Projeto Genoma

16 (Lyrian) Capítulo 15 - A caverna brilhante


Notas iniciais
Bem teve dobradinha Ômega, nada mais justo uma dobradinha Lyrian, porém me deu muito trabalho narra esse cap (entenderam o pq, se não entenderem grila naum q explico nas notas finais xDD) bem espere q gostem boa leitura.

Era um lugar totalmente diferente do que já conheci e mesmo não tendo saído da cidade antes, duvido que exista locais como esse no mundo. Estava tudo sujo e desgastado, porém ainda podia se ver certo brilho ali, o chão era de um material que desconheço, eram vários quadrados uns próximos do outro havia mesas por todos os lados e tubos saindo e entrando pelas paredes que eram extremamente lisas, dava para se ver do outro lado, um corredor e portas para outras salas, presumi. passei caminhado pelas mesas e vi objetos que nunca havia visto antes e de todas as formas, mas foi só uma coisa que chamou a minha atenção, uma coisa que estava por todas as mesas e tinha uma em escala maior pregado na parede a minha frente. Uma espécie de caixa retangular, mas que brilhava e nelas todas mostravam vários números descendo com uma frase no meio piscando constantemente uma frase que eu não entendia, na verdade nem sei dizer se aquilo eram letras.

-Security Protocol 20. –Disse Om com certo fascínio nos olhos, se aproximando de mim. Olho perplexa para ele sem entender o que ele acabara de me dizer. –Isso é inglês, se bem que mesmo assim você não deve saber o que significa e nem espero que saiba afinal nenhuma língua antiga sobreviveu às mudanças...

-Como você sabe o que está escrito ali, ou melhor, como você sabe que aquilo é uma palavra?

Ele me ignorou apenas se sentou em uma cadeira (estranha por sinal, se não fosse pelo formato básico não acreditaria que aquilo era uma cadeira) então puxou outro objeto retangular, porém muito estranho, ele dá uma leve assoprada e vejo que em algumas partes haviam símbolos como as aqueles que apareciam nos retângulos brilhantes.

-Parece que esse laboratório foi preservado como o meu... Talvez tenha aguentado mais tempo por não ter que nos manter como o outro...

Então ele começou a bater no retangular preto com os dedos e logo luzes mais fortes iluminaram todo o local, o retângulo brilhante que estava a sua frente parou de piscar e começou a mostrar varias outras coisas que não entendia, acho que eram palavras e desenhos de vários objetos, mas passavam tão rápido que não consegui focalizar nada, porém quando encarei Om notei mesmo na velocidade que passava aquelas coisas ele as entendia perfeitamente e falando em velocidade, seus dedos pareciam mais borrões enquanto eu escutava um interminável tec. tec. produzido por ele.

-Om, preciso saber... O que é você, de verdade. Como você sabe tanto sobre tudo isso.

Ele parou por um momento olhou para mim então piscou um olho.

-Quem sabe um dia eu te conto

E sem falar mais nada voltou a fazer... Sabe se lá o que. Apenas estava vidrado em tudo o que aquela caixa mágica lhe mostrava, então resolvi explorar, fui olhando cada mesa e pegando os objetos sujos que encontrava e começava testa-los tentando entende-los, porém quando cheguei a um armário de metal dentro da parede Om falou.

-Se fosse você não abria isso não. Ai dentro tem vários frascos contendo doenças. Não sei como esta o estado de preservação, mas as portas seladas é a única coisa que as impede de nos contaminar.

Mesmo não sabendo o que eram aquelas coisas, eu sabia o que era doença. Então resolvi ignorar aquele armário ou qualquer outro igual a ele. Resolvi averiguar o corredor e as salas nele, quando entrei na primeira sala deparei com algo um tanto peculiar, ali expostas em varias mesas redondas havia armas, creio que armas de fogo, mas eram estranhas e bem melhor trabalhadas que as do exercito da minha cidade. Não toquei em nenhuma, mas observei tudo com cuidado, depois tudo que vi foram mais frascos estranhos, canos, mesas, camas e mais daquelas caixas retangulares, mas essas não piscavam, porém num dos corredores havia uma porta trancada que não consegui abrir por nada, quando foi na minha bolsa para pegar meus instrumentos que uso para arrombar portas escutei Om gritar e da um soco onde acredito que foi na mesa.

-MAS QUE MERDA E ESSA?

-Que foi?

-E esse computador. –Disse ele apontando para caixa, então o nome daquilo era computador. –Um bando de informações inúteis e os que realmente valeriam a pena ou estão corrompidos ou protegidos.

-Om. Posso contar nos dedos de uma mão, e ainda vai sobrar dedo, a quantidade de palavra que você disse que fez algum sentido para mim.

Ele me olhou sem expressão nenhuma e depois suspira olhando para o lado, como na vez da muralha, mas me senti ofendida dessa vez.

