Proibido de Amar
3 Final
Notas iniciais
Em meio aos escombros de prédios e asfaltos, uma pessoa segurava outra que se encontrava inconsciente. Sua testa tinha um pequeno corte que continha sangue seco desenhando o delicado rosto com alguns machucados por conta das batalhas anteriores. Poderia até dizer que ele estaria dormindo, mas a expressão sofrida e a falta de movimentação diziam o contrario. As mãos já tremulas e o coração acelerado da pessoa que o segurava, denunciava o seu desespero abrindo a boca como uma prévia de que iria gritar enquanto aproximava do corpo para mais perto de si.
Seu coração doía. Os olhos pinicavam para que lágrimas saíssem e de alguma forma sentia que algo dentro de si estava indo embora...
Algumas horas atrás...
O caos já estava estabelecido. Os vilões haviam dominado a maior parte da cidade. E parecia que tudo estava perdido. Prédios, ruas e casas encontravam-se destruídos, não importava para onde olhasse havia apenas calamidade.
Todos os heróis possíveis estavam lutando contra os inimigos, mas a situação não se encontrava favoráveis para eles, pois os números de acidentes eram absurdos ao ponto de o resgate pedir ajuda aos heróis que também não estavam conseguindo conter todos os vilões.
Midoriya que tirava os escombros procurando por vítimas, olhava para toda aquela situação preocupado, pois de tudo que já havia passado essa era uma das mais complicadas e difíceis que estava lidando. Estava encarregado em resgatar os feridos, mas a verdade era que queria estar lutando e ajudando os amigos que foram para a linha de frente.
“Será que eles estão bem?”. Pensava Deku, pois a última notícia que ouviu no comunicador não era as das melhores. E além disso estava preocupado com a sua mãe, que não havia falado com ele.
Um grito tira Deku de seus devaneios ao ver uma pessoa ferida prestes a cair de um prédio em ruínas, e rapidamente ativa a sua individualidade e corre para salvá-la.
Em algum lugar mais ao norte encontrava-se Bakugou que ajudava alguns heróis que lutavam, dando o suporte em afastar as vítimas que estavam machucadas ou ao redor do local indo para zonas mais seguras. Tudo estava acontecendo muito rápido, a cada vilão que era derrotado mais catástrofes que envolviam vítimas eram reportados e os heróis eram obrigados a ajudar.
“Mais que merda!”. Pensava o loiro que resgata mais um civil que fica surpreso com a sua repentina aparição. E não tendo tempo para agradecimentos, Katsuki apenas agarra mais uma pessoa que encontrou e deixou eles com um dos responsáveis e os encaminhou para um local mais seguro.
....
Passaram-se duas horas, e a situação não parecia ter melhorado, mas já se encontrava controlada. Os heróis conseguiram achar uma brecha no plano dos vilões e com isso todos estavam lidando bem com a situação, mas o número de inimigos havia aumentado absurdamente além dos feridos reportados.
Midoriya lutava com um vilão que havia cruzado o seu caminho, e por conta do cansaço e da individualidade um tanto chata de se lidar, estava tendo dificuldade em derrotá-lo. A cada dano recebido o desgastava estando quase no seu limite, só que com um chute certeiro conseguiu nocauteá-lo e finalmente descansar.
“Acho que foi o quarto que eu encontro.” Pensava o esverdeado normalizando a respiração, e olhando pelas redondezas com um pouco mais de atenção, e mesmo tendo as casas e prédios destruídos pode reconhecer o local sendo o bairro onde sua mãe morava. Um misto de preocupação e medo faz com que Deku decida ir até o apartamento dela, mesmo depois de confirmar pelo comunicador que a área onde estava já tinha sido revistada.
Certificando mais uma vez que não havia feridos ou algum vilão por perto, o esverdeado amarra o inimigo e o deixar com os policiais no ponto mais próximo e parte até o apartamento.
O prédio estava em um estado um tanto deplorável e aparentemente instável, quando Izuku chegou no local, estando um pouco inclinado para o lado e o restante das construções em um estado semelhante ou pior.
A vontade de correr e entrar no apartamento de sua mãe era grande quase insuportável, mas o seu lado profissional e consciente o faz manter a calma e iniciar os procedimentos que deveriam ser feitos antes de entrar e procurar por feridos.
Foram dez pessoas resgatadas depois que encontrou o primeiro e chamou por reforços, nenhum gravemente ferido, mas muitos estavam presos ou com medo por conta de tudo que estava acontecendo, não tendo a coragem de sair das suas casas. E mesmo aquele não sendo o objetivo principal de Izuku, ele se sentiu extremamente feliz e satisfeito por estar ali.
Deixando mais uma pessoa com os paramédicos e voltando para o prédio, Midoriya certifica que todos os andares que até agora tinha entrado não haviam mais vítimas e que poderia dar inicio a busca no último andar, onde não encontrou ninguém, sobrando apenas o apartamento de sua mãe.
O local que deveria ser arrumado e bem organizado encontrava-se agora bagunçado com algumas coisas caídas pelo chão e quebradas, o que preocupava mais ainda o esverdeado que chama por Inko, e não demora muito para que Izuku a encontrasse caída no chão inconsciente, provavelmente, por conta do impacto do prédio que quase desabou.
