Promessa de amor - LM
2 Capítulo 2 - No carro!
Safira se assustou e se afastou bruscamente do marido, cobrindo os seios e fechando a blusa rapidamente, estava ofegante, o batom borrado e os cabelos bagunçados não negavam o que ela fazia ali, escondida, com o marido.
— Meu filho, eu posso explicar. — fechou os últimos botões da blusa, Henrique puxou ela com cuidado e a colocou frente ao seu corpo, na intenção de esconder sua aparente ereção.
— Não mamãe, eu sei que não pode. — apertou levemente a cintura da esposa, a situação de fato era constrangedora. — Só peço que se comporte, pelo menos aqui, no quarto tudo bem, façam o que quiser, mas aqui não. — saiu com a esposa em direção ao carro.
— Estevão, eles estavam em paz, sabe que agora sua mãe ficará arisca. — entrou no carro e olhou ele, enquanto colocava o cinto.
— Maria, me diz uma coisa... — olhou ela de relance e ligou o carro, saindo da casa. — Gostaria de ver seus pais assim? É constrangedor, amor!
— Eu entendo seu lado, não estou defendo eles, mas agora a cobra vai fumar. — colocou a mão na coxa dele, ele suspirou sabendo o que ela iria fazer. — Vamos sair mais cedo hoje?
— Se a reunião não se alongar e os safados dos meus pais chegarem cedo, sim, nós podemos sair mais cedo hoje.
— Eu queria sair com você, só nós dois, Estevão! Sabe que não saímos sozinhos há muito tempo, como você quer ganhar carinho? Como quer meus beijinhos e minha mãozinha mágica? — arqueou a sobrancelha encarando ele.
Estevão olhou ela assim que parou o carro em um sinal vermelho, colocou a mão na coxa dela e acariciou levemente, enquanto subia a saia da mulher.
— Maria, você me provocou... — ela mordeu o lábio inferior e sentiu os dedos dele deslizarem por cima de sua fina calcinha de renda.
Ela arqueou a coluna e apertou o banco do carro, ofegava olhando ele e sentia o coração pulsar rapidamente, estava ardendo de desejo. O corpo gritava por ele, ela queria mais que um carinho, queria muito mais!
— Estevão, amor, não para! Por tudo que é mais sagrado, não para! — ele desceu a calcinha dela, até metade da coxa de Maria e seus dedos foram de volta a intimidade da esposa, ele acariciou e pressionou levemente o botão do desejo dela, enquanto ouvia os gemidos e gritinhos da mulher.
Ele estava atento a ela, movimentava os dedos de forma ágil, queria sentir ela gozar, queria levar a mulher a loucura e deixar ela relaxada para o longo dia que enfrentariam.
Ela soltou um grito incontrolável e abriu ainda mais as pernas, segurando a mão dele ali, Se mexia inquieta no banco e gemia baixo, chamando por ele. Ela se contorceu mais algumas vezes e gemeu alto, sem controle revirando os olhos e sentindo o prazer invadir seu corpo.
Estevão ouviu as buzinas e sorriu satisfeito, sentindo o corpo dela inteiro tremer... Tirou a mão da intimidade dela e subiu a calcinha de Maria, voltando a dirigir.
(...)
Safira chorava agarrada ao travesseiro do marido, estava constrangida e envergonhada, não queria sair do quarto por nada e para nada.
Mesmo quase sempre mostrando sua faceta de mulher inabalável, dura e seca, no fundo ela era uma menina doce e mimada, que era mais frágil do que aparentava.
Henrique entrou no quarto com uma xícara de chá em mãos e se aproximou dela, não entendia o motivo de todo aquele choro, para ele tudo já estava bem, mas a mulher era diferente.
Ele sentou na cama e tocou as costas dela, ela soluçou sem olhar ele e apertou ainda mais o travesseiro contra seu peito.
— Safira? — falou paciente e beijou as costas dela. — Meu amor, vai passar mal se seguir assim, respira fundo.
— Não quero! — falou baixinho. — Você me fez passar a maior vergonha da minha vida! — esperneou na cama, chutando ele.
— Você não é nenhuma garotinha, pare já com isso! — falou sério e segurou as pernas dela. — Já chega, Safira!
