Procellárum (tempest)
1 Procellárum (Tempest)
Notas iniciais
Essa é uma oneshot, ou seja, não sofrerão com a demora para a postagem do próximo capitulo 0/
E mais uma vez é centrada no casal ChizuXRyu.
Haverá cenas e assuntos considerados somente para maior de 16 anos, mas se você tiver menos e quiser ler ... é por sua responsabilidade, ok?
Espero que gostem amores!
Procellárum (Tempest)
Já faz dois anos que estamos morando a três horas de nossas antigas casas, não é fácil viver sem os nossos pais, mas um dia teríamos que aprender isso.
Eu e Ryu dividimos um apartamento perto da faculdade, na verdade tão perto que ate podemos ir á pé. Mas para isso você tem que ter disposição, claro.
Ir a pé não é problema para Ryu, já que ele é um atleta nato, e inclusive está jogando beisebol na faculdade, novidade nenhuma isso. Mas ele já tem varias propostas para jogar em grandes times de beisebol, quando ele terminar o curso de educação física certamente já vai estar em algum time jogando.
Enquanto isso, eu faço contabilidade na mesma universidade que Ryu, Sawako, Shouta, Ayane e Kento. O curso não é fácil eu admito, mas eu realmente levo jeito para a coisa, e logo que terminar já terei um emprego garantido, mas eu realmente tenho alguns outros planos e inclusive discuti sobre eles com o Oji-Chan, o pai de Ryu, na ultima vez em que fomos visita-los.
Moramos na mesma cidade em que Tohru vive, e varias vezes recebemos a visita do mesmo com a sua esposa e filha. Á proposito eu fui a única que consegui faze-la dizer a sua primeira palavra, e foi lamen, mas isso porque tanto quanto, ela estávamos com fome.
Enfim a vida estava ótima ... Ou não.
Também faz dois anos que eu e Ryu estamos juntos, juntos mesmo, como um casal. O que volte e meia rendeu em piadinhas para Ayane-Chin, mas esses dias suas piadinhas chegaram a um nível muito perigoso.
“ Tinha acabado de fazer uma difícil prova de direito, e sim, em contabilidade estudamos direito, administração financeira e varias outras matérias que muito pensam que não tem nada á ver, inclusive eu achava isso. Ayane-Chin tinha marcado comigo e com Sawako em um restaurante para pormos o assunto em dia, já que nossas conversas ultimamente tem sido muito curtas por causa da faculdade.
Ziguezagueando por entre as mesas rapidamente encontro-as em uma mesa no canto e a me ver ambas acenam com os braços levantados e eu vou em direção á elas. Sento-me na cadeira que estava desocupado e me ponho em lagrimas de saudades.
-Ayane-Chin, Sawako! – Surge um lenço da minha vista direita e vejo um cara me estendo a mão com o lenço e sorrindo. Aceito com um aceno e me viro de costas para ele limpando as lagrimas que insistem em escapar.
-Tsk, Chizu que feio. Aceitando bajulações de outros homens, quero ver o que o Ryu acharia disso – Sua voz maliciosa me faz levantar encará-la e logo as minha lagrimas secam.
-Ayane-Chin você e suas piadinhas sobre eu e Ryu de novo? Você já fez umas, sei lá, 50 só hoje na faculdade – Digo desanimada com suas piadas. Acabou totalmente com a emoção de nos encontramos fora da faculdade sem ser nos corredores ou se esbarrando por ai.
-Moramos no mesmo prédio Chizu, embora nunca nos vemos direito por causa da falta de tempo, mas é só porque é nosso 1ª ano, logo diminui e nos acostumamos ao ritmo. Sei que sente nossa falta e nós também sentimos á sua – Seu olhar suave muda de repente e vai para o modo malicioso – Mas Ryu está morando junto com você não? Ele certamente deve ter um jeito de diminuir essa saudade que você sente da gente.
Encaro-a por um tempo tentando entender ao que ela se refere. Mas o que que ela ... Oh não!
Sinto meu rosto se petrificar, ela não quis dizer ... Não acho que ela quis dizer exatamente isso.
Não faça nenhum movimento brusco Chizuru, não demostre nada, senão ...
-Ah então quer dizer que vocês ainda não ...
