Projeto URANUS
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Projeto U.R.A.N.U.S
Capitulo 1 :
Há vinte anos ele se apaixonou, há dezoito se casou, há dezesseis cometeu o melhor erro da sua vida...
“John Blank era um renomado cientista que estava trabalhando ao lado de seu amigo e parceiro, Mark Brooks, em um projeto que mudaria o mundo. O Projeto URANUS se tratava de criar uma máquina que pudesse controlar a água, capaz de até mesmo mudar seu estado físico quando fosse ordenado, uma excelente ideia para salvar o planeta do aquecimento global.
Naquela época, o governo chamou Blank de louco, porém ele e seu parceiro nunca desistiram. Eles dedicaram suas vidas ao projeto até John se apaixonar por Marylin Oullet, filha de um dos homens mais poderosos do país que o proibiu de se aproximar de sua filha. John nunca desistiu, fugiu com sua amada....”
— Lendo o diário dela de novo, Marie?
— LUCY!? – Gritou Maryse após se assustar com a irmã.
— Calma... sei que sou pálida como um fantasma, mas isso não é motivo para se assustar... ou é ?
— Desculpe... e sim ...é motivo pra se assustar! Com esse cabelo longo e escuro, e essa cara pálida parece até aquela menina do filme do terror! – Disse Maryse após rir de Lucy.
— Vai dormir logo que amanhã temos aula!
— Agora nãããuuu...
— Vai! Se não vou puxar seu pé de noite! – disse Lucy fazendo uma cara psicótica.
Maryse corre para de baixo da coberta rindo, enquanto sua irmã sorrir e apaga a luz.
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Maryse tinha quinze anos e Lucy dezesseis quando John Blank, pai de ambas, morreu em um acidente de carro há um ano. Deixando as duas filhas aos cuidados de Candice, a governanta das duas irmãs e que também era grande amiga de Marylin, que morreu no parto de Maryse. Apesar de terem todos os motivos do mundo para se deprimirem e perderem a vontade de viver, elas ainda tinham uma a outra.
Passaram anos tendo tratamento especial e estudando em casa, apesar de Lucy não se importar, já que preferia ficar sozinha e estudar, Marie se incomodava e muito.
— Candice, por que eu e Luh não podemos ir a escola como adolescentes comuns?
— Porque vocês não são comuns? – Respondem Candice com um tom sarcástico.
— A Luh realmente não é comum mas eu sou completamente normal...
— ... Eiii............. verdade eu não sou comum. – Interrompeu Lucy.
— Você? ... normal? Marie, meu anjo, você quando ta com preguiça de pegar água gelada faz aparecer gelo no seu copo e isso não é normal! — Exclamou Candice.
— Puufaaavo Candii... – Implorou Marie.
— Um bimestre! Se vocês se meterem em encrenca vocês voltam a ter aula comigo em casa. – Disse Candice.
— E onde vamos estudar ?
— Vocês vão para o mesmo colégio que minha filha, Nicole.
— você tem família? – Perguntou Marie.
Candice olha sério para Marie...
— Meu Deus, Marie, eu sei q você é loira né... mas não precisava seguir o velho ditado. – Disse Lucy em tom de deboche.
— Calma to brincando! — exclamou Marie rindo.
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No primeiro dia de aula:
— Oi! Eu sou Nicole, minha mãe me fala muito de vocês, é um prazer finalmente conhecê-las!
— Oi! Posso te chamar de Nick? – disse Marie empolgada.
—Liga não... ela tem mania de apelidar todo mundo. – Disse Lucy.
— Tudo bem... eu adorei! Venha vou mostrar a escola para vocês!– Disse Nick.
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Após um longo dia de aprendizado na escola, Marie decide convencer a Lucy que elas fossem para casa sozinhas. Lucy sempre preferiu ficar na dela, por ela tanto faz contando que não a incomode. Já Maryse nunca se dava por satisfeita, ela não aceitava facilmente as coisas e muito menos deixava o que a incomodava “pra lá”.
No caminho de casa, Maryse vê no outro lado da rua uma senhora sendo assaltada. Lucy olha espantada para a irmã porque a conhecia bem e sabia como essa situação ia acabar.
Marie corre para o outro lado da rua e quando o assaltante ia fugir... ela congela os pés dele e devolve a bolsa para senhora. Aproveitando que o bandido mal conseguiu ver quem fez aquilo com ele e que a senhorinha mal conseguia enxergar, concluiu que sua identidade estava protegida, então ligou para polícia e correu para casa com Lucy.
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— como foram na escola meninas? – Perguntou Candice quando viu as meninas entrando de fininho em casa.
— Produtivo! – Exclamou Lucy.
— Foi mesmo Marie? – Perguntou Candice desconfiada.
— Total! Foi super divertido.....E PRODUTIVO.. é claro! – Afirmou Maryse.
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Naquele dia, Maryse percebeu do que realmente era capaz. Ela queria ajudar as pessoas.
— Mana, preciso te contar uma coisa... – Disse Lucy.
— Claro! Senta aqui no meu ladinho, sabe que pode me contar tudo. — Falou Maryse.
— Na verdade preciso mesmo é te mostrar algo.
Marie fica preocupada, porem mesmo assim segue a irmã até o antigo quarto de seus pais.
— A gente nunca entrou ai antes... a Candice não vai gostar disso.– Disse Marie um pouco preocupada.
— Na verdade você saiu daqui de dentro, irmã...
Lucy se dirige até a estante de livros e ao retirar uma das revistas em quadrinhos preferidas de seu pai do lugar, Marie vê um painel com uma mãe desenhada. Lucy posiciona sua mão sobre o painel e a estante se move para baixo deixando visível um elevador.
Ao descerem, vêem o laboratório particular de seu pai. Marie fica pasma ao ver desenhos projetos do que pareciam ser para se criar uma arma, e logo no fim do laboratório vê algo que assombrou seus sonhos durantes anos. Era um tanque com o vidro quebrado.
— Você disse que eu vim deste lugar? – Disse Maryse assustada.
— Eu já quis te contar tantas vezes... mas o Senhor Blank me fez jurar. – Desabafou Lucy.
— Eu sabia sobre o Projeto Uranus... mas papai disse que me deu poderes para me salvar.
— Sim... mas... Marie, entenda, ele confiou a você uma grande responsabilidade. Depois de ver como agiu hoje salvando aquela senhora na rua puder perceber que você está pronta para finalmente salvar vidas de verdade, se for o que você desejar, é claro! Seu pai jamais iria querer te obrigar a algo.
— Nosso pai, Lucy! E sim... eu quero salvar vidas! Você sabe que eu sempre quis ser médica por isso mas... Meu Deus! Isso tão perfeito quanto ser médica!
Naquele momento, o destino das irmãs foi traçado com nanquim... e nem mesmo tinta branca poderia apagá-lo.
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