Private Party
5 Again
Notas iniciais
E aí como estão??
Estavam ansiosas por PP?
Espero sinceramente que sim rss
Curtam o capítulo e já nos falamos nas notas finais.
Boa leitura =D
POV BELLA
Tinha visto sexo nessa posição algumas vezes em filmes, e talvez em algum canal de TV com programação adulta nas madrugadas. Nunca me interessou muito visualmente, e também acreditava que não fosse uma posição favorável para o prazer da mulher. Considerei até mesmo muito pouco empolgante.
Estava completamente enganada.
Praticamente na mesma posição em que havíamos adormecido, Edward e eu estávamos fazendo sexo meio que de lado, meio que de conchinha, como muitos nomeavam. Seu antebraço esquerdo estava apoiado no colchão, os dedos de sua mão debaixo dos meus cabelos, enquanto sua mão direita segurava a parte interna da minha coxa direita, erguendo assim a minha perna para facilitar a penetração, posição essa que permitia que ficássemos cara-a-cara.
As estocadas de Edward contra a minha entrada eram preguiçosas e circulares de início. Quando não estávamos trocando olhares hipnóticos tomados pela luxúria, com nossas bocas entreabertas, ofegando e gemendo baixinho enquanto nossos corpos se movimentavam entre si, nossos lábios se uniam como uma espécie de imãs, atraídos como substâncias magnéticas, impossíveis de permanecerem separados por um longo tempo. Vez em quando sua mão largava minha perna para acariciar os meus seios e o meu clitóris inchado, ou mesmo para tocar onde nos uníamos.
A posição era tão favorável, que me vi persuadida a olhar para baixo, observando o seu comprimento grosso invadindo o meu corpo com o novo ângulo, seus impulsos fazendo nossas partes íntimas se chocarem de uma maneira que podíamos sentir tudo do outro. Estava muito gostoso. A cada centímetro que Edward me preenchia, sentia sua ponta alcançar lugares que nunca haviam sido estimulados antes. Eu já me sentia querendo explodir, quando na verdade queria que isto se prolongasse por muito mais tempo. Nós nos encaixávamos perfeitamente. Esse era o único pensamento que eu tinha naquele momento.
Se me perguntassem agora mesmo o ritmo de minha preferência, sinceramente eu não conseguiria decidir. Quando Edward se movia numa velocidade langorosa e devagar, era tão íntimo e ao mesmo tempo tão delicioso. Mas quando ele começou a aumentar o ritmo, entrando e saindo de dentro de mim mais forte, mais duro e mais fundo, era como se ele pudesse ser capaz de arrancar toda a minha sanidade.
Enquanto seu pênis bombeava para dentro e para fora num ritmo frenético, meus seios saltavam com os movimentos e logo Edward deu-lhes um pouco de atenção, inclinando a cabeça para baixo e tomando meus mamilos na boca, circulando a língua em cada um deles, diminuindo um pouco a velocidade das estocadas. Uma de minhas mãos agarrou o seu cabelo enquanto sua boca ávida se movia. Ter sua língua em alguma parte do meu corpo era como uma passagem só de ida ao paraíso. Edward sempre sabia o que fazer, sabia mexer nos lugares certos para me proporcionar o máximo de prazer.
E talvez porque sabia que eu não ia muito longe, sua boca abandonou os meus seios e então ele me olhou nos olhos, antes de olhar para os meus lábios e tomá-los para si num beijo sôfrego. Nossa respiração era quente e pesada, ruídos escapavam do fundo da minha garganta enquanto empurrávamos nossos lábios um contra o outro, abrindo e fechando num beijo sem língua. Ele sugou o meu lábio inferior e em seguida penetrou a língua para dentro da minha boca, nossas línguas se conectando e desconectando no mesmo ritmo dos nossos sexos se chocando.
E enquanto nossos lábios se moldavam freneticamente, Edward desceu a própria mão entre nossos corpos e começou a esfregar meu clitóris latejante ao mesmo tempo em que voltava a impulsionar dentro de mim numa velocidade implacável. Ofeguei contra seus lábios com a dupla estimulação e fechei os olhos, afastando minha boca e deixando minha cabeça cair para trás. Edward mudou os lábios para o meu pescoço, lambendo, sugando, e eu não pude evitar o gemido alto que me escapou ao sentir sua ponta larga bater novamente num ponto desconhecido em meu interior. Percebendo o que fizera, Edward começou a estocar exatamente contra este local, repetindo os movimentos novamente e novamente, levando-me à beira da loucura.
– Uuuhhhh. – gemi, com a sensação de fogo me consumindo.
