Private Party
3 Saturday Night
Notas iniciais
Sei que demorei a atualizar, é que por incrível que pareça minha outra fic dá mais trabalho que essa aqui!
Mas vamos deixar de conversa e ler não é?
Boa leitura ;)
POV BELLA
“My heart's a stereo. I beats foy you, so listen close. Hear my thoughts in every note, ohoh.”
Oh não. Por favor, não!
“Make me your radio. Turn me up when you feel low. This melody was meant for you. To sing along to my stereo”.
Maldito celular ligado!
“If I was just another dusty record on the shelf. Would you blow me off and play me like everybody else?”
Gemi, enterrando o meu rosto no travesseiro.
“And if I asked you to scratch my back, could you manage that?”
Percebendo que Stereo Hearts ft. Adam Levine do Gym Class Heroes não pararia de tocar, pois quem quer estivesse do outro lado da linha era pelo visto bastante insistente, abri um olho e debrucei-me na cama, esticando o braço para alcançar o meu celular em cima da mesa de cabeceira, ao lado do abajur. Grunhi quando vi o nome no visor.
– O que você quer Alice? – perguntei ao atender, com a minha voz baixa e rouca de sono.
– Boa tarde pra você também. – ela riu.
– Você me acordou! – rosnei para ela.
– Eu sei. Mas já passam do meio-dia, querida.
– E eu só dormi por cinco horas. Então dá licença que quero dormir mais.
– Não desliga. – ela gritou. – Que tal almoçarmos juntas? Eu, você e Rosalie?
– Almoçar? Alice, eu só quero dormir.
– E você vai, mas só à noite. Qual é, Bella, aposto que não comeu nada desde ontem. Você precisa recuperar as energias. – apesar do sono, não me escapou a malícia no tom de sua voz.
– Vá com Rosalie. Tenho certeza que ela vai aceitar o convite quando você convidá-la. Posso te dar o número dela.
– Esqueceu que trocamos os números dos nossos celulares quando estávamos indo embora? Além do mais, já nos falamos.
– Quem, você e Rose?
– Sim. Ela nos enviou uma mesma mensagem de texto, agradecendo por ontem e nos convidando para almoçar e conversar sobre a festa, mas acho que você ainda não teve a oportunidade ler.
– Não, não li. – disse, rolando na cama, ficando agora de frente para o teto.
– Então. Retornei a ligação e nós combinamos o almoço. E nem pense em dizer que não vai. Vamos arrastá-la dessa cama.
Bufei, passando a mão livre pelos meus cabelos.
– A que horas?
– Agora. – grunhi. – Calma. Rosalie está vindo me buscar daqui a pouco e depois pegamos você. Assim terá tempo suficiente para tomar banho e se arrumar, combinado?
– Tenho escolha? – inquiri sarcasticamente.
Ela riu.
– Não. Agora tira esse traseiro da cama e vá tomar banho.
– Tudo bem. – suspirei. – Até daqui a pouco.
Após encerrarmos a ligação, joguei o celular ao meu lado na cama. Passei a língua pelos meus lábios, sentindo a minha boca seca.
Saí debaixo das cobertas e levantei relutantemente da cama, nua, indo em direção ao banheiro. Abro o chuveiro e deixo a água morna escorrer pelo meu corpo. Ponho xampu no cabelo e sinto a minha cabeça latejar um pouco, efeito do álcool. Enquanto passava sabonete líquido na minha pele, pude sentir um desconforto semelhante a dores musculares nas minhas pernas e um pouco nas costas, fruto da intensa atividade física da noite.
Terminei o banho e me enrolei numa toalha. Fui até a pia e enquanto escovo os dentes, observo o meu rosto pálido e cansado através do espelho. Após terminar a escovação, tirei a toalha do corpo e enrolei os meus cabelos com ela, vestindo um robe branco, saindo em seguida do banheiro.
Vou até a cozinha e bebo um copo cheio de água, tamanha a minha sede. Encho novamente o copo, e vou andando com ele na mão de volta para o meu quarto, colocando-o em cima da mesa de cabeceira. Tiro o robe e me sento na ponta da cama por alguns minutos, enquanto passo um hidratante corporal, e logo depois o desodorante. Por se tratar de um domingo e prefiro vestir roupas mais confortáveis, pego um jeans skinny escuro, uma blusa cinza soltinha com mangas e ombro caído, nos pés uma sapatilha preta. Como não teria tempo de secar os cabelos, apenas penteei, mantendo os fios úmidos.
Apliquei um pouco de corretivo, base e pó no rosto para suavizar as olheiras e o aspecto cansado, colocando em seguida apenas gloss nos lábios. Enquanto arrumava minha bolsa, colocando dentro a carteira, celular, nécessaire e alguns outros objetos, o interfone tocou. Era Laurent, o porteiro, avisando que Rosalie e Alice estavam lá embaixo, à minha espera. Coloquei um pouco do Chanel nº 5, peguei a bolsa, o Ray-Ban Wayfarer e caminhei até a porta, trancando-a quando passei.
– Bella, você sabe que eu te amo, mas você podia ser um pouco menos bonita quando está de ressaca? – inquiriu Alice enquanto eu sentava no banco de trás do conversível BMW vermelho de Rosalie.
– Quem sabe da próxima vez, se você me deixar dormir. – respondi com um sorriso, colocando o Ray-Ban no rosto.
– Hey gata. – cumprimentou-me Rose. – O que acha de irmos ao JoJo? – olhou-me pelo retrovisor.
– Perfeito! E é aqui perto. – concordei com entusiasmo.
– Faminta? – perguntou a loira.
– Agora que despertei e você falou no JoJo, estou. – respondi, olhando a rua.
– É o que dá gastar calorias por tantas horas e não empurrar nada no estômago. – comentou Alice.
– Isso porque ela preferiu empurrar outra coisa, e que não é bem pelo estômago que entra. – disse Rosalie, começando a rir, assim como Alice.
Revirei os olhos e sorri.
– Cara, isso não foi nem um pouco legal. – eu disse a elas. – Até parece que fui a única.
– Shhh. Vamos deixar esse tópico para o almoço. – Alice disse em voz alta.
Chegamos ao JoJo poucos minutos depois, pegando uma mesa próxima à janela, numa área mais reservada. Fizemos nossos pedidos, e enquanto esperávamos começamos a conversar, bebendo apenas água.
– E aí, quem começa? – perguntou uma animada Alice.
– Quem começa o que? – rebati.
– Não se faça de desentendida. – ela estreitou os olhos.
Rosalie colocou os braços na mesa, se inclinando na nossa direção, de modo que apenas Alice e eu pudéssemos escutá-la. – Falando sério. Eu estava vendo a hora de estarmos os seis transando na frente do outro na king size. Já pensou? – disse baixinho, com um sorriso sacana.
– Tipo um swing? – inquiriu Alice, divertida.
– Deus me livre compartilhar meu homem e assistir enquanto ele fode outra. – disse Rosalie, batendo três vezes na mesa.
– Foi muito louco. – eu disse, dando um gole na minha água. – Tenho que admitir que ainda estou surpresa comigo mesma.
– Onde diabos foi parar nosso juízo? – perguntou Alice retoricamente. – Devia ter algo naquela bebida.
– Não ponha culpa na minha bebida pela promiscuidade de vocês. – ralhou Rosalie, fingindo estar ofendida.
– Você quebrou duas regras numa só noite, Alie! – exclamei, sorrindo para ela.
– Regras? – questionou Rosalie.
– Não beijar e não transar com um cara na primeira noite. Ela quebrou as duas regras ontem, com Jasper.
– Na verdade, hoje. Já que era madrugada. – ela deu uma piscadela.
– Hmmm. Então que tal você começar a falar como foi o lance com o Jasper? – Rose pediu, com os olhos ansiosos.
– Tudo bem. – ela sorriu, se endireitando na cadeira. – Vocês notaram que ficamos flertando a noite inteira, certo? – assentimos – Então, quando estávamos dançando, num certo momento, ele inclinou a cabeça para um lado, eu sem querer para o mesmo, quando vimos ficamos de frente para o outro. Aí vocês já sabem, nos beijamos e não paramos mais.
