Projeto Genoma
11 (Ômega) Capitulo 10 - O plano de Lyrian
Notas iniciais
bom boa leitura
No que essa garota está pensando? Temos que ser rápidos, mas resolvi confiar nela, depois que ela sumiu de vista comecei a agir. Sabia que o dono da estalagem estava trabalhando para o exército, ou seja, não poderia entrar pela porta da frente, mas isso não era problema, havia deixado à janela do meu quarto aberta, poderia entrar por lá. Aproveitando o beco e proximidade de uma parede a outra pulei de um lado para outro ate alcançar o teto, lá estava à janela aberta, agora era só me aproximar pelos telhados e logo chegaria ao quarto.
Algo me incomodava enquanto eu pulava de um telhado a outro, estava fácil de mais. Teve aquele pequeno grupo nos seguindo em quanto voltávamos para estalagem, mas depois que o despistamos nada mais aconteceu isso me cheirava a problema. Estava logo embaixo da janela, com um salto escorando na parede logo a alcancei com a mão esquerda e sem muito esforço pulei para dentro do quarto.
Foi aí que eu vi a merda que fiz. La estava Koh sentado em uma cadeira do outro lado do quarto, tanto a minha mochila quanto a da Lyrian estavam no chão ao seu lado. Mas a cena que realmente me pegou de surpresa foi ver o grupo dele que eu salvara no dia anterior, todos eles mortos com um buraco no topo na cabeça.
-Planeja ir embora? –Fala ele se levantando, anda ate chegar no meio do quarto. –Sem se despedir?
Sua boca estava enlambuzada de sangue, e ela tinha uma estranha forma redonda, e tinha duas fileiras de dentes todos afiados, seus olhos estavam opacos e sua pele agora estava cheio de desenhos iguais ao de Zarcks. Como não percebi isso antes, Koh (e muito provável Zarcks) era um devorador de cérebros. Uma espécie de mutantes que surgiu, podiam ser bem semelhantes aos humanos, e como ele deve ter se escondido por muito tempo nessa cidade tinha ficado com um cheiro igual ao dos humanos.
-Me deixa adivinhar. –Apoie os cotovelos no para peito da janela e fiz uma cara irônica. –Você e Zarcks são devoradores de cérebro, resolveram ficar nessa cidade se alimentando de poucos humanos, vejamos 2 por semana? E quando descobriram sobre mim planejaram uma armadilha para pegar o meu?
-Realmente você e muito inteligente. –Fala ele lambendo os lábios. — Mas como sabe de Zarcks?
-Admito que até agora não tinha nenhuma pista, nem suspeitava. Mas quando o vi na sua verdadeira aparência me toquei na hora, deixa adivinhar de novo, entre os dois foi você quem devorou mais cérebros, assim pode ter mais controle sobre sua aparência.
Mas como eu foi burro, era tão na cara o Zarcks. Devoradores de Cérebro conforme devoram cérebros mais inteligentes e fortes ficam e se devoram muitos cérebros de uma determinada raça podem assumir sua aparência, quanto mais melhor a camuflagem, mas conseguem fazer isso melhor com humanos. Nem devo dizer o quão apetitoso deve ser meu cérebro para eles.
-Ah, você é tudo que “ele” prometeu que você seria... Ômega
Agora eu realmente estava surpreso, me boto de pé num salto e saco minha espada, ele sorri macabramente e começa dar gargalhadas. Como esse bicho sabia meu nome verdadeiro? Agora a situação era perigosa para mim, como disse antes não é legal saberem o seu nome verdadeiro.
Ele ria, gargalhava (sabe aquelas gargalhadas de vilão super do mau!) eu estava firmando a posição, não daria mole, um deslizes e meu cérebro entraria na janta dele.
-Como você sabe isso? –Vociferei prestando atenção a tudo a minha volta.
-Alguém me contou. –Falou ele irônico. –Me disse que você viria para cidade e me contou sobre seu delicioso cérebro, informação do mundo todo... Já me da água na boca.