Aliviado depois de ver que não tinha sofrido nada de grave, apenas um pequeno calo na cabeça, Deku posicionou ela cuidadosamente em sua costa e começou a andar o mais rápido para sair do prédio.
— Izuku? – Chama a mulher de cabelos verdes acordando e notando que estava sendo carregada pelo filho.
— Mãe, você está bem?
— Eu acho que desmaiei depois que ocorreu um terremoto.
— Não foi um terremoto. Os vilões estão atacando a cidade e atingiram o nosso prédio.
— Você está machucado, filho? – Diz a mãe ao notar a situação que se encontrava e vendo a roupa rasgada do seu menininho.
— Estou bem. Não se preocupe. – Fala o filho tentando tranquilizar a mãe com um sorriso.
O alívio de ver os paramédicos com as pessoas resgatadas era como um peso tirado de Izuku, que finalmente poderia ficar despreocupado com a mãe fora de perigo, mas algo inesperado acontece. Alguém joga um enorme pedaço de escombro em direção de Izuku, que consegue desviar por pouco e olha para a pessoa que encontrava flutuando no ar.
— Vamos brincar um pouco hero! – Grita a pessoa que quase mata os Midoriyas, e estava prestes a jogar mais alguma coisa em cima deles. Surpreso Izuku, não entendia o motivo de não receber um alerta de inimigo pelo comunicador, e aparentemente nenhum herói além dele estava no local. Olhou para as pessoas que havia resgatado, estando com medo, e um dos paramédicos tentando indicar que todos estavam bem apesar de tudo.
Um carro foi jogado em direção de Izuku que desvia, mas é surpreendido com o chão que se mexe em seguida, tendo uma parte do asfalto solto o fazendo flutuar e ser jogado com força para a direita, mas antes que fosse atingido com o impacto ele protege a sua mãe.
— Izuku! – Chama Inko desesperada, após se recuperar do impacto e vendo o seu filho machucado e sangrando. – Izuku! – Ela balança ele algumas vezes até que o mesmo abre os olhos e vê o vilão olhando para os dois com o intuito de jogar mais algo neles. E em um reflexo Deku afasta sua mãe e dá um pulo, agarrando o inimigo o surpreendendo e evitando o ataque.
— Droga! – Grita o vilão. Mas antes que Deku conseguisse fazer um movimento, ele sente algo o enforcando enquanto era jogado para longe e ouve tanto o seu impacto quanto do próprio vilão ao caído em algum lugar.
Recuperando o quanto antes, Midoriya procura por sua mãe e a encontra sozinha assustada com o que estava acontecendo. E ao ver o vilão se recompondo aos poucos também, o esverdeado vai até Inko e a agarra levando-a para perto dos paramédicos o mais rápido possível, e depois voltar para lutar contra o inimigo que já tentava o acertar com um escombro e ameaçava as vítimas.
...
Carregando um dos seus companheiros de luta, Bakugou se encontrava com machucados leves e cansado. Correndo em direção para um dos pontos de tratamento e abrigo que se encontrava perto de onde estava lutando. A pessoa que carregava estava inconsciente e com machucados graves por conta das lutas que esteve e também pelo excesso do uso da individualidade, causando o desmaio repentino e que obrigou o loiro a levar para os cuidados médicos necessários.
Chegando no local, a pessoa foi socorrida as pressas mesmo estando com o local superlotado. Tanto vítimas quanto heróis encontravam deitadas no chão, algumas inconscientes outras gemendo de dor, causando uma sensação de desconforto muito grande em Katsuki, que gostaria de sair de lá o mais rápido possível, mas foi obrigado a ficar e tratar os seus ferimentos e descansar por pelo menos meia hora, mesmo contra a sua vontade, o ameaçando de o dopar com um tranquilizante se não fizesse isso. Sem opções o loiro, apenas observava aquela visão de caos e tristeza. E como uma forma de distração o loiro começa a contar os segundos para sair de lá o mais rápido possível.
— Katsuki! – A voz de alguém chamando pelo loiro o tira a concentração para avistar uma versão feminina sua correndo em sua direção, sentindo um enorme alívio de ver a mãe bem. – Que bom! Você está bem meu filho.
— É claro que eu estou, velhota!
—E isso é jeito de falar com a sua mãe, sua peste! – Diz a mulher, chegando mais perto do filho que já esperava um cascudo, mas o que veio foi um abraço apertado e necessitado o causando uma pequena calmaria momentânea enquanto apreciava um pouco daquele calor. Após alguns minutos assim Katsuki sente o abraço afrouxar e logo em seguida uma dor aguda é sentida em sua cabeça.
— Qualé’ velha doida! – Diz colocando a mão aonde a mãe havia batido.
— Deveria ter respondido as minhas mensagens seu filho desnaturado! Fiquei esperando um sinal de vida logo que passou nos noticiários o que estava acontecendo!
— Você acha que eu tinha tempo de fazer isso *baba!
