Progenitor

5 Capítulo IV - Flores de um túmulo


Notas iniciais
Olá, meus bombons! <~333333333333 Antes de mais nada... FELIZ VÉSPERA DE NATAL, MOLECADA! QUE EU JÁ TINHA ME ESQUECIDO DISSO! XD E aqui estou eu, a excelentíssima senhora enrolada das fanfics! XD Em primeiro lugar, sei que já ouviram muito isso, mas lá vai eu de novo, perdão pela demora ENOOOOORME que foi lançar esse capítulo. Ufa, nunca pensei que fosse demorar tanto pra lançar esse daqui. É o capítulo que eu mais tava animada e doida pra postar pela loucura que foi escrever, e BAM!, acabou que foi o que demorou mais a sair, principalmente porque esses últimos meses a vida foi apertaaaada pra mim na faculdade... Mas bem, deixando tudo pro lado, aqui estou eu, animada e doidona por finalmente tá mandando esse troço aqui. YES! E antes de partirem pra leitura, eu preciso dizer, isso aqui ERA pro aniversário da @annelander, que foi DIA 12/12, gente, DIA 12, HAHAHAHAHA - OLHA A DATA DE HOJE! XD (Eu queria ter postado no mesmo dia, não deu, mas a intenção foi a mais pura possível Q-Q) - e foi por querer fazer alguma coisa, um presente, sei lá - Ela diz que gosta dessa bagaça -q - que tomei vergonha na cara e, mesmo com tanto trabalho de aula naquela semana (agora to de férias, tuts tuts tuts), me esforcei pra terminar tudo isso daqui a tempo. Mesmo já passando do dia, acho que vale a pena dizer que eu me apressei pra tentar entregar isso daqui de presente. Mas aí então, aproveitando que eu demorei e já tava chegando a véspera de natal, eu converti isso daqui em um presente coletivo, ou seja, era presente de aniversário que demorou e virou presentão de natal, mesmo! XD Não foi nada planejado, foi enrolação pura e calculada! XD Ai ai, enfim, queridos, espero que aproveitem esse capítulo, de coração. P.S.: A música que to colocando o link agora foi a que me fez escrever as coisas mais loucas desse capítulo logo de primeira, bem quando eu o idealizei a uns MESES atrás XD Eu ouvia ela e pegava o embalo e digitava como uma lesada e repetia a música e fazia tudo de novo. Gosto de escuta-la principalmente por ser TUDO a ver com a personagem, sendo que também me ajudou, talvez... não a moldar a personalidade de Ada, mas justamente não fugir do que ela já é, mas também não me prender somente ao que já existe. Em relação as músicas e a Ada, se tratando de capítulos com P.O.V.'s únicos ou alguns em que ela é a com o P.O.V. principal, raramente uma vai destoar da outra. [Sem falar que foi ouvindo essa música que váááárias outras cenas também foram escritas, a tradução dessa loucura realmente me inspirou @w@] E é isso, amores. Nos vemos lá embaixo! Boa leitura! Música que me inspirou: [Meg Myers | Curbstomp | https://youtu.be/DCwB5Kyymaw]

Recebe-me nos teus braços, eles são as profundezas,

recebe-me nas profundezas;

Se me recusas agora,

então mais tarde.

* * *

Dias atuais

20h07min, arredores da floresta de Rheinfeldt, Áustria.

Ada sentiu os pés afundarem de maneira pegajosa na lama, ao dar outra volta ao redor da entrada de uma deteriorada e esburacada estrada de terra.

Ela olhou o PDA que levava consigo, observando-o de maneira bem analítica, enquanto terminava de limpar a terra das mãos enluvadas na calça, nem se importando com o fato de ter “estacionado” a moto em um lugar peculiar.

A poucos metros de onde estava, a motocicleta se encontrava jogada entre altos arbustos, bem escondida na densa folhagem, com a chave enterrada próxima, sob uma grossa árvore. Ela gravou bem o lugar em que deixou tudo, pois não queria correr o risco de perder o seu melhor meio de transporte. Não estava a fim de encarar uma caminhada de indefinidas horas para voltar ao povoado.

Antes de começar a andar, no entanto, ela se despiu da jaqueta que usava, e da delicada blusa de alças finas que se sustentava de maneira duvidosa sobre seus ombros. Ela tremeu um pouco com o frio, ao ficar só de sutiã no meio de uma floresta, mas rapidamente vestiu uma camisa negra e de gola alta, com mangas que se engelhavam em seus cotovelos, e um grosso colete, que apesar de pesado, não significava nenhuma dificuldade para ela.

Fazia tempo desde que o laboratório havia sido desativado, mas nunca se sabe o que se pode esperar ao entrar em qualquer instalação da Umbrella. Ela preferia não arriscar. De qualquer modo, ela não precisava de uma roupa sexy ou aberta demais para aquilo. Na verdade, ela havia comprado um maravilhoso vestido vermelho com uma fenda na perna há uns dias, e queria realmente usá-lo em algum lugar especial. Uma missão, talvez. Ela tinha essas coisas de querer estar arrumada até na hora de atirar na fuça de uma B.O.W. – E claro, nunca se sabe quando você vai precisar de uma roupa sensual, não é? — Mas, enquanto o fitava no guarda-roupa, imaginou que ele não seria o mais cômodo se ela realmente fosse se embrenhar em um lugar desconhecido e provavelmente no meio do mato. É, deixa para a próxima. Naquele dia, ela precisava apenas de algo prático – Apesar de que botas com saltos, mesmo que curtos e quadrados, não possam ser ditos como o sinônimo da praticidade.

