Proibido

22 Capitulo 22


De volta para meu quarto, sem ter sido pega por ninguém, começamos a bebericar da garrafa de heineken, e isso porque eu não gosto de cerveja né? Em seguida Paulo desceu e subiu com uma garrafa de vodka, eu ja estava tontinha, e só consegui rir um pouquinho mais, e puxar a garrafa e fazer com que o liquido caisse garganta a baixo.

– Um brinde — disse, e batemos ambas garrafas uma na outra.

– Pelo o que ? — franziu a testa.

– Por qualquer coisa, poe mim, por você, por nós, pela nossa amizade, por esse dia, por esse momento, pela minha dor de cabeça amanhã, pelas cagadas que eu faço na vida....

– Por esse beijo — ele me interrompeu, colando sua testa minha, e me calando com um beijo tão manso, me deixando incapaz de reclamar, apenas cerrei os olhos, e senti o gosto dos seus labios, e dos nossos labios se tocando com o sabor forte da bebida.

– Tin tin — sorri, e ele sorriu de volta.

– Por que estamos fazendo isso mesmo ?

– Porque somos pessoas vazias ?

– Somos pessoas vazias ?

– Não? — Nãaao — berrou — Claro que não — reclamou incrédulo, pegando algo de dentro do seu bolso.

– O que temos ai?

– Pra fechar a noite ! — piscou, tirando os dois cigarros de maconha do seu jeans, arregalei os olhos.

– Sério?

– Sim, pra te mostrar que não somos pessoas vazias — logo manifestou, acendendo seu baseado, e entregou o meu, que simultaneamente o acendi por seu fogo.

– Não faz sentido — traguei, e fiquei admirando Paulo ir até a minha janela, e tragar seu cigarro com elegância, fechou os olhos como se a cada tragada ganhasse um beijo do amor verdadeiro, eu suspirei, tragando o meu em uma vibe sem emoção, e caminhei até ele, ficamos fumando e olhando para a lua, Paulo começou a cantar alguma coisa, eu só consegui rir da sua desafinação.

– Cara, cala boca — pedi, ao constatar que sua cantoria estava alta demais, e alguém poderia ouvir. Ele se calou, tragando seu baseado que já dava bye bye, em seguida suas mãos foram em minha volta, me trancando na sacada de casa, ele retirou o cigarro da boca com uma das mãos, enquanto seu outro braço servia pra me prender, jogou o cigarro para a rua, e levou suas mãos em torno do meu pescoço, dando continuidade, por um carinho timido em minha nuca.

– Vem calar — sussurrou

– Quer mais beijinho quer ? — eu gargalhei, ele continuou sério

– Vem calar — repetiu, rugindo, e suas mãos meigas se alastraram por minhas costas, apertando minha bunda. Senti uma onda de calor por meu corpo, e me entreguei, entrelaçando minhas pernas em volta do seu quadril, beijei seus labios faminta, e fomos nos beijando enlouquecidamente, Paulo foi apertando minha bunda ainda com mais força, enquanto colava seu corpo no meu, e ia roçando seu pau em meu quadril, e isso estava me deixando m a l u c a. Fui arranhando suas costas, sem um pingo de dó, e ele foi mordiscando meu pescoço, enquanto suas mãos foram até meus seios, ele o acariciou por cima da minha blusinha, e em seguida, guiou sua mão grande por de baixo dela, foi massageando toda minha barriga, e em seguida meu seio, o apertou, e eu gemi sobre seu ouvido, sentindo meu corpo formigar de desejo. Paulo me puxou pra parede do quarto, e arrancou de vez minha blusa, eu só deixei, e fui deixando, até notar que ambos estávamos só de peças intimas, ele me beijou mais uma vez, de uma forma diferente, bem devagar, um pouco sem jeito, com ternura, e os toques dos seus dedos, iam me sentindo e me arrepiando, dois drogados, sem noção alguma, sem saber o que estavam fazendo. Errando, pecando? Só sei que agi no impulso.

