Notas iniciais
Oiee, cap novo pra vcs.
Boa Leitura...

|Capitulo Vinte|

Senti o ar faltar nos pulmões e o sangue sumir de meu rosto.

- Acho que sabem do que estou falando. Então? Vocês podem me falar do que se trata isso?

Edward ao meu lado ficou mudo, eu não estava diferente. O diretor ainda aguardava nossa resposta, somente se deu por vencido, quando notou que não falaríamos nada.

- Estou muito desapontado com vocês. Nunca me passou pela cabeça que estivesse acontecendo algo assim dentro da escola...

- Senhor diretor.... – tentei falar, mas fui interrompida.

- Se for dizer que não sabe do que estou falando e que isso é uma brincadeira, não perca seu tempo Srta. Swan. Tenho provas para comprovar que o que esta escrito aqui são verdadeiras.

- Provas? – perguntou Edward que estava calado até agora.

O diretor assentiu com a cabeça e virou a tela de seu computador para nós, surpreendendo-nos. Em sua tela, havia algumas fotos de mim e de Edward nos beijando em sua sala, eu estava sentada em seu colo e meu corpo estava grudado ao dele. Pelas fotos, pude comprovar que elas foram tiradas no dia de hoje, na hora do intervalo de uma câmera celular.

- Sentimos muito diretor, nós agimos imprudentemente. – disse Edward sério.

- Sim, muito imprudentemente. Sei que o amor adolescente de hoje em dia é mais rebelde, porém o senhor não é mais um adolescente e sabe que todos os atos possuem consequências não sabe?

- Sei.

- Ótimo. Pois o senhor terá que arcar com as consequências agora.

- Consequências? Como assim diretor? – perguntei preocupada.

- Desculpe Srta. Swan, isso é um assunto que cabe apenas a mim e ao professor Cullen.

- Mas também estou envolvida nisso. – gritei.

- Bella se acalme. – pediu Edward, enquanto segurava minhas mãos.

- Sim eu sei. – respondeu o diretor. – Porém isso não muda nada. A Srta, também responderá pelo acontecido. Já chamei seu pai aqui, ele deve estar a caminho agora. – terminou o diretor, enquanto eu fiquei paralisada no lugar.

Edward ao meu lado, não parecia diferente. Ele apertou fortemente minha mão e olhou para mim, tentando dar apoio.

- Meu pai? Você falou para ele o que aconteceu? – perguntei em um fio de voz.

- Foi preciso. Infelizmente eu não posso fazer muito por vocês. Não é crime que vocês estejam juntos, a senhorita não tem menos de 14 anos, por isso, isso não é posto como um caso de abuso de menor....

- Então por que todo esse alvoroço? – perguntei ainda sem entender ao diretor, mas foi Edward que me respondeu.

- Porque dentro da escola é diferente Bella. Fora da escola, não precisarei responder há uma autoridade, seria uma coisa apenas nossa, onde a sociedade nesse caso não pode se opor, apenas sua família, por você ainda ser de menor. Aqui dentro da escola, nosso relacionamento apenas precisa ser profissional, aluna e professor, nada mais. Por mais que estivéssemos casados, ainda teria que ser um relacionamento apenas profissional. Entende?

- Entendo. – respondi em um sussurro. A sala ficou em silêncio, apenas podia se ouvir o som de nossas respirações.

Comecei a pensar em meu pai e no que poderia acontecer de agora em diante. Não seria tão fácil convencê-lo de que tudo o que fizemos foi por amor, que nos amávamos muito.

Obviamente meu pai irá se opor, todos os pais são assim. O problema disso tudo, é o que ele vai fazer em relação a isso, afinal Edward é meu professor.

Perdida em meus devaneios, nem notei quando a Sra. Coppe entrou. Apenas voltei a mim, quando ouvi que meu pai havia chegado e estava do lado de fora, esperando muito nervoso para entrar.

- Obrigada Sra. Coppe. Vou sair para falar um pouco com ele. Se não for pedir muito, poderia me trazer um como de água com açúcar? – pediu o diretor, enquanto se levantava.

- Claro diretor. – respondeu a Sra. Coppe, olhando para nós preocupada, antes de se retirar da sala.

- Acho melhor eu conversar com seu pai antes Srta. Swan. Peço que ambos fiquem aqui esperando, ok? – pediu.

- Pode deixar. Ficaremos aqui. – respondeu Edward ainda sério.

