Problemas
51 Adeus cheirinho de suor!
Notas iniciais
Sigo Ethan ainda sem entender muito o quê estava acontecendo. Ele entra cada vez mais fundo na caverna.
— Olha, eu estou começando a ficar um pouco nervosa.
— Não confia em mim? — Pergunta Ethan se virando e sorrindo pra mim.
— Claro que eu confio, mas tem certeza que você ainda se lembra daqui?
— Lembro.
— É que eu tenho quase certeza que estamos andando em círculos.
Ethan para e olha ao redor.
— Talvez você tenha razão.
Enquanto dou risada, sinto as mãos de Ethan por baixo da minha camiseta segurando minha cintura.
— Estou começando a ver quais são suas intenções me trazendo aqui.
— Eu com segundas intenções? Impossível. — Beijo Ethan. — Talvez você tenha razão de novo.
Puxo ele pra mais perto. Enquanto nossos labios se tocam, minhas mãos tiram sua camiseta e as suas abrem o zíper da minha calça.
— Espera aí apressadinho!
— O que foi? — Ele pergunta sorrindo.
— E se alguém ver a gente aqui?
— Relaxa ninguém vem aqui. Quer dizer, ninguém vem aqui sem segundas intenções.
Dou risada.
— Tem mais um probleminha.
— Na verdade, não tem não.
Ethan tira um quadrado do bolso.
— Não acredito que você trouxe uma camisinha pra cá?
— Qual o problema? Os caras adoraram isso, sabia? Tive até que dar algumas, infelizmente.
— Quantas você trouxe?
— Umas vinte.
— Minha nossa! Eu não sei se vou me acostumar com esse seu lado.
— Tem algum problema?
— Nenhum.
***
— Onde você estava? — Pergunta Rhidian desconfiado.
— Eu estava na entrada dá caverna conversando com a Brooke. Por quê?
— A Maya estava te procurando.
— Onde ela está?
— Agora deve estar cuidando da mãe.
Viro para ir procurar Maya, mas Rhidian segura meu braço.
— Por acaso você sabe ir sozinha?
— Não...
— Só me segue.
Faço o quê Rhidian manda e percebo que ele está um pouco irritado, fico pensando se ele faz alguma ideia do que eu estava fazendo.
— Que bom que te encontraram! — Maya diz sorrindo. — Eu estou cuidando tanto da minha mãe que faz uma semana que eu não tomo banho. Eu acho que só água não vai adiantar muito no meu caso.
— Você quer o meu sabonete?
— Shampoo e condicionador também. Quero aproveitar que Noah me prometeu ficar ao lado dela.
— Tudo bem. Mas só porque eu trouxe um pouquinho a mais! — Digo rindo da nossa conversa. Acho que eu nunca pensei que um dia racionaria shampoo e condicionador.
— Obrigada. — Diz Maya rindo e beijando minha bochecha.
Vamos até a floresta, felizmente a chuva tinha parado então nosso único problema foi o barro, mas mesmo assim chegamos rápido ao lago. Maya é a primeira a tirar a roupa e mergulhar na água.
— Você não vem? — Ela pergunta.
— Deve estar muito gelada, não vou não.
— Não está não. — Diz Maya e joga água em mim.
— Não acredito que você molhou minha roupa. — Digo tentando ser brava, mas acabo sorrindo.
— Se não quiser que eu molhe mais, é melhor vir nadar comigo.
Tiro a roupa e me arrepio com a brisa gelada que passa por mim. Conto até três e pulo na água.
— Puta mer...
— Olha a boca, Zoe!
— Ta muito gelada.
— Eu sei. Vamos conversar que a gente esquece o frio. — Diz Maya pegando o sabonete.
— Como que está o coraçãozinho?
— Como assim?
— Está livre? Pra alguém que por acaso gosta muito de você?
— Ah... Você está falando do Matthew?
— Sim.
— Eu tento não pensar muito nele. Meus pais me conhecem super bem, sabem quando eu estou apaixonada.
— E qual o problema?
— Matthew é um humano. Meus pais não vão gostar muito...
— Mas seu irmão não falou da Kim?
— Não... Eles acham que é alguma wolfblood domesticada, meu pai não gosta muito disso não.
— Sério? Não pareceu quando o vi pela primeira vez.
— Eles não falam isso pra gente, mas já os ouvi conversando.
— Mudando um pouco de assunto, você cuida da sua mãe também na lua cheia?
— Por que essa pergunta?
— É que eu quero passar por ela com você.
— Acho que posso sim. Ela fica bem forte nesse período.
Dou um abraço na Maya e fico com o rosto e pescoço cheios de espuma. De repente alguma coisa pula na água e nos assusta, só relaxamos quando vemos os olhos azuis de Joy pra fora.
— Minha nossa! Ela cresceu tanto.
— Eu sei.
— E ela é super parecida com você.
— Pois é, meu pai acha que é coincidência. Não contei sobre o desenho que o Matthew viu.
Joy nada para perto de nós.
— Fico feliz que seu pai aceite o Matthew. — Diz Maya.
— Na verdade ele não aceita. Eu converso com ele só por mensagem mesmo.
— Talvez isso seja com todos os pais.
— Eu entendo meu pai, o pai do Matthew matou minha mãe! Na cabeça dele o Matthew acredita tudo no que o pai dele fala, eu também achava isso.
Joy para bem perto do meu peito, abraço-a procurando por um pouco de calor.
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