Private Party
10 Face To Face
Notas iniciais
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Foi realmente um parto normal sem dilatação para esse capítulo sair, mas tan rannnnnn. Consegui terminar hashashashashashas. Quero agradecer muitíssimo a Bianca, que nossa, agradeçam a ela também, que me ajudou MUITO quando eu precisava de conselhos sobre esse capítulo. Ela acompanhou a saga que foram essas duas últimas semanas tentando concluir e eu não gostando de nada que escrevia. Obrigada amigaaaaaaaaa!
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Ah gente, leiam as fics da Bianca. Aqui o perfil dela no nyah: https://www.fanfiction.com.br/u/62537/ Cês vão amar o Edward de YCM .. Awnnnnn
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Quanto ao capítulo anterior, para quem ficou indignado com as coisas que a Alice inventou, lembrem-se que ela é a melhor amiga de Bella desde sempre, e ao ver os dias passando, a amiga aguardando um sinal de vida, Jasper não dando nenhum indício que o Edward poderia ligar, e então teve a festa, o lance com a Jane, os comentários do Emmett, juntou tudo e então ela teve medo que a Bella passasse pelo mesmo que foi com Jacob, criando expectativas, então ela quis tirar o mal pela raiz, jogando um balde de água fria para que Bella não ficasse esperando por Edward. O mesmo motivo pelo qual a Rosalie ficou empurrando o Sean para ela.
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Lembrem-se também que Private Party é uma short fic (meio long). Eu não posso ficar enrolando, a historia pedia que a Bella clareasse seus sentimentos para tomar uma atitude, ou as coisas não fluiriam. E que fique como um alerta a nós mulheres que temos mania de achar que nunca iremos encontrar algo melhor após uma relação falida. Precisamos nos dar valor.
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Agora podem partir para a leitura rs
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Nos vemos lá embaixo...
POV BELLA
Meu coração caiu no chão enquanto eu olhava para ela. Jane. A mulher que Edward esteve envolvido, que conversou com ele na festa em que Rosalie e Alice estavam. Que tentou beijá-lo.
Ela inclinou a cabeça, falando ao interfone, permitindo assim que eu pudesse ter um vislumbre do seu rosto. Ela era incrivelmente bonita. E tão loira. Sinto a bile subir e queimar no fundo da minha garganta. Eu não posso ficar aqui, mas estou congelada no mesmo lugar.
Eu não sei o que ela está falando. Os sons são indistintos para mim naquele momento, onde os meus pensamentos de repente encontram-se nublados por imagens dos dois juntos. Imagens em que Edward a beija lentamente, onde ele a toca de forma suave, onde ele a olha da mesma maneira que ele me olha, com os olhos intensamente cheios de desejo e luxúria. Meu estômago se contorce com o pensamento de ele a possuindo.
Tento afastar esses pensamentos, mas não consigo. O ciúme tinha me dominado. Por ela e por qualquer outra que esteve com ele dessa forma. Por lábios que haviam sido tocados pelos beijos dele, por corpos que haviam sido tomados pela sua virilidade. É insano o sentimento, eu sei, e eu não tenho nenhum direito, mas eu não conseguia refrear o meu cérebro. Eu sei o efeito que Edward causa nas mulheres, e por mais que eu soubesse muito pouco sobre seu passado sexual, eu não precisava de testemunho ou confirmação sobre sua vasta experiência com mulheres. Mas eu não queria ver, pensar, sequer imaginá-lo com outra. E por esse motivo eu me forcei a ficar, mesmo que a minha vontade era de fugir como um animal assustado, mesmo que no final eu fosse a única a sofrer. Eu sabia que correria um risco ficando, de saber o que eu não desejava saber, de ver o que os meus olhos não gostariam de ver. Contudo, precisava ter certeza se Edward ainda estava envolvido com a mulher à minha frente, ao contrário do que Jasper havia dito para Alice.
- Se eu soubesse o número do apartamento dele não interfonava para a portaria, não acha? – disse ela secamente.
Respiro fundo e dou alguns passos para trás, na calçada, tentando sair do seu campo de visão e da frente da porta de vidro que ela está tentando abrir com uma das mãos, e que aparentemente está trancada.
- Nenhum Edward Cullen mora aqui? – zombou, falando um pouco embolado. Ela estava bêbada? – Amigo, eu sei que é aqui que Edward vive, quem me forneceu o endereço não tinha motivos para me enganar. Agora, você pode fazer o favor de avisá-lo que preciso falar com ele? Urgente? – pediu com impaciência.
Espera. Ela nunca tinha vindo aqui antes? Por que estão lhe dizendo que Edward não mora aqui?
- Engano? Não há engano! – Jane gritou escandalosamente com quem estava do outro lado. – Eu sei que ele encontra-se no seu apartamento neste exato momento e apenas ordenou que me dissessem que não morava aqui! – ela se exaspera.
Quando me inclino para tentar ouvi-la melhor, percebo que estou na frente do portão elétrico de bronze envelhecido que dava acesso à garagem do prédio no subsolo. E antes que eu possa me mover dali, eu a vejo colocar a alça da bolsa em sua mão e sair da entrada do edifício, com uma expressão furiosa.
Na calçada, ainda na frente do prédio, Jane solta um urro tamanha sua cólera.
- Argh! Maldito! – pragueja, e então começa a andar em minha direção, cambaleando um pouco.
Ela caminha, batendo seus saltos com fúria, e eu posso afirmar que ela é capaz de matar um apenas com os olhos. Ela para, e olha para o edifício, e enquanto faz isso abre a bolsa, puxando um celular de dentro. Está tão perto que posso sentir o cheiro forte do seu perfume. Olho para os seus seios fartos e me pergunto se são verdadeiros.
Jane leva o celular até o ouvido, mas não demora mais que alguns segundos, colocando-o de volta à bolsa, grunhindo com frustração.
- Desligado! – vocifera, e é quando ela olha para mim. – O quê? – ela rosna com irritação.
Meu corpo ficou rígido. Não tinha percebido que estava olhando para ela muito tempo.
O que eu iria dizer?
Olá, meu nome é Isabella e estou aqui pelo mesmo motivo que o seu, falar com Edward.
Não, óbvio que não.
- Hmm... nada. – eu lhe respondo, porque honestamente não havia nada que eu poderia dizer, muito menos explicar os reais motivos.
- Pode falar. Eu sei que você ouviu. E se quer saber, estou mesmo me humilhando. – Se humilhando? Para quem, para Edward? Ela encostou-se então à parede. – Vida fodida. – exalou em voz baixa, mas eu pude ouvir perfeitamente. Seus olhos estão um pouco vidrados. Ela parece mesmo estar bêbada.
Eu não conseguia parar de olhar para ela. Jane lembrava as modelos de capa da Vogue, o longo cabelo loiro, os seios provavelmente falsos, mas grandes e perfeitos, o corpo cheio de curvas, um belo traseiro. Tudo bem, talvez capa da Playboy se encaixasse melhor, mas ainda assim , mesmo embriagada, ela era muito bonita.
Franzi a testa para mim mesma. Eu estava confusa. Jane não estava enganada. Edward morava mesmo neste prédio, eu estive em seu apartamento e passei uma noite. Por que a informaram que ele não residia aqui? Teria Edward ordenado para transmitirem a ela a informação, como a própria Jane concluíra? Ele não queria que ela soubesse onde morava? Significava então que ela nunca estivera antes em seu apartamento?
Encontrei-me diante de vários questionamentos, e sabia que só poderia obter respostas se reunisse um pouco da minha coragem e da minha inteligência. Precisava fazer Jane conversar comigo.
Eu respirei fundo, tentando manter a compostura, e a encarei.
- O que aconteceu? – perguntei, tentando não soar intrusa ou curiosa, ou talvez eu não conseguisse descobrir nada.
- Tudo. – respondeu evasiva, abrindo a bolsa e pegando um maço do cigarro. Pelo que parecia, eu teria que ser um pouco mais direta.
- Você... estava tentando falar com alguém deste prédio? – inquiri lentamente.
- Sim. Por quê? – disse ela em um tom de voz rude, seus olhos faiscando de raiva. Ela suspirou e em seguida acendeu o cigarro. – Desculpe. Estou um pouco nervosa. – disse, mudando o tom.