O diretor assentiu e se retirou também da sala. Ficamos ali parados por uns minutos, antes de eu começar a chorar e me jogar nos braços de Edward.

- Ed, o que vamos fazer? Meu pai não vai aceitar isso. – eu disse entre o choro.

- Calma meu amor. Vai dar tudo certo. Não importa o que aconteça, estamos juntos nisso. – respondeu Edward, enquanto me apertava em seus braços.

Seus braços me seguravam de uma forma tão protetora, que parecia que tudo daria certo. Seu cheiro me confortava e suas palavras de amor, que sussurrava em meu ouvido, me dava forças. Porém algo me dizia que isso não seria tão fácil. Que as coisas agora seriam diferentes.

Apesar de todo esse sentimento que Edward transmitia para mim, eu estava com medo. Com medo de perdê-lo, com medo de que eu tivesse acabado com sua carreira, com medo de que esse fosse o fim.

Eu não deveria ter pensado que Mike chega a esse ponto. Eu não imaginava que ele fosse capaz de fazer algo tão abominável como isso, nos entregar para o diretor. E o pior de tudo, é que eu realmente não acreditava nessa história de amor que ele me falara. Mike nunca fizera algo que demonstrasse isso. Mas isso não importa agora, não irá mudar o que já foi feito.

- Edward estou com medo do que meu pai possa fazer. – eu disse entre os soluços.

- Eu a julgaria uma tola se não estivesse. Também tenho medo Bella. Tenho medo de que ele possa te tirar....

- Não diga. – interrompi, enquanto o calava com um dedo. – Isso não vai acontecer ok? Não importa o que tenhamos que fazer, mas nós ficaremos juntos. – eu disse firme. Edward me olhava com ternura. Eu sentia o medo vindo dele, mas eu também sentia força e amor.

- Nós vamos sim. – respondeu ele cm um pequeno sorriso, mas que foi suficiente para me fazer sorrir.

Sem me conter não pude evitar beijá-lo. Eu sabia que era perigoso e errado, mas eu precisava de seu beijo. A qualquer hora meu pai entraria pela aquela porta e não me deixaria ficar perto dele, pelo menos até conseguirmos convencê-lo de que nos realmente nos amávamos.

Edward no começo ficou meio incerto se deveria corresponder, mas não demorou muito para que o fizesse. Ele me beijou com urgência, porém com amor. Eu podia sentir todos os seus sentimentos nesse beijo, raiva, medo, ternura, força.... Infelizmente o beijo não durou o quanto eu desejava.

Nos separamos quando ouvimos uma batida na porta. Deveria ser o diretor, nos avisando que entraria com meu pai. Respirei fundo e voltei ao meu lugar, enquanto me ajeitava. Edward fez o mesmo, porém ele era um pouco mais fácil já que era homem.

Assim que estávamos prontos, ouvimos novamente a batida na porta e uma voz vindo da mesma.

- Podemos entrar? – era o diretor.

- Por que não poderíamos? Por um acaso eles estão fazendo algo de errado ali dentro? – ouvi a voz de meu pai perguntar. Sua voz estava seria, dura e firme.

Senti o medo me tomar novamente. Mas eu não podia deixar que meu pai visse esse medo, eu teria que mostrar para ele que eu estava firme na minha decisão.

- Pode entrar sim diretor. – disse Edward enquanto voltava a sua expressão séria.

Olhei para a porta meio temerosa, mas virei para frente quando a porta começou a se abrir. Pude ouvir o diretor entrar e depois meu pai. A porta foi fechada devagar, o diretor andou apressadamente para seu assento e meu pai caminhou de forma lenta e quase silenciosa até parar ao meu lado.

Pude sentir seu olhar cravado em meu rosto, mas não tive a coragem de olha-lo nos olhos.

- Bem, acho que a questão da Srta. Swan já foi acertada, porém preciso que assine um documento para mim.

- Claro senhor diretor. – respondeu meu pai que desde que entrara estava calado.

- Ótimo. Eu já pedi para que a Sra. Coppe redija para mim, ela já deve estar trazendo-o. – continuou o diretor que parecia mais sério agora.

- Isabella, quero que saia. Já conversei com seu diretor e ele me autorizou leva-la. Além disso, eu gostaria de ter uma palavra com seu professor. – disse meu pai frio, frisando a palavra professor.

Olhei com medo para Edward, que me reconfortava com o olhar, dizendo que tudo ficaria bem.

