Notas iniciais
Oi, oi, oi!
Primeiríssimo cap.!!!
Espero que vocês gostem! :)

Retorci um pouco os lábios e o nariz.

- Ai. – choraminguei.

Eu havia acabado de espetar meu dedo indicador em um dos espinhos de uma belíssima rosa azul. Agora tinha um pingo de sangue na minha pele. Ah, não tinha problema. Essa flor era para a minha querida Melanie e eu sabia o quanto ela gostava de rosas azuis, então, um simples espinho não me impediria de ver um belo sorriso naquele rosto que eu tanto amava.

Com uma tesoura, que eu segurava, terminei de arrancar a flor do caule. Cortei alguns espinhos que ainda tinha no tronco. Saí dali a passos normais.

Onde eu morava possuía um clima relativamente agradável. Era frio na maior parte do tempo, mas naquele exato momento estava de dia e o céu permanecia do jeito que eu mais gostava: parcialmente nublado. Eu caminhava pela rua terrosa, onde poucas carroças passavam. Fiquei a escutar camponeses conversando sobre assuntos bestas. Depois de uma curta caminhada, já estava atrás de uma casa de dois andares feita de palha, pedras e madeira. Fitei uma pedrinha no chão e a peguei. Arremessei a levemente contra uma pequena janela de vidro no segundo andar.

Acho que o meu coração bateu até mais rápido quando aquelas portinhas de vidro foram abertas por ela.

- Perseu. – murmurou.

Seus cabelos quase voaram por causa da velocidade que ela saiu da janela. Quando deu por mim, eu já estava abraçando a.

- Para você – falei lhe entregando a flor.

Ela sorriu lindamente. Melanie era simplesmente perfeita: Pele clarinha, cabelos cor de areia e olhos cinzentos como nuvens escuras.

Ela ia dizer um “obrigado”, mas eu a impedi com um beijo. Ela retribuiu com a mesma intensidade. Abracei a sua cintura enquanto ela acariciava a minha nuca. Nossos movimentos pareciam sincronizados e eram mais que perfeitos. Apertei a com um pouco de possessividade e ela gemeu.

- Calma – sussurrou me afastando vagarosamente com uma mão – Você parece ansioso, Perseu Jackson.

- Sente o meu coração – pedi pegando uma das suas delicadas mãos e levando a até o meio do meu peitoral.

- Apaixonadamente acelerado. – comentou – Agora, sinta o meu.

Fiz o mesmo com ela. Só que a Melanie levou a minha mão até o seio esquerdo dela e ficou piscando “inocentemente” para mim. Suspirei. Aquele dia era bem especial para nós dois: iríamos ter a nossa primeira noite de amor e prazer juntos. Eu sei que é errado fazer isso antes do casamento. Também sei que ela poderia ser taxada de sem pudor ou prostituta, mas entendam: Nós dois não íamos poder casar! Meus pais pensam que ela é de uma família de bruxos e eu, obviamente, achava aquilo ridículo. Mas, que poder eu tinha sobre Poseidon e Sally? O jeito seria fugir para o mais longe possível com Melanie. Aí, nós dois construíriamos uma família.

- Que... Que horas... Eu te encontro hoje à noite? – até me manter concentrado era difícil perto dela.

- Não venha para cá. Encontre-me perto daquela cachoeira ao sul quando entardecer. – disse.

Depois de mais cinco ou seis beijos, eu saí dali. Precisava ir logo para casa. Organizaria velas, uma pequena refeição e trataria de deixar tudo o mais romântico possível.

Quando entrei em casa, a primeira coisa que vi foi o meu pai me encarando seriamente. Seus braços estavam cruzados e ele transparecia raiva.

- Onde você estava? – perguntou tentando não gritar.

Poseidon era bem parecido comigo. Mesmos olhos verdes-mar e cabelo negro como carvão. A diferença é que ele tinha a pele bem mais morena que a minha, sem contar com o corpo atlético e alto. Eu não era exatamente um esqueleto ambulante, mas também não era um exemplo de corpo masculino perfeito.