— Que arranjasse! – Algumas pessoas que estavam em volta assustavam com o intenso diálogo entre os dois, mas eles não se importavam.
— E o velho? Aonde ele tá’? – Um olhar de repreensão foi dado para o herói que apenas “abaixa um pouco a bola” e espera a resposta da mulher.
— O seu pai está com a Inko.
“A mãe do Deku?”
— Filho, você viu o Izuku alguma vez?
— Não. Eu e o nerd fomos direcionados para locais diferentes. Se não me engano ele foi para o lado leste da cidade. – Bakugou olha para Mitsuki preocupado, já que a loira nunca era de ficar quieta, a não ser que fosse algo sério.
— Aconteceu alguma coisa?
— Katsuki, se você ver o Izuku poderia dizer que a mãe dele quer o ver?
— Do que você está falando?
— Parece que o Izuku ajudou a mãe quando estava passando por perto do apartamento dela, mas alguém os atacou e no meio dessa confusão, a Inko se separou do filho após alguns estagiários iniciantes chegarem e os levarem até aqui. E isso foi muito para a Inko, ela esta tão preocupada que sinto que pode ter até um infarto. – Entendendo a situação, Katsuki apenas a olha com desdém, o que irritou a mãe e mais uma vez uma discussão se inicia.
— Katsuki eu estou falando sério! Eu estou começando a ficar preocupado com o Izuku!
— Fica calma, aquele nerd não é burro ou se quer fraco. – Diz o loiro um tanto desconfortável já que se tratava de Izuku, a pessoa que não costumava elogiar, mas de insultar, coisa que sua mãe sempre o repreendia.
— Claro meu filho, mas....
— Ele é um herói. – Diz o Bakugou firme e confiante. – No momento em que ele decidiu sabia dos riscos, não podemos fazer nada.
— Eu sei, mas uma mãe sabe quando o seu filho está com algum problema. – Tal comentário fez com que Katsuki olhasse para ela um tanto receoso, já que mesmo estando prestes a se formar, sabia que uma das coisas que Izuku não havia melhorado tanto era a sua autopreservação e proteção.
Antes de voltar ao trabalho, Mitsuki obrigou o filho a ver o pai que o abraçou aliviado e teve uma breve conversa com ele. Inko que estava presente aproveito a presença de Bakugou e perguntou sobre Izuku, mas o loiro apenas disse a mesma coisa que havia dito a mãe, vendo a cara abalada de insegurança e preocupação da mulher gordinha e baixinha.
Saindo do local e pedindo informações pelo comunicador, Katsuki vai em direção de uma das catástrofes que estava por perto, encontrando o local já controlado e vendo alguns dos seus colegas que ficaram aliviado por ver o loiro bem.
— Vocês viram o Deku? – Pergunta Bakugou para Kaminari e Mineta, depois de ouvir que o lado sul estava uma bagunça.
— Não vimos ele. – Fala Mineta. – Mas eu soube que o Todoroki o viu lutando perto de um dos centros da ala norte. – Antes que algo mais fosse falado, alguém pede reforços pelo comunicador, forçando os três a se separar e irem para os seus afazeres.
Bakugou foi encarregado de ajudar um dos heróis que estava lutando, que por coincidência era na ala norte da cidade, e ao chegar no local teve a infeliz surpresa de o seu parceiro estar nocauteado e o vilão prestes a matá-lo.
— Morra! – Grita Katsuki, conseguindo explodir a cara do vilão surpreendendo-o e pegando o seu companheiro e escondendo para dar os primeiros socorros.
— Oi! Acorda seu merda! – Fala o loiro checando a pulsação e vendo os machucados.
Um barulho bem alto é ouvido pelo loiro, que cuidadosamente olha pra fora do seu esconderijo e vê que mais reforços chegavam, o deixando aliviado e podendo cuidar com mais calma a pessoa a sua frente.
— Hoje está sendo uma merda! – Fala Bakugou carregando mais uma vez um dos seus companheiros e levando para o centro de cuidados, já que as ordens eram priorizar os atendimentos dos heróis o mais rápido possível, e aqueles que já estivessem curados pudessem voltar para o campo de batalha independente do estado. Algo insano e que muitos discordariam, mas para aqueles que estavam dispostos a arriscar as suas vidas ao escolher aquela profissão, não se importavam.
Correndo e pensando o quão azarado estava sendo o seu dia, Katsuki para por um momento para descansar, pois a pessoa que carregava era extremamente pesada e muito maior do que ele, o colocando deitado no chão.
Já descansado e prestes a carregar o companheiro, alguma coisa atinge Bakugou, fazendo com que ele fosse jogado para trás e caísse.
— Mas que merda! – Fala o loiro olhando para a coisa que o atingiu.
— Kaccha! – A voz já conhecida por Katsuki o faz ferver de raiva, mas antes do loiro fizesse algo Deku sai de cima do mesmo e começa a se desculpar.
— Quer morrer seu merda!? – Diz Bakugou querendo explodir a cara de Izuku.
— Calma Kacchan! Não temos tempo para isso! – Antes mesmo que o esverdeado pudesse falar algo mais, Bakugou estende a sua mão em direção a ele já pronto para arrebentar a cara do outro, mas o que aconteceu foi a de o loiro acertar algo que não fosse a cabeça de Midoriya e sim um enorme concreto.