- Hum, tudo bem. – minha voz oscilou. Eu ainda estava confusa e já não tinha certeza se conseguiria dela alguma informação. – Eu não queria ser...
- Você mora aqui? – ela me cortou, erguendo uma sobrancelha.
Merda.
- Hum... não. Eu só conheço alguém, er... uma amiga. – eu respondi, mentindo a última parte.
- Será que você conhece quem estou procurando? Ou sua amiga? – de repente ela parecia interessada em conversar comigo.
- Não conheço ninguém. Ela também não, mudou-se há poucos dias. – menti mais uma vez.
- Droga! – ela xingou, soltando a fumaça.
Nós ficamos alguns segundos em silêncio, até ela ser a primeira a quebrá-lo, para a minha surpresa.
- Fui demitida ontem. – informou.
- Oh. Sinto muito. – disse em voz baixa.
- Não sinta. – disse, levando novamente o cigarro à boca. Ela estava começando a me dar nos nervos, mas se eu pretendia colher informações sobre ela e Edward, precisava ignorar sua insolência. – Não foi sem justificativa, e tudo que fiz foi de caso pensado. E não me arrependo. Mas os meus problemas pessoais continuam, tenho uma avalanche de contas para pagar, um aluguel caríssimo para manter, e é por esse motivo que estou aqui, plantada na frente desse edifício. Faço tudo para não ter que voltar para Louisiana. – jorrou sofregamente, fazendo-me sentir um pouco do cheiro de álcool em seu hálito.
Por um segundo perguntei-me o que ela fez para ser demitida. Será que ela roubou?
Provavelmente não, ou não estaria aqui agora.
- Então... a pessoa que você está tentando falar, que mora neste prédio, é por que você precisa de dinheiro? – perguntei hesitante.
- Não sei onde isso pode ser da sua conta, mas sim. – disse ela, tragando mais uma vez. – Sabe, nós transamos algumas vezes. – tentei não vomitar quando ela disse isso, em pensar nela com ele. – Bom partido, futuro promissor, família rica. Claro, ele é lindo, qualquer mulher se apaixonaria, mas eu sabia também que esse seria o meu maior erro caso acontecesse. – estremeci ao ouvir aquelas palavras. – Mas mesmo assim eu o queria. Então, fiz de tudo para chamar sua atenção, fazer com que me enxergasse, que caísse por mim, usando de todas as minhas armas e jogos de sedução. Até que consegui. Bem, não da forma como planejei. – rolou os olhos, expelindo a fumaça. – Sucumbiu ao sexo, mas nada mais que isso. Eu deveria saber que homens como Edward Cullen não se apaixonam nunca, não se envolvem com ninguém.
Tomei algumas respirações profundas, tentando não demonstrar que estava chocada com a sua diarreia verbal sobre Edward.
- Então, você e esse Edward não...
- Não. – ela me cortou, dando um último trago e em seguida jogou o toco do cigarro no chão. – Eu fui apenas o brinquedinho sexual que ele se divertiu algumas vezes e agora não quer ver pintado de ouro em sua frente. – disse azedamente. – Ele não dá a mínima para nenhuma garota, a não ser que esteja querendo gozar. É um idiota, convencido, arrogante e presunçoso, acredita que toda mulher do mundo deve curvar-se aos seus pés, beijar o chão que ele pisa. Preocupa-se apenas com o próprio prazer, em alimentar o maldito ego. – concluiu com aspereza.
Eu estava atordoada. Ele não era assim como ela descrevia. Ou era?
- E o filho da puta deve estar pensando que descobri o seu apartamento para implorá-lo a transar comigo. Claro que não pretendo negar, se ele quiser. Mas eu só quero um empréstimo ou algo do tipo, só até conseguir me acertar financeiramente, principalmente com o aluguel, não quero me desfazer do imóvel. – disse, acendendo um novo cigarro.
Eu a encarei em choque. Estava me sentindo enojada pela mulher à minha frente.
- Só vou sair daqui depois que conseguir falar com ele. – disse após tragar o cigarro.
- Você vai ficar aqui? Esperando por ele? – indaguei, quase sem tentar esconder meu desprezo.
- Vou. Por quê? – ela me encarou.
- E você acredita mesmo que ele vai te dar algum dinheiro?
— Por que você não vai cuidar da sua vida? – replicou, mudando seu tom de voz, mas ainda saíra um pouco embolado. – Isso não te interessa. – disse, se sentando desajeitadamente na calçada.
Eu a olhei, incrédula. Ela ia mesmo ficar aqui?
Olhei para o céu, observando as nuvens de chuva se aproximando, e a temperatura caindo aos poucos, enquanto a frustração me dominava. O que diabos fazer agora?
Eu estava tentando decidir o que faria diante daquilo quando o toque do meu celular soou de repente dentro da minha bolsa. Tirei-o rapidamente. Era Alice.
- Alice?
- Bella, eu não interromperia se não fosse importante. Me desculpe.
- Não. Você não está... – me interrompi, respirando fundo e olhando em seguida para a mulher sentada na calçada na frente do prédio de Edward. – interrompendo nada. – continuei. – Eu não consegui falar com ele.
- Não? – eu podia sentir
- Não. Conto quando puder. – dei as costas para Jane. – O que aconteceu?
- Rosalie desmaiou, parece que bateu a cabeça, e agora está no hospital. – ela soltou de uma vez.
- Quê? – minha voz se elevou.
- Sim, eu ainda não sei direito os detalhes. Emmett disse a Jasper, que acabou de me contar.
- Oh meu Deus! Como ela está? Em que hospital?
- Ela está no St Vincent’s.
- Estou indo para lá agora.
- Eu ainda estou em casa. Chego logo depois de você.
- Ok. – encerramos a chamada, e comecei a caminhar a passos largos até a Columbus, em busca de um táxi.
Olhei para trás, Jane continuava lá.
Isso era mesmo uma merda.
XxXxXxXxXxX
Fora em torno de meia hora mais tarde quando consegui chegar ao hospital onde Rosalie tinha dado entrada. No caminho falara com Emmett, que estava com o celular dela, e assegurou-me que ela estava bem, que tinha feito alguns exames, e que me explicava quando eu chegasse.
Após passar pela recepção, localizei o noivo da minha amiga e colega de trabalho. Emmett estava no corredor, do lado de fora do quarto. Como não era horário de visita, eu não tinha certeza se poderia vê-la.
-Ei, Bella. – nós nos abraçamos.
- E aí, como ela está? – perguntei quando nos afastamos.
- Ela está bem, está dormindo agora. – ele cruzou os braços na altura do peito, fazendo com que os músculos dos braços saltassem. – Foram feitos alguns exames, a tomografia não acusou nada, mas a médica que a atendeu achou melhor ela passar essa noite no hospital, ficar em observação.
- E o que aconteceu?
- Eu liguei para ela um pouco depois da uma da tarde, ela disse que não estava se sentindo bem, se queixava de dor de cabeça, de um mal estar, disse que estava em um almoço com algumas pessoas da Universidade de Long Island do campus do Brooklyn.
- Ela foi fazer uma externa. – comentei.
- Sim. – assentiu. – Rose disse que não conseguiu comer nada, e que pediria ao motorista da Fortune para deixá-la em casa. Quando liguei mais tarde, falou que tinha tentado dormir, mas o mal estar não tinha passado. Saí um pouco mais cedo do trabalho e fui fazer companhia a ela, só então vi que ela estava realmente muito mal. Sequer conseguia abrir os olhos. Desci para pedir a Carmen que preparasse algo que ela pudesse comer, e quando retornei ao quarto, a encontrei desmaiada no chão. – narrou, com os olhos angustiados. – Já aqui no hospital, quando acordou, Rose disse que estava tentando se levantar da cama quando sentiu uma tontura, e que depois disso não se lembra de mais nada. Quando caiu ela já estava desacordada.
- Meu Deus. – levei minhas mãos à boca. – E o que ela teve? Rose estava tão bem pela manhã.
- A pressão arterial caiu demais, mas provavelmente outros fatores, que a médica que a atendeu está investigando. Suspeita-se de uma anemia, por esse motivo pediu que fizessem exame de sangue, e o resultado sai na parte da manhã.
- Tanto que avisei a ela para parar com as dietas malucas. – murmurei. – Posso vê-la?
