Proibido
14 Final
Notas iniciais
Pov's Seeylfe
— Será que não posso mesmo ajudar em algo? — questionou Astrid meio ansiosa.
— Mulher, te acalma! A gente dá conta, fica quietinha vai! — pedi.
Eu e Dag estávamos ajudando Soluço a ir até ao quarto do meu namorado e então, colocamos ele na cama.
— Pronto. Vou pedir para os criados prepararem seu banho e trazer comida pra você — declarou Dag dando um sorriso.
— Eu posso preparar o banho dele — contestei confusa.
Ele sorriu.
— Você é maravilhosa... — murmurou me dando um selinho — Mas descansa um pouco, deixa que a gente cuida do Soluço.
Ele se afastou e então saiu do quarto. Mal ele havia saído e o rei Leonardo entrou no cômodo.
— Astrid, me deixe falar com os Strondus à sós — pediu.
Astrid nos lançou um olhar receoso e então se retirou do quarto.
Leo sorriu e esfregou as mãos uma na outra, enquanto se aproximava.
— Meus dois filhos estão com os herdeiros de Berk... — comentou — Os deuses realmente sorriram pra mim.
Arqueei uma sobrancelha.
— Tá de brincadeira né? — perguntei — Percebe o quão inconveniente está sendo, Hofferson?
— Hofferson? — se surpreendeu — Mal revelou-se princesa e já está botando as garras pra fora?
— Minhas garras sempre se mostram quando me convém, você que nunca notou porque eu não passava de uma criada aos seus olhos — rebati.
— Percebo que você guarda rancor... — lamentou.
— Em relação em ter me banido injustamente e mandado surrar meu irmão? — questionei indignada — Achou mesmo que eu fosse relevar isso?
— Que nós fôssemos relevar? — acrescentou Soluço aborrecido.
— Mesmo que vocês dois me odeiem, o que desejo irá se concretizar de qualquer forma — deu de ombros — Minha filha está noiva de você, Soluço. Berk e Liones serão unificados.
— Mas Soluço e Astrid não são os primeiros na linha de sucessão de ambos os reinos — alertei.
Ele riu.
— Como você é boba, Seeylfe — afirmou — Acha mesmo que Dag não vai pedir você em casamento?
Arregalei os olhos surpresa.
— Pelo visto não pensou nisso... — comentou — Bom, ele não me falou nada, mas noto como ele olha pra você. Ele está completamente apaixonado por você. Não resta dúvidas sobre a intenção dele de se casar com você e com isso...meu desejo irá se realizar.
Meu sangue ferveu de raiva. Filho da...
— Você é repugnante! — rosnei.
— Tudo bem, Leonardo, você está certo sobre a unificação dos reinos ser inevitável — declarou Soluço — Mas vamos deixar uma coisa bem clara:Eu vou casar com a Astrid por amor e não por interesse. A mesma coisa entre Dag e Seeylfe.
— E infelizmente, você se tornará o nosso sogro — lamentei — E teremos que aturar você.
— Posso conviver com isso — deu de ombros.
(...)
Os criados cuidaram de Soluço e quando percebi, já havia anoitecido. Dag me chamou em particular e me pediu para acompanhá-lo até à sacada de uma torre do castelo.
Me aproximei mais da beira e apoiei meus braços na estrutura rochosa da sacada, enquanto observava as estrelas no céu.
— Que lindo... — murmurei encantada.
— É, muito lindo-concordou Dag com a voz meio nervosa — Seeylfe...
Me virei para encará-lo e vi ele tirando uma caixinha preta do bolso. Lembrei imediatamente do que Leonardo disse mais cedo e odiava admitir que ele tinha razão.
— Sim! — sorri.
Dag me encarou de olhos arregalados.
— Mas eu nem abri a caixa ainda... — contestou.
— Não precisa — ri boba, segurando seu rosto com as mãos — Sim!
Ele sorriu largo e então me beijou, colocando as mãos na minha cintura, ao mesmo tempo em que eu retribuia o beijo.
(...)
Um tempo depois...
Estavam nos planos tornar Berk-Liones um reino próspero e rico. Já começamos a comprar algumas terras para melhorar a unificação.
Bom, hoje era o meu casamento com Dag e de Astrid com Soluço — sim,nós iríamos casar no mesmo dia. Foi decidido que eu e Dag ficaríamos responsáveis por Berk, e Astrid e Soluço por Liones.
Eu e Astrid estávamos atrás das portas, já prontas para entrar. Só estávamos esperando o Leonardo chegar — infelizmente — para nos levar até ao altar.
Foi então que certas lembranças invadiram a minha cabeça, o que fez meus olhos se encherem de lágrimas.
— Seeylfe, o que foi? — perguntou Astrid assustada e eu a encarei.
Dei um pequeno sorriso.
— Eu não conheci meus pais. A única figura paterna e materna que eu tive foi o Bocão — relatei — Quando eu e Soluço fizemos 18 anos, ele disse: "Vocês se tornaram pessoas de caráter e bom coração. Quem casar com vocês, será extremamente sortudo e eu vou dançar tanto no casamento de vocês" .
Um soluço escapou da minha garganta e senti as lágrimas descendo pelo meu rosto.
— É o dia do meu casamento, Astrid, e o Bocão não está aqui — chorei em lamento — Eu só preciso de um minuto pra sentir falta do meu pai.
Seus olhos marejaram de emoção e ela se aproximou, me abraçando com força e deixou que eu chorasse em seu ombro.
Passou um tempinho e eu consegui me acalmar, parando de chorar. Astrid enxugou minhas lágrimas e então viramos pra porta, dando as mãos uma pra outra.
E pensar que tudo o que aconteceu, foi por causa de um romance proibido.
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