Problemas Emocionais Não São Apenas Para Mulheres
1 Eu, Amiga. - Parte Um.
Notas iniciais
Então... essa fanfic era para ser postada faaaz tempo para o desafio do grupo Fanfic Naruto Shippers, mas sinceramente, perdi o prazo, me atrasei, rolou briga na minha família por causa de dinheiro e me estressei por colocarem a culpa em mim e me matei de estudar e fazer exercício para ver se eu ficava menos puto da vida.
Me culpabilizo pelo atraso da fanfic do desafio, mas espero que ainda me incluam nisso (ou não, aí eu choro :((( a )
A música tema e que inspirou essa fanfic foi: Young and Beautiful - Lana del Rey. Coloquei ela no replay xD
— Eu não entendo. — Hinata ergueu-se de onde estava e espalmou a mão sobre a capa do livro, encarando a mulher em sua frente. — Porquê isso seria sobre mim?
— Você está lendo algo cujo título é “Traços de Personalidade e Manias que Podem Afastar Seu Namorado de Você.”, com licença mas isso beira ao absurdo. É ridículo.
— Sim... — Abaixou os olhos e deslizou os dedos, sentindo a textura do livro novo, pego em uma prateleira do próprio local em que trabalhava. — É uma pena que tratem a insegurança como algo exclusivo do gênero feminino.
— Hm, perdão? – Sakura esboçou um sorriso de canto e franziu as sobrancelhas, tentando entender o que dissera e fazendo o mínimo esforço para transmitir empatia. Não conseguia de fato compreender como Hinata tentava esconder algo sendo que era óbvio sua insegurança e não precisava ser um gênio para descobrir isso.
— Digo, trabalhamos em uma biblioteca enorme, classificamos e categorizamos cada mísero livro que chega a cada dia, além de organizar cada um deles que são deixados em qualquer lugar por aí. – Desviou o olhar da amiga, mirando as estantes ao redor de onde estavam. Algumas pessoas solo em computadores, outras em mesas com páginas abertas procurando por algo e várias rodando em círculo interessadas em alguma coisa, como se Hinata não soubesse que estavam disfarçando entre obras e exemplares apenas para passar o tempo. Ora, ela já fora uma estudante do ensino médio. — Você sequer se lembra de quantos livros sobre insegurança você de fato viu?
Sakura soltou um soprinho de divertimento pelo nariz. — Bom, você está segurando um, não?
— Não! – Engoliu em seco, talvez tenha se exaltado um pouco ao elevar o tom de voz, ação que fez sentir um breve tremor em um de seus ouvidos. Não era atoa que não gostava de gritaria, realmente a incomodava. — Estou segurando a — porcaria — de um livro sobre como me portar diante do meu namorado para que ele sei lá, não me largue e comece a dizer para qualquer santo que apareça em sua frente algo como ''ah, ela era meio doida, né?''. Você acha isso normal?
Com os olhos foscos, Sakura alternava seu olhar pelo livro entre as mãos de Hinata, o celular vibrando em uma notificação de alarme e um grupo de adolescentes subindo o tom em um nível não permitido para o horário e local. No momento, não saberia dizer em que ou no que a jovem mulher pensava. Os fios do cabelo curto e róseo sendo enrolado pelo indicador transmitia uma breve sensação entre "viajando na maionese" e "talvez eu tenha esquecido o ferro ligado e minha casa esteja pegando fogo". — Não, Hina, não acho. Trabalhamos em uma cidade pequena com pensamentos pequenos que se recusam a acreditar que podemos ser bem mais do que donas de casas ou bibliotecárias cansadas.
Oh, mas não somos realmente bibliotecárias, estamos apenas substituindo até que encontrem alguém realmente apropriado para isso. Pensou com seus botões, mas se permitiu ficar na sua enquanto analisava o levantar rude e a virada brusca de Sakura.
— Ei, silêncio! − Um baque na mesa foi ouvido e Hinata deu um pequeno pulo em seu lugar — Vocês não sabem ler ou não possuem noção de realidade, moleques? Não. Pode. Gritar. Peguem a droga de um livro e ao menos finjam que estão interessados no conhecimento para a carreira estudantil de cada um de vocês!
— Ah, Dona Haruno! Nem estamos falando tão alto e todos já foram embora! — Um garoto que não devia ter menos de quinze anos retrucou, usando os dedos para arrumar o cabelo arrepiado por gel e dando um sorriso zombeteiro, como se fosse a criatura mais pura e louvável deste mundo. — Se nem a irmã da Hanabi está incomodada pela gritaria por que você está?
Porque eu nem tinha reparado. — B-bem, não se preocupe com isso, Saky, já deu o horário de almoço e devemos fechar, todos já sabem e saem antes de ser uma hora.
— Não enche, Konohamaru! Sabe muito bem que não pode gritar pelo problema de Hinata e por estarmos na droga de uma biblioteca.
— É! A senhorita Hyuuga não reclamou! — Udon, o garoto com nome de macarrão, ajeitou o óculos redondo com os dedos e defendeu sem amigo, enquanto uma Moegi temerosa tentava, iludidamente, arrastar os amigos para fora.
— Não importa, calem a boca e saiam daqui, já vamos fechar! — Sakura decretou por fim. As mãos batendo de leve nas coxas para espanar alguma sujeira invisível para logo em seguida saltitar de um lado para o outro ajustando sua calça jeans. Hinata assistia lentamente, aguardando com paciência Haruno terminar seu breve ritual pós meio período de trabalho. — Oh, o que foi?