-Ok, não sei de nada, não vi nada e acho que amanha não tem aula também né? Que maravilha, vocês querem fazer o que amanha, hein? – Interrompo-a rapidamente. Percebo que Sawako ficou vermelha ao perceber o que Ayane tinha dito, mas a própria ficou com a mesma expressão maliciosa e me encarado descaradamente.
Olho para um lado e para outro em busca de um escape, quem sabe se eu apertar o alarme de incêndios ...
-Chizu? – Ela me chama seriamente, quase como se fosse me dar um sermão. Olho-a com atenção, mas no fundo estou quase fugindo – Vocês têm quase 20 anos, moram junto e nunca ...
-AH! PORQUE VOCES TEM QUE FAZER ESSAS PERGUNTAS TÃO CONSTRANGEDORAS?! – A atenção do restaurante se volta para nossa mesa e fico sem reação, pelo menos eles não viram quem gritou.
Sawako parece que vai explodir a qualquer momento e eu a entendo, mas eu estou na pior situação, como sempre. Não é para ela que Ayane-Chin está fazendo constrangedores perguntas.
-Ah, tudo bem eu entendo ... O Ryu é gay então? – ela diz e suspira. Eu me exaspero na mesmo hora, da onde ela tirou isso?!
-MAS É CLARO QUE ... – Todos do restaurante olham novamente para cá e eu abaixo meu tom de voz – Mas é claro que não!
Sawako está com a boca aberta, como surpresa e pasma com o que Ayane tinha acabado de falar.
-E como você sabe? – Ela replica
-Bem ... – Tenho certeza que meu rosto em chamas denunciou tudo e minha falta de jeito disseram tudo.
-Ah então nesse caso é você que não quer, então você é gay Chizu?
-O que?! Mas é claro que não! Senão nem com Ryu eu estaria, afinal – Cruzo os braços em meu peito e faço uma carranca. Como é que fomos parar nesse assunto mesmo? Onde é que está a comida para calar a boca da Ayane-Chin?
-Ah Chizu-Chan já pedimos, enquanto esperávamos por você. E pedimos sua comida favorita ... lamen! – Sawako diz alegremente para mim e automaticamente minha carranca se desfaz.
-Jura? Ah que bom, obrigado – Meus olhos brilham só de pensar em minha comida e já estava esquecendo todo o incidente com a Ayane-Chin quando ...
-Bem, então eu não entendo Chizu, a menos que o Ryu não consiga ... Hã, você sabe ...
Olho-a mais vermelha que nunca estive em toda minha vida.
-Mas é claro que isso também não! – Percebo o que eu disse e tapo minha boca com as mãos. O que ela vai pensar agora hein?
Ayane-Chin levanta as sobrancelhas ceticamente, enquanto Sawako só observa animadamente.
-E como você sabe Chizuru, por acaso você já viu ele ...
-Não! Mas é claro que ele não tem esse problema, ele me parece muito saudável – Digo fazendo um muxoxo por causa da situação em que estou me metendo por causa dessa conversa toda.
-Pode ser, mas ser saudável não tem nada a ver com isso Chizu. Bem, talvez vocês não estejam prontos para isso ainda – Ela da de ombros e finalmente o garçom chega nossa a comida, dando fim a conversa.”
Agora, porque foi que eu me lembrei dessa conversa na hora da ultima aula hein? Afundo mais na carteira da faculdade, Ryu deve estar em sala agora, eu sempre sento perto da janela porque sempre dá para vê-lo indo para o treino daqui.
Falando em Ryu...
Tinha as vezes que Ryu bruscamente se afastava de mim, e eu nunca imaginei no porque, mas ele sempre dizia que tinha esquecido algo e rapidamente saia. Eu acreditava nisso pelo simples motivo que Ryu esquecer de algo não é novidade para ninguém.
No começo não via nada demais, mas isso está acontecendo muito recentemente. Sou muito explosiva em meus sentimentos e emoções e todos sabem muito bem disso, e sempre que estávamos em casa e eu me jogava em cima dele para sentar em seu colo ele me oferecia outra cadeira, ou até mesmo se levantava e ficava de pé para eu sentar.
Talvez o fato de ele gostar de mim não significa que ele tenha atração por mim. Suspiro profundamente.
Desde que começamos a morar junto ele toma o maior para se manter afastado em algumas situações.
Se estivermos no sofá vendo um filme, não deitamos porque de acordo com ele, não consegue ver o filme.
