Proibido Para Mim

3 Thinking of you.


Notas iniciais
Olá, amores! Como vocês estão? Espero que bem :) Obrigada por todos os comentários maravilhosos que vocês enviaram no capítulo passado. Espero que vocês sempre participem daqui, comentando críticas, elogios e sugestões. Enfim, vamos ao capítulo que é o que interessa!

Sete dias se passaram depois que desmaiei e que conheci um homem interessante, bonito e inteligente. Ainda tenho em meus pensamentos os olhos brilhosos e claros, o sorriso vermelho e irônico, além dos cabelos negros e um pouco ralos. Ele era esteticamente incrível. Mas, infelizmente, não recebi notícias suas desde que trocamos poucas mensagens em uma noite. Confesso que um vazio esquisito dominava o meu corpo, como se eu estivesse com saudade de algo que eu não conhecia.

Naquela manhã de segunda-feira, acordei um pouco animada, então decidi levantar-me cedo, mesmo que eu estivesse de férias da faculdade. O dia estava ensolarado e precisava ser aproveitado. Em favor disso, espreguicei-me lentamente e sai da cama, caminhando em direção as pesadas cortinas e as afastando, permitindo assim, que a claridade matinal atingisse o meu quarto.

Prendi os cabelos em um coque com os meus próprios fios, escutando logo depois o barulho da porta do cômodo sendo aberta. Olhei rapidamente para a entrada liberada e vi que era a minha mãe. Ela vestia um vestido cinza de lã na altura dos joelhos, um salto baixo da mesma cor da peça e os cabelos castanhos presos em um penteado bem firme. Seu sorriso se alargou quando me viu acordada.

— Bom dia, querida — sua voz doce atingiu os meus ouvidos. Apesar de todas as suas complicações e paradigmas, Miranda Gilbert conseguia ser dócil e amiga quando queria — Pensei que ainda estivesse dormindo.

— Bom dia, mãe — sussurrei chegando mais perto dela, abraçando-a delicadamente. Suas mãos ágeis alcançaram o meu rosto, fazendo um carinho em seguida no local — Também pensei que essa hora eu estaria dormindo... Mas o dia está tão bonito lá fora, então pensei em me levantar e fazer alguma coisa.

— Que ótimo! — exclamou animada, soltando-me — Que tal você me acompanhar em um passeio? Preciso entregar alguns documentos no Brooklyn e depois disso podemos almoçar no shopping. Katherine nos encontrará quando sair do estágio.

— Tudo bem — suspirei confirmando a contra gosto. Meus planos não eram passar o dia com a minha mãe cuidando de assuntos jurídicos e em seguida realizando um programa de patricinhas, porém, ela ficou tão feliz em saber que eu estava disposta... Então decidi acompanha-la — Vou só tomar um banho e me arrumar.

— Certo — ela depositou um beijo em minha testa — Estarei te esperando em meu escritório. Seu pai e Katherine já saíram de casa, assim como Jeremy que foi para o colégio.

Apenas confirmei com a cabeça e esperei minha mãe sair do quarto para seguir para o banheiro. Tranquei a porta da suíte e me despi por completa, sentindo os meus pelos se arrepiarem por alguns instantes. Soltei os meus cabelos e deixei que os largos cachos caíssem como cascatas sob minhas costas nuas. Abri o chuveiro e regulei a temperatura, percebendo segundos depois que a água estava perfeita.

Tomei um banho relativamente rápido, afinal, minha mãe ainda me esperava para sairmos. Envolvi-me em um roupão felpudo e peguei o secador, enviando um jato de ar bem quente aos meus cabelos. Os sequei rapidamente e fui procurar algo para vestir em meu closet. Optei por uma calça jeans escura, a qual marcava bem o meu quadril, insinuando minhas curvas; vesti uma regata de seda clara e calcei saltos medianos. Fiz uma maquiagem bem básica em minha face e joguei meus objetos pessoais em uma bolsa tiracolo. Olhei-me por completa no espelho e gostei do resultado.

Saí do quarto e desci as escadas. Cruzei a sala e tomei um suco de laranja, pegando uma maçã para comer no caminho. Fui até o escritório da minha mãe e a chamei para seguirmos o passeio. Só esperava que aquele dia me surpreendesse de alguma forma.

