Proibido
8 Treino e passeio
Notas iniciais
Pov's Seeylfe
Eu ainda estava sentada na minha cama e encarava um canto qualquer do quarto já fazia uns 15 minutos.
Ainda estava assimilando o que li na carta.Um dia,eu era apenas uma criada e no outro,descubro que sou a herdeira do trono de Berk.Claro que eu estava em choque.
E pior,é que Bocão sabia disso e pagou com sua vida ao tentar nos proteger.Agora nosso querido "tio" viria atrás de nós.
—Seeylfe,pelo o amor de Odin-ouvi Soluço pedir-Não é uma boa hora pra surtar.
Respirei fundo.
—Não se preocupe,não vou surtar-alertei o encarando-Mas e agora?O que faremos?
—Bom...-pensou um pouco-Não podemos contar para ninguém sobre quem realmente somos e o assassino de Bocão.Seria nossa palavra contra a de Gosmento.
—Certo-assenti em concordância-Mas sabe que nosso "titio" vai vir atrás da gente,né?
—Eu sei-suspirou-Era o Bocão que estava ensinando a gente sem defender.Quem irá ensinar agora?
Arregalei os olhos quando tive uma idéia e dei um sorriso.
—Acho que sei quem pode-comentei.
(...)
No dia seguinte...
Dei batidas na porta.
—Pode entrar!—disse Dag.
Respirei fundo e abri a porta,vendo-o arregalar os olhos surpreso.
—S-Seeylfe!Entra!-pediu meio ansioso.
Fiz uma expressão confusa por causa da sua reação e entrei,fechando a porta atrás de mim.
—Então,como você está?-perguntou solidário.
—Estou melhor,mas ainda dói-confessei dando um sorriso triste-Vou sentir falta dele todos os dias.
—Entendo...-murmurou-Mas então!Precisa de alguma coisa?
—Na verdade...sim-respondi rindo constrangida-Gostaria de saber se pode ensinar luta à mim e ao meu irmão.
Ele levantou as sobrancelhas surpreso.
—Ah...mas para que?-indagou.
—Bom...eu e meu irmão achamos que o assassino do Bocão pode vir atrás de nós-deduzi-E queremos estar preparados.
Eu não estava mentindo pra ele,só...omitindo algumas coisas.
—Entendo...-disse preocupado-Tudo bem.Pode ser agora?
—Agora?-arregalei os olhos-Mas eu e ele temos que trabalhar...
—Eu sou o príncipe,lembra?-alertou com um sorriso-Digo que vou precisar de vocês para uma tarefa especial e para que possamos sustentar essa desculpa,não vamos treinar no castelo.
Levantei as sobrancelhas surpresa.
—Ah...ok então-concordei-Vou avisar o Soluço.
(...)
Minutos depois...
Eu,Dag e Soluço já estávamos cavalgando na estrada fazia um tempo.O Hofferson ia na frente com seu cavalo,nos guiando até o local que iríamos treinar.
Foi então que Soluço se aproximou com seu cavalo.
—Desde quando você e o Dag são próximos?-interrogou sério.
Torci os lábios receosa.
—É...complicado-admiti-E o que tem?Você namora a irmã dele-sussurrei a última parte.
—Se tivesse me contado antes que eram amigos,eu não estaria fazendo perguntas-retrucou repreensivo-E...eu vi o jeito que ele te olha.Não gostei nada.
Um sorriso cresceu em meu rosto.
—Tá com ciúmes,caçulinha?-acusei divertida-Ah...que gracinha...
—Não enche-rolou os olhos-Apenas me preocupo com você.
—Eu sei,mas não se preocupe-garanti-Dag nunca iria me machucar.
Ergui meu olhar para o Hofferson,observando-o por uns instantes.
—Nunca-enfatizei.
(...)
Minutos depois,Dag cavalgou para dentro das árvores e o seguimos.Quando chegamos numa área aberta — sem árvores e arbustos — o Hofferson desceu do cavalo e o imitamos.
—Aqui está perfeito-declarou mexendo na bolsa pendurada em seu cavalo e tirando três espadas de madeira-Vamos Seeylfe,você vai ser a primeira.
Assenti,pegando meu cabelo e o prendendo num rabo de cavalo.
—Claro que ela vai ser a primeira-resmungou Soluço do meu lado.
—Cala a boca-pedi revirando os olhos.
Fui até Dag,peguei uma espada e em seguida,me afastei um pouco.Eu e ele nos colocamos em posição de ataque.Já havia dito o que Bocão havia nos ensinado.
Foi então que o Hofferson avançou e eu também.
Chocamos nossas espadas,encarando um ao outro.
Dag empurrou a minha espada,me fazendo quase desequilibrar e então,ele me puxou pra si,colando-se por trás de mim e usando um braço para enlaçar meu pescoço.
—Você morreu-zombou.
—É,você é muito bom-comentei.
Foi então que senti algo cutucar minha coxa.