Dormimos no mesmo quarto, mas em camas diferentes, afastadas uma da outra e reparei esses dias que cada vez mais a cama está ficando mais distante. Daqui a pouco a cama dele vai parar do lado de fora, ou até no jardim, se continuar desse jeito.
Mal percebo quando o sinal toca e todos se levantam para finalmente rumarem para suas casas, sei que quando eu sair Ryu estará me esperando no corredor, por isso não tenho a menor pressa.
Mas a cada passo que dou sinto um peso sobre meu corpo e alma, será que Ryu se enganou sobre seus sentimentos? Será que ele sempre me viu só como uma amiga e nunca percebeu isso?
Vou me amargando com esses pensamentos e começo a me sentir mal só de pensar na possibilidade de um dia perde-lo.
-Chizu – A voz de Ryu me tira do transe em que eu estava, vou em direção a ele e o olho cabisbaixa, mas tento não demostrar.
-Como foi hoje? – Pergunto normalmente, isso se você ignorar a voz tremula e os olhos cheios de agua.
Ryu puxa meu queixo suavemente para que eu o encare.
-Chizu, o que houve? – Ele me pergunta surpreso e serio. Não sei como dizer meus pensamentos para ele. Vejo o corredor vazio e minha próxima ação foi surpreendente para ele.
Enlaço meus braços em seu pescoço e puxo-o para baixo e beijo-o com todo o ardor, como se não nos víssemos há anos. Ryu corresponde ao beijo com o mesmo ardor. Ele se apoia na parede enquanto eu continuo beijando-o, solto uma das minhas mãos e adentro de sua camisa suavemente. Sinto-o tremer sobre minhas mãos, mas não paro, sinto minhas bochechas esquentarem ao me dar conta de sua reação.
Inesperadamente descolo meus lábios dos dele e abaixo para beijar seu pescoço, antes que eu conseguisse faze-lo ele rapidamente desprende seus braços de mim e se afasta.
Ryu está ofegante, com as bochechas vermelhas e seus olhos estão negros, muito negros. Não há como distinguir as pupilas da íris de seus olhos.
Olho-o magoada e antes que ele dissesse alguma coisa vou andando rapidamente em direção as grandes portas da faculdade.
-Chizu!
Ouço Ryu me chamar de longe, e logo quando estou longe o suficiente da faculdade vou correndo para qualquer outro lugar, menos para onde sei que Ryu estará.
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Desde que comecei a morar com a Chizuru percebi como meu autocontrole não é tão eficaz como minha paciência de lidar com as mais diversas situações.
Fiquei autoconsciente de que agora que moraríamos juntos, tudo poderia acontecer, e era isso o que eu mais temia.
Quando eu percebia que meu controle estava se desvanecendo, procurava me afastar o mais rapidamente para me concentrar em outra coisa que não seja Chizu.
Inclusive nas horas em que dormíamos, comprei uma cama extra e a cada dia que passa afasto a cama mais e mais da dela, temendo o que eu poderia acontecer.
Chizu nunca foi esse tipo de garota, sempre imaginei que ela gostaria de algo especial, como uma lua de mel. Sei que os tempos são outros, mas a Chizu que eu conheço não se deixa levar por essas coisas.
Mas eu admito que nunca esperaria que ela faria algo como aquilo. Quando senti seus lábios junto aos meus, esqueci minha preocupação. Ela nunca havia me beijado desse jeito antes, tão ... Provocante. Só que o pior ainda estaria por vir, quando senti suas mãos adentrarem minha camiseta e me arranhar levemente com suas unhas. Estremeci com a sensação e logo me dei conta do que estava acontecendo e de onde estávamos, antes que ela conseguisse beijar meu pescoço me afastei, antes que fosse tarde demais.
Eu não esperava que sua reação fosse aquela, saindo á passos rápidos e se afastando cada vez mais de mim, percebo que ela deve ter entendido errado a minha intenção e pensou que eu estava a rejeitando.
-Chizu – Chamo-a, mas ela rapidamente sai do meu campo de visão. Ouço um retumbar de um trovão e olho para a janela á alguns metros de mim e observo que há um inicio de uma tempestade lá fora, que é para onde Chizu sai correndo. E sem pensar em mais nada saio correndo porta á fora a sua procura.
O primeiro lugar que eu imagino que ela tenha ido seria ao apartamento onde moramos, mas logo ao chegar tenho uma desagradável surpresa.