*

Estava há mais de duas horas sentada em um sofá desconfortável, situada em uma sala com o ar-condicionado no mínimo e com o meu celular descarregado. O tédio com certeza era algo que estava presente em minha vida naquele momento, e em favor disso, avisei a minha mãe que daria uma volta pelo quarteirão. A mesma não gostou muito da ideia, mas como ela estava em uma reunião de última hora que parecia que não iria terminar tão cedo, permitiu sem hesitar muito.

Saí do escritório sentindo-me libertada. O vento fresco e natural de Nova York deixou-me mais feliz. Avistei de longe uma floricultura em frente a uma padaria e decidi ver as flores que uma senhora estava vendendo, já que as rosas eram uma paixão secreta minha.

Aproximei-me da pequena venda e passei a analisar os mais variados tipos e cores que existiam ali. Todas eram únicas e pareciam sinalizar sentimentos diferentes, como se fossem pessoas. Fiquei um bom tempo inebriada com as sensações que aquele tipo de plantas reproduzia em mim, e quando ergui a cabeça, visualizei um rosto que eu havia conhecido alguns dias atrás e que me intrigara de uma maneira sem igual.

Era ele, só podia ser. Os hematomas já estavam desaparecendo, mas ainda eram perceptíveis alguns cortes cicatrizando. O cabelo escuro continuava bagunçado e sensual desde que nos vimos pela primeira vez, assim como o jeito de despojado de se vestir. Aquela sensação de preenchimento novamente invadiu o meu peito e um sorriso extravagante atingiu o meu rosto. Damon Salvatore estava ali na minha frente, fazendo compras e apresentando toda a sua beleza para o mundo.

— Damon! — gritei o seu nome imediatamente, indo em direção onde ele estava. Sua cabeça girou rapidamente, onde o mesmo passou a procurar freneticamente a pessoa que o havia chamado. Assim que o alcancei e ele me reconheceu, um sorriso brotou do seu rosto em plena surpresa.

— Elena! — Damon afirmou animado, tomando-me em um abraço espontâneo, fazendo com que eu ficasse surpresa com a sua atitude. Senti os seus braços rodearem minha cintura e um aperto forte contra os meus ossos — O que você está fazendo aqui?

— Minha mãe veio entregar uns documentos no escritório de uma amiga e acabou ficando mais por causa de uma reunião de última hora — expliquei depois que nos soltamos, tentando recobrar o equilíbrio em meu corpo — Não sabia que você morava no Brooklyn.

— Sim, moro aqui desde que nasci — ele explicou sorridente, enquanto passava as mãos nos cabelos que pareciam mais macios que o comum — Desculpe se não liguei pra você nesses últimos dias, mas depois do acidente eu tive que me cuidar sozinho... Então acabei lotado de coisas pra resolver, ainda por cima machucado, e só queria conversar com você quando realmente tivesse tempo.

— Sem problemas — afirmei sorrindo, escondendo o alívio que o meu corpo transmitiu internamente. Confesso que estava pensando que ele não estava a fim de me conhecer ou de conversar... E ouvir da sua boca uma desculpa concreta, foi a melhor coisa — Afinal, o que aconteceu com você? Só vi que você estava cheio de cortes, com o pé enfaixado, uns hematomas roxos e sujo de asfalto.

— Um carro bateu contra a minha moto — ele explicou relaxado — Posso explicar melhor a história em algum canto... Que tal você conhecer meu apartamento? É aqui na frente.

A proposta pareceu tentadora, mas eu estava com certo pé atrás de entrar na casa de um cara que eu mal conhecia. E se ele fosse um estuprador? Um sequestrador que iria querer muito dinheiro para um resgate? Aquelas perguntas não paravam de perturbar minha mente, mas eu não podia negar o desejo inegável que crescia dentro de mim. Eu queria conhecê-lo melhor. Havia algo em Damon que transmitia algo bom... Algo puro.

— Se for rápido, tudo bem — aceitei de bom grado, esquecendo-me de todos os dilemas que rondavam meus pensamentos — Minha mãe pode sair da reunião e meu celular está descarregado.

— Certo — Damon pareceu bastante feliz ao perceber que eu havia aceitado — É por aqui...

