.
Brienne fechou a cara e o punho, tentando conter as lágrimas. Isso sempre a magoava, por mais que estivesse acostumada com esse tipo de reação. Jaime Lannister, pelo menos, a respeitava. Lembrou-se da época em que não havia nada além de desdém entre os dois. Como o desprezava, com todos seus gracejos e sorrisos...
Agora, porém, a Beleza de Tarth imaginava que não haveria nada além de desprezo em sua relação com Sor Jaime. Tudo vai voltar a ser como era antes, e nada pode me deixar mais triste. Seu coração se apertava ao pensar nisso, mas precisava se acostumar com a ideia. Nasci para amar homens que nunca me amarão. Preciso estar preparada para a fúria de Jaime Lannister.
No meio de seus devaneios, o homem continuava a gargalhar, limpando as lágrimas que corriam pelo seu rosto, de tanto que estava se divertindo.
— Se você já terminou, ainda gostaria de falar com Jaime Lannister.
— Normalmente eu acompanharia a pessoa que gostaria de falar com o nosso Comandante. Mas você é uma mulher. Tão inofensiva que nem preciso me dar o trabalho. — Brienne sorriu por dentro. "Os homens irão subestimá-la", seu pai costumava dizer. “E seu orgulho os levará a querer vencê-la rapidamente, para que não se diga que uma mulher lhes deu forte luta.”— A tenda dele é a primeira à direita. Fique a vontade, mulher.
Brienne nada disse e, desajeitada, se locomoveu para a tenda.
Antes de abri-la, respirou fundo. Olhou para o céu, afim de se acalmar. Estava negro e estrelado essa noite. Tenho que ser forte, pensou. Tenho que admitir meu fracasso.
Entrou devagar. Jaime não percebera sua presença. O mesmo estava debruçado em cima de um mapa de Westeros, concentrado. Havia uma ruga de preocupação no meio de suas sobrancelhas.
— Sor Jaime... — Começou. O Lannister arregalou aos olhos, ciente de onde vinha aquela voz. A olhou espantado. — Eu ainda não consegui achar a Sansa. — As próximas palavras estavam entaladas na garganta. Jaime se aproximou lentamente da mesma. — Eu...
Sem esperar as próximas palavras da mulher, o Lannister a abraçou. Brienne ficou dura por alguns instantes, sem saber como reagir.
— Você está viva. — O homem sussurrou, parecendo não ter forças para falar mais alto.
O coração da Donzela de Tarth começou a bater mais rápido e, já não mais conseguindo controlar seus impulsos, retribuiu o abraço.
Senti-lo daquela forma, tão perto, a fez chorar. Estava tão preocupada em como Sor Jaime reagiria, e agora estava tão aliviada.
— Me desculpe. Eu... Eu não posso continuar.
Jaime a encarou nos olhos. Levou o indicador até a bochecha ferida de Brienne.
— O que aconteceu com você? — Perguntou, seu rosto com uma expressão triste. — Eu nunca deveria ter pedido algo assim para você...
— Não importa, Sor Jaime. Eu falhei.
— Você está viva. É tudo que importa para mim. — Jaime insistiu, olhando nos olhos da Donzela de Tarth.
Os olhos de esmeraldas do Lannister a hipnotizaram e a fizeram corar. Brienne desviou o olhar, não conseguindo mantê-lo por muito tempo.
Mas Jaime, com seu polegar, puxou o queixo de Brienne, obrigando a olhá-lo.
Brienne não soube dizer como aconteceu e quanto tempo durou, mas, quando se deu por si, Jaime havia levado seus lábios de encontro aos dela, pressionando-os com ardor, e começando um beijo que, em princípio, era carinhoso e calmo, mas que logo virou algo apressado, cheio de paixão. Como se eles tivessem que ter feito isso desde o princípio.
Jaime rapidamente tirou suas amarras e a despiu também de sua armadura, o mais rápido que conseguia com apenas uma mão e Brienne a ajudá-lo.
Estava com a cota de malha por baixo, enquanto Jaime usava roupas comuns de couro. Brienne tirou rapidamente sua camisa, parando seus olhos devagar no abdômen do mesmo.
O Lannister a segurou pela cintura, levando-a até a mesa onde continha o mapa de Westeros, que há um tempo atrás ele olhava com tanta concentração. Continuou beijando-a enquanto tirava a cota de malha devagar.
Brienne sentiu um arrepio atravessar seu corpo quando se viu nua da cintura para cima. Os olhos verdes de Jaime se encheram de fogo e ele sorriu maliciosamente. Levou sua boca até a dela, beijando-a com fervor, e logo desceu seus lábios até o pescoço da mesma, parando um pouco ali, fazendo com que a Donzela de Tarth tivesse que conter seus gemidos.
Jaime mais uma vez a pegou no colo, mas agora para jogá-la na cama. Se pôs em cima da mesma e continuou a beijar o corpo de Brienne, parando agora em seus pequenos seios. Brienne não conteu os gemidos dessa vez, fazendo com que o homem ficasse mais excitado. Abraçou-o com as pernas, obrigando a colar mais seu corpo ao dela.
O Lannister desamarrou seu calção, um tanto desajeitado, e Brienne corou ao perceber que agora estava completamente nua. Nada disseram um ao outro, mas ele sorriu e automaticamente ela também sorriu. Se sentia bem com ele. Se sentia segura.
Jaime Lannister desceu sua boca até o sexo de Brienne, e ela provou uma sensação nunca antes sentida. Todos os pelos de seu corpo se eriçaram, e a mesma gemeu baixinho, segurando os cabelos dourados do homem.
Sentia que suas partes íntimas estavam muito molhadas, e nunca pensou que a sensação era assim, tão deliciosa. Quando Jaime voltou para beijar sua boca, ela provou o próprio gosto.
Brienne se sentia viva. Decidiu que queria tomar as rédeas da situação. Com um empurrão, Jaime já estava por baixo, deitado na cama.
A Donzela de Tarth desamarrou o calção do homem e encontrou seu membro já ereto e pulsante. Olhou por alguns minutos, e isso pareceu excitar o Lannister ainda mais.
Brienne beijou o pescoço de Jaime e desceu até o abdômen que antes olhara com tanto tesão. O mesmo soltava alguns gemidos de prazer, mas nada se comparava aos gemidos que começou a soltar após Brienne provar o gosto de seu membro.
Quando Jaime parecia estar quase atingindo o ápice, ele puxou a cabeça de Brienne novamente, e agora, quando se beijaram, Brienne provou tanto o seu gosto quanto o dele.
Finalmente, Brienne introduziu o membro ereto de Jaime dentro de si, e todo seu corpo estremeceu. Era uma mistura de sensações que ela nunca havia experimentado igual.
Naquele momento, os dois eram um só corpo, uma só mente, um só coração. Estavam no mesmo ritmo, e Brienne nunca havia se sentido tão viva e tão segura. Gostaria de nunca mais sair dali.
Chegaram ao ápice juntos e, exaustos e ofegantes, Brienne deitou sua cabeça no peito do Lannister, e ambos dormiram ali.
Nessa noite, Brienne esqueceu-se que não conseguia ser nem uma mulher graciosa, nem um cavaleiro. Esqueceu-se de suas promessas, de Sansa Stark. Naquele momento, tudo que importava era Jaime Lannister.
Levantou a cabeça para olhá-lo, e Jaime estava acordado, com um enorme sozinho no rosto. Beijou a testa de Brienne.
— Nós vamos procurar Sansa Stark. Juntos. — Sussurrou. — Nunca mais te deixarei sair do meu lado.
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