-Ryu? Onde está Chizu? Está uma tempestade horrível, falaram até na possibilidade de haver um furacão em um estado ao lado daqui – Arregalo meus olhos ao perceber a situação de total perigo que Chizu está exposta.
Chizu está lá fora, em perigo, por minha culpa e descuido.
-Ayane tente ligar para ela por favor, o meu celular estragou por eu ter vindo correndo na chuva – Ayane acena positivamente mas também suas sobrancelhas se juntam em duvida, não pergunta nada mas sei que deve ter percebido que há algo errado entre nós dois.
Vou para a porta só a espera de noticias, e orando silenciosamente para que ela esteja bem. Eu nunca vou conseguir me perdoar por algo que aconteça á um fio de cabelo dela.
-Ela não atendeu, mas mandou uma mensagem disse que estava bem e segura – Ayane vem em minha direção com o celular em mãos e suspiro aliviado, mas antes tenho que encontra-la e explicar tudo – Mas Ryu, o que houve vocês brigaram?
-Não, mas não se preocupe Ayane, vou trazê-la agora mesmo – Digo e já vou saindo porta a fora, mas ao chegar na calçada paro ao ver Chizu molhada, com os braços cruzados e tremendo de frio.
Vou ao seu encontro, mas ela não percebe minha presença até que eu estendo meus braços para aquecê-la e vou levando-a para casa.
No caminho de volta faço uma oração agradecendo por Chizu está bem e segura novamente em meus braços.
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Okay, sair correndo sem ver por onde e nem ver como está o tempo foi uma péssima ideia, admito. Mas logo vejo meu erro, ao ver todos procurando abrigo e falando sobre um possível furacão em uma cidade próxima. E decido rapidamente voltar para casa, ficar na rua com um alerta desses é suicídio.
Com o orgulho ferido, encharcada e tremendo de frio vou caminhando para casa e ao chegar na calçada do apartamento sinto algo quente em meus ombros. Olho para cima e vejo Ryu usando seu corpo igualmente encharcado para me aquecer e aceito seu calor rapidamente.
Ele vai me levando pelas escadas ate o apartamento, ao entrarmos não conseguimos acender, após diversas tentativas, as luzes porque no minuto atrás a energia havia acabado por causa dos ventos fortes e não há nem agua quente, nem aquecedor e sinto meus ossos se gelarem cada vez mais.
-Chizu, você está encharcada e tremendo de frio, vai acabar pegando uma pneumonia desse jeito – Ryu diz mas não consigo vê-lo direito, só com a pouca luz que vem de fora – Vou buscar umas velas, fique aqui.
Seu calor rapidamente some e eu tremo mais ainda, tiro o casaco encharcado pelo menos.
Ryu rapidamente volta com as velas e espalha-as na sala. Quando termina de coloca-las e de acendê-las se volta para mim novamente e dessa vez consigo-o ver melhor.
Ele está encharcado também, Ryu foi atrás de mim? Pelo visto sim, ele está todo molhado, e quando tira seu telefone celular do bolso eu vejo-o que está molhado e desligado. Acho que eu devo um celular á ele, mais um item do que eu devo a Ryu por estar em minha vida.
-V-V-você f-foi a-atrás de m-mim, R-Ryu?- Tento perguntar, espero que ele tenha entendido.
Ryu para de frente a mim e me encara
-Sim, Chizu. Eu fiquei muito preocupado com você.
-S-sinto ...
-Eu sei, não precisa me dizer isso, agora tire suas roupas antes que fique doente – Coro , e olho-o para que ele entenda o que eu quero dizer.
-Eu vou apagar as velas e pegar um cobertor para você – Ryu rapidamente some de minha vista ao se embrenhar no meio da escuridão dos cômodos.
Meus pensamentos estão todos embaralhados e confusos. Mas Ryu também está encharcado e pode ficar doente, isso faz minha mente automaticamente despertar.
Ryu volta e no caminho vai apagando vela por vela até chegar a mim. Ficamos totalmente na escuridão.
Começo a tirar minhas roupas e rapidamente olho para a janela que ainda resta uma fresta de luz e vejo que está escuro devido ao fim da tarde e a tempestade que está se formando.
Volto minha atenção em me despir, quando termino estendo minha mão e encontro a mão de Ryu me estendendo o edredom do qual falou.