- Não é horário de visita, mas... – ele olhou para os dois lados do corredor. – não tem ninguém olhando. Entra aí. – disse apontando para a porta do quarto em que Rose estava.
Quando entrei, minha primeira impressão era de que Rosalie parecia tão frágil deitada naquela cama. Seu rosto estava pálido, abatido, sem maquiagem, mas dormindo tranqüila.
- Nunca pensei que visitaria Rosalie em um hospital. – sussurrei para Emmett.
- Também não. – ele sorriu brevemente, olhando para a noiva.
- Os pais de Rosalie não voltaram de viagem? – perguntei.
- Não. Eles pretendiam prolongar em mais alguns dias, mas quando liguei para falar sobre o que aconteceu, decidiriam voltar imediatamente. Chegam de madrugada.
Assenti.
- Eu estava prestes a te ligar quando Jasper me telefonou, bem no momento em que ela estava indo fazer a tomografia. Pedi para que ele fizesse em meu lugar.
- Tudo bem, Alice me ligou. – disse a ele. – Ela deve estar chegando. – Emmett anuiu, então me aproximei um pouco mais da cama. – Quem vai passar a noite com ela? – inquiri em um sussurro.
- Eu.
- Emmett, eu posso ficar, assim você...
- Não. Eu quero ficar, Bella, obrigado. – ele me interrompeu. – Não vou conseguir dormir se for para casa.
- Você tem certeza? Se quiser sair para buscar algo ou...
- Carmen está trazendo algumas roupas, alguns artigos de higiene pessoal. – ele olhou para o relógio no pulso. – Já deve estar a caminho.
- Não hesite em contar comigo, para o que precisar.
- Pode deixar, Bella. Obrigado. – ele sorriu.
Olhei novamente para Rosalie, e estiquei minha mão para tocar seus cabelos. Ela se mexeu um pouco, e eu recuei, mas felizmente não acordou. Suspirei e me afastei da cama. Ela precisava descansar.
Minutos mais tarde, Emmett e eu deixamos o quarto. Estava tentando convencê-lo a comer um pouco quando Alice chegou, nos enchendo de perguntas. Nós a tranquilizamos, e Emmett contou novamente o que acontecera. Mais calma, ela entrou no quarto para vê-la. Carmen chegara logo depois, com as roupas de Rosalie, fazendo em seguida o mesmo caminho que Alice. Ela trabalhava para os Hale há muitos anos, tinha Rose como uma filha.
Emmett decidiu tomar um café, e eu me sentei em um dos bancos dispostos no corredor. Apoiei a cabeça na parede e fechei os olhos.
O dia tinha sido uma loucura. Primeiro a aparição inesperada de Jacob, a descoberta dos meus sentimentos, a minha conversa com Alice, o encontro com Jane e agora Rosalie. O que mais faltava acontecer?
Eu esperava sinceramente que mais nenhuma surpresa desagradável.
- Bella? – senti o toque em meu ombro após um tempo indefinido.
- Ela acordou? – perguntei a Alice logo que abri os meus olhos.
- Não, continua dormindo. Carmen está com ela. – disse, se sentando ao meu lado. – Graças a Deus não foi nada sério.
- Sim. – suspirei.
- E você? Como está? – perguntou em voz baixa.
- Estou cansada. – disse a ela.
- Eu vejo. – Alice segurou a minha mão. – Mas não é sobre isso que me refiro. E então, o que aconteceu?
Olhei para as nossas mãos. Eu sabia que ela estava falando sobre Edward, mas eu não estava preparada para falar sobre Jane agora. Estava tentando organizar o que dizer no momento em que Emmett volta, falando com alguém ao celular.
- Bella e Alice já estão aqui. – disse para a pessoa do outro lado da linha. – É Jasper. – sussurrou para nós duas. – Ok. Valeu a força, cara. Até mais. – murmurou, encerrando a chamada logo depois. – Ele está vindo.
- É, ele ficou de vir assim que saísse do hospital. – disse-lhe Alice.
- Ele estava de plantão? – perguntei a ela, de repente imaginando se Edward talvez não estivesse em seu apartamento, mas cumprindo plantão também.
- Sim, desde a noite anterior. – ela fez uma careta.
- Esta aí uma profissão que definitivamente não é para mim. – Emmett estremeceu antes de sorrir.
- Muito menos para mim. – Alice concordou e ambos riram.
- Ei, Rosalie falou que vocês duas se formam em poucos dias? – comentou olhando entre mim e Alice, soando mais como uma pergunta.
- Sim, em 26 de maio. – disse a ele.
- Finalmente. – bradou Alice animadamente.
Nós três continuamos a conversar sobre assuntos aleatórios. Alice manifestou sua decisão em deixar de morar com os pais após a graduação, pois havia chegado o momento em que ela precisava ser independente, especialmente agora que sua mãe estava finalmente bem após três anos de idas e vindas de hospital em hospital devido a uma doença arterial coronariana que a fez se submeter a uma angioplastia e mesmo ponte de safena. Ela cuidaria sempre dos pais, mas chegara sua hora de ir embora, de viver sua vida e, agora, exercer a profissão.
Eu conhecia o sentimento. Nos meus primeiros anos de adolescência imaginei uma vida diferente da que vivo agora, onde após o High School cursaria uma universidade da Ivy League, finalmente moraria sozinha, e quando terminasse a graduação, estaria pronta para planejar o casamento com o meu noivo, alguém que eu conheceria no primeiro ano de faculdade e me apaixonaria perdidamente.
Bom, nada disso aconteceu.
Não que estivesse insatisfeita com minha vida agora. Bem, deixando de lado o que se refere a minha vida amorosa. No mais, eu não tinha o que reclamar. Fora uma opção permanecer em Manhattan, vivendo com a minha mãe. Eu não queria deixá-la sozinha, Renée não tinha mais ninguém além de mim. E mesmo que ela insistira que ficaria bem quando eu partisse, sabia que no fundo estaria de coração partido. No final, a NYU tinha sido a melhor opção para nós duas. E não me arrependo.
Voltei minha atenção para Emmett, enquanto este narrava o período em que viveu na Califórnia. Fora então que uma resolução havia me batido: ele não fizera nenhum comentário sobre a descoberta de que era eu àquele dia no apartamento de Edward.
Eu que tinha imaginando que ele não nos deixaria em paz, que nos abordaria com comentários maldosos e piadinhas, suspirei em alívio.
Carmen saíra do quarto, fazendo Emmett caminhar até ela, seguido por mim e Alice. E enquanto ela se oferecia para passar a noite com Rosalie, ouvindo em seguida um Emmett resoluto de que não deixaria a noiva por nenhum minuto, Jasper surgiu no final do corredor. Quando se aproximou notei a expressão abatida e cansada em seu rosto, e também de preocupação.
Os dois amigos trocaram um cumprimento camarada – um abraço típico de rapazes, com batidas nas costas –, no minuto seguinte ele e Alice trocaram um breve beijo, e então ele passou um braço pela sua cintura, enquanto com a outra mão afagou o meu ombro, cumprimentando-me, mas olhando para mim de forma... estranha. Não consegui decifrar seu olhar, era como se ele soubesse algo sobre mim, um segredo, melhor dizendo, era como se ele soubesse algo relacionando a mim que eu sequer sabia.
E isso me deixou desconfortável, porque não era a primeira vez.
Enquanto me perdi em pensamentos, Jasper voltou-se para Emmett, pedindo ao amigo detalhes sobre o que acontecera, que narrou mais uma vez os sintomas de Rosalie ao longo do dia, até o desmaio. Por estar diante de um residente de medicina, a conversa com Jasper tinha sido mais profissional. Permaneci em silêncio, apenas ouvindo a troca entre os dois, vendo a preocupação nos olhos de Emmett, lembrando a forma como ele fora incisivo ao dizer que seria o único a passar a noite com Rosalie. Ele realmente cuidava dela. E sem perceber, vi-me observando Jasper e Alice. Embora não estivessem namorando oficialmente, ainda, a forma como interagiam um em torno do outro era como um casal que se relacionava há muito tempo. Eram perfeitos juntos.
Eu não queria, mas senti a pontada amarga da inveja.
