Projeto Genoma

15 (Lyrian) Capitulo 14- O Penhasco


Notas iniciais
Fala ae galera o cap 14 prontinho. quase esqueço de postar xD
uahuahuaha espero que vocês gostem

Não lembro o que aconteceu ontem à noite depois... Depois daquilo que eu fiz... Só lembro-me de ter acordado no banco traseiro do Trimotor usando a capa de viajem de Om e com duas cobertas, enquanto Om estava de capuz sentado no banco do motorista com os pés apoiados no volante, retirei as cobertas e a capa, desci do Trimotor e caminhei até Om, foi quando o vi dormindo de cabeça abaixada e braços cruzados. Estava de capuz e usava algumas faixas brancas tampando metade do rosto. Porque ele estava se vestido daquele jeito? Eu ia acordá-lo, mas algo no jeito em que ele dormia me agradava, era uma das poucas vezes que ele realmente parecia tranquilo e não um assassino em potencial.

-Dormiu bem? –Perguntou ele abrindo apenas um dos olhos, o que me fez dar um pulo para trás, minha reação provocou alguns risos dele.

-Como você consegue fazer isso? Já é a segunda vez que você acorda quando estou perto de você?

-Tenho sono leve... –Ele se espreguiça e se levanta ficando do meu lado retirando o capuz, mas mantendo as faixas. –Então, pronta para continuar?

A cena do que aconteceu ontem ainda estava forte na minha cabeça, iria dizer que sim, mas ao lembrar o que aconteceu estremeci toda, meu corpo todo tremia, ele então me guia gentilmente para o banco do motorista e me coloca sentada lá com as pernas para o lado de fora, então ele vai ate a sua mochila e retira o cantil, senta no banco de trás e me entrega o cantil.

-Beba!

-Mas e aquela historia de racionamento?

-Relaxa! Eu aguento mais tempo que você sem água. –Disse ele, apesar das faixas imagino que estava sorrindo. –Você tá precisando disso agora.

Pego o cantil e dou alguns goles, não ia beber tudo, depois de fechar fiquei um tempo fitando o horizonte, Om permaneceu em silencio ficou sentado ali me observando, algumas lagrimas escorreram pelo meu rosto, então rapidamente seco o rosto e lhe entrego o cantil, forçando um sorriso.

-Então, vamos?

-Tem certeza?

-Sim uma noite de sono era tudo que eu precisava! Estou pronta para continuar agora.

Ele simplesmente fecha os olhos e acena com a cabeça, então sem mais nenhuma palavra ligo o motor e começo a dirigir até o penhasco onde estaria a tal caverna que aquele monstro havia nos falado.

Passamos o resto da viajem sem falar nada, Om não falava nada não importava a situação, ou seja, as poucas conversas que tivemos foram graças a eu inicia-las, mas depois daquilo não estava a fim de conversar o que causou o silencio total na nossa viajem apenas quebrado pelo barulho do motor até que pela primeira vez Om começou uma conversa.

-Logo teremos que nos livrar disso.

-O que? –Perguntei confusa sem desviar minha atenção do caminho.

-Vamos ter que nos livrar do Trimotor. E barulhento de mais e chama muito atenção.

Falou ele calmo. Eu não gostei nada da ideia, nos livrar disso quer dizer que teríamos que viajar a pé. Mas não estava com cabeça para argumentar, apenas suspirei e continuei a dirigir. Já era metade da tarde e minha barriga estava roncando por comida, mas não falei nada, na verdade nem me incomodei com a fome. Só estava querendo me livrar das memorias ainda frescas em minha mente.

-Lyrian? Oh Lyrian .-Pelo jeito Om estava me chamando e nem tinha me dado conta. –Garota está me ouvindo?

-Sim, sim... O que foi?

-Vamos da uma pausa. Comer alguma coisa e depois continuar viajem.

Parei o Trimotor e assim que descemos Om me jogou outro embrulho com aquela comida seca que mais parecia areia, porém me sentei encostada no Trimotor e a devorei, estava com fome e gosto horrível daqueles grãos secos por algum motivo conseguia desviar minha mente das memorias de ontem a noite. Quando terminei de comer Om me estendeu o cantil.

Ele estava sentado num dos bancos logo a cima de mim, quando olhei para ele percebi que ele não comeu, então ele falou.

-Não preciso comer com a mesma frequência que vocês. –Disse ele num tom amigável sacudindo o cantil para que eu pegasse. –Não se preocupe comigo.

-Quanto tempo você acha que vai demorar até chegarmos lá?