-QUEM TE CONTOU ISSO?
Ele me encarou do mesmo jeito que encarei o filhote de cruz credo enquanto tentava tirar informações dele. Então deu de ombros.
-Não sei, mas adoraria ter devorado o cérebro dele, mas na hora eu estava em desvantagem, diferente de agora né... Ô-me-ga! Ele tinha tanto conhecimento, me mostrou até uma caverna brilhan... não ele chamou de laboratório, até disse que ia ajudar fazendo aquela falha da natureza atacar a cidade para enfraquece-lo.
Que merda era essa? Era o mesmo cara que o feioso disse, então tinha alguém que sabia tudo sobre mim e o passado do planeta e por algum motivo estava querendo acabar comigo... Pronto esse só podia ser um dos meus “irmãos”, mas por que ele estava fazendo isso comigo? Precisava de mais informação e sabia onde conseguir, mas agora precisava me livrar do carrapato.
-Bem chega de brincar com a comida. –Vi a saliva escorrer pelo queixo dele. –Hora do banquete, espero que não se incomode, mas vou me servi Ômega.
Há! O esquisitão tá achando mesmo que vou deixar ele abrir meu crânio, mas eu vou enfiar minha espada na goela desse bicho. Bem era isso que eu queria fazer, mas lembra do lance do nome... Então existem alguns bichos que podem fazer certas coisas com você se souberem seu nome. Nesses casos podiam botar as vitimas num certo transe, desde que eu estivesse no determinado alcance e ele dissesse meu nome, claro que não é apenas falar, e necessário tom e outras coisas, mas isso varia de ser para ser, então é difícil definir um padrão. Mas imagino que ele além de tom (pois ele falou em 3 tons diferentes) é necessário o olfato também, o quarto estava impregnado com um cheiro doce que não reconheci.
Ele se aproximava vagorosamente de mim lambendo os lábios enquanto eu forçava meus músculos a se moverem. Ele me paralisara. Eu estava a mercê dele. Merda não vou deixar meu cérebro parar na barriga de um carrapato escroto. Se eu ao menos pudesse quebrar o transe, qualquer coisa, um barulho ou um odor diferente seria o suficiente para me livra disso. Ele chega cola a cara dele na minha, então com as duas mãos começa a forçar para que eu me abaixe. Merda pensa em alguma coisa se não nunca mais vou pensar em nada... foi quando ele estava com a boca escancarada, um humano normal não teria conseguido quebrar o transe a partir disso, mas para mim... Acontece que vinha um bafo de podridão daquela boca e quando ele conseguiu me fazer ceder e meu nariz parou na direção da boca dele veio o fedor como um soco na minha fuça. Como tenho um faro muito mais aguçado dos humanos o fedor veio mais forte ainda.
Para mim isso foi o suficiente, com certeza ele não sabia tudo sobre mim. Pronto recuperei os movimentos e com um movimento rápido enfio a espada em seu estomago. Ele se engasga e começa a cuspir sangue, agora sou eu que sorrio de forma maléfica.
-C-como...?
-Parece que ele não contou tudo sobre mim. –Falei me aproximando do seu ouvido, ele se apavora e começa a andar para traz tirando minha espada do bucho, ele ia falar meu nome de novo, vi ele abrindo a boca para fazer isso, mas não ia deixar de jeito nenhum, com um salto colo nele de novo dessa vez faço um corte na horizontal de cima para baixo, ele pula para traz fazendo o corte pegar só de raspão (serio não acerto uma quando ataco desse jeito) em seguida firmo no pé esquerdo e giro dando um chute alto na cara dele, jogando-o contra a parede, enquanto ele se levanta eu ataco de surpresa cravando a espada na parede passando pelo seu pescoço.
Ele se debate como um peixe fora d’agua, esticando os braços tentando me alcançar, então aproveitando os últimos segundos de vida dele eu sorrio e falo.
-Parece que o buffet self service está fechado.
