Promessa Não Cumprida

1 Encontro Ao Acaso


Notas iniciais
Gioca era uma menina de apareceu no Gaiden de Manigold. Não é uma personagem inventada por mim. Talvez esta fic passe para maiores de 18 entretando. Não tenho certezas.



Mais uma vez a missão estava completa. E amanhã de manha,
ele teria de voltar para o Santuário. Mas não agora. Agora, ele estava a beber no bar mais sem respeito que encontrou. Sim, isso podia ser proibido para os cavaleiros, mas de vez em quando ficar a beber um copo e apreciar as pernas de uma mulher era necessário. Nada disso significaria que ele se ia tornar um renegado por Athena.



Nada iria estragar o seu momento perfeito de relaxamento.



Nada, tirando aquilo.



“Hey, bonitona, dança para mim!” Um homem completamente bêbado agarrava uma mulher de mini-vestido. Bem dotada, comentou mentalmente o cavaleiro. Mas assim que viu melhor, reparou que aquela não era uma estranha.



“Se não me largas eu arranco-te os olhos à dentada, seu
cabrão de merda!” Ela ia atacar o homem, porém, antes de ela conseguir sequer fechar a mão num punho, um homem antecipou-se e acertou o bêbado em cheio na cara.



Este, meio inconsciente, avançou para atacar Manigold, mas
acabou por acertar noutro homem. E assim se começou uma briga geral, e já ninguém sabia quem estava a acertar em quem.



Pelo meio da confusão, Manigold agarrou no braço da mulher e
arrastava-a para fora daquele bar, protegendo-a da multidão em fúria,
independentemente de ela estar a tentar libertar-se dele e de o insultar.



Já lá fora, Manigold procurou um canto onde não houvesse
ninguém a fazer coisas que se deviam fazer num quarto. Bem, não é que ele pudesse falar muito.



“Larga-me, seu estupido de merda!” Ela reclamava a tentar-se
libertar. “Ninguém te pediu ajuda.”



Manigold atirou-a cuidadosamente contra uma parede e
colocou-se à frente dela, impedindo-lhe a fuga. Perguntava-se se ela o
reconheceria. Afinal, já tinham passado 4 anos.



“O que foi aquilo?!” Ele perguntou. “Porque estás num lugar
como estes?!”



“Não tem nada a ver com isso!” Ela exclamou. “Não é da sua
conta.”



“Da última vez que nos vimos, prometes-te que não irias
voltar a roubar!” Ele levantou o tom de voz, visivelmente alterado pelo facto de a miúda se ter tornado naquilo.



“As coisas mudaram.” Ela respondeu.



“O que mudou?” Ele quis saber. “Tu disseste que ias treinar
para ser uma amazona. Quando eu fui a saber de ti, disseram que tinhas
abandonado a ilha!”



“E eu fui. Não gostei e voltei. Simples assim.” Ela
respondeu. “Agora, tire seus braços da minha volta e me deixe ir!”



“Vais voltar lá para dentro?”



“Tenho trabalho a fazer sabe… muitos velhos bêbados a quem
roubar.”



Aquele tom de voz deixava Manigold irritado. Muito irritado.
Que merda era aquela?



A mulher passou por um grupo de homens, visivelmente
alterados, que não ficaram indiferentes às pernas desnudas e ao decote aberto.



Ok, ele estava muito irritado.



Numa questão de segundos, tudo o que ela sentiu foi um
tecido cair em cima dela e um braço agarrar-lhe na cintura e puxar-lhe para longe do grupo de homens.



“Eu acho que ninguém lhe explicou as regras mas, uma vez que
se começa o treinamento, tens de o levar até ao fim e merecer a armadura, ou morres.” Manigold informou-a.



Ela ficou visivelmente alterada.



“Larga-me! Eu não quero voltar para aquela ilha de merda!”
Tentou libertar-se. Já estavam longe do bar onde ele a tinha visto, e longe
também daquele grupo de homens. “E eu não preciso do teu casaco!”



Pela reacção dela, ficou claro que alguma coisa tinha
acontecido. O casaco dele foi para ao chão, e assim que ela conseguiu uma brecha desatou a correr.



Mas Manigold não a queria deixar ir. Para além se estar
marcado como fugitiva a nível do santuário, havia qualquer coisa que obrigava o
Cavaleiro de Câncer a agir. Algo não estava certo.



Ela jurara nunca mais roubar.



Ela jurara tornar-se uma amazona.



Ela dissessa que viria ter com ele ao santuário quando isso
acontecesse.



Correu atrás dela. Apanhou-a facilmente. As pernas eram ágeis,
mas não o suficiente para conseguir fugir de Manigold.



“Precisas do casaco sim, já viste a roupa que estás a usar?”
Manigold agarrou-a. Desta vez ela não se debateu. “Quando eu te conheci fingiste que eras um rapaz, agora…” Parou de falar quando percebeu que ela estava a chorar.



Normalmente, as lágrimas eram indiferentes a Manigold. Pouco
se interessava porque as pessoas estavam a deitar água salgada dos olhos. No entanto, as lágrimas dela doíam.



Afastou os cabelos compridos dela para lhe poder ver a cara
e colocou-lhe o casaco nos ombros. Não a obrigou a levantar a cabeça. Apenas a abraçou.



Alguma coisa acontecera com ela. E ele devia ter sabido
disso a partir do momento em que lhe disseram que ela fugira da Ilha da Rainhada Morte.



“Não chores, Gioca. Está tudo bem agora.”

Notas finais
Como ficou? Desculpem os erros, é de noite, estou meia a dormir, mas a inspiração veio agora.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.