— Protocolo de Segurança 20 foi instituído em todos os centros de pesquisas, salas como essas chamadas de laboratórios, mundiais. Eles nasceram como uma aliança da maioria dos países há muito tempo atrás. E claro o povo não sabia de nada, só algumas pequenas informações genéricas que o governo passava. O objetivo deles era ou de criar armas mais poderosas ou tecnologia extremamente avançadas ou algo que melhorasse as condições humanas, digamos os super-humanos.

Ele fez uma pausa e me encarou, queria saber se eu estava acompanhando o raciocínio, entendi algumas coisas, mas outras ainda era um mistério para mim então fiz um sinal para que ele continuasse.

-Esse protocolo servia para todos os computadores de todos esses laboratórios entrasse em segurança protegendo todos os materiais de pesquisa não importando o que acontecesse. Seguiram a programação perfeitamente, mas esses dados em específico estão apagados ou corrompidos... Alguém esteve aqui antes de nós, alguém que sabia o que era tudo isso e onde procurar e depois destruiu as informações importantes e reiniciou o sistema de segurança.

-Alguma pista de quem possa ter feito isso?

-Só uma suspeita. -Vi seus olhos faiscarem. –Um dos meus irmãos é a única explicação para aquele feioso ter tido acesso aqui, bem como para o Koh saber que eu estava indo para cidade e do que eu era capaz, mas por que?

-Por que o que?

-Por que ele estaria fazendo isso comigo? Qual e objetivo dele?

Vi Om mergulhar em sua mente em um estado de reflexão, ele se distraíra de tudo enquanto pensava, apenas fiquei quieta tentando digerir toda aquela bomba de informação que ele jogou em mim. Bem eu sabia que tinha alguém por traz de tudo isso, o monstro que atacava cidade nos disse, isso eu conseguia entender, mas o que não entrava na minha cabeça era como alguém poderia entender tudo isso a minha volta.

Após um tempo Om se cansou, levantou e começou a fazer o que eu havia feito antes, olhou em volta, porém ele futricava, mexia e olhava cada canto até que chegou à porta trancada.

-trancada...

-Posso resolver isso. –Disse me pondo a sua frente e indo para fechadura, peguei minhas ferramentas e comecei a mexer ali, porém nem foi 2 segundos e meus instrumentos se quebraram. –Como?

Om riu, não de deboche, mas mesmo assim me magoou me fazendo vira para ele e fuzila-lo com os olhos.

-Calma Lyrian. Essa fechadura e bem mais complexa do que você está acostumada a arrombar. Suas ferramentas não dariam conta dela nunca.

Ainda assim estava magoada, apenas me levantei e foi para o lado e não disse nada ele começou a bater na porta e veio um som metálico, ele olhou cada canto da porta e por fim falou.

-Não vai ser fácil arromba-la. Vamos precisar da chave.

-Então vamos procura-la. Ela deve estar aqui em algum canto...

-Pouco provável. –Disse apontando para o chão onde vi marcas de poeira no chão que indicava que a porta fora aberta. –Isso não é usado há anos, mas aqui mostra marcas de que ela foi aberta recentemente. Pode até notar que a maçaneta nem poeira têm.

-Então quem mexeu no computador, sabia o que tinha ai, entrou fez o que queria e depois trancou?

-E levou a chave com ele... Cara! Estou ficando cada vez com mais raiva desse desgraçado.

Om saiu dali, o segui. Ele tentou a sorte mais uma vez nos computadores, mas nada. A única mudança é que dessa vez ele esmurrou o retângulo, que ele apertava constantemente, com tanta força que o partiu no meio fazendo vários pedaços voarem.

-Cansei disso. Isso se mostrou uma perda de tempo.

Ele me segurou pelo braço e me arrastou para fora, começamos a refazer o caminho, logo estaríamos do lado de fora e continuaríamos viajem se não fosse por algo que aconteceu quando chegamos ao trimotor.

Tinha perdido a noção de tempo naquela caverna, quando chegamos ao topo vi que já era muito tarde, já havia escurecido e percebi o quanto estava cansada. Só rezei para que Om não quisesse viajar agora e fossemos dormir no Trimotor, mas algo nos esperava no topo de nosso veiculo roubado.

-Então Ômega o que está achando da nova Terra? – Um ser sorridente falava com uma voz esganiçada e irônica de cima do Trimotor nos encarando firmemente.

Quem era Ômega? Que nome mais estranho, mais estranho que isso era ver Om paralisado suado frio enquanto encarava o estranho.

Notas finais
Então onde estava com a cabeça para botar essa garota para descrever a merda do laboratorio xDD, mas o importante e q chegamos ao cap 15 ^^ e o proximo cap e o que alguns estão esperando hehehe sem mais comentario.
vlw galera, ah não esqueçam de comentar.