— Ora, ora... Vejo que já encontrou um companheiro. – A pessoa que havia dito, era o vilão que Izuku estava lutando a alguns minutos atrás, até que foi jogado e atingiu Katsuki.
Antes que Izuku pudesse dizer algo ou agisse, o loiro ativa a sua individualidade e vai até o vilão que se encontrava flutuando, mas antes que ele chegasse no outro, vários pedaços de concretos vêm em direção de Bakugou que com um movimento rápido consegue destrui-los e desviar aterrissar em segurança logo em seguida.
— Que individualidade mais interessante. – Comenta o inimigo.
— Eu vou explodir essa sua cara! – Novamente o loiro ativa a sua individualidade, mas em vez de ser alguma coisa a ser jogada contra si, era Izuku indo em sua direção o surpreendendo e fazendo com que os dois se chocassem e caísse.
— O que você está fazendo seu Deku de merda!? – Mas antes mesmo que Izuku falasse, ele começa a flutuar novamente e é jogado contra o chão pressionando-o.
— Ei explosivinho, se não quiser que os seus amiguinhos morram é melhor cooperar. – Fala o inimigo com um olhar de diversão e com um sorriso sádico no rosto, e fazendo como refém o herói ferido que Bakugou carregava antes, tendo um enorme carro prestes a cair encima do outro.
— Kacchan! Luz! – Grita Midoriya irritando o inimigo.
— Cala a boca! – Diz o vilão, o levantando e depois jogando-o contra o chão novamente.
Bakugou que apenas encarava tudo entende o recardo.
— STUN GRENADE! – Grita após chamar a atenção do vilão e uma enorme explosão com uma intensa luz atinge os olhos do inimigo, o cegando e em seguida uma dor preenchendo o seu lado direito do rosto que o joga para longe.
— Aqueles filhos da puta! – Diz o vilão ao se recompor aos poucos e tendo a visão embaçada com luzes o rodeando, percebendo que demoraria um pouco para ver.
— Seu imbecil! – Diz Bakugou que carrega o ferido em seus ombros com a ajuda de Izuku. – Que bosta foi aquela lá traz? Por que não nocauteou aquele puto e nos fez recuar, Deku?!
— Também é bom te ver Kacchan... – Fala Izuku provocando o loiro que o revida com mais insultos.
— Desembucha logo seu merda! – Fala Katsuki tentando pegar o mais rápido das informações, enquanto os dois se escondiam em um beco que encontraram para resolver logo a situação.
— Aquele vilão tem mais dois companheiros que chegaria em alguns minutos. Eu consegui os despistar, mas não achei que um deles fossem me alcançar. – Fala Izuku se sentando um pouco. – Os três parecem formar um grupo, na qual um fica no ataque, outro na defesa e um que guia os outros dois.
— Para de enrolar e desembucha logo a individualidade deles! – Fala Bakugou irritado.
— Um tem o poder de observação, que parece que prevê os nossos movimentos, mas na verdade ele vê sinais do nosso corpo que pode a entender que faremos um determinado movimento, mas nem sempre é tão preciso assim. A outra pessoa tem super-foça, e aquele que acabamos de lutar tem a individualidade de flutuar ele mesmo, e tudo que toca, mas com a condição de ele conseguir ver o que está levitando... – Entendo a situação em que se encontrava e ignorando a faladeira do esverdeado que montava algumas teorias, Bakugou já pensava por si próprio em um plano, mas ao observar Izuku percebe que ele parecia desconfortável, e nota o braço esquerdo aparentemente quebrado.
Decidido o loiro levanta repentinamente, e não gostando da ação do outro e do olhar Deku já se adianta em falar algo:
— Kacchan, não seja precipitado, vamos criar um plano antes de irmos! – Diz sabendo o próximo movimento.
— Já temos um plano, você vai levar esse merda caído aí para tratar os ferimentos dele. E eu vou lutar contra os filhos da puta!
— E quem disse que aceitei esse plano!? – Incompreensão, revolta e medo fazem com que Izuku também se levantasse bruscamente, só que a dor vem junto, e como uma forma de disfarçar, fala mais alto do que planejava.
— Você não tem que aceitar, você vai fazer isso! Vai ser um incomodo proteger dois bostas feridos. – Tais palavras pareciam ser um tapa desferido em Deku por saber que o outro havia notado o seu braço quebrado e o julgava como incapacitado, afinal queria o ajudar e sabia que mesmo com a habilidade e força do outro, sentia que algo poderia dar errado se não o ajudasse naquela luta, principalmente depois que enfrentou os inimigos.
— Não me venha com essa que serei um incomodo Kacchan! Posso estar em desvantagem com apenas um braço, mas ir sozinho não é a melhor opção! – A negação em obedecer Bakugou, faz com que o loiro apertasse as suas mãos fortemente. Pois como ele não conseguia entender que não o queria ali?