Engoli seco e me levantei tremendo um pouco. Senti-me um pouco zonza, mas me recuperei logo, eu não poderia mostrar fraqueza agora.

Respirei fundo e com coragem olhei para meu pai. Seu rosto estava indecifrável, a cor de seu rosto havia sumido e seus olhos me olhavam de forma dura.

- Me espere no carro. – disse ele ainda me olhando. Assenti para ele e olhei para a parede, eu não estava em condições de olhar para ninguém ali.

Sai da sala e me encontrei com a Sra. Coppe com um papel a mão, eu já sabia do que se tratava o papel. A Sra. Coppe olhou para mim alarmada, primeiramente fiquei confusa, mas logo me de conta de que estava chorando.

- Oh meu deus Bella. Eu não sei do que se trata isso, mas se precisar de um ombro amigo, pode vir falar comigo. – disse a Sra. Coppe enquanto me abraçava.

- Obrigada.

Fiquei ali alguns minutos e assim que me recompus, eu sai de lá. Agradeci a Sra. Coppe e caminhei em direção ao campus. Eu queria ver se conseguia conversar com alguma das meninas.

Quando cheguei em frente ao refeitório, paralisei no lugar ao ver Lauren e Mike rindo e olhando na minha direção.

- Foi você não foi? – gritei, assim que cheguei a sua frente.

Lauren olhou para mim sorrindo e se levantou, ficando frente a frente comigo.

- E se foi? O que você vai fazer? – perguntou ela com um sorriso perverso no rosto.

Olhei para ela com raiva e fechei minhas mãos em um punho e com toda a força que eu tinha, lhe dei um belo soco na cara, fazendo-a ir com tudo para o chão. Mike que ainda ria, olhou para mim com raiva.

- O que você pensa que esta fazendo? – gritou ele, correndo ajudar a Lauren.

- O que eu deveria ter feito há um bom tempo. Agora só me responda uma coisa Mike....você realmente já gostou de mim? – perguntei séria.

Mike olhou para mim por um minuto, antes de responder.

- Sim, eu gostava de você Isabella, mas você nunca me deu bola. Talvez não se lembre, mas você sempre vivia com seus amigos e quando eu me aproximava, era como se eu não existisse. Lauren foi quem me ajudou a esquecer tudo isso...

- Então é por isso que você fez isso? Mentiu para mim e entregou-nos ao diretor? – gritei irada.

- Sim... Foi por isso. Durante todos esses anos, eu sempre quis me vingar de alguma forma, então quando peguei essa carta e Lauren viu, decidimos fazer isso, primeiro fazê-la se separar dele, claro que isso não aconteceria, Edward não poderia ser de Lauren e eu ñ poderia vê-la sofrer por não estar com ele, seguimos você, tiramos algumas fotos e só foi esperar o diretor sair e colocamos dentro dele a carta e enviamos a foto. Tão simples e destruidor não?

Senti o sangue ferver em meu rosto. E me controlei para não lhe dar um soco na cara também.

- Parabéns Mike. Digamos que foi brilhante, mas isso não vai mudar nada, eu e Edward continuaremos juntos, não importa o que aconteça. E que saber, eu tenho pena e nojo de você, nojo do que você se transformou e pena de estar com a Lauren. E sinceramente, espero de coração que não seja tarde demais quando ver o erro que esta cometendo.

Mike olhou para mim surpreso, indignado e com ódio. Lauren que ainda estava no chão, cobrindo seu nariz que sangrava, me olhava com mais ódio ainda.

Virei às costas para ambos e sai de lá, com passos firmes. Eu me sentia sufocada, mal por tudo isso. Eu precisava falar com as meninas, elas eram as únicas que poderiam me ajudar agora. Mas parei de andar ao me lembrar que elas estavam em aula e eu não podia interrompê-las.

Abracei meu material e corri para a saída da escola. Avistei o carro de meu pai de longe e corri em sua direção. Entrei na porta detrás e deitei no banco cansada.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, perdida em pensamentos. Apenas notei que eu já não estava sozinha, quando meu pai bateu a porta do carro.

Olhei em sua direção e ele estava rígido. Ele nada disse, apenas começou a conduzir. Ficamos alguns minutos em silêncio, até que meu pai o quebrou.

- Por que Bella? Ele é seu professor....

- Ele é o homem que amo pai. – cortei.

- Bella, ele é muito mais velho que você e, além disso, ele é seu prof....