Com o zumbido de insetos extremamente agudo ao redor, ela mordeu a parte interna da bochecha, distraidamente, ao se perguntar pela última vez se realmente faria aquilo. A partir do momento em que ela atravessasse aquela muralha e botasse seus pés para dentro daquele território, não tinha volta.

E então ela se indagou se realmente estava com a cabeça no lugar. Desde quando ela era uma pessoa de arriscar sua vida assim, por nada? Nessa mesma hora, ela poderia estar se balançando em uma longa rede na varanda de seu quarto, perdida naquela ilha polinésia, apreciando um bom vinho e observando a lua e a paisagem praiana, embalada por alguma música agradável. Podia estar dançando em um luau qualquer que vez ou outra ocorria na ilha, como uma pária, sem dono, sem pátria, sem alma, sem ninguém. Ela se perguntou se Leon realmente valia a pena o esforço. Ela ficou em dúvida se estava realmente sendo sensata.

Seus dentes apertaram a carne lisa de dentro sua boca com mais força.

Foi então que ela percebeu que não era sensata desde o momento em que não o deixou de mão quando recebeu sua primeira notícia após tantos anos. E foi então que ela se lembrou também que não estava lá por ele, mas por seus próprios interesses, para olhar em seus olhos vivos e resolver todas aquelas dúvidas clichês e românticas e assustadoras que tinha em relação a ele. E principalmente, ela confessou para si mesma, bem fundo, bem fundo, bem para o fundo de seu coração... Ele não era nada.

Um pensamento que é quase como um suspiro.

Valia a pena tentar ajuda-lo.

Ah, mas ela não podia se esquecer, estava lá para pagar Irina, também. Ela ainda pensava no pedido que a mulher havia dado. Ela saberia reconhecer seu objeto de desejo no momento em que o visse? Bom, esperava que sim.

Ada verificou mais uma vez se estava com tudo o que precisava em mãos, e olhou para a lua brilhante daquela noite. Pelo menos, mesmo estando em uma terrível época de chuva, naquele momento o tempo estava a seu favor. A lua estava enorme e totalmente clara, parecendo realmente um farol. Isso facilitava muito as coisas, tendo em vista que boa parte de seus melhores equipamentos noturnos estavam avariados por conta de um recente trabalho.

O céu parecia estar em um tom que se encontrava entre o azul escuro e o azul claro, as silhuetas das árvores, e até suas texturas, bem visíveis.

Ela terminou de acoplar uma lanterna ao peito, colocou um óculos infravermelho – Era ainda um protótipo funcional em fase final de testes, apenas ela possuía aquela versão. Era bem pequeno e cômodo, semelhante a um tradicional óculos de leitura, bem diferente daqueles modelos enormes e horríveis que os militares costumam usar – e começou a fazer um caminho bem perto a uma estrada de terra que levava a um ponto próximo ao castelo. Naquele rápido bate-papo com o garçom no bar, Ada apenas quis confirmar o que já suspeitava, que Leon havia pego o caminho mais difícil para a fortaleza. No entanto, ela entendeu o porquê de ele ter seguido por aquela passagem pelo cemitério. A construção ficava em uma área montanhosa, bem no alto, de difícil acesso, sendo que o meio mais viável de se chegar até ela era seguindo a rodovia principal, que se encontrava, porém, totalmente vigiada por câmeras e sensores de calor, além de estar cheia de cercas e placas avisando que a passagem era proibida. Se fosse notado um movimento suspeito ao redor, um chamado automático era enviado à polícia local, que não demorava a verificar o caso – Aparentemente, eles eram bem pagos para isso –. Existiam câmeras também ao redor de todo o muro, mas Irina lhe indicou um ponto cego na segurança, que possibilitaria sua escalada até o outro lado.

Ada achou graça com os olhos. Como se ela nem gostasse de se esgueirar por aí usando seu brinquedo.

O cemitério era mais prático, pois além de ainda receber um visitante uma vez na vida e outra na morte – literalmente –, se encontrava também distante da construção e de toda a vigilância, e seus segredos aparentemente eram desconhecidos para a recente proprietária.

Ao dar de cara com a primeira placa, Ada virou-se para a relva alta que crescia rente a estrada, se escondendo no meio das árvores e se embrenhando pela floresta de maneira eficiente e treinada. Foi então que, ao constatar que já havia se afastado o suficiente dos sensores de calor, voltou a andar para a construção, tendo em mente todos os locais que ela deveria evitar para nenhum alarme ser acionado, já que a floresta também tinha algumas surpresinhas escondidas.

Ela foi rápida em sua caminhada, e não demorou até visualizar os enormes muros de pedra do schloss, como os aldeões gostavam de chamar.

Retirando os óculos e alcançando sua grapple gun em um ponto de sua coxa, ela analisou as informações que possuía em seu PDA, olhando para cima, a vista tentando alcançar o fim daquele muro. Era extremamente, extremamente alto. Não tinha como alguém atravessar aquilo. Não mesmo.

