Projetados
1 Prefácio
Notas iniciais
Aquela historia de fazer o que bem entender nem sempre é possível. Às vezes não temos chances de mandar em nós mesmo, de escolher o que devemos fazer de nossas vidas e temos que simplesmente obedecer a ordens. Ordens que geralmente fogem do normal, do natural e do real. Nunca somos totalmente livres, sempre temos alguém que nos prendes. Seja pelos pais, por um irmão ou irmã, ou namorado, enfim nunca somos livres.
Não pensamos em desobedecer às ordens que nos são dadas, mesmo que assim quebremos regras. Mais obedecer a regras faz parte do instinto, do nosso instinto, seja qual for. Mais o sentimento é de estar preso, como um animal feroz e selvagem enjaulado. Um animal que é somente solto para cumprir ordens e obrigações desnecessárias. Este sentimento destrói qualquer um aos poucos acabando com a energia vital.
Talvez nem todos sintam isto, ou talvez ninguém sinta. Exceto por mim. Não sou uma garota comum. Não acordo todos os dias, às seis da manha e tomo café com a família, como a maioria das garotas. Não frequento a escola e não tenho amigos. Não vou a festas, pelo menos não com o intuito de me divertir, e nem vou ao shopping, ou ao cinema. Não tenho nada, além do meu irmão, Luca Stanford que foi gerado, criado e treinado da mesma forma que eu.
Não somos muito próximos por conta das circunstancias em que vivemos. Quando erámos apenas fetos, nossos genes foram modificados em um laboratório ilegal e a eles foram dadas características anormais. Quando nascemos fomos separados de nossos progenitores, ou vendidos por eles – não sabemos ao certo o que aconteceu. Temos habilidades incomuns, sobrenaturais, por assim dizer. Podemos correr mais rápido que humanos, temos um sistema imunológico forte e rápido, e nossos ferimentos são curados rapidamente. Temos outras habilidades individuais, como o fato que posso ler mentes e manipula-las. Luca consegue provocar dor incalculável nas pessoas e chega até a matar.
Temos 17 anos e moramos em uma organização secreta e ilegal, criada por Bruce Marshal e Rodney Goldsmith. São os donos da empresa Marshal & Goldsmith. A doutora Elizabeth Robbes, foi quem cuidou de nós desde que nascemos e mesmo que não fosse seu objetivo demonstrar, ela fez o papel de mãe em nossas vidas. Nossos genes foram modificados pelos doutores Otavio Clarck, que faleceu há dois meses, e Jesse, sua filha que ainda trabalha conosco. Somos os únicos projetos concluídos em todo o mundo.
Fomos criados apenas com um objetivo:
Matar.
Luce Stanford.
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