Projeto genesis
6 Uma nova era
Notas iniciais
Ao saírem do elevador se depararam com um clima totalmente novo, um barulho forte de sirene passou a tomar conta do lugar. Guardas corriam para todos os lados indicando as saídas de emergência, alarmes de incêndio e evacuação gritavam a todo vapor, as pessoas corriam para as saídas, mas o térreo estava lacrado e elas não conseguiriam sair, as explosões não causariam danos ao prédio. Pelo menos era o que eles pensavam.
Melissa colocou e acionou uma bomba na entrada da sala, levaria no máximo trinta segundo para explodir, correu com todos e emborcaram a mesa criando uma leve proteção. A bomba explodiu causando uma reação em cadeia destruiu um cano de distribuição de gás, fogo tomou conta dos dutos de ventilação causando pequenas explosões à medida que avançava.
— Merda, — gritou Melissa – se não sairmos agora vamos morrer aqui, quando chegar à distribuição geral vai tudo pelos ares. Precisamos quebrar o vidro.
— Não podemos atirar, esta vazando gás. – Diz George.
“Relaxem, já cuidei de tudo, se afastem da janela.” – avisa Guilherme pelo comunicador no momento em que uma escada de bombeiros da uma primeira pancada no vidro.
“Mais uma vez?” – pergunta a voz de Calleb no comunicador.
— Seria bom. – avisa Melissa.
“Estão loucos?” – Berra Guilherme. — “Quer travar o carro, o vidro é temperado, ficaria enganchado. Tem um cortador de vidro na maleta que eu lhe dei, peça para o Boom subir na escada e tirar eles de lá. Encontramos-nos daqui a pouco, preciso invadir o sistema e liberar as portas, pelos meus cálculos você tem pouco tempo, boa sorte.”.
Boom bateu no vidro e acenou com um tchau, “péssimo momento para bom humor” pensou Luana consigo mesmo. A garota observou atenta ele prender a peça a vácuo no vidro levemente marcado pela pancada anterior, esticou uma haste de ferro e encostou no vidro, um barulho irritante de vidro riscado começou a tomar conta a medida em que o vidro foi sendo cortado em uma circunferência perfeita. Explosões ecoavam pelo prédio. Boom chutou o vidro, revelando uma passagem de aproximadamente um metro.
— Vamos! Já vai explodir. – Foi neste momento que um tiro atingiu-lhe o baço.
— Não. – gritou Luana. – Ele cambaleou e Melissa correu para segurar o seu braço, evitando a queda do topo da escada. A garota se virou assustada em busca de verificar quem havia atirado, então deu de cara com o Dr. Giovanni os observando com uma arma apontada a cabeça de Lucas.
— Eu devia saber que vocês estariam por trás disso, mas você George, você me surpreendeu hoje, para que programou a maquina?
— Larga ele Giovanni! – berrou George.
— Acho que não estamos mais brincando de subordinado feliz, não é? Eu sempre achei muito estranha sua devoção. Vamos falar mais daqui a pouco. – Giovanni riu de forma sádica. – Esse é o seu sobrinho não é?
— Larga meu filho se...
As palavras de João foram interrompidas pela primeira onda radioativa. Todos foram lançados ao chão por uma espécie de nevoa quase transparente, um pouco azulada. João levantou-se e correu até Lucas, ajudou o filho a se levantar e mandou que ele ajudasse a irmã.
Lucas saiu pela brecha na janela com ajuda de Melissa que havia ajudado Boom a descer e voltou para ajudar os outros. George foi o próximo, João lutava com Giovanni.
— Pai! Vamos. – Gritou Luana.
— Vá, — gritou enquanto dois seguranças entravam. – estou logo atrás de vocês.
Luana atirou em um dos seguranças enquanto Melissa a puxava pela passagem no vidro. Giovanni desmaiou, João levantou-se para sair, mas foi apreendido por uma leva de seguranças. Melissa precipitou-se para voltar.
— Não! – Gritou ele. – Tire meus filhos daqui. Eu confio em você, cuide deles.
— Não! Pai! – berrava a garota. – Me deixe voltar.
As lagrimas escorriam dos olhos da menina que acabara de presenciar a prisão do pai. Melissa a puxava escada a baixo, não conseguia fazer as palavras saírem de sua própria boca, receberá uma ordem e precisava cumprir.
Deixavam o prédio no momento exato do crepúsculo, estavam chegando nos últimos degraus da escada quando a loucura atingiu o seu ápice. Saiu da maquina uma faixa azul, subindo andar a andar com uma circunferência perfeita, destruindo em linha reta o meio de todo o prédio, extremamente rápido a luz apontou em direção ao céu, um clarão tomou contada do continente como se fosse dia novamente, e então explodiu como um tornado, uma rajada de vento extremamente forte seguido de um clarão de luz mais forte ainda se estendendo em uma circunferência estupenda. Expandiu-se por quase todo o continente. E então sumiu.
— Lembro-me de ouvir Melissa perguntando a tio George se havia funcionado, — Conta Luana. — quando o clarão diminuiu a cidade estava no escuro, não havia energia. Foi ai que minha cabeça começou a rodar e tudo ficou escuro. A ultima coisa que vi foi Lucas caindo, então eu desmaiei.
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