Notas iniciais
Olá leitores! E aí? Notícias: Minha faculdade começa na terça-feira que vem :'( kkkkkkk Hoje (23/1) é sexta-feira. Tentarei postar antes das minhas aulas começarem. É porque o meu curso é à noite e eu tenho costume de escrever nesse mesmo turno. Estou tentando me acostumar a escrever em outros horários e eu farei de tudo para continuar postando sempre que der. Boa leitura!

Acenei para Rachel. Ela estava por trás do balcão da biblioteca, enquanto eu estava lendo um livro sobre uma mesa retangular de madeira. A ruiva bufou estressada e mostrou o dedo do meio para mim. Eu apenas sorri e voltei minha atenção para o livro.

Foquei-me na história. Geralmente, eu não sou de ler livros sobre período medieval ou qualquer outra coisa que envolva o passado, como cavaleiros, reis e rainhas, imperadores e servos. Porém, o livro que eu lia era diferente. Ele mostrava esses tipos de personagem por outro ângulo.

– Percy. – pronunciou uma voz feminina do meu lado. Movi minha cabeça para a mesma direção.

Annabeth estava ali. Usava um par de botas com estilo militar, calça colada, camisa sem decote e um casaco que só não cobria seus dedos. Não preciso comentar que todas essas peças de roupa eram pretas. Olhei para suas mãos e vi que ela segura o livro O príncipe, de Nicolau Maquiavel. Meio difícil, hoje em dia, encontrar uma pessoa que tenha interesse em ler um livro desses.

– Oi Annabeth. – falei. Eu não podia deixar transparecer que estava surpreso por ela ter vindo falar comigo.

– Como está o Nico? – perguntou.

Espera... Ela só veio falar comigo para saber do ex-namorado?

– Ele está bem. – pronunciei meio desapontado.

– Que bom. – disse ela – Queria saber como ele estava, mas acho melhor não conversar com ele agora.

– Enfim, ele está bem.

– E como você está?

– Estou bem, Annabeth. – sorri de lado, um pouco mais animado – E você?

– Bem. – disse dando de ombros e saindo.

– Espera. – pedi e ela me olhou com expressão atenta – Tchau.

– Tchau.

Fingi me concentrar no livro. Eu estava mesmo era observando a loira gótica de longe. Ela conversava animadamente com a Rachel. Quando Annabeth se foi, Rachel ficou vendo a sair.

[...]

Cheguei em casa. Assim que pisei na sala de estar, tive o desprazer de ver Jason e a nova namorada dele quase se comendo no sofá. Isso não foi um exagero, os dois não trocavam selinhos ou beijos doces. Eram chupões, mordidas e línguas de fora.

– Eca! – exclamei.

Eles perceberam a minha presença e olharam para mim. A garota tinha o cabelo negro todo trançado para o lado de maneira elegante. A pele era morena e o corpo, esbelto. Usava uma minissaia jeans e uma camisa roxa com decote em V.

– Oi Percy. – disse ela.

– Oi para você também Reyna. – falei saindo de lá.

Fui em direção à cozinha e encontrei o Nico e o Leo. Ambos estavam almoçando de maneira desanimada. Perguntei-me se devia contar ao Nico que Annabeth veio até mim, para pedir informações dele. Concluí que era melhor não.

O som da campainha ecoou por todo aquele cômodo.

– Deve ser a Calypso. – disse Leo saindo, sem terminar a refeição.

Leo estava evitando a minha presença. Isso era bom e ruim. Bom porque ele não fica me perturbando direto como de costume e ruim porque eu queria saber mais a respeito do incêndio. Ninguém estava tocando naquele assunto. Tinham medo que o Leo ficasse triste ou começasse a chorar.

– E aí Nico? – falei sentando-me no lugar do Leo.

Nico deu de ombros.

– Estou entediado. – disse ele – Só tem gente idiota na minha turma da faculdade, não tenho nenhum livro diferente para ler e está com mais de um mês que eu não transo.

– Sei como é...

[...]

Todo o dia passou calmamente. Já estava de noite. Eu só ficava passando os canais da enorme TV de plasma da sala de estar. Não tinha se quer uma programação que me interessasse. Nenhum jogo ou filme.