Reviro os olhos ao sentir a quentura e maciez do edredom e embora esteja aquecida e confortável, não me esqueço de Ryu.
-R-Ryu, V-você também está encharcado, não pode ficar doente perto da temporada de jogos, tire as roupas também.
-Chizu, não há outro edredom porque ele está na lavanderia e pelo jeito não vai voltar tão cedo.
-M-mas você precisa se aquecer! E a casa está um gelo sem o aquecedor. V-você pode ficar no edredom junto comigo – Digo essa ultima frase baixa, mas tenho certeza que ele ouviu pelo ofego que deu. Ele solta um longo suspiro e ouço o barulho de algo molhado no chão.
Sinto-me nervosa automaticamente e meu rosto entre em combustão.
Enquanto Ryu se despe, tento me orientar andando pela sala, o que me rendeu serias batidas com o dedo mindinho nos moveis, ate que Ryu coloca a mão em meus ombros me guiando para o sofá confortável. Eu sento com as pernas em cima do sofá e Ryu vem se sentar ao meu lado. Solto uma ponta do edredom para que ele entre, e quando sinto sua pele nua encostar na minha ofego.
Assim ficamos os dois nus, sentados no sofá em volta do edredom tentando se aquecer.
Nossas peles se tocam e sinto o fogo surgir por todo o meu corpo. Ao tentar ajeitar o edredom acabo encostando no peito de Ryu que suspira audivelmente.
-D-desculpe!
-Chizu, o que aconteceu naquela hora? – Ah ele tem que falar disso agora?!
-Nada de mais, Ryu.
-Eu sinto muito – Ele diz baixo e inesperadamente. Encaro a escuridão guiada por sua voz, imaginando que seja onde ele esteja sentado.
-Mas, por quê? – Falamos quase sussurrando um com o outro, como se estivéssemos com medo de que alguém ouvisse.
-Por ter feito aquilo, mas é que ... Eu não acho que conseguiria me controlar – Meu corpo se aquece mais ainda ao ouvi-lo dizer isso. Isso explica muita coisa, inclusive sobre a sua cama estar quase indo pela janela e parando no jardim.
Ficamos em silencio, até que eu finalmente consigo dizer o que eu tinha vontade de dizer, e nunca consegui, mas agora no escuro e no meio de uma tempestade a coragem me vem.
-Não precisa se controlar mais, eu estou aqui, não estou? – Ryu ofega mais alto do que nas ultimas vezes e sinto sua mão em minha cintura nua.
-Chizu?
Aproximo-me mais dele ate que sinto sua respiração em meu rosto e em um ultimo impulso me inclino e o beijo.
Mas o beijo embora diferente do o de mais cedo é lento, mas com o mesmo ardor e intensidade. E não deixa de ser diferente dos outros beijos , com a mesma intensidade e sentimento que sempre tivemos.
Ryu vai me deitando, ate que encosto minha cabeça no braço do sofá, e o beijo continua com nossas línguas e suspiros ocasionais.
O edredom agora está sobre o corpo de Ryu, e o corpo de Ryu está sobre o meu, me aquecendo. Seus braços continuam ao redor de minha cintura, mas uma de suas mãos sobe lentamente pela minha caixa torácica e para perto de meu seio esquerdo.
-Chizu ... – Ryu interrompe o beijo.
-Ryu – Beijo-o novamente não dando brechas para que ele fale mais.
Sua mão retoma o caminho em direção ao meu seio e massageia-o lentamente por um minuto, então seu polegar se fixa em meu mamilo e solto um gemido baixo.
Ryu se afasta de meus lábios e vai descendo com seus beijos, no pescoço, no meio entre meus seios e para.
Estremeço ao senti-lo lamber meu seio um de cada vez, sinto meu rosto em chama, e meu corpo se diluir em brasa. É como se eu estivesse anestesiada, incrível.
Ele continua a fazê-lo até que meu quadril involuntariamente vai ao encontro do dele e sinto algo pressionar-me. Será que isso é ... Solto um gemido ao senti-lo fazer o mesmo de novo com o quadril. Ryu estremece a cada vez que nossos quadris se encostam, e continua a fazer o mesmo com meus seios.
Meus gemidos aumentam e sinto-me como se algo selvagem e incontrolável estivesse prestes a dominar meu corpo, um frenesi inacreditável.
-Ah Ryu, eu não aguento mais! – Ergo meu quadril involuntariamente mais uma vez para encontrar com o dele.