– Depois disso vocês subiram? – perguntei.
– Um pouco depois que você e Edward subiram.
– Eu e Emmett ainda tivemos que esperar o Sean, Gabe e os dois amigos deles irem embora. – disse a loira, revirando os olhos. – Por isso demoramos a subir.
– Sean é seu primo? – perguntei a ela.
– Sim. E ele ficou a fim de você. – ela riu.
– É... eu percebi. – dei de ombros.
– Eu sei, ele é chato e não sabe dançar. Pode dizer, sei de tudo isso.
– Ele não é chato. Só insistente. E sim, se ele dependesse da dança para viver morreria de fome. – eu ri, fazendo as duas rirem também com o meu comentário.
– Ele é bonitinho. – disse Alice.
– Ele não é só bonitinho. – discordou Rosalie. – Ele é um gato. Mas aí competir com Edward é golpe baixo. – ela riu. – Mas vamos voltar, continua Alice.
– Hmm, bem... quando vimos o Edward e a Bella subindo, demos um tempo e fomos em seguida. Nós não sabíamos que eles estavam na sauna. Entramos lá e acabamos atrapalhando vocês. Desculpa, Bella. – ela riu.
– Não tem o que desculpar. Até porque nós também atrapalhamos, quando vocês estavam na hidromassagem.
– Vocês viram que nós... ?
– Sim. – eu ri.
– Ugh. Não acredito! – ela sorriu, arregalando os olhos. – O que vocês viram exatamente? Deu pra perceber que não estávamos usando nada na parte de baixo?
– Não vimos nada de vocês, relaxe. – Assegurei a ela. – Além da demora para permitir que entrássemos, num certo momento, quando Edward e eu estávamos na piscina, nós meio que vimos vocês... se movimentando. – expliquei.
Ela teve um ataque histérico de risos. Rosalie e eu a seguimos.
– Sério. Nós não queríamos olhar. – eu disse, cessando o riso. – Foi só por dois segundos.
– Seus voyeurs! – acusou, divertida. – E você e Edward? Por acaso estavam transando na piscina quando estávamos lá?
Dei uma longa olhada para ela, como se dissesse que isso era meio óbvio.
– Não? – perguntou Rosalie, arqueando uma de suas sobrancelhas perfeitas.
– Preciso mesmo responder? – respondi com outra pergunta, e logo em seguida o garçom chegava a nossa mesa com nosso almoço. Esperamos ele terminar de nos servir e se retirar para então continuarmos.
– Então vocês transaram na piscina enquanto Jasper e eu estávamos transando na banheira de hidromassagem? – questionou Alice.
– Unrrum. – respondi, enquanto mastigava. Limpei a boca com o guardanapo e continuei. – Por isso espiamos vocês. Queríamos ter certeza que não estavam olhando.
– Uau. Não percebi isso.
– Você estava muito concentrada em outra parte, Alice. – zombei.
– Sério, nunca passou na minha cabeça que a noite fosse terminar como terminou. – Rosalie comentou. – Nem falo de mim e de Emmett, mas... vocês, Jasper, Edward? Cara, nunca imaginei.
– Jasper é um amor. – comentou Alice.
– Oh! Já está toda derretidinha e só o conheceu ontem. – debochou a loira.
– Estou mesmo. Não vou mentir. Gostei dele assim que o vi. Ele tem todos os atributos físicos que admiro em um homem. Além disso, é simpático, inteligente, divertido. E ele foi muito gentil, ta bom?
– Quantas vezes vocês transaram? – perguntei.
– Só uma vez, na hidromassagem.
– Só uma vez? – franzi a testa.
– Sim. Quando descemos, ficamos naquele quarto, mas não passou de uns amassos. Passamos a maior parte do tempo conversando, nos beijando. E vocês? – ela perguntou.
– Emmett e eu, duas vezes. Na king size, quando vocês ainda estavam lá e nos atrapalharam várias vezes quando queriam passar. – ela fez uma careta, fingindo mau humor. – E quando foram embora.
– Sinto muito Rosalie. – Alice riu. – Mas o que podíamos fazer se só havia aquele caminho?
– Tá, tá. – ela revirou os olhos. – E você e Edward, Bella? Quantas vezes?
– Hmm quatro. – respondi.
Alice assobiou.
– O que?! – Rosalie praticamente gritou, chamando a atenção das mesas que estavam ali próximas. – Quatro vezes? – perguntou sussurrando quando percebeu que se excedeu na reação.
Assenti enquanto mastigava, vendo as expressões de incredulidade das minhas amigas.
– Pode desembuchando. – pediu Alice.
– Quais os lugares? – perguntou Rosalie.
– Na tenda, na king size, na piscina e na espreguiçadeira. – informei. – E ele ainda... me chupou. – disse baixinho a última parte.
– Cacete, Bella! Sua safada! – disse Rosalie, sorrindo com malícia. – Nem eu e Emmett, com todo o fogo que temos conseguimos transar mais de três vezes numa única noite.
– Pelos menos vocês chegaram a três. Comigo nunca rolou mais de uma vez.
– Ugh, Alice. Que ultraje! – disse-lhe Rosalie.
– Pois é. Frouxos. – ela se voltou para mim e sorriu, passando a língua pelos lábios. – Já Edward...
– É. Ele tem... muito fôlego. – brinquei. – Foi incrível. Enlouquecedor. – disse enquanto lembranças da noite me assaltavam. – Comigo também nunca tinha acontecido antes, vocês sabem. O máximo que aconteceu foi transar três vezes, com Jacob, mas ambos gozamos apenas duas vezes.
– Como assim transaram três vezes e cada um gozou duas? – inquiriu Alice, confusa.
Olhei para os lados, checando se alguém ouvia a nossa conversa. Notando que não, continuei.
– Numa noite, quando estávamos transando, na primeira ambos atingimos o orgasmo. Mas na segunda rodada, depois que gozei e Jacob ainda não, seu celular tocou e ele foi obrigado a atender, porque era uma ligação urgente que ele estava esperando. Mas quando encerrou a chamada, o tempo já tinha passado, então decidimos dormir. Só que, minutos depois, quando eu já estava praticamente dormindo, ele decidiu que queria gozar duas vezes também e me despertou. Então transamos a terceira vez, mas eu não estava suficientemente excitada para gozar de novo, então ele veio sozinho.
– Típico. Idiota. – disse Alice, balançando a cabeça.
– Não vamos contaminar a conversa desenterrando defuntos. – Rosalie se voltou para mim, e riu novamente. – Sério, Bella, estou chocada com você e Edward. Quatro vezes?
Eu ri, dando de ombros.
– Temos potencial. – disse a ela.
– É, eu sei, eu sei.
– E então. Quando vai rolar a segunda rodada? – perguntou Alice.
– Quinta, você quer dizer né? – inquiriu Rosalie a ela.
Eu ri.
– Não marcamos nada. Você ouviu, Alice. Estava no banco de trás quando ele nos deixou em casa.
Na volta, Edward decidiu vir dirigindo seu carro, comigo sentada no assento a seu lado, Jasper e Alice no banco de trás. A volta foi silenciosa, nós quatros esgotados, embriagados e com sono. Não percebi que cochilei até sentir uma mão afagando o meu braço. Era Edward me despertando, o carro parado na frente do meu apartamento.
– Chegamos dorminhoca. – ouvi a voz de Edward enquanto abria lentamente os olhos.
– Uh. Nem percebi que tinha cochilado. – disse enquanto me endireitava no banco do carro.
– Dormiu por todo o caminho. – ele disse, com aquele maldito sedutor sorriso torto.
Edward se inclinou e beijou-me de leve nos lábios.
– Eu te ligo. – ele disse, quando nossas bocas se afastaram.
Sorri para ele e saí do carro, esperando na calçada Alice se despedir de Jasper. Quando entramos no prédio, o Aston Martin partiu.
– Ele falou que ia te ligar. – disse Alice.
– Exatamente. Não marcamos nada.
– Rose, você que os conhece há bastante tempo. Eles... não são casados ou tem algum tipo de namorada, eles têm? – perguntou Alice, hesitante.