-Bem ele disse que demoraria 2 dias, porém imagino que ele disse isso se referindo a pé, provavelmente chegaremos lá a qualquer momento.

Após tomar um gole de água, me levantei e fui para o banco do motorista. Om tinha razão não havia se passado mais do que alguns minutos e já avistava o tal penhasco, falei para Om indicando mais a frente à borda de um dos lados do penhasco, pelo jeito estávamos na parte de cima, ele me deu um tapa no ombro e confirmou dizendo que o local só podia ser esse.

Freie o Trimotor próximo a umas pedras, descemos e fomos até a borda do penhasco, dali olhamos para baixo, era uma queda e tanto, o local era muito escuro mas dava para ver o chão. Om se ajoelhou e apoiou os cotovelos no joelho e ficou observando atentamente cada centímetro do penhasco, dei uma olhada rápida por todo local esperando ver algo brilhar, mas não vi nada então de repente Om aponta com a mão direita para um ponto do penhasco a minha esquerda e fala.

-Ali, a caverna e ali.

-Como você pode ver alguma coisa nessa escuridão toda?

-Só confia em mim. –Não podia ver seu rosto por causa das faixas, mas tinha certeza de que ele estava sorrindo, e não sei por que, mas imaginei o mesmo sorriso que ele dava enquanto torturava aquele monstro.

-Certo, mas como vamos chegar lá em baixo.

Ele se levanta cola seu rosto no meu pela testa como no dia que nos conhecemos (porém dessa vez corei) então começou a falar e por algum motivo imaginei aquele sorriso malicioso que ele dera naquela noite se formando por baixo das faixas.

-Como nos dois descemos da muralha aquele dia? –Senti certa ironia em sua voz, a principio só o encarei, mas depois liguei os pontos e entendi o que ele ia fazer.

-Não daquela vez você me pegou de surpresa, não...

Tarde de mais, ele me agarrou na cintura, meu coração veio à boca e senti minhas bochechas esquentarem, e sem nenhum aviso ele deu um pulo para trás levando nos dois para o fundo do penhasco. Quando senti que caímos simplesmente o abracei forte e encostei minha cabeça em seu peito, diferente da vez que pulamos da muralha, em alguns pontos ele escorou na parede com a mão e pé, isso reduziu um pouco a velocidade, mas mesmo assim dessa vez eu senti um leve impacto. Quando chegamos ao chão ele se agachou, mas no geral não sofremos nada.

Ele me bota em pé no chão, nesse instante lhe dou um soco no ombro.

-Faça isso de novo e te mato.

-Tá certo, entendi a mensagem. –Fala ele entre risos, começando a se mover, nesse instante seguro firme a sua a mão. –Que foi?

Ele me encarou com aqueles olhos brilhantes dele, desde aquela vez nunca mais senti medo ao olhar seus olhos, ao contrario eu me sentia fascinada. Porém dessa vez eu estava com medo, mas não dele.

-N.. Não enxergo nada...

-Não vai dizer que está com medo do escuro?

-Para! É claro que não.

Ele da uma risada de leve, então segura minha mão, senti o calor de sua mão na minha pele, e apenas continuei observa aqueles olhos, ele me fascinava. Então ele caminha devagar na minha frente me guiado.

-Não se preocupe se tivesse algum monstro aqui eu saberia! Confie em mim.

Sem dizer mais nada continuamos andando, minha visão se acostumava aos poucos, mas eu não via nada além do poucos contornos, até que chegamos num ponto em que ele virou, se antes estava ruim de enxerga, agora é que não via nada mesmo. Porém depois de andarmos um pouco, senti que cada vez mais estávamos descendo. Fizemos várias curvas, uma hora pude visualizar uma luz pálida e fraca constantemente piscando.

-Chegamos... Nem acredito, finalmente depois de tanto tempo... –Falou ele sozinho. Não disse nenhuma palavra, apenas deixei ele me guiar até que viramos para direita e demos de cara com portas largas de metal enferrujadas entreabertas, na verdade pareciam que cairiam a qualquer contato, mas o que me chamou a atenção foi um bastão cilindro da onde vinha a tal luz que constantemente piscava e dele saia um chiado irritante. Não fazia a menor ideia do que ela aquilo e o do porque produzia uma luz tão boa, mas o que me surpreendeu mesmo foi quando Om soltou a minha mão e foi até a porta abrindo-a, após um rangido alto e vários estalos, a porta se abriu. Quando olhei para dentro vi um cenário que nunca havia visto antes, nem nos meus sonhos mais estranhos.

Notas finais
Ta ae então galera ate o proximo cap e naum esquecem de comentar ^^