Nunca em um relacionamento havia sido cuidada. Se é que eu poderia classificar minhas antigas experiências em relacionamentos. Nunca sequer antes senti-me amada, como o objeto de interesse de alguém, como minhas amigas eram por seus companheiros, bem, pelo menos Emmett e Rosalie se amavam, Jasper e Alice era só uma questão de tempo.
Não pude evitar que os meus pensamentos se direcionassem a Edward. De como o nosso envolvimento era tão complicado e diferente de como era o dos nossos amigos.
Eu me perguntei se seríamos como isso algum dia.
Mais pessoas foram chegando. Uma tia de Rosalie, irmã de sua mãe, e a prima Heidi, ambas querendo saber como a loira estava, preocupadas, mas Emmett as tranqüilizou. E antes que pudessem vê-la, uma enfermeira surgiu e as interceptou, dizendo que não podiam entrar no quarto sem ser horário de visita, com exceção do acompanhante da paciente, assim como todos nós não podíamos ficar no corredor, e nos encaminhássemos para a recepção para não fazer barulho e incomodar os internados.
Jasper, conhecedor das regras e rotina de um hospital, nos disse que ela tinha razão, que não podíamos ficar naquele ambiente fora do horário de visita. Carmen pediu que Emmett nos fizesse companhia que ela ficaria com Rosalie enquanto isso, e então todos nós saímos.
Gianna, tia de Rosalie, e sua filha Heidi conversaram um pouco com Emmett, a primeira queixando-se que a sobrinha comia muito mal, e que provavelmente tivera sido o motivo que a trouxe a um hospital, e que a filha seguiria o mesmo caminho se continuasse não comendo bem, o que me fez lembrar que eu não comia desde o café da manhã, que por sinal fora apenas um copo de café e um único pretzel.
As duas foram embora com a promessa de voltar no dia seguinte no horário de visita, ficando apenas Emmett, Jasper, Alice e eu.
- Ela deve acordar em algum momento. São apenas os remédios. – Jasper disse a Emmett quando este perguntou por que a noiva só fazia dormir. – Você quer que te traga alguma coisa? Já que vai passar a noite com ela?
- Não, obrigado. Carmen trouxe roupa para mim, que estava na casa de Rose.
- Certo. Não hesite em pedir qualquer coisa que precisar. – exprimiu, acompanhado de um bocejo.
- Ei, cara. Você precisa dormir. – disse Emmett a ele.
- É, eu estou morto. – ele riu, se inclinando para beijar o topo da cabeça de Alice. – Acho melhor ir para casa antes que o sono seja demasiado e eu durma ao volante.
- Posso ser sua motorista se você quiser. – sugeriu Alice sorrindo, beijando-o nos lábios.
- Sério, baby? – ele sorriu, retribuindo o beijo. – Vou adorar tê-la como minha motorista particular.
- Nem pense em se acostumar, é só por hoje. – ela riu, fazendo-me abrir um pequeno sorriso, vendo a troca entre eles.
- Bella, você está indo também? Nós te deixamos em casa. – ofereceu Jasper.
- Hum, sim. Obrigada Jasper. – sorri para ele. – Emmett – voltei-me para o Administrador de Empresas. –, me ligue se Rosalie sentir alguma coisa, não importa a hora. Deixe-me saber como ela está.
- Pode deixar, Bella, quando acordar vou dizer que estiveram aqui. – ele sorriu.
- Qualquer dúvida, sabe como me encontrar. – Jasper disse ao amigo, dando um tapinha leve em seu braço.
- Valeu, cara. Amanhã dou notícias. Ei, você sabe sobre Edward? – perguntou a Jasper, fazendo o meu coração acelerar com a menção, e Alice olhar imediatamente para mim. – Tento falar com ele desde ontem e seu celular só acusa desligado.
- Ele perdeu o celular. – respondeu o loiro.
O quê?
- Perdeu? Onde? – Emmett franziu a testa.
Jasper olhou rapidamente na minha direção, com uma expressão enigmática. E antes que ele pudesse ver os meus olhos se estreitarem, tinha se voltado para Emmett.
- Não sei direito. Te aviso quando conseguir falar com ele. Vamos? – pediu a mim e a Alice.
Nós nos despedimos de Emmett e então caminhamos até o estacionamento do hospital, meus passos seguindo os de Alice e Jasper, ambos à minha frente, e eu não conseguia parar de pensar na informação que ele acabara de compartilhar, mesmo quando entramos no carro, Alice ao volante e Jasper ao seu lado, enquanto me acomodava no assento traseiro.
Edward tinha perdido o celular. O que fazia todo sentido. A própria Jane telefonara para ele na minha frente, também não conseguindo. Se bem que eu não tinha certeza se ele realmente retornaria minhas ligações ao ver que eu tinha tentado falar com ele.
- Emmett estava tão preocupado. – comentou Alice enquanto colocava o carro em movimento.
- Desmaios podem ser um pouco assustadores, mas é muito comum ocorrer com a queda brusca de pressão. – Jasper disse a ela.
- Depois que ele te ouviu, parecia bem mais tranqüilo. – eu disse a ele, tentando entrar na conversa. Não queria demonstrar que estava pensando sobre o que ele dissera lá dentro, minutos atrás.
Continuamos a conversar durante o trajeto. Alice não tinha gostado da maneira que a enfermeira falou conosco quando estávamos na frente do quarto de Rosalie, e aproveitou a oportunidade para xingá-la. Jasper se divertia com os seus comentários, dizendo que ela estava correta em pedir para que nos retirássemos de lá, e enquanto explicava, observei sua mão viajar até a coxa de Alice, acariciando-a, e o carinho continuou ao longo do caminho até minha casa. Por duas vezes, quando paramos no sinal vermelho, os dois se inclinaram para trocar um beijo, mas sem se estender demais, e me incluindo em todas as conversas. Ainda assim, quando Alice finalmente parou o carro na frente do meu prédio agradeci silenciosamente.
- Bella, a última prova de beca é depois de amanhã. Você acha que consegue chegar a tempo? – perguntou a baixinha.
- Sim, meu diretor está ciente do final de graduação. Estou liberada para qualquer eventualidade relacionada ao fim das aulas e à formatura. – disse a ela.
- Bem, você poderia então pedir para se ausentar e concluir aquele relatório da Sra. Mansell. Como a aula de hoje foi cancelada não terá outra até a quarta-feira, o dia da entrega. – sugeriu. A professora Sra. Mansell, conhecida por dificultar a vida do aluno, especialmente no final da graduação, quando o que todos querem é poder dar adeus a universidade, inventara um relatório de conclusão de sua disciplina de última hora, deixando a maioria esmagadora indignados por tal solicitação.
- Até poderia, mas com o problema de saúde de Rosalie será impossível. Não posso deixar o setor sem ninguém, nosso diretor não pode ficar sem apoio. – olhei para o céu através da janela, vendo que a chuva não demoraria a cair.
- Oh, verdade. – assentiu. – Nenhum estagiário? – ela insistiu.
- O RH está tentando contratar há duas semanas, mas você sabe, férias se aproximando fica difícil conseguir alguém nessa época. – observei os primeiros pingos de chuva surgirem. – Mas, obrigada por se preocupar, Alice. Hoje mesmo eu consigo terminar, não pretendo me estender muito. – sorri para ela.
- Certo, boa sorte. – ela sorriu de volta. – Uau, de onde veio essa chuva repentina? – inquiriu quando os pingos engrossaram.
- A chuva do mês abril decidiu mostra-se em maio. – Jasper comentou, acionando as palhetas do limpador de pára-brisas.
- Bom, eu vou indo antes que piore. – eu disse, preparando-me para sair do carro.
- Bella! – Alice chamou. – Te ligo amanhã? – perguntou. E pela sua expressão, eu sabia que ela queria notícias sobre a minha ida ao apartamento de Edward. Eu não consegui explicar a ela o porquê de não ter conseguido falar com ele.
- Ok. Obrigada pela carona. – gritei antes de sair para a chuva.
Felizmente não deu para ficar muito molhada quando entrei em meu prédio. Chegando ao apartamento encontrei minha mãe sobre o sofá, seus pés esticados em cima da mesa de centro, assistindo a algum programa de TV. Provavelmente não fazia tanto tempo que chegara do hospital em que trabalha.