Damon assumiu o controle do caminho e por fim atravessamos a rua, chegando à frente de um prédio com no máximo cinco andares e paredes com a tinta gasta. Várias flores cobriam o pequeno jardim de entrada, sendo contempladas por dois bancos provençais brancos. Apesar de simples, a entrada tinha um quê especial.

— Que flores lindas — comentei enquanto atravessávamos o pequeno jardim em direção à porta principal.

— São mesmo — Damon sorriu sorrateiro, retirando do bolso um bolo de chaves — A senhora do térreo que cuida delas.

Damon abriu o móvel rapidamente e um corredor pequeno e claro foi mostrado para nós. A porta fechou-se delicadamente e o local ficou um pouco mais escuro, devido à falta de luz. Uma escada de madeira pertencia à recepção, onde passamos a atravessar os degraus até o último andar, onde provavelmente era o apartamento dele. Chegamos a frente a uma nova porta branca e com alguns detalhes pequenos, onde novamente o moreno enfiou uma chave na fechadura e a claridade atingiu, mais uma vez, os nossos rostos.

— Bem vinda ao meu apartamento, Elena Gilbert — Damon falou em voz alta, em um tom cômico.

Entrei devagar, tentando absorver todos os detalhes que passavam sob minha visão. As paredes eram pintadas com um bege claro, sendo rodeadas de quadros e fotos que provavelmente ele mesmo tirou. A sala era pequena, mas confortável. Comportava um sofá grande, televisão, aparelho de som e muitos livros em uma instante. A cozinha era bem arrumada e bem decorada. Vários objetos coloridos e criativos contemplavam o local, dando um ar de diversão.

— Sua casa é linda! — exclamei sincera rodeando o lugar, enquanto percebia que um sorriso feliz ressurgia no rosto de Damon.

— Poxa, muito obrigado — ele agradeceu alegre, colocando o saco com as coisas que ele havia comprado na padaria em cima de uma bancada — É engraçado ouvir esse tipo de comentário vindo de uma pessoa como você...

— Como assim uma pessoa como eu? — perguntei um pouco desconcertada. O que ele estava querendo dizer com isso?

— Ah, você sabe... Sua família tem dinheiro, você deve estar acostumada com coisas grandiosas e muito luxo. E bem, eu sou apenas um fotografo apaixonado pela vida, não me importo com coisas materiais, etc. Mobiliei minha casa de acordo com a minha vida.

— Para um cara inteligente como você, pensei que não julgasse as pessoas de acordo com as suas contas bancárias — argumentei amarga depois que ouvi sua resposta — Eu tenho dinheiro sim, mas não me importo com isso. A simplicidade me satisfaz muito bem.

— Não quis ofender você, Elena! — ele me alcançou rapidamente, segurando minhas mãos e produzindo um choque elétrico em nossas peles, mesmo que involuntário — Me desculpe mesmo. Não pense que eu julgo você pelo dinheiro... Apenas tinha essa visão de todas as pessoas ricas que conheci.

— Tudo bem, não tem problema — sorri desconcertada diante de sua preocupação — Enfim, me conte sobre a sua família...

— Não há nada muito sobre o que contar... — ele soltou uma das minhas mãos e nos guiou até o macio sofá, onde nos sentamos confortavelmente — Eu nasci em Nova York e morei aqui até os meus dezoito anos, depois me mudei para Itália e morei dois anos lá. Meu pai morreu quando eu era bem pequeno, então minha mãe teve que cuidar de mim e do meu irmão, Stefan, que é mais novo que eu um ano. Foi lá na Itália que eu descobri minha paixão pela fotografia. Fiz vários cursos e comecei a trabalhar profissionalmente. Comprei uma moto e passei a viajar pelo mundo eternizando momentos, como disse pra você lá no hospital.

— Nossa! Que história! — exclamei impressionada com aquele homem. Como ele conseguia ser tão... Interessante? — Bom, você já sabe a minha, então...

— Só sei que você faz faculdade de Direito e tem o sonho de ser escritora — ele sentou-se melhor no sofá e pegou uma mecha do meu cabelo, brincando com ela entre os dedos — Não sei sobre sua família, seus amigos, um suposto namorado...

— Namorado? — me espantei rindo — Não tenho namorado.

— Por que o espanto? — ele riu ainda mexendo em meus cabelos — Você é uma garota simpática, inteligente, linda... É normal que os homens caiam aos seus pés.