Ryu se afasta e se levanta tropegamente em busca de algo, sinto o cheiro de fosforo sendo queimado e percebo que ele acendeu uma das velas da sala, e a deixou na mesinha perto da porta do quarto. Ryu volta novamente e me segura em seu colo como se eu fosse uma noiva, e vai ate o quarto me colocando suavemente na cama. O quarto está iluminado graças a vela que está na mesa do lado de fora na porta do quarto e sei que Ryu poderá me ver nua, assim como eu também poderei vê-lo.
Em um ato de desespero me cubro com o edredom, temendo que ele visse meu corpo. Ryu ao ver deita ao meu lado na cama.
-Chizu, eu estou com frio – Posso sentir o sorriso em sua voz. Solto uma ponta e o cubro com o edredom também, assim os dois ficam cobertos dos pés á cabeça – Chizu assim não vai dar para continuarmos com o que estávamos fazendo.
-Vai dar sim, é só fazermos aqui embaixo do edredom!
-Mas não é assim que eu quero que seja – Ao ouvi-lo descubro minha cabeça e ele faz o mesmo.
Quando me ver ele fica petrificado e eu fico confusa. Viro-me para trás em direção ao espelho da minha cabeceira e vejo uma Chizuru nunca vista antes.
Meus cabelos estão desgrenhados, minhas pupilas estão dilatadas, meu rosto corado e estou ofegante, muito ofegante.
Encaro-o Ryu novamente e vejo-o com as pupilas também dilatadas, e seu rosto corado.
Ryu sobe em cima de mim enquanto fico parada em baixo olhando e admirando-o.
-Ao menos podemos deixar nossos rostos descobertos? – Ryu me pergunta sussurrando, e eu aceno positivamente concordando.
Ryu se abaixa novamente e coloca ambos os cotovelos ao lado de minha cabeça como se fosse uma pilastra de sustentação.
Ele recomeça com os beijos e meu corpo se aquece novamente, mas dessa vez fica mais quente do que nunca.
Uma mão de Ryu some de vista, até que eu a sinto-a me acariciando em minha cintura. Envolvo minhas pernas ao redor de seus quadris e puxo para baixo, apressando-o.
-Chizu, como sempre, muito apressada – Ryu diz e beija meu pescoço – Espere.
Ryu se levanta novamente, mas dessa vez se senta eu percebo sua nudez, mas não dá para ver coisa algumas, só suas costas e seus músculos. Ele pega alguma coisa que estava em uma das gavetas que é do seu lado da cama, é quadrado e a embalagem é estranha, metálica.
Ryu o abre com os dentes e eu não vejo mais nada, minha curiosidade se aguça e me estendo para ver o que era, ate que Ryu percebe minha intenção.
-Chizu, se você quiser me ver, eu também terei que vê-la, nada mais justo – Consigo apanhar o sorriso que está em seu rosto e faço uma carranca.
-Eu só queria ver o que é isso – Digo fazendo um biquinho.
-É um preservativo, é isso que não a fará engravidar de mim ... Ao menos não agora – Meu corpo estremece e se aquece. Eu sei o que é um preservativo, mas eu nunca tinha visto um antes, muito menos um sendo colocado.
-Eu ... Posso ver? –Pergunto timidamente. Ryu se vira para mim rapidamente.
-Sim, mas acordo é acordo.
Sem pensar muito me aproximo para ver, mas não é necessário pois Ryu chega mais para trás. Ele me entrega o preservativo e eu o olho em duvida. Ele sorri ao ver minha expressão.
-É para que você o coloque mim Chizu – Meu rosto já estava vermelho, então eu não acho que ele deve ter percebido que ficou próximo ao escarlate agora.
Aproximo-me mais de Ryu que chega mais ainda para trás ate que se senta na cabeceira da cama. E o que eu não podia ver antes, eu vejo agora. Com ambas as mãos uma em cada lado de seu corpo, Ryu me observa e eu lentamente vou me aproximando e me cobrindo com o edredom, coisa que não deve ter sido despercebida por Ryu.
Seu corpo obviamente é de um atleta, as pernas e os braços musculosos, o abdômen definido. Embora eu evitasse encarar a parte da sua cintura para baixo, eu a acabei olhando mesmo assim. Com o coração na mão lentamente e suavemente segurei seu membro, como se fosse uma bomba prestes a explodir e me surpreendi por ser macio e duro ao mesmo tempo. Ryu suspira e fecha os olhos como se tentasse se controlar.