A porta principal se abriu e foquei minha atenção nela. Leo entrou sorrindo feito um bobo. Tirou seu casaco azul e o estendeu em um móvel cheio de casacos. A camisa dele era gola a polo verde e o jeans da calça dele já estava bem desgastado.

– Como está feliz. – comentei.

Ele não falou nada, apenas apontou para a sua bochecha que tinha uma marca de batom rosa formando um beijo.

– Calypso me deu um beijinho! – falou – Mas... Ainda não foi na boca.

Comecei a rir. Quando ele estava prestes a sair, chamei o.

– Leo, vem cá!

Ele se sentou ao meu lado e ficou de frente para mim. Parecia descontraído. Sentei sobre o meu pé esquerdo e apoiei meu cotovelo no encosto do sofá.

– Está tudo bem com você? – perguntei.

– Sim.

– E está gostando de morar aqui?

– Estou. – franziu o cenho – Mas, um dia desses, o Jason deixou a porta do quarto dele aberta e eu vi umas coisas estranhas.

– Que coisas estranhas?

– Ele estava assistindo à filmes no computador dele. Enquanto ele assistia, uma das mãos dele estava dentro da calça dele. Acho que ele estava se coçando. E nesses filmes tinham cenas de mulheres nuas, fazendo caretas e pedindo para os homens chamá-las de nomes feios e bater nelas...

– Você viu alguma coisa além disso? – perguntei preocupado.

– Não deu para ver direito com a cabeça do Jason no meio. Mas, eu escutei uma mulher dizendo: “Vai tigrão! Acaba comigo!”.

Tapei a boca dele.

– Olha... Tente esquecer isso. – aconselhei – E não entre mais no quarto dos outros sem avisar.

– Tudo bem.

– Agora, como foi que começou aquele incêndio na sua antiga casa?

Eu não queria ter sido tão direto, mas... Já foi!

Todo o semblante descontraído do Leo foi embora, dando lugar para uma expressão de medo. Ele se levantou, abruptamente. Ajeitou a gola da camisa e suspirou.

– O quê que você quer saber? – perguntou nervoso.

– Só quero saber o que foi que aconteceu.

– Não tenho nada a dizer. Eu e minha família estávamos jantando quando sentimos cheiro de queimado e, quando vimos, a cozinha estava em chamas.

Ele começou a se afastar, mas eu o segurei pelo braço, fazendo com que ele me encarasse irritado.

– Você mente mal! – falei.

– Deixe-me em paz! – exigiu tentando se soltar – Solte-me, eu quero ficar só!

– Diga a verdade e eu te solto!

Ele puxou o braço, rapidamente, fazendo meus dedos escorregarem, libertando o. Abraçou os braços e começou a se afastar de mim, fazendo um muxoxo com a boca. Levantei-me.

– Leo – comecei. Tentei manter minha voz severa e calma – Está tentando esconder algo de mim?

Olhei no fundo dos seus olhos. Por trás da sua retina, parecia que tinha uma fogueira com chamas dançantes e perigosas. Será que estou vendo coisas?

– Afaste-se de mim. – ordenou seriamente.

– Leo...

– SAI DE PERTO DE MIM! – gritou.

Ele pisou no chão com raiva e força. A parte mais estranha foi que a canela e o pé dele começaram a entrar em combustão e uma misteriosa chama começou a queimar seu tênis e uma parte do seu jeans. Só que o Leo não esbanjava dor nenhuma. Não chorou, não esperneou e nem disse se quer um “ai”. Como se ele não sentisse o fogo.

A respiração do Leo começou a ficar pesada. Aos poucos, as chamas desapareceram. A parte da pele dele que foi queimada estava intacta, diferente de algumas partes da roupa dele e do chão, que estava preto.

Eu encarava o Leo com surpresa e, talvez, medo. Não esperava aquilo dele. A porta se abriu e Thalia e Luke entraram. Leo correu para eles, chorando. Abraçou a cintura da “mãe” dele e escondeu o rosto na barriga dela.

– O que aconteceu aqui? – perguntou ela. Olhou para o corpo dele, para a parte do chão que foi queimada e para mim – Percy, o que foi que você fez?

Notas finais
EITA! A confusão ficou séria. kkkkkkk E... O que será que o Leo tem? "Acho que o Jason estava se coçando" kkkkkkkk Pobre Leo! Hum... A Annie foi falar com o Percy... Aí tem! kkkkk Até a próxima! Beijão.