— Na verdade, eu nunca namorei — encolhi-me visualmente, depois de corar diante do seu elogio.

— Presumo porque nunca quis — Damon comentou ainda rindo, soltando o meu cabelo sem seguida — Enfim, fale-me sobre a sua família então.

— Moro com os meus pais e os meus dois irmãos. Katherine é dois anos mais velha que eu e Jeremy dois anos mais novo. Somos uma família feliz, apesar de tudo.

— Você é tão doce, Elena... Sinto muito por ter o seu sonho cancelado por causa dos seus pais — Damon comentou sincero. Eu apenas consenti com a cabeça, percebendo que a conversa estava ficando muito sombria — Quer conhecer o meu quarto da bagunça?

— Quarto da bagunça? — perguntei extremamente curiosa — O que significa exatamente um quarto da bagunça?

— Vem, eu vou te mostrar.

Levantei-me do sofá creme e Damon nos guiou até o corredor, o mesmo que era bem pequeno e comportava três portas fechadas. Uma eu presumi que fosse o banheiro, a outra o seu próprio quarto e a última o tal “quarto da bagunça” que ele mencionara. Apesar dos poucos minutos em que havíamos conversado e meus olhos percorreram o apartamento, pude perceber que apesar de ser homem, Damon era muito organizado e caprichoso com o seu lar. E isso era bem legal de se ver.

— Esse é o quarto da bagunça — ele falou brincalhão, abrindo uma das portas e a luz do sol atingindo mais uma vez os meus olhos.

Depois que focalizei melhor minha visão, percebi que o tal cômodo não era nada comparado a minha imaginação. Era mais como um escritório, com uma mesa redonda, duas cadeiras e um notebook sob ela. Vários quadros de paisagens, pessoas e animas se estendiam pela parede, trazendo ao local a personalidade de Damon. Também havia mais livros e Cd’s espalhados pelo quarto.

— É incrível, Damon! — comentei boquiaberta, analisando melhor cada detalhe do quarto — É maravilhoso em como cada canto do seu apartamento lembra você.

— Obrigado — ele agradeceu satisfeito, abrindo a janela do local e permitindo que uma rajada de vento percorresse o ambiente — Como viajo muito, sempre tento deixá-lo arrumado e chamo uma faxineira para limpar uma vez por semana.

— Pensei que por você ser fotografo, gostasse de uma boa bagunça — falei rindo enquanto observava as fotos emolduradas — Mas vejo que estava enganada.

— Eu gosto de aventuras, Elena — Damon sentou-se em uma das cadeiras e cruzou os braços em frente ao peito, fazendo com que os seus músculos ficassem mais definidos — Gosto de coisas improvisadas, não viver com tudo pré-destinado. A beleza da vida é isso, o inesperado.

— Você sempre tem palavras bonitas na ponta da língua — fixei os meus olhos nos seus, sentindo o meu sangue correr mais rápido em minhas veias — Presumo que gosta de filosofia.

— Claro — ele sorriu maroto, permitindo que um brilho sem igual atingisse o seu olhar — Gosto de descobrir muitas coisas, Elena. Principalmente escritoras.

Senti o meu rosto queimar como nunca, fazendo com que eu desviasse o rosto diante do elogio, visualizando a rua pacata e bonita que rodeava seu apartamento. Aproximei-me da janela e olhei para o final do quarteirão, onde se situava o escritório onde eu estava há minutos atrás, percebendo que minha mãe estava na frente do mesmo e não parecia nada feliz.

— Merda! — coloquei a mão no rosto e saí de perto da janela, caminhando até a porta do quarto e seguindo para a sala de estar — Minha mãe está me esperando lá na frente do escritório e parece irritada.

— Calma! — Damon me alcançou na sala e pegou a minha bolsa, entregando-a para mim — Eu te acompanho até lá. Vamos.

Saímos do apartamento e cruzamos a rua, caminhando rapidamente em direção onde minha mãe estava impaciente, tendo praticamente uma guerra com o celular em suas mãos. Eu não era mais uma criança, já tinha vinte anos, mas minha mãe insistia em me tratar como uma. Tudo bem que cuidado era necessário, mas não ao ponto de ficar histérica quando não me visse.

— Mãe! — gritei assim que estávamos pertos o suficiente dela — Eu estou aqui!