- Apenas caminhando – respondi saindo dali para logo subir as escadas.

- Aposto que estava com aquela garota. – disse Sally. Revirei os olhos enquanto ela decapitava uma galinha com um facão e melava as mangas com sangue.

- Eu não estava com Melanie – menti – E se estivesse?

- Você iria apanhar até tomar jeito. – falou Poseidon – Perseu, aquela menina não é do bem. Ela e a família dela são enviados do inferno...

Subi os degraus da escada e fui direto para o meu quarto. Assim que entrei no mesmo, me joguei sobre a minha desconfortável cama e fitei o teto de madeira. Arranquei um pedaço de tecido da minha roupa esfarrapada. Enrolei o tecido no meu dedo furado.

Por que sempre que amamos uma pessoa tem alguém para querer atrapalhar a relação? Eu amava Melanie e queria que Poseidon e Sally entendessem aquilo. Não estava nem aí para o que os outros camponeses diziam sobre a família dela, o que importava era o nosso amor e mais nada.

Quando estava entardecendo, eu já havia preparado uma cesta de palha com frutas, pães, vinho, velas e uma toalha. Abri a janela do meu quarto e pulei numa árvore que encostava na minha casa. Desci da mesma e corri silenciosamente.

Como eu corri! Não estou brincando, a cachoeira era longe à beça. Mas era melhor assim mesmo. Eu não iria querer fazer aquilo perto da civilização.

A cachoeira era esplendida. O som da água se chocando era calmante, a brisa era suave e aquele deveria ser o melhor local para viver um romance proibido.

- Perseu.

Virei rapidamente quando escutei o doce som da voz da Melanie. Ela não poderia estar mais linda.

- Eu te amo – falei.

- Eu também te amo. Amo muito!

Já estávamos nos beijando de novo. Deixei a cesta cair no chão.

- Espera – pedi. Tirei a toalha de dentro da cesta e a estendi sobre o piso. Deitei-me primeiro. Ela ficava só sorrindo para mim – Deita aqui.

Ela moveu as duas mãos para as costas e abriu o vestido amarelo. Puxou a parte de cima para frente e deslizou as mangas suavemente pelos braços. Devo ter ficado boquiaberto com a visão dos seios dela.

[...]

Não importava se eu e ela estávamos cansados. Por mais que já estivéssemos sem fôlego, eu não conseguia parar de beijá-la. Minhas mãos percorriam toda a extensão do seu corpo macio e quentinho. Ela me arranhava com as unhas e explorava a minha boca com a língua. Nossos lábios já deviam estar bem avermelhados. Desci minha boca para seu pescoço. Já tinha uma marquinha roxa na pele dela e eu estava orgulhoso daquilo.

- Perseu – eu adorava quando ela sussurrava e gemia o meu nome – Perseu...

Nós já tínhamos transado duas vezes. O que? Antes de fazer, eu não tinha noção do quão bom era!

- Eu podia passar o resto da vida aqui – admiti.

- Eu também – assentiu – Mas... Precisamos conversar.

Sentamo-nos. Fiz cara de atento e a incentivei a começar logo, pois eu já estava pronto para uma “terceira rodada”.

- O que foi isso no seu dedo? – perguntou apontando para minha mão.

- Eu, sem querer, espetei meu dedo num espinho daquela rosa que eu peguei para você, hoje de manhã.

Ela desenfaixou o meu dedo e deu um beijinho. Eu sabia que aquilo não iria adiantar de muita coisa, era só um beijo. Mas... Quando eu olhei para o mesmo, não estava mais furado. Franzi o cenho. Como aquilo aconteceu?

- Sabe o que as pessoas falam? Sobre eu ser uma bruxa? – ergui uma sobrancelha – Bom... Elas não estão completamente erradas.