E novamente, um sorriso de ironia e divertimento se formou no rosto dela, enquanto tocava levemente a grapple em seus lábios, em um beijo malicioso. Claro, era impossível apenas para alguém que não tinha aquilo. Seu precioso bebê.

“Vamos lá, Irina, é bom você não estar tirando uma com a minha cara.” Ela sussurrou, ao andar bem para trás e disparar a garra de sua arma. Foi necessário apenas uma tentativa, a garra subiu e subiu e subiu, mais alta que a muralha, até que atravessou as paredes de pedra e se agarrou em alguma coisa do outro lado.

Rapidamente, Ada sentiu a pressão em sua mão, e acompanhando o enrolar da liga metálica, ela começou a correr, até as botas saírem do chão e tocarem os muros e ela correr quase que totalmente na vertical. O peso que seus músculos do braço tinham que suportar, ao ter o corpo sustentado apenas por sua mão, há muito não chegava nem perto de ser um desafio. Ela sentia a musculatura do braço se contrair fortemente com a força exercida, enquanto ela mexia-se de maneira veloz pela extensa parede, tentando acompanhar o puxão da garra. Era necessário aquele arranjo ao subir, para não se bater ou arranhar ao avançar naquilo – Caso contrário, ela seria arrastada como um saco de batatas até o outro lado. Nada divertido.

E já perto do fim, ela separou os pés da parede de pedras recortadas, liberando a garra do que estava presa e dando uma cambalhota para enfim se posicionar no topo de tudo.

Ela afivelou a arma na perna novamente, antes de se voltar para a paisagem a sua frente. E apesar de já estar acostumada a belas e feias visões, não pode evitar suspirar mentalmente mediante aquilo que enxergava. Ela duvidava que alguém pudesse já ter tido uma oportunidade daquela.

Ela aproveitou um pouco o momento, pensando que, mesmo naquela confusão, ainda que o mundo fosse um lugar totalmente esquizofrênico, ele também era magnífico.

Um gigantesco jardim azulado se estendia por todos os cantos se perdia em relevos e curvas, existia em todo o redor do castelo, parecia não ter fim. Ele era tão visível em meio a escuridão que é como se tivesse luz própria!

Já mais ao longe, lá estava ela, a fortaleza onde tudo acontecia, envolvida dessa vez por outros muros, menores, bem menores, e com vários portões ao redor. Ela era tão imensa... – Apenas naquele breve vislumbre, Ada podia afirmar com toda a certeza que pelo menos umas vinte vilas como a que havia acabado de visitar cabiam em todo aquele espaço, e ainda sobrava lugar para colocar mais casas, se quisessem –.

A lua amarela e grande iluminava tudo, o vento daquela altura era congelante – Ela agradecia por ter vestido aquela blusa grossa e longa – e mais longe ainda, bem do outro lado, ela enxergava apenas a pontinha de uma grande cachoeira, e um rio que corria para fora dos muros, atravessando as paredes por meio de grades maciças e intransponíveis.

Ela observou todo aquele local. Apesar de ter analisado bem seus mapas, nada se sobrepunha ao olhar sobre a verdadeira paisagem. Ela guardou bem a imagem do exterior do castelo em sua mente. Nunca se sabe quando se vai precisar de uma rota de fuga.

Ela se indagou, bem no fundo de seu pensamento, se Leon havia tido essa oportunidade, de analisar tudo antes de se meter naquilo. Se ele teve a oportunidade de se preparar realmente. Ele já estava desaparecido há quatro dias...

Ela estava ali apenas para confirmar se ele estava vivo. Realmente isso?

Não foi somente por aquela necessidade de cuidar dele, de querer salvá-lo, mesmo os dois não possuindo nenhuma relação? Não, ela não poderia se deixar perder no meio de todos esses pensamentos mais uma vez. Isso só a atrapalharia. A partir daquele momento, ela se concentraria em seguir a situação, e ver o que encontrava primeiro. O objeto de seu interesse, ou o de Irina. E o que ocorresse, o resto seria apenas consequência. Era estranho, com altos índices de erros e desastres, mas foi o plano mais interessante que conseguiu formular naquele momento.

E procurando não se distrair mais com indagações ou com a evidente beleza e peculiaridade do lugar, ela andou um pouco naquelas paredes cheias de limo, se aproximou da borda e olhou para baixo, pensando no que diabos a sua grapple havia se agarrado, para ver como ela desceria naquele momento.

* * *

Assim que seus pés tocaram aquele chão arenoso e saturado de gramas e ervas que subiam até seu joelho, assim que sua pupila absorveu toda a paisagem onírica do local, ela sacou na hora que aquele lugar não era tão inofensivo quanto sua visão aérea fazia parecer. Falando de uma maneira bem simples, nada ali parecia certo. Seja por aquelas flores terrivelmente altas, ou o cheiro terrivelmente doce, ou o clima terrivelmente frio...

Ela tentava identificar a origem de seu desconforto, sem muito sucesso. Eram muitos termos e muitos fatores para conseguir focar em um algo só. No entanto, ela não perderia tempo com aquilo.