– Não, eles não têm namorada. – respondeu minha amiga e colega de trabalho. – Mas... não vou mentir pra vocês que eles não saiam com outras pessoas, afinal eles são homens. – ela olhou para mim. – Principalmente o Edward, que eu já vi com outras mulheres.
– O que você queria? Ele é solteiro, tem dinheiro e aquele carro, além de ser um dos homens mais lindos que já vi, com aquele cabelo bagunçado, olhos verdes e sorriso malditamente sexy. É óbvio que ele arraste um quarteirão de mulheres. Eu iria estranhar caso ele não saísse com nenhuma delas. – falei, pegando em seguida o cardápio para olhar as opções de sobremesa.
– Você esqueceu de acrescentar uma coisa. – disse Rosalie, sorrindo.
– O que? – franzi a testa.
– Além de fazer sexo quatro vezes e te chupar numa única noite.
Nós três rimos e logo pedimos a sobremesa, indo embora um tempo depois.
Quando estava no elevador, voltando para o meu apartamento, meu celular tocou. Era a minha mãe, zelosa como sempre, perguntando se estava tudo bem e para avisar que chegaria um pouco tarde aquela noite. Ao passar pela porta e trancar, peguei o controle da TV e joguei-me no sofá, checando se havia algo de bom. Como nada me interessou, desliguei e decidi voltar para o quarto e tentar fazer o resumo que precisava entregar no dia seguinte na faculdade. Tirei a roupa que estava usando e coloquei um short e uma camiseta, sentando na minha mesa de estudo e ligando o notebook.
Como estava cansada, o resumo demorou mais tempo do que eu esperava para ser concluído, e quando finalizei estava exausta e sentindo as pálpebras querendo fechar, resultado das poucas horas que eu dormira. Ainda era cedo, passavam das sete da noite, quando fui a cozinha e bebi um copo de leite, retornando para o quarto. Tirei toda a roupa, ficando apenas de calcinha, e me deitei, rapidamente dormindo. Nem cheguei a ver minha mãe voltar para casa.
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Estava praticamente correndo para a sala de aula naquela tarde. Meu horário de trabalho na Fortune Magazine desde que perdera o posto de estagiária para funcionária efetiva era bem flexível, para que não prejudicasse o meu último semestre na NYU. Mas alguns contratempos prenderam-me no meu setor até as três e meia da tarde, deixando-me em cima da hora para a aula do Sr. Cole, que pelo meu relógio possivelmente começara há cinco minutos.
– Bella!
Ouvi o grito de Alice atrás de mim, quando avançava pelo corredor, indo em direção a aula do Sr. Cole. Virei-me e a encontrei com um sorriso radiante.
– Oh. Você também está atrasada. – disse enquanto ela se aproximava.
– Jasper acabou de me ligar!
– Agora? – abri um largo sorriso, abraçando-a.
– Sim. Awww ele é um amor. – disse, quando começamos a caminhar, lado a lado, para a nossa sala.
– E aí? Como foi a conversa de vocês? Um pouco estranha? – perguntei.
– Nada estranha. Nem falamos sobre o que aconteceu na festa. Ele estava no hospital, disse que tinha visto uma mulher de cabelos curtos andando pelo corredor e lembrou-se de mim. Não é fofo?
– É sim, muito. – concordei com um sorriso.
– Ele me convidou para um encontro.
– Sério? – sorri maliciosa.
– Pare. – ela bateu o próprio ombro no meu ombro. – Não vamos fazer sexo. Ele me convidou para jantar, na próxima quarta.
– Então teremos muito assunto na quinta-feira. – falei, quando finalmente chegamos à sala de aula. Suspiramos de alívio ao ver que o Sr. Cole ainda não havia chegado.
– Ai, assim espero. – disse quando nos sentamos. – E Edward? – perguntou.
– O que tem ele? – perguntei despreocupada, enquanto abria a bolsa para colocar o celular no modo silencioso.
– Alguma notícia dele?
– Não. – sacudi a cabeça negativamente. – Ele não me ligou.
– Ainda não. Hoje ainda é segunda, tem a semana inteira.
Sorri para ela e guardei o celular de volta na bolsa.
– Boa tarde turma. Perdoem-me o atraso. – disse o Sr. Cole ao entrar, encaminhando-se para sua mesa, encerrando a nossa conversa.
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– Deus, como isso aqui fica o paraíso quando o seu barriga está viajando.
– Deixa o Sr. Sparks tomar conhecimento do apelido que você colocou nele, Rose. – comentei, enquanto tentava fazer o aparelho de fax funcionar.
– Ele nunca vai saber. – disse a loira, enquanto arquivava alguns e-mails impressos na pasta direcionada a eles, na estante de aço para escritório. – A não ser que você ousaria contar.
– Você sabe que minha boca é um túmulo. – disse, em seguida dei um soco no fax.
– Você já checou se tem papel? – perguntou.
– Sim, acabei de colocar um novo. Mas essa droga não quer funcionar e eu preciso receber esse fax. – falei, tomada pela raiva.
– Então quebrou.
– Impossível ter quebrado. Ele estava funcionando normalmente de manhã. E ninguém o usou além de mim hoje. Merda de fax. – resmunguei em voz alta, dando outro soco.
– Calma, Bella. Assim você vai quebrar de verdade o aparelho e machucar a mão.
– Ugh! Que ódio! – pus as mãos no cabelo.
– O que você tem? Está irritada, resmungando o tempo todo e está assim desde que chegou. Pensei que fosse mau humor matinal, mas já são quatro horas da tarde e o seu humor continua o mesmo. Não, está bem pior. – explodiu, com as duas mãos na cintura.
Voltei para a minha cadeira e me sentei, colocando os cotovelos em minha mesa e esfregando o meu rosto com as duas mãos, um puro sinal de frustração.
– Não é nada. Só estou cansada. – informei-a.
Ergui a cabeça e encontrei Rosalie parada na mesma posição, seus olhos se fechando em fendas, analisando-me milimetricamente.
– Tem certeza que é só isso? – perguntou.
Suspirei pesadamente e liguei o meu monitor.
– Sim. Não é nada. Só dormi pouco esta noite. – falei, tentando conter a minha irritação, que eu realmente não fazia idéia o porquê de estar tão irritada.
– Certo. – disse ela, retornando ao que estava fazendo. Pelo que eu a conheço, tenho certeza que ela não se convenceu com a minha resposta.
Eu não deveria estar irritada. Por que estou mesmo irritada? Sim, eu dormi pouco esta noite. Mas isso não é motivo suficientemente grande para estender o meu mau humor por tanto tempo.
A verdade era que eu estava evitando como o inferno buscar a origem da minha irritação.
– Bella. – chamou-me Rosalie após um tempo em que ficamos trabalhando em silêncio. – Posso te fazer uma pergunta?
– Claro. – respondi enquanto arrumava a minha mesa.
O silêncio que se seguiu, fez-me erguer a cabeça e olhar para ela.
– Você queria me perguntar alguma coisa?
Ela assentiu com a cabeça, antes de começar.
– Sei que já te perguntei isso ontem, er... Edward te ligou?
Hesitei antes de responder.
– Não. – disse, tentando parecer casual. Afinal, era essa a única resposta que eu tinha para a pergunta. Ele não tinha me ligado mesmo.
– Olha, amanhã à noite estamos indo no Soho. Um dos amigos dos rapazes, Jason, está se mudando para Paris e terá uma festa de despedida. Emmett me disse ontem que Jasper estava indo convidar Alice. Tenho certeza que Edward vai te ligar. – ela sorriu.
– Rosalie. – tomei uma respiração profunda. – Por que está me dizendo isso? Não é porque Jasper ligou para Alice e eles têm se encontrado que comigo e Edward deveria ser da mesma forma. Nós não temos nada um com o outro, não foi firmado nenhum tipo de compromisso quando saímos daquele motel. Fizemos sexo sim, foi ótimo, mas foi apenas isso. – jorrei tudo para ela.
– Hmm, claro, claro... é só que – ela parou, continuando em seguida. –, Edward é uma boa pessoa. Se ele ainda não lig...
– Ele não tem nenhuma obrigação de me ligar. – a interrompi.
