Problemas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa leitura!
Merida corria livre pela vasta floresta sem medo nem restrição afinal conhecia aquela floresta desde o dia em que nascera e sabia andar nela de olhos fechados.
A natureza era tão melhor que os salões de festa cheios de gente que era obrigada a comparecer.
Desde jovem sua mãe tinha-lhe ensinado a se portar igual a uma dama e a ter o máximo de decoro pois era o esperado da filha de um duque porem ela se sentia desconfortável naquele ambiente. Era horrível com a dança, chegava mesmo a ser desastrada, não conseguia interessar-se pelas fofocas e conversas banais e fúteis que a nobreza conversava e preferia jogar-se de um precipício do que casar-se com qualquer um daqueles jovens nobres ricos e sem personalidade nenhuma. Eram ricos, pálidos e completos idiotas que achavam que as mulheres eram apenas troféus.
Sempre que podia fugia para a floresta onde podia treinar arco e flecha e ser ela mesma sem a maquiagem, as jóias e os longos e pesados vestidos que era obrigada a usar. Ela era uma caçadora não uma dama que deveria se casar com um nobre a fim de se tornar apenas um adorno ou um troféu, queria mais do que aquilo. Se um dia por ventura viesse a se casar seria com alguém que aceitaria seu modo de ser e como isso era quase impossível ela nunca se casaria.
Seus longos cabelos vermelhos dificultavam um pouco a visão mas aquilo não fez com que ela parasse, muito pelo contrário, só a fez correr com maior vontade enquanto gargalhava alto. Aqueles segundos de liberdade eram tudo para ela e faziam sentir-se como se voasse.
Mas um galho no lugar errado fez com ela tropeçasse e caísse no chão sujando assim sua única calça — que só conseguiu depois de muitas discussões com sua mãe — Já que ela nunca tentaria correr com um dos seus vestidos de baile.
Merida levantou-se do chão e aproveitou o momento para descansar enquanto aproveitava para escutar os sons da floresta. Cada galho, cada animal, cada pedra parecia ter vida própria e parecia cantar.
— Lady Dunbroch. – O chamado de um dos servos tirou Merida da sua hipnose. O servo vinha a cavalo e estava aflito pois vinha com a mensagem urgente de sua mãe: ela deveria regressar imediatamente a casa pois tinham algo urgente a tratar.
Merida montou no cavalo que tinha sido trago pelo servo e regressou relutante a casa dando assim a deus a sua liberdade. Sabia que o motivo da chamada era algo relacionado ao desejo de sua mãe de lhe ver casada por isso andou o mais lentamente que podia mas mesmo assim chegou a casa.
Quando chegou a casa tratou logo de subir ao quarto e vestir algo decente antes de descer a presença dos pais. Sabia que caso se apresentasse a mãe vestida com uma calça receberia um castigo nada bonito. Além do que na época em que se encontrava, uma mulher vestindo calças era algo escandaloso.
— Mandou me chamar? – Perguntou Merida entrando na sala enquanto interiormente amaldiçoava por ter de usar um vestido tão apertado e de ter que arrumar seu cabelo naquele penteado tão antiquado. Tudo nela apertava e coçava.
— Sim minha filha. – Respondeu incerto seu pai. Ele possui os olhos cheios de culpa, algo que alertou Merida de que algo estava muito errado.
— Tendo em consideração ao fato de você não ter mostrado interesse em nenhum dos seus pretendentes, nós arranjamos um noivo para você. – Explicou calmamente Eleonor, ela pretendia que a filha se casasse com um duque e tivesse um futuro próspero e feliz. Não conseguia entender como é que a filha detestava quando falavam de casamento, aquele era o sonho de toda jovem: casar e ter filhos.
— Eu não pretendo deixa-la aprisionar meu futuro minha mãe. – Merida declara tentando acalmar sua raiva. Ela não se tornaria um fantoche na mão de sua mãe. – Seja lá quem arranjaste, deves desculpar-te imediatamente e terminar o noivado. Não me casarei com um desconhecido.
— Acho que não entendeste Merida, eu não estava perguntando-te se aceitas. Eu estava apenas te informando que vais te casar, e a propósito o teu noivo encontrasse na sala de estar esperando te.
Merida sentiu todo seu mundo girar e pensou que fosse vomitar. Sua mãe tivera a coragem de fazer aquilo consigo? Prometer sua própria filha em casamento a um desconhecido?
— Caso não te cases com ele mandaremos-te para um convento Merida, estou farta da tua imaturidade e rebeldia. – Ameaçou a mãe zangada. Aquela seria a última chance que ela estava dando á filha. Merida tinha tido 4 pretendentes na temporada passada mas tinha dado um jeito de fazer todos os quatro fugirem amedrontados. Mas dessa vez ela arranjara um pretendente a altura da rebeldia de Merida: um jovem duque que tinha acabado de voltar ao país depois de várias expedições, ele era lindo, rico e aventureiro resumindo perfeito.
Por mais que lhe doesse tomar uma decisão assim sabia que era o certo pois um dia ela e Fergus morreriam e Merida não teria nada. Tudo que fazia era para o bem de sua filha e esperava que Merida um dia entendesse.
— Por favor meu amor, tenta primeiro conhece-lo. — Suplicou Fergus tentando dissipar a tensão que se fazia entre Eleonor e sua filha.
Por amor ao pai Merida concordou mas ela pretendia fazer com que seu noivo fugisse igual aos outros. Não permitiria que sua mãe lhe chantageasse. Preferia virar freira a casar-se com um desconhecido que não amava.
Se dirigiram para a sala enquanto Merida pensava em um plano para acabar com o noivado. Ela convidaria o noivo para um passeio, e ali o convidaria para um duelo. Merida nunca perdia uma luta com espadas por isso sabia que o noivo ficaria amedrontado ou indignado por uma dama ser tão “ selvagem”e cancelaria o casamento, pois os homens nobres queriam mulheres frágeis e burras que lhes fizessem todas as vontades sem dizer nem um pio. O plano era simples mas perfeito.
Pelo menos naquilo que Merida acreditava até por os olhos em seu futuro marido.
Era um lindo jovem moreno com cabelos desalinhados de uma forma sexy e de olhos verdes penetrantes que olhavam para Merida com a sagacidade de um predador. Eram os olhos mais verdes que ela já tinha visto.
Ela estava em choque com tamanha beleza e porte. Ele não se parecia em nada com aqueles nobres que conhecera nos salões de festa. Um simples olhar dele fez com um nó se formasse no estômago de Merida e fez seu coração bater tão rápido que parecia cavalgar.
E no momento em que Hiccup Strondus sorriu para Merida ela soube que estava com sérios problemas…
Notas finais
Tchau e até a proxima.
P.S É minha primeira one shot do gênero por isso perdoem qualquer coisa e deixem dicas para eu poder melhorar.
Fale com o autor