Antes de entrar no castelo, ela precisava explorar aquele local. Se não estava errada, a abertura do túnel que Leon pegara pelo cemitério se encontrava exatamente em algum ponto daquele lugar. Se ela achasse essa entrada, seria muito mais fácil tentar reconstruir o caminho que ele havia percorrido, para finalmente descobrir o que estava realmente acontecendo – ou o que havia acontecido – naquele local.

Ela novamente alcançou o PDA que se encontrava preso em sua perna, e começou a verificar, pelo que esperava ser a última vez daquele instante, os mapas que Irina lhe forneceu. Existiam alguns pontos do castelo que haviam ficado sem reconhecimento, pelo fato da maior parte das plantas terem sido perdidas com o tempo. Porém, ela teve sorte de o exterior do castelo ainda possuir todos os seus mapas de planejamento intactos. Ela tinha apenas que cruzar aquele local para chegar a uma espécie de casebre de madeira minúsculo, que era na verdade a entrada que procurava. Então, ela guardou novamente o aparelho e voltou a se movimentar, o som de seu andar quase inaudível, mesmo com tanta tralha em seu caminho.

Não se deixando enganar pela aparente tranquilidade do local, ela empunhou com precisão uma pequena pistola negra, aguçando seus ouvidos para um rumor que aparentava ser mais do que o uivo do vento.

Ela estava ouvindo alguma coisa, algo como um movimento escorregadio sem origem específica. Bom, não seria estranho a existência de cobras no local. Ela não se preocupou muito com isso, apenas ligou a lanterna embutida em seu peito, alternou a arma que usava para uma generosa faca tática que se encontrava presa em sua panturrilha, e continuou explorando o lugar.

Ela não se deu conta de quanto tempo ficou andando por ali, até que subitamente parou com o que havia encontrado.

Uma grande parte das flores estavam totalmente incineradas, apenas cinzas e galhos secos existiam no chão. No momento em que ela pisou em um dos locais queimados, os resíduos se desprenderam do solo e voaram em fragmentos com o vento. No entanto, assim que avançou por aquele lugar, ela percebeu que havia mais ali, ao ouvir um pegajoso barulho de sucção ecoar no momento que sua bota tocou outro ponto daquele território escuro. Existia uma estranha substancia negra e gosmenta e de odor putrefato que também cobria todo o lugar. Ela olhou ao redor, ao perceber que realmente estava no início de uma poça enorme daquilo. Ela passou a faca levemente em meio àquele conteúdo estranho, passando os dedos sobre a lâmina logo em seguida, recolhendo e analisando o líquido viscoso sobre o tecido grosso que cobria suas mãos. Não parecia lama ou qualquer coisa que já tivesse visto.

Ela ficou tentando entender o que havia acontecido ali até que, finalmente, visualizou o casebre, a entrada, que tanto procurava. O problema, é que ele também havia sido tomado pelas chamas.

E se encontrava completamente destruído e desabado no chão.

Ela “limpou” a gosma da faca no colete, e a guardou de volta no coldre da panturrilha, e andou até o local, pisando em cima das tábuas enegrecidas pelo fogo. Apontando o feixe de luz para o meio de madeiras amontoadas, ela pôde perceber a existência de uma abertura por entre o entulho.

Ela se abaixou, sustentando seu corpo na ponta dos pés, estreitou os olhos e tocou levemente a madeira incinerada com a ponta e os nós dos dedos, em movimentos leves de vai-e-vem, sentindo a textura através do couro da luva, observando sem sentimentos definidos toda aquela bagunça.

“Então foi isso...” Ela murmurou, distraída. “Você perdeu seu ponto de fuga, não é mesmo, Leon...? E então começou a andar por aí, sem saber como agir... Ou talvez com um plano, quem sabe... Mas, você ainda está preso aqui.” Ela falava para si mesma, como se estivesse conversando com outro alguém, invisível, ao seu lado. Talvez, como se estivesse falando com ele. Como se Leon já fosse uma sombra, apenas.

Apenas, apenas uma sombra...

Ela ainda visualizava fixamente aquele cenário, quando ouviu um farfalhar escorregadio se aproximar dela.

“O qu-” Ela se virou, abruptamente, mas não conseguiu nem se levantar. Não deu tempo. Ela apenas sente uma forte e lancinante batida contra seu peito, enquanto foi arremessada para longe de tudo.

E é estranho como o mundo se transforma em um liquidificador.

Tudo gira e gira e gira e gira e gira e gira tanto e tão tão tão rápido que ela quase não consegue pensar. Seu corpo foi jogado para o ar como se ela fosse uma pedra lançada pelas mãos de uma criança e ela não consegue absorver nada porque não consegue respirar e o tempo em que fica no ar parecem anos, quando tudo não dura nem sete segundos, na verdade. A forte colisão contra o solo é iminente, no entanto, antes de bater contra o chão, ela consegue recobrar algum sentido, e consegue dobrar seu corpo para que aterrisse sobre seus pés e joelhos. No entanto, assim que consegue ajeitar seus membros, eles tocam a terra, e seu corpo ainda é um ioiô por mais duas voltas, até que ela consegue cravar seus pés e mãos no chão e finalmente para.

Uma e duas e três respirações confusas e sufocadas.