- Isso não importa pai. Além de professor ele é um ser humano com sentimentos. E daí que ele é mais velho. O amor não tem idade, é puro...

- E se ele estiver brincando com você? – cortou ele.

- Confio nele pai. – respondi com uma voz quase de choro.

- Esse é o problema Bella. Eu não confio. Já vivi demais e vi coisas em minha profissão que eu não desejaria a ninguém ver...

- Ele é diferente...

- E como você sabe? Só porque ele diz que a ama, não quer dizer que seja verdade. E eu não vou arriscar que algo aconteça a você Isabella. – disse meu pai sério novamente.

- Como assim? – perguntei com medo.

- Eu não quero vocês juntos novamente. Esse relacionamento tem que ter um fim e esse fim começa agora...

- O QUE? Você não pode fazer isso. – gritei chorando.

- Eu posso e vou. Ainda não é maior de idade, ainda mando em você e se não quero você com ele, então você não vai ficar com ele. – gritou ele de volta.

- Por que você esta fazendo isso? – gritei com a voz embargada pelo choro.

- Já chega. – gritou ele novamente. – Eu já disse o que tinha que falar. Amanhã você virá para a escola, fará suas provas e voltará para casa. Depois de amanhã virá para a escola e fará mais três provas, mesmo que seja sábado e assim será no domingo também. Depois apenas irá segunda e ficará em casa o resto dos dias, pelo menos até eu conversar com sua mãe e pegar a sua transferência....

- Transferência?

- Sim. Vou mandar você ficar com sua mãe em Phoenix, assim quem sabe você não esquece esse professor e pensa realmente na besteira que esta fazendo. – terminou ele.

Lágrimas e mais lágrimas caiam de meus olhos. Meu coração doía dentro de mim. Olhei para meu pai com ódio, ódio por ele estar fazendo isso.

Notei que estávamos perto de casa, não me importei que o carro ainda estava andando e abri aporta do carro, quando meu pai viu o que eu fazia, gritou meu nome e parou o carro. Sai do mesmo irada e gritei o mais forte que podia que eu o odiava. Fechei a porta com força e sai correndo para casa, eu não conseguia ficar um minuto se quer com ele mais.

Entrei em casa e corri para meu quarto, tranquei a porta e me joguei na cama aos prantos. Fiquei horas ali chorando, ate que ouvi um celular tocar. Corri para ele na esperança que fosse Edward, mas era só uma mensagem dele.

Bella, sinto muito por toda essa situação.

Deve ter sido horrível com seu pai, eu gostaria tanto de estar ao seu lado, mas não quero arriscar. Só quero que saiba que te amo e que tudo vai dar certo no final. Eu também quero que saiba que não estarei na cidade esses próximos dias. Preciso sair um pouco desse lugar para pensar no que eu farei em relação a isso, por isso não quero que pense que eu a abandonei. Vou encontrar um jeito de resolver isso.

Te amo muito.

Seu eternamente, Edward.

P.s: Me encontrei com a Alice e Rosalie, eu disse a elas que você esta precisando delas, não contei nada a elas, acho melhor que você mesmo faça.

Beijos.

Sorri ao ler o seu recado e me senti triste por não poder vê-lo esses dias. Se bem que seria melhor assim.

Guardei meu celular e deitei na cama. Acho que peguei no sono, pois quando acordei Alice e Rose estavam sentadas ao meu lado sussurrando uma para a outra.

- Acho melhor a deixarmos dormir...

- Mas olha como sua cara esta inchada de tanto chorar, ela precisa de nós Rose...

- E preciso mesmo. — interrompi, enquanto abria meus olhos, chamando a atenção delas.

- Oh meu deus Bella. O que aconteceu? Edward nos falou que você estava mal e ficamos muito preocupadas, ele nem quis dizer o que estava acontecendo. – disse Alice preocupada, enquanto pegava minhas mãos.

- É Bella. Ficamos muito preocupadas. – disse Rose me olhando carinhosamente.

- Desculpem. Não queria que se preocupassem assim....

- Como não? Somos amigas....quando chegamos aqui, seu pai estava em casa e com cara de poucos amigos. Pensamos que algo horrível pudesse ter acontecido....

- E aconteceu Lice, aconteceu. Ele descobriu. – eu disse com lágrimas nos olhos.

- Descobriu o que? – perguntou Rose nervosa.