– Eu sei que não, mas... talvez se você ligasse para...
– Eu não vou ligar. – a interrompi novamente.
– Certo, certo. – disse ela, aparentemente encerrando o assunto.
Terminamos de arrumar nossas coisas e finalmente ficamos livres para ir embora. Rosalie saiu do nosso setor se despedindo apressadamente, pois Emmett a estava esperando do lado de fora há meia hora. Hoje era sexta-feira, dia de ir para casa após o expediente, já que não tenho aula nestes dias. O que era um alívio, uma vez que eu não agüentaria mais um dia ouvindo Alice contar e suspirar o quanto Jasper era maravilhoso, atencioso e toda aquela baboseira que toda mulher conta para as amigas quando se está saindo com um carinha novo.
Entrei no elevador e desci até o estacionamento no subsolo, já que tinha vindo de carro. Minha mãe estava indo para Miami esta noite uma espécie de lua de mel antecipada com o seu namorado por cinco dias, então teria o automóvel para mim durante o período que ela ficaria ausente.
Antes de seguir para o apartamento, fiz uma parada rápida no supermercado, comprando alguns mantimentos que eu e minha mãe havíamos notado que estava em falta na nossa despensa.
Ao chegar em casa e colocar as sacolas na cozinha, fui ao quarto de minha mãe e a ajudei a terminar com as malas. Enquanto ela estava no banho, fui para o meu quarto e coloquei uma roupa leve, retornando à cozinha para preparar uma macarronada com molho bolonhesa para nós duas. O jantar foi agradável como tudo que eu e minha mãe fazíamos juntas. Bebíamos vinho enquanto ouvia Renée falar sobre Phil e os planos que ele começou a externar sobre um possível noivado.
Minha mãe estava radiante. A felicidade que ela estampava freqüentemente desde que conhecera Phil era palpável. Ela sempre fora tão solitária, desde que se separou do meu pai. Tivera alguns encontros, mas nada que valesse a pena transformar em algo sério, como o relacionamento de agora. Eu estava feliz por ela, por finalmente encontrar alguém.
Fora um pouco tempo depois que terminamos o jantar e arrumamos a cozinha que ouvimos o som da campainha. Enquanto Renée corria para o quarto em busca das malas fui abrir a porta para Phil. Nos sentamos na sala e conversamos enquanto esperávamos minha mãe. Quando enfim Renée apareceu, pronta para a viagem, ele se levantou e foi ao seu encontro, dando-lhe um beijo casto e longo. Sorri e baixei os olhos para o chão, não querendo parecer intrusa num momento tão íntimo. Nos despedimos e quando eles se foram, estava mais uma vez sozinha.
Apaguei todas as luzes e fui para o meu quarto. Tomei um banho demorado, na banheira, e quando a água tornou-se fria, me enrolei na toalha e decidi que era hora de dormir. Quando estávamos na Primavera ou no Verão, geralmente dormia nua, ou de calcinha, como agora. Deitei-me na cama e antes que os meus olhos se fechassem e eu estivesse entregue à inconsciência, fiz novamente o que tinha se tornado rotina nesses últimos dias ao deitar-me na cama.
Sim eu era uma estúpida. E sim, não havia nenhuma chamada.
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Na tarde seguinte, enquanto estava depilando as pernas ouvi o meu celular tocar, fazendo-me correr de volta para o quarto. Mais uma vez, a frustração me tomou ao olhar o visor. Não era ele.
– Oi Alie. – falei, ao atender.
– Nossa. Que animação. – murmurou Alice com ironia.
– Desculpe. Só estou com um pouco de dor de cabeça. – desculpei-me, embora a dor de cabeça fosse invenção. Rosalie e Alice não tinham culpa da minha frustração, e eu precisava parar de descontar nelas.
– Tudo bem. Olha só, adivinha quem veio até minha casa ontem à noite? – questionou, o tom de voz animado. Até o papa adivinharia essa.
– Jasper. – respondi.
– Sim! – exclamou. – Ele me ligou antes, dizendo que queria me ver, mas eu disse que não estava pretendendo sair. Então ele perguntou se podia ir até minha casa, e minutos depois ele chegou.
– E então vocês saíram?
– Não, não. Eu o convidei para entrar e ele conheceu meus pais. – ela riu.
– Sério?
– Unrrum.
– E você o apresentou como?
– Amigo. Que é o que somos. Apenas amigos.
– Vocês estão longe de serem apenas amigos. – falei a ela, sorrindo.
– Claro que somos. – insistiu. – Na última quarta, só conversamos, jantamos e ele só me beijou no carro, quando me deixou em casa. Eu disse isso a você.
– OK. Tudo bem, apenas amigos. Por enquanto.
– Vamos ver no que vai dar. – ela disse. – Er, Bella. – Alice fez uma pausa antes de continuar. – Eu perguntei a ele, por Edward. – disse hesitante.
– O que? – senti meu corpo ficar tenso.
– Calma. – ela me cortou. – Não disse nada demais. Só perguntei se ele tinha o visto esses dias, já que não tínhamos tido notícias dele.
– Alice, você não dev...
– Não fique chateada, Bella. Eu só queria saber o porquê dele não ter te telefonado. Jasper ficou surpreso que Edward ainda não tinha ligado. Segundo ele, na segunda-feira passada Edward comentou com ele que te ligaria aquele dia.
Respirei fundo.
– E logo depois que falamos sobre isso, coincidentemente Edward ligou para Jasper.
Oh!
– O que... ele queria, com Jasper? – perguntei hesitante.
– Não sei ao certo. Acho que ele estava o chamando para sair, mas Jasper lhe disse que estava comigo. – respondeu. – Não tenho certeza. Jasper não comentou quando encerrou a chamada.
– Então Jasper não...
– Não, ele não disse nada a Edward sobre esse assunto. Não naquela hora. Mas não posso te garantir se ele tocará no assunto depois, quando os dois se encontrarem, Bella.
Enrijeci.
E se Jasper questionar a Edward por que não me ligou? Edward pode perguntar como o amigo sabe sobre isso, e logo vai supor que eu disse para Alice, que contou a Jasper. E então ele vai subentender que eu estou desesperada, aguardando a ligação.
– Alice, você vai ligar para Jasper agora e vai pedir para ele não dizer nenhuma palavra a Edward sobre isso. – exigi.
– Por que Bella?
– Porque eu não quero. Alice ligue agora!
– Mas, Bella, ele não...
– Alice, isso não é um pedido. Eu exijo que você ligue para Jasper. – eu gritei no telefone.
– Tudo bem. Eu vou ligar. Desculpa, Bella. Eu só queria ajudar. – seu tom de voz era como se estivesse magoada.
Sentei-me na cama e tomei uma respiração profunda, passando a mão pelo cabelo. Eu sei que Alice tinha boas intenções quando comentou sobre o assunto com Jasper. Mas ainda assim, ela devia ter me consultado antes.
– Alice. – fechei os olhos com força e em seguida os abri, buscando o tom de voz mais lustroso possível. – Eu entendo as suas intenções. Eu sei que você fez isso por mim. Mas por favor, da próxima vez converse comigo antes de tomar qualquer atitude que me envolva.
– Tudo bem, Bella. Me desculpe.
– Certo. – esfreguei a minha têmpora com o polegar. – Você vai ligar para Jasper agora.
– Eu vou. Mas antes você pode me dizer por que você não quer que ele fale com Edward?
– Porque eu não quero que ele pense que estou desesperada, esperando o momento que ele vai finalmente me ligar. – disse a ela. – Além do mais, eu não estou incomodada com o fato dele não ter me ligado. – completei. Tudo bem que essa última parte era uma mentira.
A ouvi suspirar do outro lado da linha.
– Se você diz, tudo bem. Vou pedir para ele não falar nada.
– Ótimo.
– Bella, hoje à noite vai ter uma festa de um amigo dos rapazes. Você quer ir conosco? Eu disse a Rosalie para deixar Edward te convidar, mas como ele não te ligou...
– Não, Alice. Obrigada. – a cortei. – Eu preciso arrumar o meu quarto, jogar algumas coisas fora. Provavelmente estarei cansada mais tarde.