- Ei filha. – ela sorriu ao me ver. Aproximei-me e beijei sua bochecha. No mesmo instante o meu estômago fez sua aparição ao roncar um pouco alto. Nós duas rimos. – Nem preciso perguntar se está com fome. – comentou Renée.
- Não muito. – sentei-me a seu lado no sofá, para tirar meus sapatos. – O que temos para o jantar? – perguntei.
- Eu trouxe comida chinesa para nós duas, só esquentar no microondas. – disse ela, tirando os pés da mesa de centro. – Você chegou do trabalho e saiu de novo? Seu blazer estava no sofá.
- Hum... sim. Eu precisei sair. – respondi, abrindo os primeiros botões da minha blusa. – À propósito, Rosalie está no hospital. Sua pressão caiu, ela desmaiou.
- Oh meu Deus. Como ela está? – indagou minha mãe com uma expressão preocupada.
- Agora está bem, mas vai ficar no hospital pelo menos até de manhã.
- Mantenha-me informada sobre seu estado de saúde.
- Pode deixar. – levantei-me do sofá. – Já jantou? – perguntei, caminhando descalça em direção à cozinha.
- Não, estava tentando criar coragem para me levantar desse sofá. – ela riu, levantando-se também, e me seguiu.
Ficamos em um silêncio confortável enquanto comíamos. Estávamos na metade da refeição, quando minha mãe começou a falar sobre a formatura. Eu estava exausta, aquele tinha sido um dia longo, então, quando terminamos, me despedi com um beijo de boa noite, recolhi minhas coisas que estavam na sala e encaminhei-me para o meu quarto, onde me acomodei confortavelmente em minha cama para concluir o relatório para a disciplina da Sra. Mansell. Quando finalizei, fechei o notebook e em seguida tomei um relaxante e demorado banho de água quente, só saindo do banheiro quando a água tornou-se fria demais.
Quando pousei a cabeça no travesseiro, instantaneamente dormi. Meu cérebro provavelmente estava cansado demais para reviver os acontecimentos do dia.
XxXxXxX
Acordei pela manhã com a perspectiva de que aquele seria um dia melhor que a segunda-feira. Não sei se era apenas ansiedade, ou talvez estivesse ligado ao fato de que a minha menstruação havia ido embora. Graças a Deus.
Para mais um dia de trabalho, optei por um vestido de alfaiataria nude de mangas curtas, na altura dos meus joelhos, com um cinto cinza na cintura. Nos pés um Peep Toe salmão e bolsa da mesma tonalidade. O cabelo, arrumei em um coque, deixando apenas uma parte da minha franja solta.
Ao chegar à Fortune, não havia colocado os pés em meu setor e já tinha sido parada três vezes por algum funcionário. Não precisava de muita mágica para entender que havia muito, muito trabalho. O que era bom, assim as horas voariam. E meia hora depois de muitas solicitações, consultas e perguntas sobre o estado de saúde de Rosalie, finalmente pude entrar na sala que dividíamos. Eu só não contava com a notícia que recebi apenas cinco minutos após isso, quando atendi o celular enquanto checava uns papeis sobre minha mesa.
- Quê? – eu não estava acreditando no que ouvia. Essa era a última coisa que pensei ouvir pelo menos nos próximos dez anos.
- Isso mesmo que você ouviu. – pelo seu tom de voz, podia apostar que ela estava tão chocada quanto eu. – A médica notou uma alteração no meu exame de sangue, então pediu um Beta HCG.
- Rose, você... você está grávida? – a minha incredulidade era quase histérica.
- Sim. – sussurrou.
- Oh meu Deus! Como foi isso?
- Você quer mesmo que eu explique? – eu até poderia rir se não estivesse tão em choque.
- Rosalie... – lancei meu corpo para trás, encostando-me na cadeira e larguei a caneta em cima da mesa. – Você vai ser mãe!
- Eu sei. Inacreditável não é? – inquiriu.
- E Emmett? Como ele recebeu a notícia?
- Ele riu, chorou, agora está rindo sozinho de novo. Ele está estranho, Bella. Fazendo planos, querendo comprar o uniforme Kids dos Giants, e nós nem sabemos se é menino ou menina.
Eu ri.
- Os homens sempre esperam que o primeiro seja um menino. – eu disse a ela. – Quanto tempo de gestação?
- Eu vou precisar ir a um obstetra, você sabe, não entendo nada disso, mas pelos meus cálculos e pelo pouco que conversei com a médica que me atendeu, provavelmente estou com quatro semanas.
- Vocês foram bem rápidos. – provoquei em tom de diversão. Eu sabia que a primeira vez deles após o reencontro tinha sido naquele sábado, após o clube latino.
- Nunca confie em coito interrompido. – ela alertou e nós duas rimos.
- Uau. Vocês se acertaram há tão pouco tempo e agora vão ter um bebê! Bom, se for apenas um.
- Bella! – me advertiu em tom de desespero e eu não pude deixar de rir.
- Rose, eu estou tão feliz por vocês! – exclamei. Sim, me pegou de surpresa, mas... Nossa! É uma grande notícia. Primeiro o meu pai, e agora Rosalie.
- Ainda estou tentando assimilar, mas com minha mãe fazendo planos de casamento de um lado, e Emmett fazendo planos para o bebê do outro, acho que vou ter que me acostumar logo com isso. – ela disse.
Nós conversamos um pouco mais, até o telefone da empresa começar a tocar sem parar. Rosalie obviamente conhecia bem a rotina, então não se importou quando me desculpei por ser obrigada a encerrar a chamada. Ela receberia alta em alguns minutos, então fiquei de visitá-la após o expediente.
Algum momento mais tarde meu celular tornara a tocar, e embora eu não pudesse atender naquele instante verifiquei o visor, vendo que se tratava de Alice. Apesar de eu já esperar por sua ligação, sabia que o motivo não era eu ou Edward, mas a bombástica notícia sobre a gravidez de Rosalie. Sorri ao ler a mensagem que ela havia enviado logo em seguida:
Puta merda! Rosalie. Mãe! Apesar de ter ouvido de sua própria boca ainda não consigo acreditar! Bom, eu imagino que esteja muito ocupada, mas quando puder, me liga para comprarmos a primeira roupinha da nossa futura sobrinha. – Alice.
Enviei uma resposta rápida, ainda rindo.
Sim, é realmente inacreditável. Aqui está uma loucura, te ligo quando puder respirar. Ah, e se não quiser contrariar Emmett, acho melhor escolher roupinha de menino. – Bella.
Coloquei o blackberry de volta à mesa, olhando para a pilha de papeis em cima desta. É, definitivamente eu teria um dia cheio. Cheio de trabalho.
XxXxXxXxX
Desde que comecei a me arrumar para finalmente ir embora após o final do expediente, minha mente trabalhava a mil. Embora eu tenha enviado flores, acompanhadas de um cartão para Rosalie, eu queria ir até sua casa em West Village. Mas eu tinha uma situação pendente que eu não aguentava mais esperar. Nenhum dia a mais.
E sem pensar mais de uma vez, peguei um táxi até o endereço onde eu precisava ir.
Meu estômago se comprimiu quando estava novamente diante do prédio de Edward. Não queria ficar pensando na noite passada, mas grande parte de mim gostaria de saber sobre Jane.
Eu sabia que seria inútil após a informação de Jasper, todavia tentei chamá-lo no celular. E, claro, continuava do mesmo jeito, como se estivesse desligado. Mesmo assim não conseguiria falar com ele, ou com qualquer outra pessoa, a bateria do meu celular caiu depois disso.
Tomei uma respiração profunda e me dirigi até o interfone. Fora então que me lembrei que não sabia o número do seu apartamento. Eu não havia prestado atenção quando estive nele.
Merda.
Não me restou alternativa. Tive que interfornar para a portaria.
- Er... boa noite. – cumprimentei quando a pessoa do outro lado atendeu. – Eu gostaria de falar com Edward Cullen, mas eu realmente não sei o número do seu apartamento.
- O Sr. Edward não se encontra, senhorita. Deseja deixar recado? – senti uma pontada de decepção me tomar, assim como não pude deixar de vibrar internamente ao ouvi-lo dizendo isso. Edward não queria mesmo que Jane soubesse que este era o seu apartamento.
- Hum... será que ele estará de volta em breve? – perguntei. Eu não queria mais adiar essa conversa.