Não demonstraria, não iria dizer e se quer admitiria em voz alta, mas Katsuki estava preocupado com Izuku. O esverdeado não se via, mas o loiro encarava uma pessoa aos trapos e forçando o corpo ao máximo para se aparentar bem, e mesmo assim aquela mesma pessoa recusava a se tratar, querendo lutar mesmo que significasse a morte.
— Eu consigo cuidar daqueles três idiotas sozinho, você só vai me atrapalhar. Olha o seu estado! – Izuku olhava para os olhos vermelhos intensos, que o avaliava e julgava por suas ações, e sabia que o outro estava certo, mas não conseguia entender ou descrever o sentimento que estava tendo se deixasse o outro ir sozinho.
— Mesmo assim não vou deixar você ir sozinho! Vamos pensar em algo primeiro Kacchan! – Em uma ação repentina, Bakugou pega a gola de Deku e o prensa na parede o encarando.
— Não fode comigo Deku! – Os olhos esmeraldas o encarava com intensidade, mostrando que não recuaria em sua opinião. Aqueles mesmos olhos que o observava desde criança e o deixava mexido todas as vezes que era direcionado para si.
— Você que não me venha com essa, Kacchan! Eu não vou deixar você se matar!
— E quem disse que vou morrer seu bosta! – Diz o loiro pressionando ainda mais o esverdeado na parede o fazendo soltar um pequeno som de dor por conta do braço. O que faz o loiro olhar para o braço ferido e depois soltar. – Vai se fuder. – E com isso Bakugou vai em direção dos inimigos mesmo com Izuku gritando para ele não ir.
Uma explosão foi necessária para que Bakugou chegasse perto de um enorme homem que era o dobro de si, e pudesse desferir um golpe nele, mas sofrendo em seguida um ataque que por sorte não causou danos muitos graves.
— Porra! Yakio, poderia ter me avisado essa! – Grita o grandalhão musculoso, que havia sofrido com o golpe do loiro, mas não tendo muitos danos e já se mostrava disposto para lutar.
— Desculpe, eu não vi, o novato me atrapalhou. – Fala a pessoa chamada Yakio.
— Atrapalhei nada! Eu acertei ele, não acertei?! – Fala o tal novato. E tais comentários fazendo com que Katsuki compreendesse algumas coisas que havia observado depois de pouco tempo de luta.
A primeira, era que o vilão que tinha uma individualidade de observar chamado Yakio tinha uma ótima sincrônica com o gorila brutamontes, podendo dizer que eram uma dupla, mas com a recente entrada do tal novato, essa sincronia foi afetada. Chegando a essa conclusão Bakugou resolve desiquilibrar um pouco o grupo.
— AP Shot! – Dispara algumas explosões em direção de Yakio, que desvia rapidamente, e Bakugou ganha tempo de explodir algumas explosões atrás de si, pegando impulso para dar uma joelhada na cara do novato distraído e em seguida fosse em direção do enorme homem que se defende do chute do loiro que apenas pragueja e dá uma cambalhota para trás.
— Izayo comando quatro. – Fala o estrategista que logo é atendido com o parceiro socando o chão, fazendo com que quebrasse o concreto até Bakugou o obrigando a pular e na mesma hora ouvir um barulho, mas isso não o preocupou pois o gorila aparece em sua frente prestes a desferir um soco, entretanto alguma coisa puxa o loiro que é jogado para longe não conseguindo ver quem havia feito isso.
Não sabia o quão longe havia sido jogado, mas Katsuki já estava em alerta e não demora muito para que um carro fosse jogado em sua direção. Irritado com a falta de criatividade e a mesma repetição de ataques do tal novato, o loiro se empenhou a fazer uma explosão mais forte, jogasse o veiculo de volta para a pessoa, que é atingido pelo próprio ataque.
Tendo a certeza que o novato era um idiota, narcisista e oportunista que precisava dos companheiros para ter o bom uso dos seus poderes, chegando a sua segunda conclusão.
Olhando a pessoa que havia caído no próprio ataque e tirando o carro de cima de si, ele se encontrava no seu limite depois do ataque anterior que desferiu e o de agora.
— Vê se morre logo seu inútil! – Diz Katsuki lançando mais uma vez o seu poder de AP Shot, finaliza o inimigo, fazendo com que o carro explodisse com o tiro e atingisse o vilão.
Menos uma faltava duas, que aparentemente seriam as mais difíceis. Consciente disso, o loiro vai em direção dos outros o mais rápido possível, pois algo estava estranho, os dois estavam demorando mais que o esperado, e diferente das outras vezes que foi jogado, “naquela hora” tinha algo de diferente e isso o estava incomodando.
A resposta de Bakugou foi respondida no momento em que viu Izuku lutando contra Yakio e Izayo. O esverdeado o havia livrado do ataque, e Katsuki poderia estar extremamente irritado e bravo por o outro ter feito tal coisa, mas sente o seu sangue gelar por milésimos de segundo no momento que viu o esverdeado sendo socado várias e várias vezes e após cair no chão não se mexer mais. Um ataque surpresa é desferido com uma enorme explosão norteia os dois inimigos que não conseguem se defender, tendo tempo de Bakugou pegar Midoriya e ir para mais longe possível.