- Que eu e Edward estamos juntos e agora ele quer me separar dele. – eu disse chorando. Rose e Alice olharam uma para a outra sem saber o que fazer. Ambas me abraçaram e murmuravam que tudo ficaria bem e que meu pai compreenderia.

Contei para elas tudo o que aconteceu, desde o dia em que ficamos juntos, da minha primeira vez, nossas noites juntos. Elas ficaram quietas, ouvindo atentamente o que eu dizia, ficando loucas de raiva quando contei sobre Lauren e Mike. Contei sobre meu pai e sobre a idéia maluca dele de querer me mandar ficar com minha mãe. Alice e Rose a cada palavra ficavam chocados pela atitude de meu pai.

- Meu Deus Bella. Nunca pensei que Charlie chegaria a esse ponto. — comentou Alice incrédula.

- Os pais são assim Alice. Acham que ficaremos crianças para sempre, que não podemos tomar decisões por nós mesmos. Só que não somos mais crianças, já sabemos diferenciar algo certo do errado, somos responsáveis já e não inocentes como eles pensam.

- Bella tem razão. Os pais só se tocam disso quando os filhos saem de casa casados. – disse Rose me abraçando.

- Mais isso não pode ficar assim. Vou falar com ele. – disse Alice se levantando.

- Não Alice. Só vai complicar as coisas. Ele esta de cabeça quente agora. Vamos esperar um pouco, quem sabe ele não muda de ideia. – eu disse com um sorriso fraco.

Alice não concordou de primeira, mas Rose a convenceu a não fazer nada. Eu não estava com muito animo para nada, então passamos o resto da tarde estudando. As meninas tentavam me animar, mas não tinham muito sucesso.

Quando o dia se foi e a noite chegou, as meninas se foram e eu fiquei trancada dentro de meu quarto. Meu pai me chamara várias vezes para comer, mas eu estava sem fome.

Os três dias seguintes, foram da mesma forma. Eu comia um pouco de nada, ia para escola, fazia prova e voltava para casa. De tarde Alice e Rose viam fazer companhia para mim.

Várias vezes eu me pegava olhando o celular a espera de uma mensagem ou um telefonema, mas nada. Edward parecia ter desaparecido.

Emmett descobrira o que aconteceu quando Edward chegou em casa naquele dia, ele estava dando o maior apoio. Às vezes ele me ligava perguntando se eu estava bem.

Eu e meu pai não nos falamos mais. Quando ele tentava conversar eu saia de perto. Ele parecia compreender minha dor, mas ainda não fazia nada para terminar com ela.

Quando chegou segunda feira, pela primeira vez nesses últimos três dias, eu me senti melhor. Algo me dizia que as coisas iriam mudar, iriam melhorar para mim. Agarrei-me na esperança que fosse Edward que tivesse voltado.

Um pouco mais disposta, desci as escadas de casa e corri para a cozinha comer algo. Meu pai estava lá e parecia contente em me ver em um estado melhor. Me dei vontade de gritar que era por causa de Edward, mas engoli a vontade e peguei qualquer coisa e sai de casa.

Liguei paras seu celular, mas caia na caixa postal. Tentei ligar para Emmett e acontecia o mesmo.

Cheguei na escola um pouco eufórica. Assim que sai da picape, Alice e Rose correram ao meu encontro com um sorriso os lábios.

- Ele esta aqui Bella. Chegou há uns dez minutos e mandou lhe dizer que precisava conversar com você e é para se encontrarem no lugar de sempre. – disse Alice animada quando chegou ao meu lado.

- Edward esta aqui mesmo? — perguntei meio sem acreditar.

- Esta sim Bella. E ele esta tão lindo, mais lindo do que o normal. – disse Rose suspirando.

- Opa que história é essa que meu irmão ta lindo hem thuthuca? – perguntou Emmett chegando por trás da Rose que levou um susto.

Rose ficou com a pele rosada de inicio, logo depois ficou vermelhinha. Ficamos um pouco confusas de inicio, mas depois percebemos que algumas pessoas olhava para Rose e cochichava sobre o apelido carinho de Emmett.

Alice e eu não aguentamos ver a cena e caímos na gargalhada. Pela primeira vez depois de todos esses dias de tristeza, eu me senti melhor, mais livre e feliz.

Meus amigos olhavam para mim contentes pelo meu estado de espírito. Sorri para eles agradecendo por esses dias que estiveram ao meu lado. Os três me abraçaram forte, me animando.