– Hum. Entendi. – disse ela, embora eu tivesse certeza que ela sabia que isso era apenas uma desculpa. – Vou ligar para Jasper agora. Nos falamos amanhã?
– Sim, nos falamos amanhã.
Nos despedimos e encerramos a ligação. Joguei a cabeça para trás na cama, caindo de costas no colchão.
Deus, minha vida foi do céu ao inferno essa semana. E eu estava me odiando por isso.
Se eu não fosse uma pessoa tão ansiosa, se eu não tivesse criado expectativa, eu não teria gritado com Alice, eu não estaria como estou agora, frustrada, decepcionada e sentindo mais uma vez o ego ferido.
Nos últimos dias, tentei justificar para mim mesma a ligação que Edward nunca fizera com diversas desculpas esfarrapadas. Que talvez o celular dele houvesse quebrado, ou de repente ele apagou o número do meu celular sem querer, ou que talvez ele tivesse feito uma viagem de urgência para fora da cidade. Mas a verdade era que tudo isso não passavam de desculpas sem fundamentos que eu estava usando para tentar camuflar a verdade que eu não queria enxergar.
A verdade que Edward simplesmente não queria falar comigo.
Por quê?
Por que ele se despediu dizendo que ligaria quando não tinha intenção de me ligar? Será que ele me considerava uma vadia? Por ter transado com ele na primeira noite que tecnicamente nos conhecemos, já que oficialmente nos conhecemos naquela outra noite, no Latin Night Club, quando não trocamos mais que um aceno de cabeça quando fomos apresentados, sem sequer cumprimentarmos um ao outro com um aperto de mão? Será que ele estava com outra? Será que Rosalie estava enganada e Edward tinha uma namorada?
E então eu vejo Rosalie o tempo todo com Emmett, praticamente namorando; vejo Alice irradiando felicidade com os avanços entre ela e Jasper, e eu penso que nunca me odiei tanto como agora.
Deus, o que há de errado comigo? Por que eu sempre escolho o errado? Por que eu nunca tenho sorte no quesito relacionamento? Será que eu viveria sempre me decepcionando, me desapontando com os homens?
Para ser sincera, eu não entendia por que estava tão furiosa com esse fato. Edward e eu só havíamos transado. Tudo bem que não foi qualquer coisa, afinal, fizemos sexo a madrugada toda. Quatro vezes. E ele ainda havia me feito um oral, sem pedir um em troca, embora eu estivesse prontamente disposta a retribuir. E ele era malditamente um deus do orgasmo. E provavelmente me estragou para os outros homens.
– Argh, Bella! Pare de pensar naquela noite! – ralhei comigo mesma, me levantando da cama e voltando ao banheiro para terminar a depilação das minhas pernas.
Terminada a depilação, fui colocar algumas roupas na máquina de lavar. Enquanto isso, fui arrumar a cozinha que estava uma bagunça após o café-da-manhã e o almoço que eu havia preparado para mim. Desci para buscar algumas correspondências e quando retornei as roupas já estavam lavadas. Levei para a secadora e sentei-me no chão, lendo um livro enquanto aguardava o temporizador.
Passavam das sete da noite quando me vi andando de um lado para o outro no apartamento, arrumando algo para fazer. A verdade era que eu não queria passar a noite do sábado em casa. Mas para onde eu iria?
Descartando Rosalie e Alice, já que ambas estavam na tal festa no Soho, restou-me ligar para Jessica e Angela. Mas a lei de Murphy pelo que parecia havia me escolhido como a felizarda da noite. Jessica tinha viajado para San Francisco e Angela estava prestes a sair de casa para um encontro.
Percebi que não havia alternativa mesmo de sair, a não ser que eu decidisse ir sozinha. Frustrada, optei por mofar mais uma noite em casa.
Quando estava quase pegando no sono, ouvi o meu celular tocando. Sobressaltada, levantei-me da cama num rompante e corri para o banheiro, onde eu havia deixado o celular.
Mais uma vez, não era ele.
– Oi Rosalie. – atendi desanimadamente o celular.
– É Alice. Rosalie está aqui do lado, esqueci meu celular. Te acordamos?
– Mais ou menos.
– Certo. Não vamos tomar muito do seu tempo. Só queríamos te falar algo sobre Edward.
– O que? – meu coração disparou. Por que diabos meu coração disparou?
– Edward acabou de sair.
– E daí? – tentei parecer despreocupada.
– E daí que ainda vai dar dez da noite e ele não passou nem quarenta minutos na festa.
– E o que você quer dizer com isso?
– É que... aconteceu algo estranho.
– Alice você quer dizer logo? – inquiri, começando a ficar irritada com o que quer que fosse que ela estava prestes a me dizer.
Ouvi a voz de Rosalie e de repente ela assumia o celular.
– Bella, sou eu, Rosalie. Olha, ainda vamos sondar com Emmett e Jasper, mas precisávamos te dizer isso, não podíamos esperar para amanhã.
De repente minha cabeça começou a latejar.
– O que não podiam esperar, Rose?
– Edward chegou sozinho, por volta das nove horas. Meia hora depois chegaram três mulheres, aparentemente amigas da namorada do Jason, o amigo deles que está indo para Paris. Uma delas se aproximou de Edward, e o chamou para um canto. Alice e eu ficamos de olho durante os cinco minutos que eles conversaram. De repente, essa mulher, uma loira que vou descobrir o nome, colocou os braços no ombro dele e tentou beijá-lo.
Certo Bella, respira. Você não tem por que ficar mal com isso. Edward é solteiro, ele pode ficar com quem quiser. Inclusive não te ligar por ter alguém.
– Continue. – pedi.
– Pensávamos que eles iam se beijar. Foi então que Edward a afastou.
– E?
– E aí vem a parte estranha. De onde estávamos, e com a música alta, não dava para ouvir nada da conversa. Mas ela parecia enfurecida, e tenho certeza que estava gritando, e apontava o dedo no rosto dele. Edward, que aparentemente estava calmo antes, parecia irritado e então ele saiu e a deixou falando sozinha. Ele voltou para nossa mesa, virou a dose de whisky que bebia, se despediu de todo mundo e foi embora.
– Com... a tal loira?
– Não, sozinho. Mas ela foi embora logo em seguida. Não sabemos se foi atrás dele.
– Hmm... certo. Mas por que vocês estão me contando? Isso não é da minha conta.
– Porque nós te conhecemos e não adiantar fingir que não está incomodada com o fato do Edward ter sumido, porque a mim e a Alice você não engana, Isabella.
Ok. Ouvir meu nome inteira em sua boca não era algo que eu estava esperando.
– Será que poderíamos conversar sobre isso outra hora? – pedi. – Eu realmente estava indo dormir.
– Tudo bem. Nós vamos voltar para a festa. – anuiu. – Amanhã não posso ir até sua casa, mas na segunda conversamos sobre isso. Boa Noite.
– Boa Noite, Rose. – disse, depois encerrei a chamada.
Voltei um pouco pensativa para a cama. As palavras de Rosalie ressoavam na minha cabeça no mesmo compasso da minha respiração.
Quem era essa mulher e por que diabos Edward a afastou quando ela tentou beijá-lo? Por que ele foi embora depois disso? Teria ela ido atrás dele? Seriam eles namorados e estavam apenas tendo uma discussão comum de casal?
Não dormi bem aquela noite. Tive pesadelos com um homem de cabelos cor de bronze e uma mulher loira sem rosto.
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Na manhã de domingo, acordei bastante cedo, o que não era muito comum nos meus fins de semana. Abri as cortinas e contemplei o céu, observando o tempo bom lá fora. Decidi sair um pouco de casa. Quem sabe fazer uma caminhada.
Após escovar os dentes e lavar o rosto, coloquei um pouco de protetor solar e vesti uma legging preta, uma camiseta fina cinza e um par de tênis. Prendi o cabelo num rabo de cavalo alto e em seguida peguei o meu ipod na gaveta, além de socar uma nota de vinte dólares dentro da meia, para tomar um café antes de voltar para o apartamento.