Eu ia me afastar um pouco, mas ele se aproximou e colocou as mãos no meu trapézio. Ela me olhou nos olhos de maneira intensa e, através daqueles olhos cinzentos, eu pude ver coisas que eu não imaginava ver. Foi como se várias recordações, minha e dela, estivessem sendo assistidas por mim.

- Por que não me contou isso antes? – perguntei tirando suas mãos de mim.

- Medo – respondeu – Eu tinha medo de você não me querer mais. Pensei que você poderia contar para outras pessoas e... – uma lágrima escorreu do seu olho – Eu não quero te perder, Perseu. Não quero que você me deixe. Porque eu te amo.

- Ei – enxuguei aquela lágrima – Isso nunca vai acontecer. Sabe por quê? Porque eu também te amo e você pode ser uma bruxa, uma vampira, ser meio loba, pode até ser uma fantasminha – ela riu – e eu ainda vou continuar te amando.

Nosso beijo começou calmo e apaixonado. Deitei sobre ela. Ela rebolou o quadril como se quisesse mais do que beijos. Captei a mensagem e já estava pronto para continuar, quando...

Fitamos de longe uma grande fogueira sendo formada. As chamas dançavam ao vento enquanto vários gritos estridentes formavam uma melodia de desespero.

- Acho que é a minha mãe. – falou Melanie.

Levantamo-nos e nos vestimos o mais rápido que podemos.

- Segura a minha. – disse e eu obedeci.

Quando segurei, foi estranho. Num piscar de olhos, não estávamos mais na floresta e sim na casa dela.

- Talvez, eu precise de um tempinho para me acostumar. – falei.

Saímos de lá às pressas.

Do lado de fora, vários cidadãos gritavam e empunhavam tochas e objetos cortantes e pontiagudos.

- PAI! – gritou Melanie.

O pai dela, Sr. Cooper, estava com o pescoço amarrado numa corda e sendo elevado ao alto, enquanto pairava sobre a fogueira.

- Bruxa! – exclamou Sally apontando para Melanie – Saia de perto do meu filho!

- Mãe para com isso! – tentei segurar Sally, mas Poseidon me empurrou para o lado.

- Queimem-na! – gritaram alguns aldeões.

Poseidon me segurou pelos braços me impedindo de proteger Melanie. Algumas pessoas a seguraram, levando a para mais próxima da família dela.

- VOCÊ! – gritou a Sra. Cooper apontando para mim – Foi você que contou a eles, não foi?

- Não! – neguei – Eu jamais faria isso! Eu amo a sua família e...

- Basta! – a Sra. Cooper respirou bem fundo e baixou um pouco a cabeça. Aquele local começou a ventar cada vez mais forte. Algumas carroças e animais foram arrastados e, mesmo assim, o fogo ainda não foi apagado – Perseu Jackson, eu o amaldiçoo com a imortalidade. Você irá carregar a culpa da morte do amor da sua vida pelo resto da sua eternidade!

Uma fumaça roxa saiu da sua mão e me atingiu numa velocidade incrivelmente grande. Eu e meu pai cambaleamos para trás.

Quando deu por mim, a Sra. Cooper já havia sido queimada junto com o seu marido e o filho deles. Só restara uma pessoa naquela família.

- Use magia para escapar! – gritei para Melanie, porém já era tarde.

Algum infeliz tinha enfiado uma espada nas costas dela. Aquele belo rosto, que eu tanto amava, virou-se para mim uma última vez. Seus olhos cinzentos choviam lágrimas de dor e tristeza. Sangue escorria por aqueles lábios carnudos que eu tenho beijei. Ela se ajoelhou e caiu de vez no chão. Sally encostou uma tocha perto dela, fazendo ser corpo incendiar.

- MELANIE! – gritei com todas as forças que restavam no meu corpo.

Notas finais
Gostaram??? Espero que sim!!!
Tadinho do Perseu!!!
Comentem, please!