Projeto Sete Minis
3 Capítulo 3 - Oi
Notas iniciais
3 — Oi (não consegui falar com a pessoa que me sugeriu essa, mas assim que puder coloco o link do perfil dela aqui)

Ela esperou por tanto tempo... Do velho banco da praça, viu alguém se aproximar. Seria ele?
Não sabia. Afinal, nunca estiveram juntos, frente a frente.
Ela sentia tudo rápido e devagar ao mesmo tempo, desde o vento balançando seus cabelos cor de mogno até as unhas se partindo entre seus dentes brancos. Tinha sido idiota em chegar tão adiantada, só ganhara mais tempo para esperar e ficar ansiosa naquele banco de praça.
A cada barulho de passo que ouvia, virava imediatamente a cabeça. Seria ele?
Haviam se conhecido há algum tempo em um grupo de fãs de séries no WhatsApp, mas começaram a conversar por mensagens privadas e eram melhores amigos desde um ano e meio antes, o único detalhe é que jamais haviam se visto.
Ela tinha medo. Medo que o garoto que conheceu como “Leo ele mesmo” com o qual compartilhava tardes e mais tardes jogando conversa fora fosse na verdade algum velho de 40 anos ou mais que queria se aproveitar de uma garota de 16. Por isso decidiu que seria melhor encontrá-lo em um lugar em que pudesse facilmente fugir.
Então ele surgiu, já o tinha visto milhares de vezes por fotos. Ele era mais magro do que ela pensava, mas continuava lindo.
Usava calça jeans azul, tênis surrados, uma camiseta preta com um papel escrito “Leo ele mesmo” grudado no peito e um boné de aba reta virado para trás sobre o cabelo preto muito liso que ia mais ou menos até o meio das bochechas.
Ela parou de roer as unhas e se levantou em um salto, deixando visível o papel em colado em sua blusa no qual se lia “Maia ela mesma”.
Leo sorriu grande ao vê-la, abrindo os braços como um convite claro a um abraço.
Ela não hesitou em correr para ele, envolvendo-o em um aperto forte enquanto afundava o rosto em seu pescoço, inalando seu aroma amadeirado pela primeira vez. O perfume em si era muito comum, mas nele parecia ter algo pessoal e único.
— Você é tão pequenininha. — O garoto comentou rindo.
— E tu é uma vareta. — Maia não se deixaria ficar por baixo.
Leo riu e a apertou mais contra si. Sentira saudade de abraçá-la mesmo que nunca tivesse feito isso antes.
Alguns segundos depois, se separaram e se encararam.
— Oi.
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