— Elena! — ela alarmou assustada assim que levantou a cabeça e me viu completamente bem e igual como na última vez em que estávamos juntas — Você quer me matar do coração? Pensei que havia acontecido alguma coisa com você... Um assalto, um sequestro, um estupro!

— Calma, mãe — me aproximei mais dela e a tomei em um abraço, percebendo que realmente a mesma estava nervosa, pois os seus batimentos cardíacos estavam acelerados — Eu disse que meu celular havia descarregado... Não precisava se preocupar, eu estava com um amigo.

— Amigo? Não sabia que você tinha amigos que moravam por aqui... — Miranda soltou-me pesarosa, olhando em meus olhos e percebendo finalmente que eu estava bem.

— Sim, é o Damon. Damon Salvatore — virei o meu corpo e apontei para o moreno que estava com os braços cruzados e um sorriso tranquilo no canto da boca — Nos conhecemos no dia que eu desmaiei, no hospital.

— Ah sim — minha mãe forçou um sorriso, deixando transparecer o quanto estava intrigada com aquela amizade — Muito prazer, Damon. Sou Miranda Gilbert, mãe da Elena.

— O prazer é todo meu, Sra. Gilbert — Damon apertou a mão da minha mãe e lançou um daqueles seus sorrisos maravilhosos, deixando o momento muito mais descontraído — Vou deixar vocês a sós...

— Obrigada por cuidar da minha filha, Sr. Salvatore — Miranda jogou as palavras de forma calma, mas em um tom cortante, como se estivesse o repreendendo. Seus olhos se fixaram em Damon, o qual apenas ergueu os ombros.

— Só Damon, Sra. Gilbert. E não precisava agradecer — ele falou sorrateiro, segurando em minha mão e puxando-me de encontro ao seu corpo logo em seguida. O seu perfume invadiu minhas narinas, deixando-me inebriada com aquele cheiro dos deuses — Ligarei para você depois, vamos marcar de nos encontrarmos mais vezes.

Damon depositou um beijo demorado em minha testa, colocando uma mecha para trás do meu cabelo logo em seguida. Pude sentir que um sorriso se formou em seus lábios enquanto sua boca estava encostada em minha pele, onde o mesmo sussurrou em um tom que só eu poderia ouvir: “estarei pensando em você.” Ao ouvir suas palavras, meu corpo tremeu em puro contentamento, onde senti meus poros queimarem de vergonha.

O moreno se afastou de mim, fazendo com que eu sentisse falta daquele contato tão gostoso. Ele acenou para minha mãe e virou o seu corpo no sentido do apartamento, passando a caminhar sensualmente logo em seguida. Fiquei alguns segundos observando o seu corpo por trás... As costas largas e definidas sendo evidenciadas pela camisa justa, as pernas levemente grossas e os cabelos negros tão macios. Ele era lindo.

— Elena, em que esse homem trabalha? — ouvi a voz da minha mãe em um sussurro. Virei o meu corpo em sua direção e percebi que sua expressão não era das melhores.

— Ele é fotografo — respondi com medo da sua reação, que provavelmente não seria boa.

— Ele é fotografo? — ela explodiu em desespero — Você tem noção do que está falando? Esse rapaz não é o tipo de amizade certa para você.

— E qual seria o tipo de amizade certa para mim? — gritei as palavras, sentindo as veias do meu pescoço pularem em combustão — Um médico? Um empresário? Um advogado?

— Óbvio que sim! — gritou de volta — Eu te proibido de ir a fundo nisso!

— Ótimo — retruquei irônica, fazendo com que ela percebesse que me proibir de algo, só aumentaria o meu desejo de ir atrás daquilo.

Meu coração batia rapidamente e uma raiva crescia sob o meu peito. Mas eu não permitiria que Miranda Gilbert destruísse o meu dia. Em favor disso, comecei a relembrar dos momentos que eu havia acabado de compartilhar com Damon. Os elogios, os abraços, os sorrisos... E a sua última frase. Uma comichão gostosa passou por minha espinha e uma nova alegria recobriu minha mente. Ah, Damon... Pode ter certeza que eu também estarei pensando em você.

Notas finais
O que acharam, amores? Esses dois... Cada vez mais próximos ♥ Me contem tudo o que acharam!