O rosto já machucado por conta das batalhas anteriores tinha ganho um recente corte na testa e o sangue que havia escorrido estava seco, o corpo mole era mexido várias vezes de forma brusca para ver se o mesmo acordava, só que nenhuma resposta foi dada.
O desespero toma conta de Bakugou que chamava várias vezes por Izuku, sentindo que algo dentro de si estava sendo levado e quebrado. Não aguentando mais o loiro acaba abraça o corpo mole do outro. Criando um sentimento que não havia sentido antes, e que se espalhava para todo o corpo.
— MERDA! – O coração apertado doía de forma dilacerante, e o corpo tremia enquanto os olhos pinicavam ameaçando de as lágrimas caírem. O sentimento de culpa surge junto com a dor da perda, mas não sendo a culpa por deixar o esverdeado morrer, mas de não ter dito nada ou se quer admitido que aqueles sentimentos que já tinha suspeitado há um tempo estavam sendo negados, e que sequer poderia ter dito para aquela pessoa que o amava, mesmo sendo algo vergonhoso, mas Bakugou nunca deixaria passar e esclarecer o que sentia e queria.
Prestes a derramar em lágrimas, uma fraca respiração é sentida pelo loiro, fazendo com que prendesse o seu e levasse o ouvido até o peito de Izuku, escutando as fracas batidas e calorosas do esverdeado.
Um sorriso tímido de alívio forma no rosto de Katsuki, que encara mais uma vez Izuku e coloca delicadamente a sua mão no rosto do menor.
— Seu merda... – Diz, antes de acomodar o corpo de Deku no chão e depois sair de lá tendo por alguns momentos a sua consciência “desligada”, retornando apenas no momento em que segurava com a mão direita Yakio pela cabeça que tentava fugir, e mais ao longe Izayo inconsciente.
Apertando fortemente o braço de Bakugou, Yakio tentava se libertar desesperadamente do apego do herói, mas não parecia surtia efeito mesmo depois do loiro ter atacado o companheiro com a força total e o prejudicando-o. Os olhos vermelhos como a de uma fera diziam que o mataria a qualquer momento, alarmando o vilão e o desesperando, ele tomando a decisão de pegar a arma que estava escondida em sua roupa e apontar para Katsuki. A mesma arma que o estrategista pretendia mataria Katsuki antes de Izayo o socar, mas Deku havia o salvo. Só que agora ninguém o interferia.
E quando estava prestes a puxar o gatilho, Bakugou explode a cabeça do adversário.
— Eu sabia que você usaria um truque sujo seu verme. – Diz Katsuki, chegando a sua terceira e última conclusão. Pois tinha ouvido o tiro e com isso poderia prever seus próximos momentos.
Largando o vilão, as mãos e braços começavam a doer intensamente e as duas enormes bombas que tinham nos braços de Bakugou já não se encontravam mais. Poderia dizer que toda a sua energia havia sido consumida, pelo seu cansaço e não sabendo ao certo o que tinha feito.
Katsuki olha para frente tendo a visão um pouco embaçada, mas isso não mudava o fato de que havia deixado Izuku sozinho e provavelmente indefeso, já que o seu comunicador havia quebrado e não pode chamar alguém para cuidar dele.
Dando os seus primeiros passos uma figura embaçada um tanto quanto longe começa a gritar algo, não sendo possível de entender.
“Merda, mais vilões”. A situação não estava as das melhores, e o que deixava ainda mais o loiro preocupado era a possibilidade de os vilões estarem com Deku ou já o ter matado. Entrando em posição de ataque, a voz antes distante que gritava, foi reconhecida pelo loiro e a imagem de uma pessoa de cabelo vermelho espetado o deixa um tanto aliviado.
— Nossa! O que aconteceu aqui? – Diz Kirishima, olhando preocupado com o amigo, que o encarava. – Você tá’ bem Bakugou? Parece que um carro passou em cima de você.
— Cala boca, cabelo de merda! – O apelido “carinhoso” resultou em um enorme sorriso por parte de Eijiro.
— Eu te ajudo. – Diz oferecendo o ombro para o loiro apoiar, só que o mesmo recusa. – Vamos lá Bakugou, vocêestá um trapo! Deixa eu te ajudar. – Insiste o ruivo.
— Se quer me ajudar, amarra esses bostas aí. – Kirishima olha para os vilãos caídos no chão, um tanto assustado com o estrago que o loiro tinha feito.
— Eles não estão mortos né? – Diz, duvidando um pouco da reação de insatisfação do loiro por os dois não estarem. Enquanto o ruivo amarrava as duas pessoas inconsciente com a fita que nem a de Aizawa, Bakugou estranha que o ruivo parecia saber a sua localização, mesmo não pedindo por reforços.
— Como você soube que eu estava aqui? – Diz o loiro.
— O Midoriya me contatou depois que pediu por ajuda comunicador. Eu o vi agora a pouco e até iria ajuda-lo, mas ele estava tão desesperado que você estivesse em apuros que me obrigou a vir até aqui.
— Aquele merda, só faz comentários desnecessários. – “Depois mato aquele bosta!” Pensa Bakugou.