Cheguei ao Central Park um pouco depois das sete da manhã. Orgulho dos nova-iorquinos, mesmo tão cedo já era possível encontrar uma quantidade considerável de adeptos às corridas e caminhadas ao redor. Mesmo morando próximo, poucas foram as vezes que tirei do meu tempo livre algumas horas para uma rotina de exercícios físicos na área livre do parque, fazendo-me optar pelo trecho em frente ao Metropolitan Museum of Art, por ser indicado àqueles que estão começando a pegar o ritmo e precisam de um pouco de tranqüilidade.
Um pouco mais de uma hora depois, considerei ter caminhado por tempo suficiente para quem não era tão acostumada a prática de exercícios. Já tinha suado o bastante para voltar para o apartamento e tomar um banho. Antes, porém, daria uma passada no Express Coffee and Tea e pediria um cappuccino de baunilha para viagem.
Na calçada, antes de entrar na cafeteria, olhei para todos os lados e ao constatar que não havia ninguém olhando, baixei-me e tirei de dentro da meia a nota que havia colocado lá. Então, inesperadamente ao abrir a porta quase esbarrei numa figura alta em trajes esportivos e quando ergui a cabeça congelei ao alcançar o seu rosto.
Edward.
Por um milésimo de segundo quando meus olhos bateram os dele, lembranças do sábado passado inundaram a minha memória. Pelo que pareceu uma eternidade, nossos olhos se fixaram um no outro. Nos encarávamos, mas nenhum de nós dois se movia. E provavelmente eu não sabia mais o que era respirar.
– Bella. – disse. Seu tom era polido e eu agradeci mentalmente por ele ter sido o primeiro a falar.
– Oi. – murmurei enquanto soltava a respiração que só então percebi que estava presa.
Mais uma vez o silêncio instalou-se entre nós, enquanto ainda estávamos parados na porta, nos encarando. Quando ele abriu a boca para falar algo, uma garota surgiu por trás dele, tocando-o no ombro.
– Vamos logo, Edward.
A garota não parecia ter mais de vinte anos. Era loira, tinha o cabelo preso num rabo de cavalo como o meu, e possuía os olhos verdes como os do homem na minha frente. Ela olhou para mim e depois olhou para Edward, mas a expressão no rosto dela era indecifrável.
Seria ela a loira que estava discutindo com ele ontem na tal festa?
Se for, pelo visto tinham feito as pazes.
Edward desviou os olhos dos meus e então olhou para a garota parada a seu lado.
– Bella, esta é minha irmã, Lizzie. Lizzie, esta é Bella.
Era apenas sua irmã. Não pude deixar de sentir uma pontada de alívio.
Aliás, por que diabos eu estava aliviada?
– Olá, Bella. – a irmã de Edward abriu um sorriso e estendeu a mão.
Olhei para a sua mão e a apertei, esboçando um meio sorriso, incapaz de dizer alguma coisa. Eu ainda estava um pouco chocada com o inesperado encontro.
– Vamos, Edward. A mamãe ficará louca se atrasarmos ela e o papai.
Edward assentiu, mas seus olhos estavam em mim. Sua irmã ficou parada entre nós esperando que ele saísse do lugar, mas ele não se moveu.
– Eu tenho que ir. – disse ele finalmente.
Assenti com a cabeça, mais uma vez sem condições de falar.
Ele baixou a cabeça, e passou por mim, seu cheiro essencialmente masculino como recordara misturado ao suor de algumas horas de corrida que provavelmente ele fez inebriando-me. Fechei os olhos e soltei um longo suspiro. Quando percebi que ainda estava parada na porta, ao invés de fazer o que pretendia quando entrei aqui, dei meia volta e fui para o apartamento.
Mais tarde, Rosalie e Alice me ligaram, dizendo que não conseguiram arrancar nada de Jasper e Emmett sobre a tal loira que estava conversando com Edward ontem, alegando que não a conheciam. Alice, no entanto, dissera que Jasper pareceu estar escondendo algo, mas que ela descobriria depois.
Por algum motivo desconhecido por mim, não informei a elas que havia encontrado Edward esta manhã no café.
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A segunda-feira chegou, e a expectativa que Edward iria me ligar esta semana tinha voltado, embora algo em minha mente gritava para eu não estar tão confiante. A verdade era que eu queria muito que ele ligasse, principalmente depois que o encontrei. Ver Edward uma semana após a maratona de atividades sexuais na madrugada que compartilhamos, além de toda aquela espera e expectativa em encontrar uma chamada sua em meu celular não estava ajudando muito. Sempre que eu fechava os olhos, podia vê-lo em seus trajes esportivos, parado na minha frente, com aquele olhar surpreso e penetrante. Então, a segunda e a terça-feira passou e as esperanças começaram a desaparecer gradualmente.
Edward não ia me ligar.
Eu não estava chateada com ele, no entanto. Tudo que fizemos foi consensual e em nenhum momento assinamos algum contrato sexual ou algo que o obrigava a me telefonar. Foi apenas sexo. Quem nunca passou por isso? Milhões de pessoas no mundo faziam sexo sem compromisso o tempo todo. O bom nisso tudo era que o assunto Jacob havia sido esquecido. Já não me machucava mais.
Mesmo na quarta-feira, após a faculdade, quando Alice voltou comigo e me contou sobre a conversa que ela tivera com Jasper, prometi a mim mesma que não criaria expectativa, que não iria esperar mais.
– Sério, Bella. Jasper me contou que há algo estranho acontecendo com Edward esses dias.
– Talvez a única coisa estranha seja ele mesmo. – eu ri, enquanto a entregava uma garrafa de cerveja e dava um gole na minha, sentando ao seu lado no sofá da minha sala.
– Sabe para onde ele foi quando saiu da festa? Depois de discutir com a tal loira? – Alice perguntou.
– Não faço idéia. – eu disse, mas a minha vontade era dizer “para o meio das pernas de alguma vadia”. Logo tentei tirar imediatamente esse pensamento da minha cabeça, pois era como eu estaria sendo classificada também.
– Para casa, Bella. Ele foi para casa.
– Jasper não tem como ter certeza disso. – falei, tentando parecer despreocupada.
– Foi o mesmo que eu pensei. Mas então Jasper falou que as famílias Cullen e Whitlock foram convidadas a participarem de um almoço beneficente no domingo. E sabe o que a mãe de Edward perguntou a Jasper assim que o viu?
Balancei a cabeça negativamente.
– Perguntou que bicho havia mordido Edward por ter ido dormir na casa dos pais, ainda mais quando nem era dez da noite, em pleno sábado. Aparentemente Edward tem um apartamento que ele vive sozinho e vez em quando ele vai para a casa dos pais.
Pensando por um lado, o que Alice acabara de dizer fazia algum sentido, dado ao nosso encontro no domingo de manhã. Edward estava com a irmã, por provavelmente ter dormido na casa dos pais, e se ele realmente não estivesse em casa no sábado à noite, não teria disposição para acordar cedo em pleno domingo para uma caminhada ou corrida no Central Park.
– E tem mais uma coisa. – disse Alice, tirando-me dos meus devaneios.
– O que? – inquiri, dando mais um gole na cerveja.
– Finalmente consegui arrancar de Jasper qual era a da tal loira. – ela se endireitou no sofá, colocando as duas pernas dobradas, continuando. – Ele disse que ela se chama Jane e que Edward saiu com ela algumas vezes, mas não poderia afirmar com 100 % de certeza se eles ainda saem. – minha respiração, não sei por que motivo, ficara errática, enquanto ouvia Alice atentamente. – Jasper me assegurou que Edward não gostava dela e que só saía porque ela insistia muito.
– No mínimo era isso. – tentei soar indiferente.
– Olha, Bella, eu vou ser sincera com você. Pelo que Jasper me contou, acho difícil Edward te ligar a essa altura, porque aparentemente ele não liga para nenhuma mulher, e nunca as convida para sair. – ela levou a cerveja à boca. – Ele é como te falei na festa de Rosalie, quando te incentivei a tomar uma atitude. Edward não precisa ir atrás de alguma mulher, porque elas correm atrás dele. E segundo Jasper, sempre foi assim, desde que eram adolescentes. Pelo que parece Edward tem uma lista gigante de admiradoras e já saiu com muitas delas. E acredite, sempre foram elas que procuraram por ele.