– Vamos fazer isso mesmo? — perguntou, com os labios em meu ouvido, enquanto seu corpo roçava no meu, e eu fechei os olhos delirando. Me soltei em torno do seu abraço, e fui enfrente a cama, retirei o restante de roupa que me cobria, e me empinei de quatro,me viro, e chamo o mesmo com o dedo, com uma cara de pervertida. Ele morde os labios, e aperta seu pau por cima da cueca, se aproxima de mim, e arrancar sua boxer, sinto sua mão em torno do meu quadril, e ele roçar seu pau duro em mim, mordo o labio com força, ouço ele gemer abafado, e o mesmo ele sussurra.

– Pede com jeitinho

Prazer era tanto, que parecia que doia minha alma de tanta vontade.

– Vai Paulo, me fode — imploro.

– O que ? Não escutei — ele ri, enquanto bati com força na minha bunda, e vai pincelando a cabecinha do seu pau na minha entrada, nessa sadica tortura.

Foi quando finalmente Paulo investiu, e puxou meu cabelo comprido, eu soltei um urro de prazer, e apertei com força o travesseiro sobre a cama, me recompondo, respirei fundo, mas antes mesmo de processar tamanha abundancia de prazer, ele me penetrou mais uma vez, e foi levando suas mãos até meus seios, apertou o mesmo, enquanto eu colava minhas costas no seu torax, e fui movimentando junto a ele, seguindo seu ritmo, enquanto nossos gemidos iam tomando conta do quarto, nossos corpos foram se movendo em uma velocidade incrivel, não medindo esforços pra chegar no nosso epice do prazer, o climax, a viagem do meu corpo pra outra galaxia ? Pode ser, gozei! Que orgasmo intenso e incrivel.

Tombamos na cama, e eu só consegui pensar alto " Caraca''

Começamos a rir muito.

– O que acabamos de fazer ? — depois de achar a voz em minha garganta, perguntei em um sussurro.

– Foi bom, você é maravilhosa.

– Somos amigos, sera que a gente estragou tudo ? — disse com um pigarro na garganta

– Shhh — reclamou, colocando seu dedo sobre meus labios, me obrigando a calar — Relaxa, nada vai mudar — beijou o topo da minha cabeça, e nos cobriu com o lençol, me virei para o outro lado e cerrei os olhos, da pra imaginar o turbilhão de coisas que estavam vagando desesperadas pela minha mente né?.

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Acordei com a Isa me sacudindo.

– Ai Deus, e o Paulo?

– Han?? — ela ficou com uma cara confusa no rosto

Me virei sem a responder, e peguei meu celular em cima da escrivaninha, vi que Paulo havia mandado mensagem ''- Sai cedo, antes que seus pais me vissem, te amo tá ? '' Logo abri um sorriso. Voltei pras novas mensagens, e vi que tinha uma mensagem do Fernando, mas antes de ler, larguei o celular pra dar atenção pra Bela, que me chamava freneticamente.

– Camila, por que esta pelada ?

Ai caralho, eu ainda estou pelada, Fudeu.

– O que ?

– Tá pelada — arregalou os olhos

– Você nunca esta pelada né Bella? Nasceu com roupa, toma banho de roupa — retruquei, correndo pro banheiro. — Olha, é melhor você descer, eu não quero que a bagunça de ontem sobre pra mim, e já já o Matheus chega porque a gente vai ir pra uma festa.

– Que horas são ? — gritei, já de baixo do chuveiro.

– Duas horas.

– Não é possivel, Como eu durmi tanto ?

– Pois é, então anda logo.

– E nossos pais ?

– Deram a louca, e resolveram que vão passar o dia fora.

– Piada né ?

– Pior que não.

– E que festa é essa ? — perguntei curiosa.

– Da família do Matheus.

Porra, essa família vive em festa?. Me enrolei na toalha e sai as pressas, colocando o corpo pra fora do banheiro.

– Festa em comemoração a que ?

– Festa do Avô dele.

– Parte de pai ?

– Sim- grunhiu — Você .... e o Fernando ?

– O que tem ?