— Mas estou impressionado que esses dois tenham feito um estrago tão grande, geralmente você não tem dificuldades em lutar com duas pessoas.
— Cala a boca e carrega logo esses bostas, temos que ver um nerd todo cagado.
Deitado e olhando para o céu alaranjado dando sinais que a noite já estava prestes a chegar, Midoria se distraía ao máximo com os seus pensamentos, sendo um deles o fato de Bakugou estar irritado consigo e que daria uma enorme bronca logo que se encontrassem, mas além disso estava preocupado com o estado dos dois amigos que provavelmente estaria lutando com os vilões.
Kirishima havia encontrado Deku logo que recobrou a consciência, tendo o ruivo extremamente preocupado com o mesmo e querendo o levar para algum centro de atendimento para curar os seus ferimentos.
— Kirishima vá ajudar o Kacchan! – Diz Izuku desesperado e agarrando os braços de Eijiro percebendo que Bakudou não estava por perto e provavelmente estava lutando contra os dois vilões. – Por favor! Eu sinto que o Kacchan esteja com problemas!
— Acalme-se Midoriya! Eu sei que você me avisou que o Bakugou estava com problemas, mas olha o seu estado! – Diz Eijiro um tanto assustado depois que recebeu um chamado de ajuda do esverdeado pelo comunicado, e por estar perto do local tratou de ir o mais rápido para aonde Bakugou e Midoriya estava.
— Por favor Kirishima-kun! – Eijiro encontrava-se dividido, sabia que o loiro não perderia e que era forte o suficiente para estar bem, principalmente nesses anos que o loiro havia evoluído extremamente, mas a expressão e desespero de Midoriya o deixava em duvida e não poderia deixar o esverdeado sozinho, era algo muito arriscado.
— Ok, eu vou até ele, mas vou levar você comigo.
— Não! Eu só vou te atrasar, por favor Kirishima-kun apenas vá até onde o Kacchan está! – Kirishima ainda tentava pegar o esverdeado que recusava a todo custo.
— Tudo bem! Mas me avise se estiver com problemas! – Diz Eijiro um tanto receoso desistindo da sua decisão anterior, deixando o outro para trás, mas vendo que ele parecia um tanto mais calmo agora.
Não sabia ao certo quanto tempo estava esperando a chegada dos dois outros heróis, mas Izuku não parava de se preocupar. Dando uma suspirada um pouco mais alta, e olhando mais uma vez para os lados tentando localizar qualquer tipo de vilão ou herói, até que seus nervos e tenção desaparece ao ver Bakugou e Kirishima indo em sua direção.
— Kacchan, Kirishima-kun! – Levantando um pouco conseguindo ficar sentado, Izuku expressa um enorme sorriso para os dois e tenta acenar para eles.
Os dois heróis chegam para mais perto de Deku que sorria alegremente, mesmo com o loiro dando uma enorme bronca no esverdeado e dizendo que o mataria depois que fosse curado pelos médicos, enquanto apertava fortemente as bochechas com a mão formando um biquinho em Izuku.
A espera pelos socorristas estava sendo tranquila e um breve assunto havia surgido durante esse período, nada de muito sério, e as boas notícias que ouviam pelo comunicador sobre a situação também animava os heróis que se tranquilizavam.
— Aqui é o grupo de socorristas da área norte, estamos com dificuldades em encontrar as pessoas que pediram por ajuda, se possível gostaríamos de mais informações sobre o local. – Não demorou muito para que Kirishima se oferecesse e fosse buscar as pessoas, deixando Deku e Bakugou sozinhos.
Quando finalmente pode ver as pessoas indo para a direção dos dois, Izuku se levanta e entende a mão para Katsuki que o olhava com o seu típico olhar mal encarado, só que em pequenos segundos essa expressão muda, e Midoriya sente ser puxado para mais perto de Bakugou que o agarra e o deita no chão estando encima de si.
O loiro que ainda mantinha encima de Deku, faz com que Midorita reparasse nas costas do outro que havia um objeto estranho fincado.
— Kacchan..? – Bakugou se afasta de Izuku que o encara brevemente e depois cai para o lado, mostrando a gravidade do ferido que até então não podia ser visto.
Um cano quebrado havia atravessado Katsuki, estando centralizado entre os peito do loiro que aparentemente por alguns centímetros também não acertara Deku.
— KACCHAN! – Deku deita de lado Katsuki em seu colo enquanto chamava pelo outro, desesperadamente que perdia sangue a cada segundo que passava sujando a si mesmo de sangue e o outro. E no momento que toma a consciência de quem havia feito aquilo, o esverdeado olha para os lados e vê Kirishima detendo uma pessoa familiar para si.
— Você... – A pessoa era nada mais que o novato que Bakugou havia derrotado e achara que estava morto, só que aparentemente estava inconsciente e por conta da situação favorável que encontrou conseguiu desferir um golpe que no fim acertou o loiro.
— Veja seu herói de merda! Quem no fim era o filho da puta?! – Gritava o vilão alegremente por pelo menos conseguir levar um após ser derrotado. – Espero que você vá para o inferno! Seu merda! – E antes mesmo que a pessoa continuasse a falar mais insultos Kirishima o cala pegando o pelo colarinho e pressionando o quanto antes no chão.