Tiro a espada, ele cai, logo ele vai morrer esta dando seus últimos suspiros. Mas aprendi que é melhor se prevenir, então com movimento de corte de cima para baixo cravo minha espada três vezes em seu crânio. (É eu sei, às vezes sou muito exagerado.)
Me sento e respiro aliviado, por um momento realmente achei que morreria de forma tão banal como essa. Já fazia tempo que não ficava desesperado, mesmo por uma fração de segundos. Após alguns momentos me levanto pego as mochilas e saio pela janela indo na direção que Lyrian mandou eu ir.
Enquanto estou correndo pelos telhados, reflito um pouco as informações que consegui essa noite, era claro o próximo lugar que deveria ir após sair dessa cidade, mas o complicado seria sair. Sozinho conseguiria passar pela muralha sem problema, uma vez do lado de fora eles não me alcançariam, mas o problema era Lyrian. Por falar nisso onde ela se enfiou, já estava chegando perto da muralha, mas nada dela. Onde ela se meteu?
Foi então que aconteceu, na rua principal escutei uma explosão, e logo em seguida uma gritaria sem controle vinda de lá, pensei ir dar uma olhada, estou parado na beirada do telhado olhando para o lado, vendo a fumaça subir da rua. Quando me posiciono para ir ate lá escuto.
-Heim Om! Aqui! –Lyrian estava em frente a uma porta acenado para mim com um sorriso. Pulo do telhado até ela.
-Tá maluca garota! Não disse que teria...
-Om não se preocupe já consegui um meio de sairmos daqui. -Ela tira as mochilas da minha mão, havia certo sorriso de satisfação nela, o alvoroço na rua principal aumentava acabou chamando minha atenção. –Isso faz parte do plano
Ela que arranjou a confusão? O que essa garota estava aprontando, então ela me faz um sinal para segui-la. Entro num sala cheia de objetos grandes protegidos por lonas, do outro lado da sala havia dois enormes portões que se abriam para o lado, ela vai ate o menor dos objetos que estava de frente para o portão.
-Já consegui a chave, com isso não teremos problema. –Fala ela retirando a lona num movimento rápido, revelando um dos veículos, como aquele que eu peguei uma carona para chegar aqui, só que esse era diferente, imagine a parte de traz com dois bancos e um espaço na traseira para carga, só que a frente aberta e um banco no meio que seria o motorista e a parte da frente semelhante a uma moto. Os humanos ficaram de certa forma mais criativos depois de 2012...
-Pensou bem Lyrian. –Elogiei ela de verdade, ela sorriu satisfeita enquanto colocava as mochila dentro do veiculo. –Mas como vamos passar pelo portão?
-hehe... Por isso a multidão, como parte do plano. Siga-me!
Saímos da garagem, andamos por uma rua estreita entre a muralha e o prédio, nos aproximando da confusão da rua. Ao chegarmos perto, mas sem sair dali ela me aponta para o alto da enorme porta, olho na direção indicada e vejo uma pequena janela.
-Ali tem uma sala, lá você vai encontrar um sistema de roldanas que abre a porta, é necessário 3 pessoas para abrir! Acha que dá conta?
Olho para ela, que estava sorrindo como uma aluna que acaba de impressionar o professor. Realmente impressionou.
-Você pensou em tudo. A confusão como distração, vai me deixar com o caminho livre ate lá e quando eu abrir....
-Saímos rapidinho com o Trimotor e pronto, estamos fora da cidade sem eles terem tempo de reação.
-Existe janela para o lado de fora?
-Sim. -ela me encara curiosa. –mas é pequena de mais pra alguém passar.
-Vi que carrega uma bolsa na cintura. Têm explosivos?
Ela sorrir entendeu o que eu queria fazer, então ela desamarra a bolsa e me entrega.
-São os cartuchos vermelhos. A porta que leva até a sala é do outro lado da rua, logo ali. – Então com outro sorriso ela volta para garagem, enquanto corro até a porta. Acho que realmente não será um problema levá-la comigo.
Notas finais
bem pelo menos esse cap não terminou com a batalha no meio xD
não esqueçam de comentar.
vlw galera
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