— Não terminamos de conversar. — Crispou os lábios, o livro que pessoalmente considerava ridículo e desnecessário fora jogado de qualquer forma entre as gavetas antigas e velhas, que possuíam um fundo falso — resultado do desgaste e mal uso — que a mulher agradeceu mentalmente por existir usando-o como cofre secreto. Seja para guardar algo que queira ler depois ou esconder o desperdício de dinheiro como tal objeto que residia alí. — Primeiro, debocha de mim e discorda, depois diz que tenho razão?! E-eu não entendo, você é minha amiga, mas antes de perguntar a situação prefere me julgar! O que aconteceu?
Sentindo o rosto arder, Hinata Hyuuga, se atreveu — não pela primeira vez — a debater, educadamente, com alguém. A respiração acelerada, o suor grudando na testa devido os raios de sol que insistiam em transpassar as janelas mesmo com as grossas cortinas deixava a franja dos fios azulados cada vez mais escura e o cabelo solto grudar em suas costas nuas pelo molde da blusa. Quer dizer, as duas sempre se deram bem, apesar da universidade insanamente enorme na cidade vizinha e frequentarem cursos diferentes, encontraram tempo para criar uma longa amizade com direito a amor, abraços, afeto, confiança e entre outros diversos sinônimos de boa companhia e lealdade. Mesmo que tais qualidade não esteja sendo aplicada nos últimos dias.
Sakura admirou os olhos perolados, tão límpidos quanto uma lua cheia em uma noite de verão na madrugada de, bom, não se recordava em qual mês ocorria tal estação, mas ainda sim, claros e bonitos o suficiente para Sakura sentir-se segura ao olhar para eles e deixava-se tornar uma poeta incompreendida que procurava rimar lilás com... voraz? Tanto faz. Suspirou desgostosa. Os dedos tamborilando o antebraço cruzado em modo pensativo. Sentia-se mal em tentar achar uma parte agradável em Hinata que na realidade era incômoda para sua amiga. — Eu me preocupo com você, mas você não se importa com a minha opinião. Isso aconteceu, entende?
— Não imaginei que ainda estivesse chateada, conversamos sobre isso. — Pegou um óculos escuro de sua bolsa, fechando o zíper em seguida. O horário no celular marcava quinze minutos e sei lá quantos segundos de atraso para o horário de almoço e não se importava em deixar de perder o almoço de um dia para uma conversa sincera. — Mas ainda sim, prefiro que seja mais flexível e aja como... c-como uma...
— Prefere que eu não aja como uma amiga falsa. — Interrompeu, sabendo que não era a palavra que a Hyuuga usaria visto seu vocabulário tão eloquente e rico de sinônimos, antônimos, eufemismos e dezenas de mómómós possíveis.
— Sim, exatamente. — Ou não. — Imagino que ainda se lembre do que falamos... — Hinata enfim colocara os óculos escuros e terminava de arrumar a mesa para pegarem o ônibus intermunicipal. Geralmente, as duas, juntas, rondariam a biblioteca toda procurando livros soltos em lugares aleatórios e computadores ligados para colocarem novamente em seus lugares e desligarem, mas ora, era sexta-feira e alguma das duas teria que abrir o local na segunda mais cedo e, sinceramente, ninguém estava com cabeça, coragem e paciência para realizar tal ato.
A bolsa cheia pendurava para trás devido a mania de sempre usar as alças até o limite, enquanto o pingente de flor balançava para lá e para cá em um movimento incessante. Era impressionante como tenha durado mais de três anos sem nenhuma troca para algo novo, mas como sempre dizia Hinata ‘’Não podemos nos livrar de algo apenas por parecer sujo, encardido, imprestável e no fundo do poço!’’ como se falasse de uma pessoa real.
Deu uma risadinha. Ah, achava aquilo uma graça. Se soubesse o quanto seu dia muda apenas por conhecer alguém que se importa com os mínimos detalhes. Mesmo inanimado. Talvez a única qualidade sua seja encontrar bons amigos.
— Sakura?!
Oh, claro, Hinata ainda estava alí, esperando uma resposta pelo seu comportamento comicamente contraditório e desprezível. — Desculpe, me perdi nos meus pensamentos. — Debruçou-se sobre a mesa, analisando um dos livros que a garota em sua frente sempre levava para lá e para cá desde o começo do semestre. “Relações Interpessoais.” — Hm... esse livro não é do seu semestre passado?
As mãos frias e suadas demonstraram seu nervosismo. — Certo, eu lembro sim do que você disse. — Declarou, por fim. Mergulhando em pensamentos que de certa forma, a entristecia.
Notas finais
Foi revisado por cima, mas garanto que não há erros tão grotescos assim. Vai ter parte dois desse ''capítulo'' pois ficou muito longo (4k), vou postar agora mesmo, só vou terminar de arrumar algumas coisas e adicionar o capítulo seguinte.
Foi revisado por cima, mas garanto que não há erros tão grotescos assim, mas qualquer coisa me avisem.
A capa foi feita faz um tempinho e perdi os autores das artes, me deem um tempinho que irei atrás :D
Obrigado por lerem. Ah, vai ser uma história curtinha, cinco capítulos no máximo, ok? Hahhehheahe, sempre quis escrever uma SasuHina. Até a próxima, abraço.
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