- Não saberia te dizer, senhorita. Ao que tudo indica, o Sr. Edward saiu desde cedo.
- Teria algum problema se eu... hum... esperasse por ele? – pedi hesitantemente.
- Nenhum, senhorita. Vou abrir a porta. – disse ele, quando então ouvi o som da enorme porta de vidro ser destravada. Com o coração acelerado, adentrei o luxuoso prédio.
Durou cerca de cinco segundos até o porteiro vir a meu encontro, dizendo que eu podia aguardar Edward na sala de espera, que ele me avisaria quando este chegasse. Agradeci e me acomodei em uma das poltronas modernas dispostas no ambiente, enquanto o rapaz ligava o aparelho de TV e se retirava em seguida, deixando-me sozinha.
Minutos se passaram, que logo viraram horas, e nada de Edward chegar. Eu já tinha desligado o aparelho de TV de tédio, e andado de um lado a outro da sala, mas nenhum sinal. Olhei as horas em meu discreto relógio de pulso, vendo que faltavam doze minutos para as dez da noite. Eu estava ali por três horas.
Sentei-me novamente na poltrona, decidindo esperar mais um pouco. Eu não queria ir embora sem falar com ele, mas também sabia que não podia passar a noite toda aqui.
Estava com a cabeça jogada para trás e os olhos fechados quanto senti uma presença. Tentei sufocar a ansiedade, mas a tentativa se dissipou no momento em que abri os olhos e o vi.
Meu coração falhou uma batida. Ele estava mais sexy do que nunca, deixando-me sem fôlego.
Edward vestia um suéter azul escuro de manga comprida, calça jeans e tênis preto. Ele parecia um pouco cansado. Seu cabelo bronze continuava em sua desordem natural e os seus olhos verdes estavam fixos nos meus.
Por tudo que é mais sagrado, ele era como o epítome da beleza masculina.
Em que momento me apaixonei por ele? Não sei ao certo. Simplesmente... aconteceu. Os sinais estavam todos lá. Na forma como apenas em pensar nele fazia o meu coração saltitar e provocar um frio na minha barriga, na corrente elétrica que me atravessava apenas na presença dele, nas reações que o som de sua voz provocava em mim, no poder que o seu toque tinha sobre o meu corpo, na ânsia em abraçá-lo e de beijá-lo até perder os sentidos.
Edward mexia com cada parte de mim.
Senti como se minhas pernas estivessem derretendo enquanto me levantava da poltrona, segurando a minha bolsa em uma das mãos.
Meu coração batia forte em meu peito enquanto nos encarávamos. Eu não sabia dizer se ele estava chateado ou surpreso. Sua expressão não me oferecia nada.
Edward estava a alguns metros de mim, e tudo que conseguia pensar é em atravessar esta sala e me jogar em seus braços. E embora o pensamento fosse tentador, eu me seguro, precisávamos conversar.
- O que você está fazendo aqui? – perguntou com sua voz quente e macia, e eu me arrepiei. Só o som de sua voz era o suficiente para me desestruturar.
Pisquei algumas vezes, tentando reunir os meus pensamentos.
- Nós precisamos conversar. – eu digo, tentando manter minha voz firme.
- Ah, então agora você quer conversar? – inquiriu sendo bem sarcástico.
- Edward, por favor? – pedi, com um olhar suplicante.
Ele me olhou por um longo tempo, me avaliando, e então sacudiu a cabeça lentamente.
- Tudo bem. – suspirou. – Venha. – ele comanda.
Meu coração martelava enquanto o seguia. Calafrios percorriam minha pele à medida que tomava mais consciência do seu corpo tão perto. Incrível como cada célula do meu corpo respondia quando ele estava próximo. Podia sentir o seu aroma. Um cheiro de essência natural e perfume caro. É inebriante.
Havia um casal de idosos à espera do elevador. Quando entramos, agradeci silenciosamente não estarmos sozinhos naquela bolha de tensão que nos rodeava. Mas durara pouco tempo. O casal descera no oitavo andar, nos deixando a sós o restante da viagem, até o último andar. Estávamos de lados opostos, e eu tentava manter minha respiração estável naquela atmosfera sufocante, enquanto olhava para o chão.
Relaxe Bella. Apenas relaxe. Comandei a mim mesma, tentando me controlar.
O elevador chegou e eu inevitavelmente olhei para Edward, que indicou com a mão para que eu saísse primeiro. Hesitante, segui na frente, seguida por ele. Parei diante da porta do seu apartamento, e Edward a abriu, desta vez entrando primeiro, segurando a porta ao entrar e dando espaço para que eu passasse, fechando-a em seguida.
Quando meus olhos vagaram pela sala de estar, demorando-se no grosso tapete, respirei fundo, sentindo as lembranças da noite em que estive aqui inundarem minha mente com força. Aquela noite tinha sido tão diferente da primeira.
Edward se sentou no sofá, me trazendo de volta para o presente. Eu continuei em pé, sabendo que ele estava esperando que eu começasse. Na verdade, eu não sabia por onde começar.
Eu olho para ele através de meus cílios e ele olha para mim. Seus olhos eram penetrantes, intimidantes.
Depois de um tempo, eu não conseguia mais suportar aquele silencio. Tomei uma respiração sonora e profunda, antes de reunir toda a minha coragem e o encarar.
- Edward, eu quero me desculpar pela forma como agi no último sábado. – eu disse, orgulhosa de mim mesma por não ter gaguejado.
- Pelo que exatamente você quer se desculpar? – ele ergueu uma sobrancelha. Observei seus lábios enquanto ele falava, sentindo meu coração acelerar.
— Por tudo. – espremi os olhos, abrindo-os em seguida. – Por não ter conversado quando você propôs, por ter sido tão... hostil, principalmente.
- Hmmmm... – ele tirou o tênis com os próprios pés, em seguida esticou as pernas sobre a mesa de centro, cruzando os pés no outro, ao mesmo tempo em que abria os braços, apoiando-os no encosto do sofá. – e o que a fez mudar de idéia agora?
Eu poderia dizer que era porque estava apaixonada por ele, mas não era somente isso.
- Porque eu reconheço que estava errada, que não devia ter agido daquela forma, ter dito coisas que não devia. Eu realmente sinto muito. – murmurei.
- Ok. – disse com um simples aceno de cabeça, meio indiferente. Eu não consegui entende-lo, apesar de saber que merecia sua atitude defensiva. Mas eu estava aqui, não estava? Ele podia reconhecer isso.
- Olha, Edward, eu sei que você está chateado, e com toda razão, mas eu vim até aqui e...
- Eu disse ‘Ok’, não disse? – ele me cortou, e o seu tom me surpreendeu.
Por que diabos ele estava me tratando assim?
- Por que você está falando assim comigo? – as palavras saíram ásperas, e essa não era bem a minha intenção. Mas eu não podia fingir que não estava começando a ficar irritada.
- Assim como? – retrucou, visivelmente irritado também. Eu não conseguia entender por que ele olhava tão encolerizado.
- Nesse tom, quando estou aqui tentando conversar pacificamente e me desculpando pelas minhas atitudes estúpidas. – eu cuspo. A conversa não está tomando o rumo que eu gostaria.
- Oh, devo concordar com você. Fora realmente uma grande estupidez. Admira-me que esteja aqui hoje. O que aconteceu? Eles não deram conta? – ele questiona com uma ironia amarga.
Eles? Eles quem?
- Eles? Do que diabos você está falando? – minha voz se eleva.
- De quem mais? Sean. James. Ou devo acrescentar mais nomes na lista?
Senti a raiva tomando conta de mim, meu peito arfava enquanto olhava para ele, vendo a fúria pétrea por trás de sua íris.
Ele se levanta e seus olhos verdes como esmeralda confrontam os meus. Ele é tão enervante. E sexy, mesmo transbordando raiva. O seu cenho estava enrugado e uma veia saltava proeminente.
- E então? Animada para conhecer o loft? Porque olha, James não fala outra coisa. – eu podia ouvir o veneno escorrendo pela sua voz.
Aonde ele quer chegar com essa conversa?
- Eu não sei do que você está falando. – disse entre dentes.
- Não se faça de desentendida, Bella. – ele grita, seu corpo cada vez mais próximo do meu, e eu estava odiando as reações do meu corpo enquanto discutíamos. Eu não podia ignorar isso agora? – Eu vi você passando o seu número de telefone para o idiota do Sean, também vi você marcando encontro com James. Admita!