Ela está se sentindo tão tão tão tonta e machucada e sem conseguir respirar direito e com o peito explodindo de tanta dor que é como se tivesse levado um tiro de canhão, como se a bola desse tiro tivesse atravessado seu corpo e levado até a sua alma, mas mesmo assim, ela não se permite perder a consciência.

Com a cabeça girando, Ada tenta se concentrar no que a atacou, estreitando os olhos quando finalmente consegue absorver tudo o que sua visão lhe proporciona. No mesmo instante, uma lista de nomes e figuras e termos se passam por sua cabeça, com ela tentando a todo custo organizar as informações que possui no mínimo de tempo que tinha, procurando apenas reconhecer que porra era aquela que havia destruído seu colete – Ela sentiu um tremor fino eriçar seu pescoço, ao imaginar o que teria acontecido com seu corpo e não estivesse usando aquilo.

“Iria ser lindo, não sobraria nenhum pedacinho de Ada para contar história.” Ela pensou, com gotas de zombaria invadindo a situação.

Quase a sua frente, um amontoado de tentáculos... Cobras... Ela não sabia definir, algo como seres roliços e asquerosos se amontoavam e se juntavam e se separavam a alguns metros de distância de seu corpo, bem no centro da clareira de cinzas em que ela havia parado. E eles eram tão feios e estranhos... O monstro a sua frente era formado pelo que pareciam cobras negras, ou simplesmente vermes que aparentavam vir de todos os cantos, surgindo de cada brecha daquelas malditas flores. O barulho, a espécie de silvo ou movimento escorregadio, tudo vinha deles. Tudo.

E, por um momento de loucura, ela desejou de coração que aquelas merdas também viessem com tudo para cima dela. Foi um pensamento tolo que passou por sua cabeça por instante. Pois do jeito que estava, com aquela dor no peito e com raiva instantânea que haviam provocado – Apesar de praticamente nunca demonstrar o que sentia, deixá-la com raiva era muito mais fácil do que a maioria das pessoas imaginavam -, ela tinha certeza que iria acabar com aquela droga.

Equilibrando-se rapidamente sobre suas pernas levemente trêmulas pela pancada, ela procurou esfriar a cabeça antes de começar a sair atirando. No entanto, antes que se organizasse mentalmente, a estranha figura avançou sobre ela mais uma vez, dando tempo apenas para ela se jogar no chão e girar para longe novamente.

Após isso, ela levantou e correu para longe, ignorando suas dores e alcançando a arma em sua coxa, atirando repetidas vezes contra aquilo. Mas ela logo percebeu que não tinha efeito, as balas atiradas eram pedrinhas para aquele monstro, pedrinhas que acabavam sendo engolidas por aquela confusão de tentáculos.

Mesmo assim, ela atirou e atirou até o pente ficar vazio.

Ela olhou de soslaio para a diminuta pistola negra, analisando em meio segundo tudo o que deveria fazer.

“Ah...” Ela suspirou para si mesma. “Essas armas curtas nunca são o suficiente.” Ela as guardou de volta na perna, enquanto pegava a espingarda que tinha nas costas, a medida que o monstro se aproximava novamente.

Ela a posicionou corretamente em frente ao corpo, a medida que andava vagarosamente para frente também.

Bom, a mulher sorriu para si mesma, agora eles poderiam realmente conversar.

E antes que pudesse pensar em qualquer outra coisa, "BAM!", seu dedo se enterrou naquele gatilho. E um retumbar forte de tiro ecoou por todo o local. O disparo pareceu ser tão poderoso que aparentou abrir uma cova, funda, em meio aquele corpo amontoado e nojento. A criatura parou de atacar, e instantaneamente recuou centímetros para trás.

E ela não perdeu tempo.

Com as cápsulas que precisava ao alcance das mãos, ela rapidamente recarregou a arma de novo de disparou outro tiro.

E outro.

E outro.

Ela avançava, atirava, recarregava, e avançava novamente.

Um passo, um tiro, mais uma bala para dentro. Outro passo, outro tiro, mais outra bala para dentro.

A medida que disparava rapidamente contra aquilo, todo aquele enorme amontoado estranho parecia se desmanchar e diminuir. No entanto, focada com sua aparente vitória sobre aquilo, ela não percebeu quando vários daqueles seres rastejantes começaram a se aproximar dela, até avançarem com tudo sobre seu pescoço.

Imediatamente ela se sentiu sufocar, com aqueles tentáculos repugnantes e escorregadios e horríveis lhe comprimindo a garganta com força. E, sem perceber, ela foi ao chão, a espingarda indo parar longe, e todos eles começaram a se unir novamente, até formarem um único membro, para então a erguerem do solo como se ela não pesasse nada, suas mãos se apertando e arranhando e cravando naqueles pedaços de pele terríveis, tentando livra-la daquele abraço mortal, com seu corpo e pés balançando no ar como se fossem partes de uma boneca de pano.

Ela apalpou o busto, a perna, a procura de algo, até que alcançou a faca presa em sua panturrilha e espetou e espetou e espetou aquilo até os nós de seus dedos doerem e adormecerem, com ela movendo a lâmina e rasgando cada ponto possível de sua criatura agressora, até finalmente se ver praticamente liberta, com um fino pedaço de pele restante se rompendo e a fazendo despencar no chão.