Ela riu debochado, e levantou a sobrancelha, enquanto um bico se fez em seu rosto.

– Ele é absurdamente gostoso, eu não aguento — choraminguei

– Voce é maluca.

– Talvez eu seja. — suspirei.

Vesti minha roupa, e desci pra ajeitar toda a zona do almoço de ontem, que aproposito, rendeu né! Com a Isa me enchendo, acabei esquecendo de ver a mensagem do Fernando, depois de já ter limpado toda bagunça e exausta, fui preparar um frango grelhado pra eu comer.

Deixei o mesmo no airfryer, enquanto corri pra buscar meu celular no quarto, enquanto desço com o celular em mãos na escada

Mensagem do Fernando: — Bom dia princesa, aniversario hoje do meu coroa, e quero a companhia de quem ?.

– Que cheirinho bommm!

Arregalei os olhos ao ver Fernando passando pela porta, com o nariz contorcido, sentindo o odor do meu almoço.Logo vejo Matheus e Isa, se abraçarem e os dois irem entrando também.

– A cami quem esta cozinhando — Comentou a Isa, e logo os olhares de ambos virem pra mim, que estava como uma estatua escrota na escada.

– O-oi gente — engoli um nada na garganta, não tirei meu olhar do Fernando, que sorriu largo, ele estava com uma calça jeans, um tenis esportivo e uma camiseta polo azul marinho, com o cabelo e barba tirados, de longe, já pude imaginar o quão cheiroso de via estar, fiquei com imensa vontade de correr para seus braços, e me envolver no meio daqueles braços torneados — Querem almoçar ?

– Na verdade não, eu só vim buscar a Isa, lá na festa vai ter muita comida — deu de ombros- Quer ir com a gente, Cami ?

– Pra festa ?

– Vamos — replicou Fernando.

– Nem conheço ninguém — girei os olhos, descendo o restante dos degraus, que nesse momento parecia que a escada era infinita, fiquei com medo de sair rolando sobre ela, após ver Fernando, minhas pernas estavam meia bambas.

– Nós conhece — disse Matheus

– Eu também não conheço ninguém — Bella

– Gente! — protestei — Você é a namorada dele né — grunhi, indo até a cozinha, e preparando meu prato. Resolvi ficar por lá, pra comer.

Fernando entra na cozinha, e vem andando vagarosamente até a mim, e para em frente a mesa, se sentando na cadeira de frente a minha, começa a me analisar, como se estudasse cada canto do meu rosto, que nesse momento se encontrava todo corado, em saber que aquele homem lindo, me analisava, e eu só estava de cara limpa, com uma roupa qualquer , mastigando o frango , que aproposito estava muito bom, embora não se compare com o gosto daquele labio, de doçura imprescindível, abri um sorriso de canto, remexendo o olhar, saindo da transe que me encontrava, e me desfazendo da minha cara de tonta.

– Vamos com a gente — sussurrou.

Eu estava vidrada no meu prato, pegando o ultimo pedacinho de frango e levando a boca, olhei pro Fernando, que colocou a mão no meu prato, e pegou um folha de agrião;

– Que abusado — bati em seu braço.

Ele riu, comendo o agrião, e eu me levantei, pegando o prato e indo até a pia, começando a lavar o mesmo. Sinto a mão quente do Fernando invadir meu quadril, seus dedos foram subindo um pouco da minha blusa, e ele foi dando um carinho gostoso na minha barriga, enquanto me abraçava por trás, senti seu perfume invadir meus pulmões, fexei os olhos, e suspirei.

– Fernando, esta atrapalhando — resmunguei

Ele deu um risinho, e beijou minha cabeça — Chataa — deu um tapinha chocho na minha bunda, eu virei com uma cara não tão boa, e o segui com o olhar que se sentou sobre a cadeira.

– Matheus e sua irmã, vão desconfiar, pelos meus calculos — olhou para seu grande relogio no seu pulso direito, era tão brilhante, que me deixou um pouco cega — Você tem meia hora para parar de graça, e ir se arrumar. Ou vai querer ir assim ?

