Notas iniciais
Olá Leitores, fiquei enrolada com as postagens por que fim de ano é complicado, mas aqui está mais um lindo capítulo desta história que escrevi com muito carinho. Esse é o penúltimo da fic, o que pode significar muitas coisas para nossos Harry e Gina. Espero que gostem! Beijos e Feliz Ano Novo! Nos vemos em 2016.

As duas colocaram seus respectivos bebes para dormirem na cama de solteira que um dia pertencia a Gina. Em tempos que a menina namora Harry, e fazia acordos secretos com Hermione para que ela trocasse de quarto com Harry. A pequena cama de solteira que um dia coube ela, Harry e todos os sonhos que os dois tinham juntado.

— Gina, você está bem? – Hermione foi direto ao assunto

— Não. – a ruiva respondeu – Na verdade, estou péssima. – ela jogou os cabelos para trás.

— Brigou com Harry?

— Briguei e brigamos todos os dias. E continuamos brigando a todos os momentos. – ela suspirou alto

— Por quê? – Hermione tentou não parecer tão surpresa quanto estava

— Harry e essa mania idiota dele de querer salvar o mundo todo sozinho. Ele passa a semana inteira enfiado naquele Ministério, chega de madrugada e ainda sai nos finais de semana.

— Oh Gina. Não sei o que dizer.

— Sabe o que é pior Hermione? Eu disse a ele que pensasse no que mais importa e ele não me respondeu. No mesmo dia saiu para mais uma dessas loucas missões dele.

— Harry sempre achou que cuidar de tudo e de todos fosse responsabilidade dele. Você já tentou conversar com ele?

— Conversar Hermione? Só faltei desenhar para ele! – a ruiva foi até a janela – Não sei mais o que dizer aos meninos quando eles reclamam de saudades do pai. – a ruiva começou a chorar. E a amiga a abraçou. – E você vai bem com o Rony? – ela perguntou depois de um tempo chorando.

— Rony é sempre Rony. Mas de vez enquanto ele tem algum tipo de surto romântico e me compra flores ou algum livro novo sobre criaturas mágicas. – a morena disse sorrindo – Mas sempre que tenta cuidar das crianças coisas como aquelas acontecem. Prefiro que ele se limite a brincar com elas.

— Que sorte Rony ter mudado para melhor. – a ruiva forçou um sorriso e encarou o céu fora do quarto.

—- X –

Harry bebia sua cerveja amanteigada em silencio olhando para um ponto fixo, pensando em como chegará até aquele momento.

— Problemas no paraíso? – Rony parou ao seu lado e se serviu de cerveja

— É tão visível assim? – o moreno o encarou

— Muito. – o ruivo foi sincero, como sempre – Mas a culpa não é sua. Gina é quem esta estranha. Você consegue mentir muito bem. – disse rindo

— É um elogio? – Harry perguntou rindo

— Talvez seja. – o ruivo deu de ombros – Qual é o lance entre vocês? – perguntou ficando sério.

— Acho que meu casamento acabou. – Harry colocou para fora o que se passava em sua cabeça a semanas.

— Um casamento que tem uma bebe de nove meses no colo dos pais não pode ter acabado. – Rony disse tentando não rir. Harry riu um pouco quando entendeu a piada do amigo.

— Mas acho que acabou. – ele disse olhando para os lados.

— Por favor, siga-me até meu escritório. – o ruivo fez sinal para que o acompanhasse e os dois seguiram até o antigo quarto de Rony. – Não entendo por que mamãe insiste em manter tudo como do jeito em que deixamos quando saímos de casa. Dá uma sensação de que ela quer congelar o tempo. – o ruivo disse.

— Talvez ela quisesse isso. Ou queria voltar no tempo. – Harry observou

— Deve estar ruim mesmo você e a Gina hein!

— Tá péssimo! – o moreno se se encostou ao guarda roupas velho. – Ela só faz reclamar. Primeiro começou reclamando do Ministério, depois do meu trabalho, de que está cansada, agora reclama de tudo o que faço ou quando tento ajudar. Parece que ela está de saco cheio de mim. Quanto mais tento me aproximar mais ela me repele. – ele soltou tudo de uma vez, como se estivesse engasgado.

— Típico da Gina. – Rony deu de ombros como se não fosse coisa importante e Harry o olhou feio – Mas a Hermione sempre faz isso comigo quando faço algo que a aborreça. – completou rápido.

— Acho que a Gina não gosta do meu trabalho. Ela repete mil vezes que trabalho de mais. Pior é quando diz que ainda acho que sou O Eleito e quero salvar o mundo.

— E você não é? – o ruivo o encarou – Um dia você foi O Eleito e salvou o mundo. Eu lembro, até estava na batalha vendo meu irmão morrer.

— Ela acha que eu trabalho de mais. Que chego tarde. Que não vejo as crianças. Que nos só brigamos. – Harry suspirou

— Cara, você já parou para pensar que ela pode estar certa?

— Hãm? – o moreno olhou o amigo como se ele estivesse falando o maior absurdo do mundo

— Cara, eu trabalho na mesma repartição que você. Até dividimos o escritório, caso não se lembre, e não tenho essa carga de trabalho. Eu tenho um horário fixo, tiro meus fins de semana de folga e ninguém me manda patronos a qualquer momento do dia.

— Mas eu sou o chefe da repartição. – Harry justificou

— Sério Harry. Gina está certa. O problema não é você ser auror ou ser o chefe da repartição e qualquer outra coisa. O problema é você ser Harry Potter.

— Não vejo nenhum sentido nisso. – o moreno admitiu

— É muito mais fácil ter o Menino que Sobreviveu lutando de frente em uma missão do que ter o melhor amigo e cunhado dele. Ainda mais quando todos sabem que o Menino é tão dedicado à causa. – Rony falou pausadamente, como se converse-se com uma criança e Harry limitou-se a ficar em silencio pensando no que acabará de ouvir do amigo.

— Na verdade, era tudo o que Gina vinha falando para ele ao longo das semanas, quase meses.

— Admite cara. Gina tem razão. – o ruivo deu uma leve tapa em seu braço. O moreno sorriu de leve.

— No que está pensando? – Harry perguntou ao amigo quando percebeu que ele olhava fixamente para a cama de solteiro velha.

— Estou sentindo saudades da época em que eu e Hermione dividíamos essa pequena cama.

— Tudo era mais fácil, mesmo com todas as dificuldades. – o moreno riu

— Não tinha choro de criança a noite atrapalhando as atividades. – o ruivo disse rindo

— Meu amigo, tenho brigado tanto com Gina que nem sei mais o que são atividades. A mulher tá que só falta me enfiar uma faca. – Harry disse rindo

— E que seja assim. Ainda não aceitei essa situação de você desvirginando minha irmãzinha e debaixo do meu teto. – os dois riram – É sério cara. Ainda vou azarar você se fizer minha irmã sofrer mais do que ela já está sofrendo. – o ruivo ficou sério.

— Já sei que estou sendo um idiota. – Harry admitiu.

— Assim que eu gosto. O Eleito, sendo um paga pau e fazendo as vontades da esposa. – Rony voltou a sorriu.