— Cala essa sua boa!
Os socorristas que correm para socorrer o loiro aprontavam-se e afastavam o Midoriya de perto do outro que com muito custo faz isso, vendo uma das pessoas o analisar, mas a expressão sôfrega e triste das pessoas não dava um bom sinal, tendo o aceno de negação para um dos socorristas.
— Não... – Diz Midoriya indo para mais perto de Katsuki que tossia sangue e parecia resistir a qualquer custo da morte. – Vocês precisam fazer alguma coisa! – Diz Izuku desesperado e olhando para o outro que abre brevemente os olhos e o encarava. – O Kacchan não pode morrer! Façam alguma coisa, por favor!
Bakugou que apenas ouvia brevemente a conversa de Izuku com as outras pessoas, olhava com dificuldade a “coisa” que havia atravessado a si, e em seguida Kirishima segurando alguém que provavelmente era a pessoa que o golpeou e finalmente para Deku que chorava e dizia para não morrer, enquanto os socorristas o colocava em uma maca.
— Kacchan não morra, por favor! Kacchan! – Uma das lágrimas cai em seu rosto e conforme o sague saia do seu corpo, Katsuki teve a sensação de estar alucinando antes mesmo de ter a noção de estar consciente ou inconsciente enquanto seus pensamentos entravam em desordem. Ele via Deku pequeno que o chamava várias vezes, não se sabia ao certo do motivo, mas sua voz era incerta e meio medrosa.
— Kacchan! Acorda! – Dizia aquele pequeno Midoriya, podendo se dizer que misturava com a atual realidade. – A tia Mitsuki fez biscoito para nós. – O loiro sentia o corpo mole e preguiçoso. – Kacchan! – O chamado foi o suficiente para que o loiro deixasse de lado a preguiça do sono e respondesse a aquele pequeno Izuku que o esperava.
— Já entendi. – Dizia sonolento. — Mas já falei que...
— É Katsuki, Izuku... – Midoriya não havia entendi muito bem o motivo de Bakugou ter falado aquilo, mas essa era a primeira vez em anos que ouvia o seu nome ser dito por Katsuki. Não era Deku, nerd, inúltil ou qualquer tipo de apelido ou insulto que o loiro costumava a chamar ele, e sim o seu nome Izuku.
— Por que? – Dizia, enquanto entravam em uma ambulância que por sorte conseguiram achar um caminho acessível para o carro. – Por que, você disse o meu nome só agora?! – As agulhas e os aparelhos para ver o batimento pelo monitor foram colocados, vendo os batimentos fracos e o sangue perdendo rapidamente.
— Precisamos de mais sangue! – Falava um dos socorristas que procurava por mais bolças de sangue pela viatura.
— Usem o meu! O meu sangue é do tipo O. – O monitor indicava os batimentos fracos e tudo que era para ser feito já estava sendo realizado. – Kacchan, não morra! – Dizia o esverdeado, segurando a mão do outro e o encarando. Até que um apito agudo chega aos ouvidos de Izuku que olha o monitor descrente e assustado.
A frequência estava em zero, e mesmo com os socorristas fazendo os procedimentos necessários parecia que nada adiantava.
— Hora do óbi...
— Não! – Diz Izuku descrente. – Kacchan! Você não pode morrer! Kacchan! – Os olhos fechados e a falta de ação só confirmavam o que já era de se esperar. – Foi você que disse que se tornaria o herói número um e não morreria! – Lágrimas e a dor no peito de Midoriya o fazia tremer sentindo o peso da realidade que estava a sua frente. – Por favor não morra, Ka... – Um soluço corta a sua fala o deixando sem fala por alguns segundos. – Ka... Katsu..ki!
— Hora do óbito, quinze e trinta e cinco.
O funeral foi algo simples e rápido por conta das centenas de pessoas que também haviam morrido durante o enorme ataque dos vilões, mas foi o suficiente para que conseguisse, fazer as precesses necessárias.
Mas antes mesmo de velarem o corpo de Katsuki o mesmo deixou um caderno no qual estava em mal estado e continha as informações da individualidade do loiro, e ao final do caderno uma mensagem
“Sei que é tarde em dizer isso, mas eu te amei por muito tempo. Também sei que você nunca gostou desse meu lado faladeiro, por isso tentarei ser o mais breve.
Não irei pedir desculpas por ter salvo a minha vida, pois você ficara bravo, não é?
Mas me desculpe por não ter dito a você que o amei por muito, mais muito tempo, minha inveja e a forma que te seguia pode ser que tenha notado esse meu amor, e por isso que você pode ter me ignorado e me afastado, mas eu realmente te amo do fundo do coração, e mesmo que você me rejeitasse e me magoasse preferiria que estivesse aqui a me dar um fora do que ter morrido.
Mas realizarei o meu sonho de ser o herói número um, e não deixarei ninguém passar por mim, essa será a promessa que farei para você. Irei mostrar do que sou capas.
Descanse em paz Kacchan.”
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