Depois do discurso de Alice eu era incapaz de dizer alguma coisa. Se bem que eu sempre soube disso tudo. Não sei por que ainda pensei que ele fosse me ligar e quem sabe poderíamos nos tornar amigos. Apesar de que eu não poderia dizer se conseguiria ser amiga dele depois do que fizemos.
– Jasper me falou que Edward nunca se apaixonou.
– Não? – indaguei.
– Não. – repetiu. – Que ele teve sim algumas namoradas um tempo atrás, mas nada sério.
Endireitei a postura no sofá e tentei sorrir um pouco.
– Bem, eu espero que ele encontre alguém um dia que desperte algum sentimento nele.
– Você está bem depois do que te contei? – perguntou cautelosamente.
– Sim, eu estou ótima. – sorri. Quando percebi que ela não estava muito convencida, continuei. – Alice, sério. Eu agradeço o que você tem feito, mas eu estou bem. Eu sei que você e Rosalie estão preocupadas comigo por causa de Jacob, mas não é a mesma coisa com Edward. Não é como se tivéssemos nos envolvido muitas vezes. – tentei sorrir maliciosa. – E além do mais, todo mundo faz sexo sem compromisso vez em quando. Eu não me arrependo.
Ela sorriu.
– Bem, quanto a isso, tenho certeza que você não se arrepende. – deu outro gole na cerveja.
– De jeito nenhum. Mas e aí, você e Jasper, como estão?
– Estamos bem. – seu sorriso era amplo.
– Vocês já... ? – perguntei sugestivamente.
– Sim. Ontem.
– E você nem me contou! – sorri, fingindo estar ofendida.
– Por que você acha que vim dormir aqui hoje? Precisava te atualizar. – nós rimos.
Alice e eu conversamos até tarde, enquanto bebíamos e comíamos bolinhos de queijo fritos. Na manhã seguinte, fui trabalhar e ela voltou para casa. Rosalie não fora trabalhar porque pegara uma virose, ficando a quinta e a sexta em casa, de atestado médico. Por causa de sua ausência, fiquei sobrecarregada no setor, mas isso não me incomodou. Até achei bom, não por Rosalie estar doente, claro. Mas por me deixar bastante ocupada, sem tempo para me distrair com outros assuntos. Fiquei até tarde no trabalho, o que me fez perder a aula do final de tarde. Fui direto para casa e logo depois minha mãe chagara de viagem, bronzeada e aparentemente mais apaixonada.
A sexta-feira chegou e foi embora como um sopro. À noite telefonei para Rosalie para saber como ela estava. Conversamos um pouco e logo depois desabei na cama, cansada.
Devia ser depois da meia-noite quando meu celular tocou. Mais uma vez esqueci de desligá-lo ou deixá-lo no silencioso. Tateando no escuro, liguei o abajur e peguei o celular em cima da mesa de cabeceira. Antes de atender a ligação de quem estivesse do outro lado da linha, olhei o visor, esperando que fosse só alguém sendo inconveniente me ligando a essa hora, e não alguma notícia ruim. No entanto, era exibido na tela “número desconhecido”.
– Alô? – atendi, tentando soar o mais coerente possível, mas minha voz saíra fortemente rouca de sono.
Silêncio.
– Alô? – pedi de novo.
Silêncio.
– Quem é? – perguntei, sentando-me na cama.
Mais silêncio.
– Você não vai responder? Porque há alguém aqui querendo dormir. – disse, ficando irritada.
Silêncio.
Afastei o meu celular da orelha e olhei para a tela, checando se não tinham desligado, mas os minutos ainda estavam contando. O desconhecido não tinha encerrado a chamada.
– Alô?
Silêncio.
– Ok, desconhecido. Boa Noite. – avisei e apertei o botão vermelho, encerrando a chamada e desligando o celular.
Apaguei o abajur e rapidamente voltei a dormir.
~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.
Mais uma sábado que minha mãe estava de folga. Decidimos tirar a tarde para fazer um programa de mãe e filha. Saímos para almoçar no restaurante preferido dela e em seguida nosso destino foi o shopping. Compramos roupas novas, alguns artigos de decoração e nossa última parada foi o La Perla. Embora ela tenha ficado hesitante no início, consegui convencer Renée a comprar lingeries mais ousadas. Disse a ela que Phil merecia sofrer um princípio de ataque cardíaco vez em quando, e minha mãe gargalhou, levando três conjuntos sexy para casa. No final, acabei levando um também.
Minha mãe e eu sempre conversamos sobre todos os assuntos, desde que eu era pequena, e sexo nunca foi um tabu para nós duas. Ela sabia sobre os três parceiros que tive nesses dois anos de vida sexual ativa. Só não tive oportunidade de falar sobre Edward, pois não sabia como começar a contar, uma vez que tudo acontecera na festa de aniversário de Rosalie num motel, e eu não sabia quais as conclusões que Renée tiraria dessa festa. Talvez fosse melhor ocultar essa parte.
No caminho para casa, recebi uma ligação de Jessica, chamando-me para irmos a uma boate à noite, com ela e mais dois amigos, o Steve e o Tyson. Aceitei o convite de imediato, pois precisava mesmo de um pouco de divertimento e, quem sabe, um pouco de paquera.
Às oito e meia da noite, após esperar secar as unhas dos pés e das mãos agora pintadas de vermelho, comecei a me arrumar. Tirei o robe e vesti um conjunto azul marinho de calcinha e sutiã sem alças. Decidi ousar, colocando um vestido preto que deixava minhas pernas e uma parte do tórax à mostra. Nos pés, um scarpin também preto. Feita a maquiagem, coloquei um pouco do Chanel nº 5, peguei minha bolsa de mão, da mesma cor do vestido e dos sapatos, e fui para a sala.
– Como estou? – perguntei, dando uma voltinha, à minha mãe, que estava sentada no sofá olhando as contas para pagar.
– Se quer mesmo minha opinião, você está pegando fogo, filha! – disse minha mãe, olhando-me de cima a baixo.
– Está vulgar? – inquiri, de repente um pouco preocupada.
– De nenhuma maneira, você está simplesmente linda. – disse com um sorriso largo. – Adorei esse detalhe descoberto no tórax.
– Gostou? É diferente não é. – falei, olhando para o detalhe no vestido.
– Não tinha visto esse vestido antes. – comentou.
– Comprei há algumas semanas. Rosalie o escolheu comigo. – disse enquanto me sentava no sofá, ao lado dela.
– Rosalie e seu sempre bom gosto. E qual o lugar de hoje?
– Uma boate. Não sei qual é, Jessica que conhece.
– Hmmm... e os rapazes? São bonitos? – ela picou um olho, rindo maliciosa.
– Na verdade só conheço o Steve. E sim, ele é bonito. – retribuí o sorriso.
– Boa sorte então. – disse ela enquanto se levantava do sofá. – Você vai descer agora? – perguntou.
– Não. Estou esperando Jessica me ligar. Vamos no carro do Steve.
– Certo. Vou preparar algo para comer. Já volto. – anunciou, indo em direção à cozinha.
Liguei a TV e permaneci no sofá, sentada, enquanto esperava Jessica ligar para dizer que já estavam na frente do meu apartamento. Bocejei, sentindo o cansaço do dia, já que tinha andado bastante com minha mãe. Pisquei os cílios, tentando empurrar o sono para longe, afinal, eu não ficaria mais uma noite de sábado em casa.
Alguns minutos depois, Renée voltava para a sala com um prato de lasanha na mão.
– Não telefonaram ainda? – perguntou-me.
– Estão demorando não é? – olhei para o relógio no meu pulso. – Faltam dez minutos para às dez da noite e combinamos às nove e meia.
– Estão vinte minutos atrasados. Por que não liga para ela? – sugeriu.
Antes que eu lhe dissesse que estava indo fazer exatamente isso, meu celular vibrou dentro da minha bolsa de mão.
– É Jessica. – falei enquanto tirava o celular da bolsa.
Ao erguer o celular e levá-lo na altura dos meus olhos congelei.
Não era Jessica.
Era Edward.