Fui desenrolando a camisinha lentamente e no final apertei a ponta, como Ryu havia me instruído.
Quando termino finalmente ergo o olhar para Ryu e vejo-o me encarando seriamente. Ele me puxa para seu colo e me espanto imaginando se seria agora que ...
Mas ele habilmente me vira, fazendo eu ficar de costas e ele deitado novamente em cima de mim. Puxa o edredom e o joga para o lado, em direção ao chão me deixando totalmente exposta.
Ao perceber fecho os olhos com força, já que não há como proteger meu corpo ao menos fecho meus olhos temendo a sua reação.
-Chizu – Ele me chama, mas não abro os olhos para olha-lo – Abra os olhos.
Faço que não com a cabeça e ele covardemente se abaixa e começa a mordicar um dos meus seios.
Gemo instantaneamente e debato-me na cama. Ele então para e eu abro os olhos.
-você joga sujo, Ryu! – Exclamo
-Mas o que você já fez comigo muitas e muitas vezes foram pior não? – Ele sorri e eu automaticamente me arrependo, ao me lembrar da nossa adolescência conturbada por causa da descoberta de meus sentimentos por ele e de anos sem saber de seus sentimentos por mim, envergonhada do que eu disse – Chizu cruze as pernas em volta da minha cintura.
Faço-o e já me preparo para a próxima etapa mas ele, abaixa os olhos para meu corpo novamente como se estivesse memorizando-o.
-Ryu! – ofego e contraio meu quadril.
Ele leva uma das mãos ate meu queixo e o segura para me beijar e eu o correspondo, mas enquanto o beijo continua, sua mãe viaja pelo meu corpo até um ponto nunca explorado antes.
Sinto um gemido quando Ryu me toca, lá. Exatamente lá. Ele continua e me tocar lentamente e seus beijos me deixam com sede de mais.
Balanço meus quadris, Ryu para e segura meus quadris com as duas mãos, e antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa sinto-o entrar em mim.
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Depois de meses me controlando finalmente sei como é a sensação de estar dentro de Chizu.
Entro-a lentamente e rapidamente pressiono meu polegar em seu ponto sensível para que nenhuma ou pouca dor seja sentida com a minha intrusão.
A sensação é simplesmente ... Inebriante. É como se houvesse fogo liquido correndo em minhas veias, e sinto-a perfeitamente em mim, seu calor, seu corpo, seu tudo.
Paro de me movimentar mas continuo pressionando seu ponto mais sensível. E Chizu nunca me pareceu tão adorável quanto agora com suas bochechas rosadas, cabelos desgrenhados e pupilas dilatadas de prazer.
Ela geme baixo, se sentiu alguma dor, não demostrou ou não se importou devido à dose de prazer que estava sendo sobreposto.
Dou pequenos chupões em seu pescoço e ela geme mais ainda, ate que seus quadris se movimentam, mas não eu me movimento, resolvo esperar mais. Mas esperar não é o lema da Chizu, como sempre.
-Ryu! Mais! – Sorrio ao ouvi-la dizer isso quanto movimenta seus quadris como se obedecesse á um ritmo desconhecido.
Largo de seu pescoço e encosto minha testa na dela enquanto contraio meu quadril para frente e para trás lentamente e retiro meu polegar de sua intimidade. Coloco perto de seus braços para me apoiar enquanto entro e saio dela.
Gemo junto com Chizu, só que mais baixo do que ela. Chizu afasta sua testa da minha e fecha os olhos ao colocar a cabeça para trás e gemer.
Eu nunca fui do tipo de falar alto ou de ser escandaloso em demonstrar emoções, mas agora estando unido dessa forma á Chizu, sinto-me como se precisasse gritar para mundo sobre como eu a amo. Mas simplesmente me limito a gemer, de uma forma que parece ser um grunhido, ou a um rosnado.
Aumento o ritmo e Chizu aumenta o volume de seus gemidos, até que ela novamente abre os olhos e fica me encarando, mordendo os lábios tentando se calar, mas seus gemidos mais audíveis escapam de seus lábios, mesmo mordendo os lábios.
Continuamos a nos encarar e a gemer cada vez mais, ate que o corpo de Chizu começa a estremecer.
