Procura-se um pai para meu bebê
1 I - Hermione Granger
Notas iniciais
Bom, é a minha primeira Dramione. Adoro esse casal e irei me atrever sim a escrever sobre eles.
Quero agradecer a você pelo sincero interesse e espero que tenha uma boa leitura!
Sentada na poltrona desconfortável do hospital, pensava sobre tudo que já passei e passo em minha vida. Ajeitei Anthony no colo que tossiu e se aninhou a mim como sempre fazia. Eu sorri, jamais conseguiria me afastar do meu pequenino. Aquela criança era minha razão de viver e de suportar todas as ofensas que recebo da família partena dele.
Lembro que, quando fiquei grávida, entrei em uma briga interna comigo mesma. Muitas vezes se passou pela minha mente em fazer um aborto ilegal. Eu não tinha condições financeiras de manter um bebê, ainda não tenho na realidade, e isso me deixava em um pânico que jamais havia sentido. Porém, enquanto eu me debrulhava em lágrimas, minha melhor amiga, Luna Lovegood, me fez enxergar que aquela criança em meu ventre poderia ser um recomeço excepcional e de muitas alegrias. Luna sempre foi ótima em conselhos e aquele era apenas mais um dos tantos que ela havia me dito.
Em uma noite, contei a Lilá e a Pansy sobre minha gravidez. Posso dizer que as duas deram grandes sorrisos e me abraçaram o mais apertado possível. Eu fiquei feliz em ter recebido o apoio emocinal das minhas três melhores amigas, o que me deu coragem para encarar Ronald Weasley, meu namorado na época e pai do bebê.
Quando contei para Rony, ele gritou. Apontou para meu rosto, jogando toda a culpa em mim. Eu gritei de volta, dizendo que ele também tinha culpa. Ora, ele achava que tinha ficado grávida sozinha? O ruivo ficava vermelho a cada minuto e a gota d'água fora ele ter insinuado que eu havia o traído. Lhe dei um tapa no rosto e o mandei embora. Durante os nove meses, não quis saber dele. Luna, Lilá e Pansy eram as únicas que me ajudavam financeiramente, pois meus pais, após descobrirem tudo, me mandaram embora de casa.
A minha vida havia desandado de uma forma horrível, mas foi em Julho do ano passado, quando senti as contrações, que entendi o conselho de Luna no início de tudo. Ao ver meu pequeno bebê ali, perto de mim, tomando o leite de meu peito e se grudando a minha pele, que percebi: eu podia fazer aquilo. E sem Ronald Weasley ou qualquer homem.
Nomeei ele de Anthony pois sempre achei este nome bonito. Minha surpresa foi que, quando eu estava saindo do hospital, Ronald estava me esperando na porta. Por um momento pensei que poderíamos voltar, mas essa ilusão foi dissipada assim que vi uma mulher sentada no banco de carona de seu carro. Era uma mulher bonita, parecia indiana. Estava bem arrumada e tinha um sorriso cínico.
Ronald se aproximou e nem ao menos falou comigo. Ficou ali, olhando Anthony. Foi quando disse que ia assumir a criança, que a discussão começou:
— Você disse que eu havia o traído. Sai da minha frente Weasley! — disse. Luna, Lilá e Pansy estavam um pouco atrás de mim. A voz de Pansy ecoou pelo pátio na frente do hospital.
— Vai embora, cabeça de cenoura!
— A conversa não chegou no chiqueiro, garota. — rebateu ele. Eu o fuzilei com o olhar.
— Jamais fale de Pansy assim, seu cretino!
A discussão se seguiu e por fim, tomei minha decisão. Mesmo que Rony fosse um paspalho, eu não quis que meu filho crescesse sem um pai. Eu sabia que o ruivo, mesmo com seus diversos defeitos, trataria seu filho bem. Entramos em um acordo, onde eu ficava com a guarda de Anthony e Rony o visitava uma vez por semana. No começo, ele fez o acordo valer. Todo sábado, vinha visitar Anthony em meu novo apartamento. Alguns meses depois, começou a vir semana sim e semana não, depois, parou de vir por uns três meses.
Quando voltou, a aliança reluzia em seu dedo. Ele havia se casado com Priya, a mulher indiana do dia no hospital. Porém, além da aliança, ele vinha com um contrato. Exigiu que eu pasasse a guarda de Anthony para ele, e é claro que recusei e recuso até hoje. Estou com processos até dizer chega, todos vindo dele e de membros da família do mesmo, que exigem a guarda do meu filho. Eu penso o quão eles podem ser cruéis ao ponto de querer separar uma mãe de seu filho.
Meus pensamentos voavam longe, até sentir alguém me dar um tapinha de leve na testa. Olhei para cima e vi Lilá, que trazia consigo dois copos de cappucino. O típico laço rosa na cabeça estava ali, segurando os cabelos cacheados e mais domados que o meu. A roupa extravagante fazia com que ela fosse o centro das atenções no local. Não era para menos, pois Lilá era uma animadora de festas infantis e, a maior parte do tempo usava roupas coloridas demais.