Edward estava me ligando.
– Bella? – chamou-me Renée.
Minhas mãos estavam tremendo enquanto o celular vibrava na minha mão.
– O que foi, Bella? Quem está te ligando? – perguntou-me minha mãe.
– Com licença. – fora o que eu disse, indo para o meu quarto.
Ao chegar à porta do meu quarto e segurar com uma mão a maçaneta, com a outra, apertei o botão verde.
– Alô. – falei ao atender, vibrando internamente por não gaguejar.
Silêncio.
– Edward? – questionei hesitantemente.
– Oi Bella. – respondeu. – Tudo bem com você?
– Sim. E você, como está? – perguntei, um pouco sem jeito.
– Tudo bem. – mais uns segundos de silêncio. – Er, Bella, você... – ele pausou, antes de continuar. – você vai fazer alguma coisa esta noite?
Merda! O que eu digo?
– Por quê? – respondi-lhe com uma nova pergunta.
– Eu estava pensando, se você gostaria de sair comigo. Agora?
Não.
Não.
Diga não.
Diga não.
– Sim. – respondi.
“Idiota”. Minha mente ralhou.
– Estou na frente do seu prédio. – anuncia ele.
– O que? – de repente me senti tensa.
– Pode levar o tempo que quiser. Ficarei aqui no carro esperando.
Deus, ele estava na frente do meu prédio?
– Tudo bem. Vou descer. – disse, encerrando a chamada.
Encostei a testa na porta do meu quarto e fechei os olhos.
O que eu tinha feito?
Liguei para Jessica, dizendo que a saída ficaria para outro dia, pois a alergia tinha me atacado e me deixara com o rosto inchado, me desculpando.
Despedi-me da minha mãe sem muitas explicações. A expressão em seu rosto me dizia que ela não estava entendendo nada, mas nada disse.
Quando entrei no elevador, estava muito nervosa e meu coração batia descompassado. Não sei por que motivo. Quando o elevador parou no térreo e abriu, permaneci estática do lado de dentro. Ao perceber as portas se fechando, coloquei o braço, o que fez com que elas se abrissem novamente. Tomei um fôlego profundo e saí.
Um formigamento correu pelo meu corpo, da unha do pé ao fio de cabelo, quando saí para a rua e vi o Aston Martin prata, estacionado próximo a calçada. Fecho os meus olhos buscando o equilíbrio. Conto até três, e então abro a porta do lado do carona do carro, entrando nele.
Virei lentamente o rosto, por um segundo a respiração me faltou e um frio percorreu o estômago quando finalmente olhei para Edward.
Deus, por que ele era tão lindo?
Meu rosto congelou enquanto meus olhos corriam cada centímetro dele. O cabelo bronze como sempre indisciplinado, os olhos verdes brilhantes e intensos me encarando, o nariz afilado, e então olhei para a sua boca, vendo-o abrir um sorriso.
– Você está linda.
Leva um tempo até que eu encontro a minha voz, quando percebi que Edward já não estava mais na frente do prédio em que moro.
– Obrigada. Você também está ótimo. – Ele vestia uma calça jeans escura, camisa branca, jaqueta preta e tênis da mesma cor nos pés.
– Você estava indo a algum lugar? – disse, analisando o meu vestido, mas desviando o olhar rapidamente.
– Na verdade sim. Jessica, uma amiga, tinha me convidado para uma festa, mas de última hora desmarcou, por causa de uma alergia. – menti. Essa fora a desculpa que eu contei para Jessica. – O que... de certa forma fora um alívio. Não sei se conseguiria encarar uma boate. – completei. Eu não tinha um poder de convencimento muito grande, então não sei se Edward acreditou. Se ele não, sua expressão não dizia nada.
Edward olhou para mim por um instante, assentindo, em seguida continuou olhando para frente, enquanto dirigia. Só então percebi umas bolsas claras, abaixo dos seus olhos, como se tivesse dormido pouco, o que não interferia em nada sua beleza.
Olhei para a rua, através do vidro do carro, vendo as ruas ficando para trás enquanto me perguntava para onde ele estava me levando.
De repente o silêncio era intenso no carro.
Eu não conseguia entender a minha reação irracional a Edward. Eu nunca me senti assim, tão afetada e intimidade por algum homem. Sempre me senti à vontade na presença deles, sempre fui eu mesma. Mas algo em Edward me fazia agir como uma adolescente, que estava prestes a desmaiar a qualquer momento por estar acompanhada do garoto mais lindo e popular da escola. Nunca foi assim comigo antes.
– Você jantou? – perguntou, quebrando o silêncio.
– Sim. — respondi.
– Pensei em irmos jantar, mas como você já comeu. – ele me olhou rapidamente, depois voltou para a estrada. – Há algum lugar que você queira ir?
– Não tenho nenhum em mente. — dei de ombros.
– Quer ir a um pub, não sei? – seu olhar era incerto.
– Você quer ir? – repliquei.
– Para ser sincero não. Cheguei de um plantão de doze horas, estou um pouco cansado.
– Então deveria descansar. – sugeri, hesitante.
– Não. – ele olhou para mim. – Está tudo bem. Só não estou no espírito de local cheio e música alta. – ele sorriu de leve.
– Porque não tem problema se você quiser ir para casa dormir. Podemos fazer isso outro dia e...
– Eu quero sair com você hoje. – ele me cortou, me olhando sério. – Só preciso pensar num lugar que possamos ficar sentados e que não seja um restaurante.
– Você jantou? – perguntei.
– Não, mas estou bem. Fiz um lanche pouco tempo atrás. – disse e então meus olhos acompanharam sua língua passear por seu lábio inferior.
– Então, você deseja um programa mais calmo? – perguntei, focando em seus olhos antes que me distraísse. Se bem que não havia uma parte de Edward que não chamasse a atenção. Eu o vi nu.
Estremeci ao lembrar-me disso.
– Algo assim. – ele me olhava e depois sua atenção voltava à direção. – Um lugar com pouca gente, onde nós possamos conversar sossegados. Sei lá, tomar um drink. — fora a vez dele de dar de ombros.
– Se minha mãe não tivesse... – parei no meio da frase.
Que porra é essa que eu estava prestes a dizer?
– Se sua mãe...?
– Não, eu só... pensei que poderíamos ir para o meu apartamento. Mas minha mãe está lá e... – parei no meio da frase novamente.
Que porra é essa Bella? O que diabos você está sugerindo? E daí que a minha mãe está em casa, que diferença faz? Renée não se importaria se eu levasse um amigo para tomar um drink no nosso apartamento, se essa fosse a minha intenção.
Mas era essa a minha intenção?
– Se você não se importar, podemos ir para o meu apartamento. – ele sugeriu, olhando-me de soslaio.
Fodeu.
Edward e eu sozinhos.
Essa assertiva só me traz lembranças do que fizemos dois sábados atrás.
Edward parou o carro no sinal vermelho e se virou para mim.
– Você se importa se formos para o meu apartamento? – perguntou com aquela maldita voz sexy, baixa e macia.
Mas eu queria estar sozinha com ele.
E eu estava perdida.
Virei o rosto em sua direção. Havia um calor nos olhos de Edward enquanto ele me encarava de forma perturbadora, aguardando a minha resposta.
– Não. – exalei, balançando a cabeça. – Não me importo.
O sinal verde acende e Edward acelera o carro, sorrindo torto, sem tirar os olhos de mim.
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Link vestido da Bella: http://bit.ly/nfRGXk
Notas finais
Private party no apartamento do Edward, será?
Eu acho que sim viu! E o melhor é que sem ninguém para interferir huashuashuashuas
Mas falando sério. Esse Edward literalmente sumiu, e de repente liga como quem não quer nada chamando para sair???
Sei não viu....
Vamos ver o que vai rolar no apart do Edward, mas serão cenas do próximo capítulo.
Obrigada pelo enorme carinho de vocês. Sério, fico toda boba quando vejo as meninas no twitter comentando sobre PrivateParty, perguntando-me constantemente quando terá capítulo novo. Ainda estou pensando sobre PP virar long, ok?
Mereço reviews??? haushuashuashuas
Até o próximo capítulo ;)
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