-Ah, Ryu! – Ela me encara e seus olhos se enchem de agua – O-o que é isso?! Eu acho que vou morrer!
Continuo me movimento e seus quadris continuam me acompanhando, meu estomago se contrai e sinto meu corpo formigar e meus pelos se arrepiarem e sinto meu corpo fraquejar, o que não é algo muito comum.
As unhas de Chizu me arranham as costas, e ate os meus braços, mas não consigo sentir dor alguma, só o prazer.
Recuso-me a fechar os olhos quando sinto explodir dentro de minhas veias, de repente fico cego, surdo e mudo, e não consigo sentir nada mais além de estar dentro de Chizu e o prazer invadir todo o meu corpo.
Quando volto de meu estado de estupor percebo que Chizu ainda geme, e às vezes fala meu nome. Seus olhos estão fechados, seu corpo todo está estremecendo, seus lábios inchados e então grita algo inaudível para qualquer um enquanto impulsiona seu quadril fortemente para frente.
Observo-a encantado até que ela se acalma e seu corpo fica imóvel na cama.
-Chizu – Chamo-a enquanto consigo me segurar em cima dela. Chizu abre os olhos e vejo suas pupilas voltarem ao normal lentamente.
-Ryu – Ela suspira quando eu saio de dentro dela. Deito de seu lado e ela vem em direção aos meus braços.
E antes mesmo que percebêssemos, ambos estavam dormindo calmamente um nos braços do outro.
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-Pelo que soubemos foi a pior tempestade em 10 anos –Sawako diz no dia seguinte á tempestade.
-Verdade Chizu e ficamos realmente preocupadas como você – Ayane me olha como se fosse me dar um sermão. E aqui estamos nos três novamente em uma lanchonete ás 10:00 da manha resolvendo o que faremos nesse raro dia de folga que temos.
-Eu já pedi desculpas! – Exaspero-me – Agora vamos decidir o que faremos hoje á tarde.
-Que tal o parque vai ser muito divertido! – Sawako diz animadamente.
-Boa ideia Sawako e você Chizu? –Ayane olha para mim.
-Hum pode ser, mas não sei se andarei em algum brinquedo. Ainda estou muito cansada e com o corpo um pouco dolorido e ainda mais ... – Arregalo os olhos ao me dar conta do que eu havia acabado de falar, ai Deus que ninguém tenha percebido!
Olho de soslaio para Ayane–Chin que ainda parece pensar em alguma coisa á respeito de hoje á tarde.
Ufa, essa foi por pouco!
-Espero que o parque esteja aberto, ainda mais depois dessa tempestade. Essa noite eu fiquei um pouco assustada durante a tempestade! – Sawako diz um pouco assustada.
-Serio mesmo Sawako? Mas não tinha risco para nós já que estávamos protegidas – Ayane diz sentada no centro e olhando o movimento da lanchonete.
-Ah mas é que durante a tempestade eu ouvia lamurias, gemidos e gritos vindos de algum lugar – Sawako responde olhando para Ayane-chin.
Arregalo meus olhos e finjo olhar para o nada do meu copo de suco recém-terminado.
-Mas como Sawako se seu apartamento e do Shouta é o ultimo? E do ultimo andar ainda, junto com o nosso. Quer dizer depois do seu, vem o da Chizu e o Ryu e logo o meu e do ... Espera o que? – Ayane se volta interrogativamente para Sawako mas logo se volta para mim com o rosto em uma onda de malicia -Chizu, até agora você não disse nada sobre a tempestade.
-Hã, como assim? Foi uma tempestade oras, choveu, caiu granizo, ouve um furacão e uns dois tornados, tudo normal de uma tempestade não é? – Digo exasperadamente e dando de ombros como se tudo o que eu disse fosse a verdade.
-Ah sim claro, normal – Ayane responde e então um furacão de malicia cobre-a – Sei muito bem a tempestade que teve Chizu, e foi no seu quarto junto com Ryu, e você adorou.
Ayane desce da cadeira e vai indo andando na frente , e eu fico para trás com o rosto em brasas e petrificada demais para me mexer.
Ai meu Deus, me ajuda!
Agora mesmo que ela vai ficar insuportável!
Notas finais
Espero que tenham gostado ^~^
E para quem acompanha What Is Love, amanha terá mais um capitulo, fiquem ligados ;)
Até amanha, =*
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