Ela caiu com tudo no solo, tossindo e tossindo e abrindo a boca o máximo que conseguiu, em uma procura taciturna por oxigênio.

Não se demorando mais do que dois segundos jogada naquele lugar, ela engatinhou rapidamente em direção a sua espingarda, a engatando novamente nas costas e indo para o meio das flores, e engatinhou até perder a luz de vista, e ficou lá, deitada e escondida em meio às hastes longas daquelas plantas, enquanto sentia aquilo andar à sua procura. Ela virou o peito para cima enquanto respirava silenciosamente, tensa, tocando em seu pescoço agora E X T R E M A M E N T E dolorido e tentando recuperar o ar e pensar no que fazer. Ela não podia apenas fugir e deixar aquela coisa ali, para correr atrás de si novamente.

Ignorando a dor, ela se virou de bruços, e arrastando o peito e antebraços e coxas naquele chão de terra preta, começou a se afastar mais do lugar em que tinha caído, sentindo a pele se irritar com algo que aquelas flores emanavam.

E foi engatinhando e se arrastando que ela nem percebeu as coisas que existiam a sua frente.

Ela tinha virado o rosto para olhar para trás, e quando o voltava para frente sentiu seu nariz encostar em algo frio e de um cheiro repugnante. Ela teve que controlar o arquejo, prendendo a respiração e logo tapando a boca com uma mão, para proteger o olfato daquele olor asqueroso, enquanto sentia o coração dar um salto e bater e bater e bater e bater e bater bater bater bater muito rápido contra as paredes de seu peito. Ela se afastou um pouco daquilo, esfregando repetidamente o nariz contra a mão, enojada, sentindo o ar quente escapar de sua boca e indo contra o tecido de couro da luva, observando atentamente o cadáver que havia acabado de encontrar.

“Lindo, nada mais delicioso do que quase beijar carne podre.”

Ela pensava na situação quase com escárnio, quando uma realidade brutal atingiu seu rosto como um soco.

E se aquele fosse...

Rapidamente ela alcançou a lanterna em seu peito, ainda presa e intacta em meio ao colete destruído, segurando o objeto frio com uma ansiedade e relutância que não queria demonstrar, mesmo que fosse apenas para si mesma.

O primeiro lugar que ela apontou a lanterna foi para o centro do rosto, e ela se surpreendeu com o suspiro de alívio que escapou de seus lábios.

“Não é ele.”

Aquele rosto cadavérico e amarelo tinha o nariz completamente torto e curto e muito curvo e quebrado, sem levar em conta a ponta extremamente redonda que ele possuía.

Leon possuía um nariz grego, reto e longo, do início ao fim, praticamente sem nenhuma protuberância, uma das principais características de seu rosto.

Os olhos mortos e opacos e quase brancos daquele ser, que estavam abertos e fixos para o nada, ainda pareciam possuir resquícios de castanho. Ela logo apontou o feixe de luz para outras partes do corpo, observando os tufos restantes de cabelo ruivo e grisalho existentes no topo do crânio e a pele horrível daquela criatura morta.

Ainda com o nariz e a boca tapados com uma mão, os olhos também mais estreitos por causa do odor exalado – que era tão forte que parecia perfurar sua retina – ela deu a volta devagar pelo cadáver, tendo o cuidado de analisar o que havia ocorrido com aquilo, jogando novamente e novamente as finas tiras de luz sobre os membros visíveis, cada vez que avançava sobre ele. Era um homem, de uma idade desconhecida, que estava nu e com a metade do corpo queimado, enquanto a outra apresentava chagas pretas que se misturavam a aparência de podre do corpo. Aquilo não era um cadáver recente, ela podia dizer só de olhar. No entanto, ela se surpreendeu com a ausência de vermes – Não que estivesse reclamando – e, melhor do que isso, com a pergunta sobre o que ele estava fazendo ali. Tudo já deveria estar abandonado, sendo que aquele homem parecia ter perdido a vida bem depois que todos foram embora.

Ela continuou engatinhando por aquele lugar, deixando logo aquele cadáver para trás. Porém, ela não havia avançado muitos metros quando algo a fez parar outra vez.

Ela arregalou levemente os olhos, com aquilo que estava vendo, balançando quase que freneticamente a lanterna, para um lado e para o outro.

E então outra bofetada, dessa vez mais leve, menos assustadora, porém mais alarmante, a atingiu novamente.

Por Deus, aquilo não era um jardim.

Era a porra de um cemitério!

Tudo não passava de um grande túmulo, e ela estava bem no meio dele.

Muitos, muitos muitos... Existiam muitos corpos ali.

Colocando a lanterna na boca, ela alcançou sua arma curta, a recarregou e começou a se movimentar em meio a vários cadáveres. Como em um jogo de obstáculos, ela avançava e se desviava de cada um que aparecia em sua frente, não permitindo que nem uma parte de seu corpo entrasse em contato com aqueles corpos retorcidos.

E não, isso não era exagero, aqueles corpos estavam completamente retorcidos mesmo, congelados em posições tão inumanas que até agora Ada se perguntava em como conseguiram chegar até elas. No entanto, foi interessante notar que apenas o primeiro cadáver tinha marcas de queimadura. Os outros possuíam apenas feridas negras e rostos doloridos. Ela tentou se perguntar o porquê.

