Problemas

29 Fortes emoções


Notas iniciais
Gente podem gritar aleluia, eu postei no dia certo e esse capitulo tem algo de diferente: tem uma imagem

— Você não ia me chamar, não? — Pergunta Ethan.

Estou com a mão na maçaneta pronta para sair, mas não estava nos meus planos levar Ethan.

— Você quer mesmo ir? Eu vou ficar perguntando várias coisas, ele vai mostrar fotos da minha mãe e tenho certeza que vou chorar...

— Namoro é para as horas boas e ruins.

— Mas eu estou te livrando de algumas horas ruins.

— Eu quero ir com você.

— Eu sei, mas eu vivi com a minha mãe durante todos os anos que fugimos do "caçador"...

— Tudo bem, eu confio em você.

— Confiar em mim? Por acaso você esta com ciúmes do Matthew?

— Você esta fazendo tanta questão pra ir sozinha.

Beijo Ethan.

— Eu te amo. — Digo.

Ele me olha confuso.

— Não estou entendo nada...

— Esse é o único motivo que você precisa para confiar em mim e eu nunca te disse isso.

Ethan sorri.

— Boa sorte.

Saio de casa e olho o telefone atras da foto. Será de Matthew? Eu ligo pra ele agora ou espero um pouco mais? Decido esperar e Matthew não demora pra chegar.

— Desculpa a demora, minha mãe ta arrumando umas coisas. — Diz Matthew quando entro no carro no qual estava dirigindo.

— Posso saber o que é?

— Ela ta pensando em morar aqui em Stonebridge, pra ficar mais perto do meu pai.

— Seu pai esta na cadeia em Sheffield.

— Eu sei, mas ela gostou de morar numa cidade pequena.

— Você acredita no que seu pai fala? — Pergunto preocupada. Será que Matthew queria continuar o que seu pai começou?

— Claro que não, lobisomens não existem. Além do mais não acho que você é bonita demais para um lobisomem.

Olho brava para Matthew.

— Eu tenho namorado.

— Ah, não. Aquilo não foi uma cantada. Mas qual é: o quê estava na sua casa ou o quê estava matando aula com você?

— O quê estava matando aula comigo, o nome dele é Ethan.

— Seu pai descobriu?

— Não. Um professor viu a gente, mas o convenci e de que nem tínhamos saindo ainda.

— Matou aula por quê? — Fico vermelha instantaneamente. Quando matthew percebe ri. — Entendi... Não se preocupe, já matei muita aula pra fazer isso. Bons tempos...

— Você terminou o colégio?

— Não parece, mas sim. Estou fazendo faculdade de Educação Física.

— Você não tem cara de quem quer ser professor.

— E não quero. Quero ter minha própria academia.

— Legal.

Chegamos ao Bernie's.

— É tão estranho só ter uma opção para comer fora.

Rio.

— Você se acostuma.

Lá dentro só tem uma mesa ocupada. Também, quem mais vai comer fora em plena segunda-feira? A mãe de Matthew passa repetitivamente a mão na calça.

— Oi. — Ela diz ainda olhando para baixo.

— Oi. — Respondo nervosa. Nem imaginava o que ela devia estar pensando.

— Mãe, essa aqui é a Zoe. — Diz Matthew. Ele parecia ser o único tranquilo.

— Zoe, essa aqui é a minha mãe. Meio obvio...

Me sento na mesa. Ficamos em silêncio por alguns minutos. A Sra Baker tinha os cabelos bem vermelhos, mas as raízes já tinham um pouco de branco. O garçom chega perguntando o que vamos comer.

— Já que nenhuma de vocês duas estão com vontade de falar... Pode ser um x-bacon pra cada um. Quem não gosta de bacon?

Depois que o garçom vai embora, o silêncio volta.

— Você estava com sua mãe naquele dia? — Ela pergunta pela primeira vez olhando para mim.

— Sim.

— Você viu sua mãe morrendo? — Ela pergunta assustada.

— Não. Um garoto me ajudou a fugir, depois eu descobri que ele era meu meio-irmão.

— Uau! Que coincidência. — Comenta Matthew todo animado.

— É... O meu pai teve um filho antes de se casar com minha mãe, eu só soube disso quando ele contou para nós dois.

— Olha, sua vida daria um bom filme.

— Um filme triste, isso sim.

— Eu diria um livro do John Green.

Sorrio.

— Pode ser.

— Eu me sinto tão boba ao lembrar que quando vi a foto de Susan na escrivaninha de John, achei que ela fosse sua amante ou algo do tipo.

Uma imagem da minha mãe cheia de sangue indo para cama com o "caçador" aparece na minha mente. Sinto ânsia.

— Nossa, lembra de quando o pai falou que íamos para o Estados Unidos. Eu chorei tanto, não queria me despedir dos meus amigos.

Pela primeira vez passa pela minha cabeça que John não destruiu só a minha família, como também destruiu a sua.

— Um dia que nunca vou esquecer é quando meu pai descobriu que minha mãe fugia do John, a primeira coisa que ele disse foi que mataria ele.

Paro de falar, isso não era algo pra se falar num jantar.

— Pode continuar. — Diz a Sra Baker.

— Minha mãe não deixou, ela disse exatamente assim: "só de pensar em matá-lo, você já está sendo igual a ele". Depois eles se... bateram. — Por pouco não disse se transformaram. — Nunca vou me esquecer do que ela disse.

Os dois olham espantados para mim. Com certeza não esperavam isso. Felizmente os hambúrgueres chegam bem nessa hora e dou uma mordida enorme no meu.

— Só quero deixar bem claro, que qualquer coisa que você precisar, nós teremos o prazer em ajudar. — Diz a Sra Baker.

— Ah, e como prometido as fotos. — Fala Matthew puxando uma caixa debaixo da mesa. — Pode ficar com tudo, se meu pai um dia sair da prisão quero isso bem longe dele.

Toco a caixa como se ela fosse extremamente perigosa. Puxo a tampa e a primeira foto que vejo me emociona mais que a que Matthew me deu, era minha mãe grávida talvez com uns oito meses.

— Como ele tem essa foto? — Pelo que minha mãe dissera o "caçador" ainda não tinha a achado.

— Sua mãe fez um book quando estava grávida, essa foto estava na casa do fotógrafo. — Diz a Sra Baker.

Notas finais
E aí gostaram? Estou pensando em colocar mais fotos de outros personagens