- De onde diabos você tirou isso? Eu nunca marquei encontro com James! – berrei em resposta, minha respiração fora de controle. – Sim, eu dei o meu número a Sean, e me arrependo, mas quem é você para falar sobre a minha atitude quando fez o mesmo na minha frente com aquela vadia? Hun? – retaliei, mesmo tendo ciência que ele passara o número errado, afinal, ele não tinha como saber que eu sabia sobre isso.
- Não mude de assunto. – seu maxilar trincou. – Quer dizer então que nunca tivemos nada? Que apenas nos beijamos uma vez? – Eu o olhei, franzindo a testa. – Não foi exatamente isso que você disse a James?
Fora então que flashes da festa de Rosalie vieram à minha mente.
Caminho em direção a Rosalie e Alice. Ao passar pelo mar de pessoas dançando no meio da grande sala, sinto uma mão na minha cintura. Me viro. É James.
– Quer dançar? – pergunta sedutoramente.
– Não. Obrigada. – dou um sorriso e tento tirar sua mão da minha cintura.
– Por quê? Deixe-me adivinhar. Por que Edward está olhando?
– O que? – grito quando não consigo escutar direito.
– Não quer dançar por causa de Edward? – ele grita de volta.
– Claro que não. Por que está me perguntando isso?
– Porque eu acho que está rolando algo entre vocês.
– Não está rolando nada. – respondo, minha cabeça virando automaticamente no lugar onde Edward estava.
Ele não estava com uma cara muito amigável enquanto olhava na nossa direção. Podia ver de longe.
– Você tem certeza que não há nada entre você e o Edward?
– Já disse que não. – respondo.
– Porque ele não para de olhar para cá, e a cara dele não é nada boa.
Olho para Edward novamente, com a mesma expressão dura no rosto.
O que ele estava pensando? Que era o único homem interessante dessa cidade? Que eu não podia ter outra opção, que ele teria exclusividade?
Fora então que me lembrei de algo que estive pensando durante toda a tarde. Edward precisava saber que há outras opções além dele.
– Digamos que... nos beijamos uma vez. – passei propositalmente minha língua pelo meu lábio inferior.
– Só isso? – inquiriu, seus olhos fixos na minha boca.
– Sim. – minto.
Respirei fundo e balancei a cabeça. Eu realmente tinha dito isso a James.
- Eu... eu menti. – admiti a Edward.
- Ah, você mentiu. – ele riu sem humor. – Para quê? Para o caminho até a cama dele ser mais fácil?
Não. Ele não disse aquilo.
Eu o olho mortificada.
- Vai lá. Fode com ele e Manhattan inteira vai saber no dia seguinte, com riqueza de detalhes. Só não diga que não avisei!
Suas palavras foram como uma punhalada em meu peito. Num impulso, dei uma tapa em seu rosto.
Virei-me para ir embora e estava quase alcançando a maçaneta da porta quando senti a sua mão segurar o meu pulso, me puxando, nossos rostos pairando a poucos centímetros de distância.
- Eu não terminei! – ele gritou. Tentei me soltar, mas ele era mais forte e segurava o meu braço rudemente. E quando eu finalmente o olhei nos olhos, o que encontrei deixou-me desarmada.
Eles estavam completamente escuros e ardentes de luxúria, deixando-me sem ar.
De repente, a atmosfera entre nós muda. O que era tensão estava agora carregado com eletricidade. Meu coração batia desenfreado e a minha respiração acelerada.
- Você não vai ser dele. Nunca! – rosnou, segurando o meu olhar.
- Solte o meu braço. – pedi com a voz baixa e trêmula, arfando. Eu queria olhar para longe, mas não consigo. Estou presa, perdida em seus olhos.
- Você é minha. – murmura com firmeza, a possessividade de suas palavras provocando um intenso tremor pelo meu corpo inteiro.
Em um rápido movimento, suas mãos seguraram a minha nuca com força. Eu gemi, mas não foi de dor. E então a sua boca cobriu a minha.
Eu não protestei ou recuei. Deixei minha bolsa cair no chão e enfiei os meus dedos entre os fios dos seus cabelos, permitindo que o meu corpo assumisse todo o controle e abandonando a racionalidade antes que esta conseguisse penetrar em meu cérebro.
Eu queria beijá-lo. Deus, eu o queria.
Ele me empurrou contra a porta e ambas as suas mãos agarraram cada lado da minha cabeça, enquanto ele me puxava para aprofundar o beijo, pedindo passagem com a sua língua para o interior da minha boca, cuja abertura foi dada por mim para que ele tirasse proveito. Nosso beijo tinha uma dose selvagem. Nossos lábios se escovavam com brutalidade, famintos, e nossas línguas se acariciavam em uma dança agressiva e erótica, ambas lutando por domínio. Lamuriei contra seus lábios quando ele começou a sugar a minha língua sensualmente, e então ergueu uma das mãos até o meu coque, desfazendo-o, deixando os fios do meu cabelo se espalhar entre nós.
Suas mãos deslizam até a minha cintura, em seguida alcança as minhas nádegas. Ele as aperta com rudeza e me puxa contra o seu quadril, fazendo-me sentir a protuberância dura como pedra entre suas pernas. Eu gemi contra sua boca, agarrando com força seu cabelo.
Nós não estávamos sendo gentis.
As mãos de Edward desceram para a parte de trás das minhas coxas, acariciando freneticamente as minhas pernas, fazendo meu corpo formigar em todo lugar. Senti as pontas dos seus dedos agarrarem a barra do meu vestido, puxando-o para cima, e no segundo seguinte avançarem até a minha calcinha. Estremeci, suspirando profundamente quando seus dedos afastaram o tecido para o lado e em seguida deslizaram-se entre as dobras do meu sexo.
E com um gemido de fome ele quebra o beijo, sem afastar nossos lábios.
- Tão rapidamente molhada. – seus olhos brilhavam lascivos de necessidade. – Só para mim. – ele puxou o meu lábio inferior inchado com a aspereza dos seus beijos entre os dentes, mordiscando. – Só para mim. – repetiu. ‘Sim, só para você’, eu queria dizer, mas a minha voz ficara presa quando ele tomou novamente a minha boca em um beijo voraz.
Edward segurou os meus pulsos e os prendeu com uma mão acima da minha cabeça, e começou a atacar o meu pescoço, beijando, sugando, lambendo, pressionando a ereção contra meu baixo ventre e apertando com a outra mão a minha cintura, fazendo o meu corpo doer de ânsia por ele. Seus lábios tornaram a assaltar duramente os meus e a sua mão encontrou a lateral da minha calcinha, e sem perder tempo ele a empurrou para baixo, com pressa, que logo caía em meus pés.
Edward soltou as minhas mãos e sem interromper o beijo, trabalhou no botão da calça jeans. Meus braços envolveram a sua cintura, minhas unhas passeando por suas costas, e quando ouvi o som do zíper sendo aberto, minhas mãos desceram para o cós da sua calça, e ambos a deslizamos junto com a boxer por suas pernas. Ele se afastou, me encarando com uma luxúria incontida em seus olhos enquanto chutava as roupas dos pés. E quando meus olhos caíram, permiti que um lamento escapasse dos meus lábios com a visão do seu pau ereto recém libertado e pingando na ponta chamando por mim.
A próxima coisa que lembro é de suas mãos agarrando minha bunda e me erguendo do chão, me imprensando contra a porta. Minhas pernas abraçaram a sua cintura e os meus braços estavam em volta do seu pescoço. Senti a cabeça do seu membro pastoreando a minha entrada, e sem mais delongas, ele enfiou-se dentro de mim em um movimento rápido.
Um rugido alto saiu dos nossos lábios com a conexão.
Nossos olhos estavam dilatados e completamente tomados por uma indescritível lasciva.
- Minha. – ele sussurra, provocando-me um gemido quando saiu de dentro de mim e me penetrou novamente, entrando profundamente.
E então começa a movimentar-se em meu interior.
Edward entrava e saia implacavelmente. Seus lábios juntaram-se aos meus com uma fome feroz, sugando e mordendo respectivamente minha língua e lábios. Suas mãos me apertavam com posse, me penetrando incansavelmente.