—Ah...sua espada está me incomodando-alertei.
—É...e se eu te dissesse que não é minha espada?-murmurou envergonhado.
Arregalei os olhos em choque.
P*** MERDA!
Me afastei dele imediatamente,sentindo meu rosto ruborizar.
—O que foi?-perguntou Soluço confuso.
—Nada!-respondemos eu e Dag em coro.
—Ok...-respondeu meu irmão desconfiado-Minha vez agora?
—Sim!Vai!-confirmei já me afastando.
Pov's Gosmento
Eu estava sentado na beira da cama,apoiando um dos cotovelos na coxa enquanto esfregava a mão em meu queixo.
Quando matei Stoico e Valka anos atrás e não encontrei seus filhos e Bocão,sabia que os pirralhos haviam escapado de alguma forma,graças ao ridículo amigo do meu irmão.
E agora,eles estavam aqui,no mesmo castelo que eu,como criados,o que facilitava as coisas pra mim.Eles pareciam não saber quem eu realmente era para eles e por serem criados,ninguém iria sentir falta deles caso eu me livrasse deles.
O que é exatamente o que vai acontecer,só preciso planejar como.
Pov's Seeylfe
—Bom...acho que já chega por hoje-comentou Dag dando um suspiro,colocando as mãos na cintura-Seeylfe,quer dar uma volta comigo antes de irmos?
Soluço ergueu a cabeça na hora e o encarei aborrecida.
—Tá tudo bem-afirmei.
Ele bufou e subiu no cavalo.
—Eu vou voltar pro castelo-relatou encarando Dag-Não ligo se você é o príncipe.Se ela voltar com um arranhão,vai se ver comigo!
O Hofferson arregalou os olhos surpreso enquanto eu revirava os meus olhos.
Foi então que meu irmão começou a se afastar com o cavalo e Dag se virou pra mim.
—Ele é assim mesmo?-fez uma careta.
—Relaxa,ele só tá preocupado comigo-alertei-Então,aonde vamos?
Ele estendeu a mão pra mim.
—Vem comigo-pediu com um sorriso.
Meu coração bateu mais rápido.
Sorri,pegando sua mão e deixando que ele me guiasse.
(...)
Passamos por algumas árvores e então,chegamos ao um pequeno morro,que permitia admirar um lindo riacho.
—Eu gosto de vir aqui pra pensar-confessou.
Soltei sua mão e me aproximei mais da ponta do morro.
—É lindo-afirmei me virando para encará-lo.
Porém,no momento que fiz isso,meu pé deslizou e caí pra trás.
—SEEYLFE!-ouvi Dag gritar.
Meu corpo mergulhou com tudo na água do riacho e me movi rapidamente,chegando à superfície e arfando em seguida.
Entrei em pânico e comecei a me debater desesperada.Eu não sabia nadar!
—SOCORRO!SOCORRO!-gritei desesperada.
Só percebi Dag quando ele surgiu e me agarrou pela cintura,começando a me puxar para a terra firme.
Quando chegamos na parte rasa do riacho,o Hofferson me carregou no colo,ficando de pé,saindo completamente da água.
Dag me colocou sentada no chão enquanto eu tossia e cuspia a água que tinha engolido.
—Seeylfe,você está bem?-perguntou preocupado sentando ao meu lado e segurando meu rosto com uma mão-Seeylfe!
—Eu tô bem!-afirmei com a voz trêmula.
Arregalei os olhos quando minha pele se arrepiou ao sentir o polegar de Dag acariciar a minha bochecha.
Ergui minha cabeça,encarando seus olhos azuis,que me analisavam de forma profunda.
Foi então que ele se aproximou e me beijou,o que me fez fechar os olhos na hora,mas sem deixar de ficar surpresa.
Não me surpreendi apenas o fato dele ter me beijado,mas também porque eu nunca beijei na minha vida!E agora!?!
Os lábios de Dag se moveram sobre os meus e o imitei,adorando aquela sensação.Senti sua mão deixar meu rosto e acariciar meu braço.
Eu não sei como — pois não sabia nada — aprofundei o beijo e agarrei os cabelos loiros do Hofferson,e juro que o ouvi gemer em minha boca.
Foi então que senti as mãos de Dag em minha cintura e me puxar,fazendo-me ficar de joelhos no chão junto com ele enquanto meu corpo colava ao seu.
Abri os olhos assustada quando voltei à realidade e pus as mãos no peito de Dag,me afastando e interrompendo o beijo.
—O que foi?-perguntou confuso e ofegante.
—Não podemos fazer isso,é errado!-afirmei aflita-Olha pra mim e...olha pra você!
Ele franziu a testa.
—Seeylfe,eu não me importo com isso-afirmou-Achei que tivesse deixado bem claro quando comecei a me aproximar de você.
Arregalei os olhos.
Pelo amor dos deuses,que homem mais perfeito.
Franzi a testa determinada.
—Quer saber?Dane-se!-exclamei o beijando outra vez.
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