— Me solta, Henrique! Me solta logo, seu bruto! — puxou as pernas e passou a mão no rosto, virando e olhando ele. — Porque gosta de fazer isso? Sai, passa dias fora e quando volta quer me pegar como se eu fosse um brinquedo sexual, mas eu não sou! Eu tenho um coração, que infelizmente ama você.
— Eu te trato com um objeto sexual? — falou atento a ela, aquilo sim tinha magoado ele. — Desde quando pensa isso de mim? Hum? — deixou o chá sob o criado mudo. — Eu te machuco quando fazemos amor? O que eu faço de errado, Safira?
— Não, eu não me referi a isso... — sentou na cama e puxou o edredom, abaixando o olhar. — Você não me quer mais, eu sei das suas amantes, Henrique.
— Amantes? — sentou melhor na cama olhando ela com atenção e tirou a gravata. — De onde tirou isso? — estava preocupado, não sabia o que era aquilo.
— Eu sei que você quer as novinhas, é isso o que quer e eu não sou mais assim, eu já estou velha e você não me ama mais! Só transa comigo por pena, não é? — falou sem olhar ele, falou tudo que estava entalado em sua garganta.
— Olha bem pra mim... — segurou o rosto dela com cuidado e a olhou nos olhos com carinho, ela mordeu os lábios e fungou prendendo o choro. — Não quero novinhas, eu não preciso de novinhas e sabe porque? — ela balançou a cabeça em sinal de negação. — Porque há mais de quarenta anos atrás eu escolhi você, eu te amei desde o dia em que te vi sair correndo da igreja como um bichinho assustado e quase te atropelei, te amei cada vez mais e hoje, cada vez que te vejo, cada vez que olho esses olhos eu me apaixono ainda mais por você, Safira! Se eu passo dez dias fora, eu sempre levo uma blusa sua, porque eu preciso te sentir perto de mim, eu só funciono com você, meu corpo depende do seu, minha alma é toda sua, assim como meu coração e todo meu corpo.
Ela soltou o edredom e abraçou ele, estava tímida, estava vermelha e escondeu o rosto no pescoço dele, na intimidade dos dois ela nunca tinha deixado de ser a garota que ele havia se apaixonado.
— Fica calma e acredita em mim. — acariciou as costas dela, ela apertou ele com amor e cheirou Henrique, solvendo ainda mais aquele cheiro que ela tanto amava.
— Eu te amo, eu te amo muito! — sussurrou só pra ele.
(...)
Maria andava de um lado para o outro na sala, estava impaciente e cuspia fogo. Estava cansada, a reunião estava duas horas atrasadas e nada dos sogros, os sócios já estavam impacientes e ela não sabia qual desculpa dar.
Mesmo com o momento relaxante no quarto, Estevão não havia resolvido todo o problema da esposa, a manhã havia fugido do controle, assim como todos os acontecimentos daquele dia que parecia ir de mal a pior para ela.
Ele entrou na sala vermelho de raiva e olhou ela, como aquela mulher conseguia ser tão bela e ao mesmo tempo tão forte e geniosa? Estevão suspirou pensativo e passou a mão nos cabelos tentando manter a calma perto dela.
Maria parou de andar ao ver ele e se aproximou, queria bater no marido, mas ao sentir os braços dele em sua cintura o mundo girou e a paixão mais uma vez se manifestou, fazendo ela atacar a boca do marido em um beijo devastador.
O combustível dela era ele, o mundo dela era ele. Quando as coisas se complicavam era a ele que ela recorria e tudo parecia se resolver, sempre fora e sempre seria assim... E daquela vez não seria diferente.
Estevão passou a mão nas costas dela a puxando mais pra si e pressionava a cintura da esposa, sua língua buscava por mais espaço na boca de Maria que parecia cada vez estar mais entregue a ele.
Maria puxou ele pelos ombros até um pequeno sofá que ficava na sala, seu rosto estava colado ao dele e seu corpo gritava por Estevão, mas o momento parecia ter tido um fim ao escutar dois toques na porta e ela suspirou decepcionada.
— Quem é? — ele falou sem parar com as carícias no corpo da mulher.
— Sou eu, Teb... — uma voz doce e feminina soou na sala.
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