Quando pediu para Lafontaine enviar o relatório de todas as criaturas pesquisadas no castelo, era justamente para não passar por uma situação como essa. Ada odiava ser pega desprevenida, odiava ter que fazer tudo às cegas, ela precisava de um mínimo de informação e segurança para se sentir confortável, em uma vida e emprego tão turbulentos, saber o lugar em que estava pisando era fundamental.

Mas tudo bem, ela acertaria as contas com Irina mais tarde. Naquele instante, ela deveria voltar seu foco em analisar tudo o que tinha visto até o momento.

Com os ouvidos atentos a cada farfalhar das folhas ou do vento, ela continuou se afastando de tudo, sem uma direção específica. O que eram aquelas coisas? Como localizavam suas vítimas? Elas tinham um ponto fraco?

(Afinal, por mais que ela atirasse e atirasse naquilo, nenhum dano letal parecia ser causado.)

Mas, a pergunta que mais a atiçava, como Leon havia passado por aquele local? Não havia nenhum sinal dele por ali, sendo que as únicas indicações de que uma presença recentemente passou por aquele lugar eram as madeiras e as flores incineradas. Pensando agora, no meio de tudo aquilo, ainda existia aquela poça estranha e malcheirosa que havia encontrado.

Será que...

Antes de terminar de formular seu pensamento, ela sentiu algo se enrolar ao redor de seu tornozelo, e em um puxão inumano começar a arrasta-la para longe.

Ela sentiu o corpo se chocar e bater contra todas as flores possíveis, e se encolheu quase em posição fetal ao sentir arranhões se criarem nos centímetros despidos de sua pele.

"Urg!" Ela gemeu, quando um galho pontiagudo rasgou seu rosto, e ela sentiu a bochecha arder como fogo, o rosto se arrastando na terra, enquanto ela sentia a arma se perder de seus dedos. Ela tentou agarrar algo enquanto era puxada, mas não dava, aquilo que a segurava era muito forte, e tudo se quebrava facilmente sob a força daquele movimento, seu corpo rasgando com ferocidade aquele campo.

Até que ela finalmente foi erguida novamente, dessa vez de cabeça para baixo, por um só pé.
Com os olhos cheios de areia e sujeira, a saliva com gosto de sangue, ela encarou frente a frente aquela B.O.W. perseguidora e filha da puta. Ela estava brincando com Ada, como uma criança brinca com a comida, a jogando para lá e para cá com o garfo, em uma tentativa de deixa-la mais saborosa.

Ada apalpou um bolso interno do colete, até seus dedos se fecharem em volta do que queria, a medida que sentia aqueles tentáculos estranhos avançarem lentamente por sua perna.

“Acha que vai me levar pra coleção, querido?” Ela falou, distante, enquanto acendia o isqueiro e observava a chama brilhar a centímetros de seu rosto. Um meio sorriso se formou em seus lábios doloridos e vermelhos pelo sangue. “Nem fodendo.”

E tudo aconteceu como em câmera lenta.

Ela largou o isqueiro, que foi despencando até se perder no meio das flores. E então, em menos de um segundo, elas entraram imediatamente em combustão. E ela ouviu algo muito próximo de um grito de dor e terror vindo daquele monstro.

(Isso era incrível. Ela nem pensou que eles eram capazes de emitir sons assim...)

Ao mesmo tempo, ela sentiu seu corpo balançar para lá e para cá, sacudido com fúria, até que foi arremessada para longe, novamente. Dessa vez, ela não teve como posicionar seu corpo, e aterrissou completamente mole no chão.

Ela se levantou, cambaleante, e foi se arrastando para longe de tudo aquilo.

Olhando uma última vez para trás, ela viu aquela coisa queimando e derretendo, com aquela chama azul se espalhando ao redor da criatura, dissipando um cheiro muito doce e podre e doentio pelo ar.

E não conseguiu não rir consigo mesma, ao perceber como Leon havia conseguido passar por aquilo. Mas ela não esperava que ele tivesse botado fogo de maneira proposital, já sabendo como dar cabo daquela coisa louca lá atrás. Não, ele deve ter feito tudo sem querer. É divertido e quase irritante o fato de ele possivelmente não ter nem se dado conta do que existia por ali.

Com o corpo ainda quente por toda a situação, ela atravessou rapidamente tudo, sentindo as chamas azuis ainda arderem e iluminarem tudo atrás de si. Por quanto tempo será que duraria, aquele fogo? O que eram aquelas flores, que queimadas pareciam possuir um poder sobrenatural sobre aquela criatura? E a fumaça? Transpassaria os imensos muros, seria visível naquela noite de lua clara?

Ela esperava que não. Não queria nenhuma interferência externa em seus planos, já não bastava toda essa surpresinha do "jardim".

Um vento forte bateu em seu rosto, e ela se sentiu voar.

E ela caminhou muito rápido, arrancando o colete destruído no caminho e o abandonando por ali, ao mesmo tempo que sentia movimentos estranhos e confusos em seus pés. "Vermes irritantes..." Ela pensou, pisoteando com força uma daquelas coisas rastejantes que se perdiam entre seus tornozelos.