– Já parou pra calcular, que talvez, eu não queira ir ? — disse ironicamente — Acho que eu não quero né? — perguntei retoricamente.

– Você vai sim, POR FAVOR — fez uma voz dengosa

Eu ri, secando minhas mãos.

– Volta pra sala, eu vou tomar banho

– Minha garotaa! — cantarolou, dando um pulo em minha direção, e me grudando na pia, foi beijando meus labios com ternura, enquanto sua mão apertava minha cintura com precisão

– Esta maluco — bati em seu ombro — Sai logo daqui, babaca

Ele deu uma piscade-la e foi saindo lentamente com preguiça.

Fui correndo pro meu quarto, já tinha tomado banho, e pra não demorar mais, apenas passei uma dose exagerada de hidratante pelo corpo, e uma boa quantia de perfume, coloquei uma t-shirt, e um short, calcei um tenis, porque eu amo, acho confortável, e dane-se. Eu não fazia um pingo de esforço pra ser mais mulher pro Fernando, não colocava salto, nem apertava os peitos num decote, e usava roupas mais interessantes. Oras, eu sou assim, e não vejo motivo de mudar pra agrada-lo.

– To prontaa, lindos — pisquei, e fui andando em direção a eles, foi quando me toquei que estava intimida demais, eu tinha que ir como amiga do Matheus e da Bella, e não, como companheira do Fernando, onde eu estava com a cabeça? No meio dessa reflexão, foi interrompida.

– Vamos então — Fernando sorrio, e segurou em minha mão, senti minha barriga doer, e eu perder a voz em choque, reviro os olhos e vejo Matheus nos encarando, ele parece estar com um interrogação na testa, mas age naturalmente, e começa a andar com a gente pra fora de casa.

Soltei minha mão da do Fernando, e me afastei andando distantemente do seu lado, todos começaram a conversar de assunto aleatórios, foi quando finalmente a pesagem do clima se esvaiu.

Ainda bem! Matheus se sentou na frente e eu sentei no lado da Isa, sabia que ela poderia vir com bronca.

– Se a intenção de vocês é disfarçar, sinto muito avisar, que não estão praticando isso com perfeição. Uhh, tentativa falha ... game over

– Porra, já entendi — arregalei os olhos, grunhindo, percebemos que os olhares do pai e filho notaram nosso aumento de voz, abri um sorriso amarelo, e os dois deram de ombros, voltando a conversar. Fernando ligou o som, o que amenizava o som da minha conversa com a Isabela.

– Não quero que sofra.

Instantaneamente, senti minha barriga congelar, e minha respiração se sufocar, senti umas lagrimas voluntarias presentes em meus olhos, cerrei as pálpebras dando um intenso suspiro. Meus olhos se voltaram pro Fernando que me olhava pelo retrovisor, ele abriu um sorrisinho inocente, e eu só senti um pouquinho a mais de vontade de chorar.

– Esta bem ? — Isa segurou em minha mão

Eu assenti — Matheus comentou alguma coisa ?

– Ele falou: Se não fosse loucura diria que esta rolando alguma coisa entre meu pai e a Camila.

– E você?

– Eu disfarcei né, falei que ele estava louco.

O celular do Matheus começou a tocar, me virei pra olhar pra janela, mas não pude não deixar de ouvir sua conversa.

Oi mãe, esta tudo bem sim e ai ? Você volta amanhã né? Vou passar pra ele.

Deu o telefone pro Fernando.

Pode deixar,esta bem querida, até amanhã, beijo.

Não tem palavras que descreva o quanto em sentia um tanto inutil nesse momento, a forma como Fernando me olhava, me tratava, não demonstrava, mas, racionalmente, usando um pouquinho do meu consciente, ele só podia estar brincando comigo, eu era sua diversão, seu passa tempo, segundo plano, o '' pode ser'' o tanto faz, o reserva, o co-piloto do piloto, o vice-presidente, e etc. Não era nada, absolutamente nada primordial na sua vida;