Assim que nos separamos me despedi deles sorrindo e corri para me encontrar com Edward. Eu sabia onde ele estaria.

Corri o mais rápido que pude e quando cheguei lá, parei em frente à porta. Respirando um pouco com dificuldade pela correria. Assim que minha respiração se normalizou, lentamente peguei a maçaneta da porta e a abri.

E lá estava ele. Mais lindo do que nunca, com um lindo sorriso nos lábios, encostado na parede. Assim que me viu, seu sorriso se intensificou e seus braços se abriram convidando-me.

Sorri para ele e corri ao seu encontro, pulando em seus braços, recebendo um caloroso abraço.

Sua testa encostou na minha e meus olhos se encheram de lagrimas, ele esfregou o nariz no meu e sorri entre as lagrimas que já deslizavam por minha bochecha.

- Não chore meu amor.

- Você está aqui.

- Eu disse que nada iria nos separar.

Agarrei-me mais a ele e juntei nossos lábios em desespero. Eu precisava sentir seus lábios aos meus.

Edward me segurou mais forte e me beijou com volúpia. Seu beijo era intenso, faminto, mas com amor. O jeito que ele me beijava, o jeito que agora ele me segurava, tão cheio de saudade de amor.

Senti novamente meu coração bater rápido dentro de mim, se enchendo de alegria, amor e felicidade.

Nos separamos quando o ar faltou em nossos pulmões. Edward encostou sua testa novamente a minha, enquanto respirava com dificuldade assim como eu.

Ficamos ali abraçados por um tempo, esperando a respiração se normalizar. A primeira aula já havia começado, mas agora isso não estava me importando, afinal os alunos teriam prova e eu já terminara as minhas a mando de meu pai, o que me fez lembrar.

- Edward.

- Fala.

- Você pensou em algo em relação ao meu pai? – perguntei quase em um sussurro.

- Pensei muito Bella. Mas não achei nada que pudesse nos ajudar. Você ainda é menor de idade e seu pai é seu responsável, se ele não aprovar que eu fique perto de você não podemos fazer muito....

- Tenho 17 anos e logo farei 18, não entendo o que meu pai ganha com isso. Ele esta querendo me mandar viver com minha mãe, esta até vendo os tramites para minha transferência. – eu disse com olhos se enchendo de lágrimas.

- Eu sei meu amor, ele me disse isso aquele dia. Mas não se preocupe, porque vamos arranjar um jeito de contornar tudo isso ok? – disse Edward secando minhas lágrimas.

Sorri para ele e o abracei mais forte.

- Eu confio em você. – sussurrei em seu ouvido.

- Tudo vai dar certo. Eu te amo e não posso viver sem você mais e de alguma forma vou mostrar isso para seu pai. – disse Edward firme.

Separei-me um pouco dele e sorri novamente. Ele retribuiu o sorriso e me puxou para um beijo, onde me entreguei totalmente, me esquecendo do mundo lá fora e todos os problemas, com a esperança de que tudo no final tivesse um final feliz.

Continua

Notas finais
N/A Karol:

Caramba que cap tenso hem? Como as coisas se complicaram néh? Imagino que muitos não gostaram por ter sido tenso o cap, mas foi preciso gente, nem tudo na vida é fácil.

Quando escrevi o cap eu acabei por me sentir igual a personagem, meu pai do céu, eu ficava nervosa, triste e me deu vontade chorar, q capitulo difícil esse, acho q o mais difícil da fic até agora. O.o

Quanto a demora, tava difícil escrever o cap gente e desculpe por não ter avisado no twitter, eu avisei ontem no Orkut e sai rápido.

Bem, espero q tenham gostado do cap msm assim. Esse foi o antepenúltimo cap, então pode ter certeza que as coisas não vão ficar complicas por tanto tempo, o difícil é saber se no final será bom ou ruim. XD

Aguardo seus comentários. E espero algumas recomendações que como a paulinha diz, serão muito bem vindas.

Bjinhos e até na próxima.

N/A Paulinha:
Paulinha nesse momento não pode falar, ela está chorando, se debulhando em lagrimas e ensopando o teclado rsrs.

Quem ai está como eu?

Ain ninas que capitulo triste ne

Foi tenso aki

Mas as coisas vão melhorar

Bem espero ne hehe

Espero que tenham gostado e até o próximo capitulo

Ainda acho que meu peixe está tramando a minha morte o.O

Beijokas e comentários e recomendações são muito bem vindas o/