Logo chegando nos segundos muros do schloss, Ada não enxergou nenhuma passagem, e naquele momento não estava com paciência para sair atrás de uma. Procurou por seu PDA entre suas roupas, e iria verificar qual era a entrada mais próxima, até visualizar uma janela – Existiam pontos em que a construção e o muros diminutos quase se tocavam -, desistir da procura e decidir que aquele seria seu portão. Ela alcançou a grapple em sua perna, e a disparou exatamente para aquele lugar.

Ela foi suspendida até parar bem em frente àquela vidraçaria suja, e chutando o vidro com toda a força que conseguiu acumular em seus pés, ela sentiu tudo se estraçalhar na ponta de sua bota, e então pegou impulso e se jogou naquela sala escura.

Aterrissando em cima de cacos de vidro estilhaçados, ela olhou ao redor, e percebeu que estava em uma sala que parecia um escritório. Mas não é como se ela realmente conseguisse enxergar algum outro detalhe.

Com a adrenalina se dissipando pouco a pouco de seu corpo, ela sentia seus membros amolecerem e os cortes e batidas e arranhões começarem a "piscar" por todo seu corpo. Um pouco tonta, ela vistoriou a sala toda, para confirmar que não havia perigos por ali. E então, ela apenas se sentou no chão sujo, encostou a cabeça na parede e ficou lá, respirando profundamente. Ela não queria perder tempo parada, mas aquela noite não iniciara como ela esperara, precisando assim tomar fôlego para continuar em frente.

Com os arranhões e batidas cada vez mais tangíveis, ela sentiu os olhos pesarem, e antes que pudesse controlar seu corpo, ela foi perdendo os sentidos, parando de prestar atenção a tudo ao redor e se concentrando apenas em seu corpo, dolorido e dolorido e dolorido...


* * *

E o mundo se desmanchou em piche antes de ela perceber um diminuto vulto pálido a observando,

com as órbitas arregaladas vomitando todos os sentimentos do mundo por trás de uma fresta da porta.

CONTINUA

Notas finais
⛇ Música do capítulo - Tradução: https://letras.mus.br/meg-myers/curbstomp/traducao.html Extra para as cenas em que a Ada apanhava (A INSPIRAÇÃO PRA ELA SOFRER VEIO DESSA DAQUI DE BAIXO MESMO XD): ⛇ Eminem feat. Rihanna | Monster | https://www.youtube.com/watch?v=sbRPGGJQao4 [Quando estava escrevendo, essa era a única música que eu tinha no meu note, e sendo que na casa em que eu moro para estudar não tem internet, bom, quando eu queria escrever e precisava de um "estímulo", só ficava ouvindo essa música, e ela desperta uma coisa muito louca em mim, então eu só imaginava a maioria das cenas de ação com ela, de modo que o resultado é essa loucura que vocês acabaram de ler! XD] ☃ Nos jogos de Resident Evil, as pistolas iniciais costumavam ser genericamente chamadas de "Handguns", que em tradução literal significa "Arma curta". Decidi colocar a "Handgun" traduzida na fic por questão de gosto mesmo. Mas é só pra lembrar que toda vez que vocês lerem "arma curta", podem imaginar aquelas pistolas que a gente sempre começa nos jogos, que servem só pra gente ter uma leve impressão de que podemos nos defender, e não de que estamos completamente lascados Q-Q ☃ Ah, e por esses motivos, decidi manter "Shotgun" como espingarda também. No caso, quando imaginei a cena, a espingarda usada por Ada é a mesma que ela usaria em RE4, em Separate Ways, uma que tem cano curto, além de ser sem coronha, mas no caso essa da história não automática, ou seja, é preciso recarrega-la a cada disparo feito. [Só curiosidade coisada mesmo~~~] ☃ A frase no início do capítulo é de Franz Kafka. Apesar do apelo erótico dela, eu também a achei incrivelmente interessante para esse capítulo - Sei lá, eu consigo interpretá-la de várias formas~~~ Haha, quem visitou meu perfil nos últimos tempos - Talvez no futuro eu mude, quem sabe~ - percebe que eu sou um pouquinho MUITO coisadora desse cara. Não vou ficar enchendo isso de frases ou referências dele, pra não parecer uma coisa "à la" REvelations 2. Mas que o amo, o amo de paixão s2 Mas enfim, o que vocês acharam dos capítulo? Alguma parte ficou desconexa? Confesso, eu o fui escrevendo por partes, e depois fui só juntando tudo. Cada um era uma emoção diferente, e eu não revisei muito bem para saber se tudo ficou bem conectado. Me digam se virem alguma coisa estranha por aqui! XD Enfim, agora vou partir. O próximo capítulo já tem um bocadão de coisas escritas, mas tá sem previsão de lançamento. Mas o ideal é que, agora que to de férias, eu finalmente consiga lançar um ou dois ou três ou *pensamento positivo* a mais antes da loucura da faculdade voltar, além de outras fics minhas - Se alguém acompanha "O Inferno de Jill", saibam que ele não vai demorar muito pra aparecer de novo s2 E é isso. Já falei muito aqui, tenho que parar com isso. Té mais ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.