Meus dedos estavam novamente em seus cabelos, puxando-os, prendendo os fios em meus dedos. Ele quebrou o beijo e enterrou o rosto na curva do meu pescoço, chupando, sugando, e eu sabia que depois encontraria marcas de sua ação naquele lugar. Os meus olhos reviravam, maravilhados com a profundidade que ele me estocava. Totalmente deliciada.
Nós não estávamos indo devagar. Era sexo puro, desesperado e animalesco. Suas mãos em meus quadris contribuíam para empurrá-lo tão profundamente quanto podia em meu calor, e a cada impulso determinado que ele dava, minha cabeça e costas batiam com força contra a porta, assim como os saltos dos meus sapatos arranhavam suas costas através do seu suéter.
Edward avançava seus quadris e recuava, investia e recuava, repetindo o procedimento novamente e novamente, o barulho dos nossos corpos se chocando ecoavam pela sala, nossas respirações eram irregulares, e eu me via prestes a enlouquecer de tanto prazer.
À medida que as estocadas do seu pênis em meu centro se aceleravam, atingindo o ponto delicioso dentro de mim, meu corpo começava a estremecer, me encaminhando para mais perto do clímax. Ele rosnava e grunhia, pronunciava palavras incompreensíveis contra o meu pescoço, deixando-me ciente que também estava perto.
Puxei seu rosto de encontro ao meu e pressionei nossos lábios novamente, em um beijo ardente. Ele empurra mais áspero e forte, e eu posso sentir a pressão familiar se construindo em meu baixo ventre.
Edward continuava entrando e saindo, bombeando frenético e profundo. Eu o sentia atingindo todos os lugares, meus músculos se apertando em torno dele com a libertação iminente. Nossos lábios se entreabriram sem se desgrudarem, e estocadas depois, o orgasmo me atingiu. Com força. Sem conseguir me controlar, um grito de prazer escapou de minha garganta, e então Edward explodiu logo em seguida, despejando todo o seu líquido dentro de mim enquanto afundava a cabeça em meu pescoço, gemendo alto junto com o meu nome.
Todo o meu corpo tremia, enquanto o seu jato quente me enchia, aprofundando o meu orgasmo. Precisei reunir toda força que ainda tinha para continuar agarrada a ele, mas quando não pude mais me segurar, minhas pernas enfraquecidas vacilaram da sua cintura e as minhas costas deslizaram pela porta abaixo, levando Edward ao chão junto comigo, seu corpo desabando sobre o meu.
Nós permanecemos deitados enquanto nossas respirações tentavam se normalizar. Sentia o coração dele batendo forte contra o meu, suas mãos seguravam a minha cintura com firmeza, e os meus dedos ainda estavam agarrados ao seu cabelo.
Eu estava em chamas.
Ficamos um longo tempo nessa posição, até eu sentir Edward se mexer. Ele levantou a cabeça e nossos olhos se encontraram, em seguida puxou o pênis lentamente para trás, saindo de dentro de mim.
Eu o assistir ficar de pé, e sem dizer uma única palavra, ele deixou a sala, sem se preocupar em vestir a boxer, deixando-me sozinha no mesmo lugar, com o vestido enrolado em torno da minha cintura e despida do umbigo para baixo.
Fechei meus olhos, me recusando a sentir-me arrependida pelo que tínhamos acabado de fazer.
Respirei fundo e me sentei, levantando-me em seguida. Agarrei a minha calcinha que estava jogada no chão, e a subi por minhas pernas, descendo após isso o meu vestido, passando a mão por ele para tentar tirar inutilmente os amassos. Recolhi as roupas de Edward, colocando-as sobre o braço do sofá, e então peguei a minha bolsa.
Os minutos se passavam e Edward não voltava.
Eu passo as mãos em meus cabelos com impaciência, andando de um lado a outro, sentindo a irritação me dominando mais uma vez, como minutos atrás, antes de transarmos.
Fechei meus olhos mais uma vez, tentando expulsar os pensamentos que ameaçavam cair sobre mim.
Todavia, era tarde demais. As palavras de Jane na noite anterior ecoavam por meus ouvidos sem que eu pudesse fazer alguma coisa para impedir.
“Eu fui apenas o brinquedinho sexual que ele se divertiu algumas vezes e agora não quer ver pintado de ouro em sua frente.”
“Ele não dá a mínima para nenhuma garota, a não ser que esteja querendo gozar.”
“É um idiota, convencido, arrogante e presunçoso, acredita que toda mulher do mundo deve curvar-se aos seus pés, beijar o chão que ele pisa.”
“Preocupa-se apenas com o próprio prazer, em alimentar o maldito ego.”
Meu cérebro começou a girar e então compreendi.
Eu era o seu mais novo brinquedinho. Que ele usou e descartou assim, sem mais nem menos.
E eu havia cometido o erro de me apaixonar por ele.
Abri meus olhos, sentindo as lágrimas se formarem. Meu corpo, meu estômago, meu coração, sentia cada parte minha doer.
Ouvi os passos se aproximando, então comecei a andar em direção a porta, piscando os olhos, me recusando a chorar na frente dele.
- Eu te levo. – ele disse e eu parei. Isso machucou ainda mais.
Eu respirei profundamente e me viro para encará-lo. Tento ignorar que ele ainda esteja sem roupa na parte inferior do seu corpo.
- Eu não sou o seu brinquedo, Edward. – gritei. – Que você usa até se cansar. Não me coloque na mesma categoria que Jane, e qualquer outra que você tenha fodido. Eu não vou permitir que faça o mesmo comigo! – vociferei encolerizada.
Edward, que estava vestindo a boxer, parou o que fazia e olhou para mim, de boca aberta e com uma expressão atordoada.
Minha respiração era ruidosa enquanto assista ele me olhar irritado de repente. Ele respira e então termina de se vestir, vindo até meu encontro, quando segura o meu braço.
- Não fale as merdas que você não sabe. – ele me olhou furioso e eu quase podia ver a fumacinha saindo por suas narinas. – Eu sei que você sabe sobre Jane, mas você não é uma vagabunda como ela. Eu jamais iria comparar o que acontece entre nós, com uma foda sem graça que só servia para me tirar do tédio.
- Que diferença faz se no final das contas tudo que você quer é apenas sexo, hun? – repliquei. Edward continuou a olhar penetrantemente para mim, mas não disse nada. – Eu já entendi. – balancei a cabeça. – Eu não quero isso para mim, Edward. Não é esse tipo de relacionamento que estou interessada. – disse, soltando-me de seus braços e abrindo a porta para ir embora.
Corri em direção ao elevador, sentindo as primeiras lágrimas caírem dos meus olhos. Estiquei o braço para apertar o botão, quando senti uma mão me parar.
- Não vá.
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Notas finais
Discussão, sexo, discussão... e agora? O que vai rolar? Olha que eu não iria reclamar se tiver um segundo round de lemonada selvagem hein hauhsuahsuhaushuahs (acho horrível a palavra hentai, eternamente chamarei lemon rsrsrs).
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Mas, ok, eles precisam conversar kkkkkkkkkk
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E então, acalmaram o percevejo depois de saber a verdade sobre a ida da Jane ao apê?? Eu avisei para não surtarem antes da hora.... rsrs E quem aqui está curiosa em saber o que aconteceu com ela levanta a mão. kkkkkkkkkkk
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Bom, a resposta será no próximo capítulo, que talvez já seja o TÃO ESPERADO POV EDWARD, mas ainda acho que não, que será no capítulo 12. Não sei quando virá o 11, porque volto a trabalhar o dia todo a partir de amanhã, aí já viu :/
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Quanto as leitoras de TSA, tenham calma. Não abandonei e não pretendo abandonar, só estou adiantando PP para que depois eu me dedique apenas a TSA, as duas ao mesmo tempo NÃO DÁ!
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E vou logo dizendo que ficarei chateada com quem não deixar review hein? Um 'adorei' ou 'odiei' o capítulo não vai tomar muito do seu tempo e ainda vai me deixar feliz. Acho que vou começar a fazer como muitas autoras que vejo que só postam próximo capítulo mediante número 'x' de reviews kkkkkkkkkkkkkk
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Nos vemos na frente do elevador do apartamento de Edward haushuahsuhashauhsuahs
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Beijos, Patti.
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