— Como está nosso pequeno guerreiro? — ela perguntou se sentando no braço da poltrona e passando as mãos no cabelo ruivo de Tony.
— Está respirando melhor agora. — falei em um tom calmo. — Dá para acreditar que ele já vai fazer dois anos?
— E eu vou fazer a festa. E nada de Peppa Pig ou Dora Aventureira. — falou Lilá com certo desgosto. — Eu não aguento mais me fantasiar delas e, ou fazer sons irritantes ou fazer perguntas óbvias demais.
Soltei uma risada, que não foi passada despercebida por Lilá. Realmente, aqueles desenhos eram um pouco irritantes.
— Eu estava pensando em apenas um bolinho, só pra gente...
— Pelo amor de Deus, Mione! — ela berrou. Uma enfermeira a encarou com certo desgosto, Lilá pediu desculpas e continuou, agora sem gritar. — Você acha que crianças gostam só de ter um bolinho junto de conhecidos? Isso se faz quando temos quarenta anos, e ainda sim é mais divertido.
— Lilá, eu não tenho condições de...
— Calada, deixe com a espetacular Lilá Brow e suas servas, Pansy e Luna.
— Serva só se for nos seus sonhos, Anabelle. — uma voz conhecida foi ouvida. Pansy entrava na sala junto de Luna e de Neville, o namorado da Lovegood. Neville era sem dúvidas uma pessoa muito boa e calma. Era paisagista, um nome quase científico para jardineiro, como Pansy alfinetava. Luna trabalhava para um jornal e Pansy tinha uma pequena loja de roupas que já foi mais assaltada do que vendia as mercadorias.
— Bom querida, aceite os fatos. Eu sempre fui a líder. — Lilá alfinetou. Pansy lhe mandou língua.
Luna sorriu para mim e se agachou, acariciando os cabelos ruivos de Anthony que abriu os olhos devagar para ver toda a bagunça que se seguia ao seu redor.
— Tia Luna... — ele murmurou meio sonolento. Luna sorriu.
— Olá Tony. Nos deu um susto.
Ele deu um sorrisinho banguela e fechou os olhos novamente. Luna se levantou e me cumprimentou, assim como Neville, que havia um pedaço de grama no cabelo. A conversa se seguiu e eu jamais imaginaria o que estaria por vir. Assim que Neville saiu, Pansy tardou a falar:
— Então Mione, sabemos que tem Tony para cuidar e tudo mais, porém, essa sua cara de quem não transa a mais de dois anos está estampada igual holofóte do show da Lady Gaga. A quanto tempo não vai se divertir? — eu odiava aquele jeito de Pansy: sempre direta demais em suas conversas. Eu a encarei descrente do que ela havia acabado de me perguntar.
— Ela tem razão Mione. Não na parte de ter relações sexuais diárias, e sim de ter um tempo apenas para você. — Luna argumentou com seu ar sonhador e inteligente.
— Meninas, eu não tenho cabeça para esse tipo de coisa. Eu trabalho, cuido de Tony, tenho contas a pagar e processos para resolver com um cretino que quer tirar meu filho de mim. Talvez quando tudo isso passar, eu possa pensar no caso.
Terminei de falar e respirei fundo. Nem ao menos sabia que estava prendendo a respiração. Minhas amigas me encaravam descrentes no que eu havia acabado de falar.
— Hakuna Matata. — Lilá falou e eu a encarei confusa. Luna e Pansy a encaravam como se a mesma fosse louca. — Quer dizer, tinha um menino que queria uma festa temática do Rei Leão e...
— Seja breve. — Pansy exigiu. Lilá rolou os olhos, respirando fundo e começou a cantar o tema infantil do filme.
— Os seus problemas, você deve esquecer, isso é viver, é aprender! Hakuna Matata. — eu suspirei resignada.
— O tema infantil faz sentido para sua situação, mesmo que eu odeie concordar com a boneca Anabelle aqui. — Pansy explicou e recebeu um tapa de Lilá. — Vamos para uma boate hoje. Vai ser legal.
— E Tony? — perguntei debochada.
— Eu fico com o pequeno. — Luna disse e eu suspirei. Encarei Pansy, que agora tinha olhinhos de cachorro que caiu da mudança. Lilá continuava a cantarolar Hakuna Matata e Luna sorria gentilmente.
Assenti de maneira positiva, enquanto abraçava Anthony de maneira possessiva. Talvez eu devesse escutar os conselhos das minhas amigas e ter um tempo apenas para mim.
Notas finais
Se gostou, não esqueça de acompanhar, favoritar e comentar! Seria uma honra tê-lo como leitor e receber sua opinião por escrito. Comentem e me façam feliz, sim? *-*
Um beijo e até o próximo!
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