Eu estava perdida. Eu estava sentindo vir. Não queria que terminasse, mas desde que começou, eu sabia que não ia muito longe e não estava mais agüentando. Não sei se era a posição e o ângulo, ou simplesmente porque era Edward. Era incrível o quanto rapidamente eu ficava excitada em torno dele, e o quanto rapidamente meu orgasmo se aproximava quando nos fundíamos em um só.
Abri os olhos e olhei para Edward, que estava igualmente olhando para mim. Sua íris verde tomada pela volúpia, da mesma forma que deveria estar a minha, no tom castanho, seu membro movendo-se para fora e para dentro de mim com rapidez, o som do atrito dos nossos corpos misturado ao som dos nossos ofegos e gemidos. Ele levantou ainda mais as minhas pernas e inclinou a cabeça para frente mais uma vez para me beijar, e eu sabia que não suportaria mais nem um segundo.
– Uhhhhh...
– Bella... eu vou...
Edward choramingou contra meus lábios, e foram as únicas palavras pronunciadas durante todo o sexo antes do seu pênis atingir novamente o ponto delicioso, fazendo-me atingir alucinadamente o orgasmo como um foguete em disparada, enquanto ele encontrava a própria libertação logo em seguida, derramando todo o seu sêmen dentro de mim.
Ainda gemendo e tremendo no pico do orgasmo, Edward desabou o corpo nu para frente e me fez virar de bruços na cama, caindo com o peito em minhas costas. Podia sentir o seu pênis se comprimindo ainda dentro de mim, lançando as últimas gotas do líquido quente em meu interior.
Só então me dei conta de um detalhe.
Era a primeira vez que um homem gozava dentro de mim. Sem barreiras.
Isso significava que Edward e eu havíamos transado sem camisinha.
Edward esqueceu a camisinha.
Nós esquecemos a camisinha e... merda. Foi tão bom!
Mas... será que devo me preocupar?
Não com gravidez. Quanto a isso estou despreocupada. E por ironia do destino tenho que agradecer a Jacob por isso, que insistiu que eu começasse a usar algum método contraceptivo quando estávamos juntos, ou quando pensei que estávamos juntos, uma vez que ele odiava camisinhas. Mas graças aos céus não tivemos tempo para a experiência, pois, mesmo quando comecei a tomar pílula anticoncepcional, por orientação do meu ginecologista tivemos que transar com camisinha, até que terminasse a primeira cartela. E antes que isso fosse possível, Jacob já não estava mais comigo.
Então, será que devo me preocupar... com Edward?
Nós nos conhecemos só há algumas semanas e eu não sei quantas parceiras ele teve ou – engoli em seco –, quantas ele tem.
Quando nossas respirações estavam se normalizando, Edward lentamente puxou o pênis para fora de mim e eu pude sentir algo úmido na minha coxa antes que ele deitasse ao meu lado na cama. Com o seu corpo não mais fazendo peso sobre o meu, virei-me de barriga para cima e sem conhecimento do que estava fazendo, levei uma mão entre minhas pernas e passei pelo rastro deixado quando Edward retirou o pênis, sem saber se o líquido era proveniente do meu orgasmo ou do dele.
Quando retirei minha mão, virei a cabeça para meu lado direito e peguei Edward me olhando.
– Me desculpe, eu... esqueci da camisinha. – disse sem tirar os olhos de mim.
– Tudo bem. Eu tomo pílula. – comentei sem desviar também.
Ouvi seu suspiro de alívio e então ele jogou a cabeça para trás, contra o travesseiro.
– Isso nunca aconteceu. Eu sempre estou protegido. – ele disse com a voz baixa, olhando para o teto.
Continuei calada quando ele fechou os olhos, em seguida voltou a olhar para mim.
– Eu estou limpo. Não tem o que se preocupar. – ele disse com ternura, erguendo a mão para tirar o cabelo da minha testa.
– Digo o mesmo. – mordi o lábio, vendo-o olhar para meus lábios quando fiz isso. – Foi a primeira vez que isso aconteceu.
Ficamos cerca de um minuto olhando para o outro. E isso era tão perturbador e estranho. Eu queria saber o que ele estava pensando. Mas isso era um pouco injusto quando na verdade nem eu sabia também porque estava olhando por tanto tempo.
Para ser sincera, desde que pus os pés para fora do meu apartamento na noite passada que não sou mais juíza dos meus pensamentos.
Deus, minha mãe! Não disse a ela que dormiria fora de casa, apenas que estava com a chave e que não tinha hora para chegar. Será que ela já me ligou? Espero que ela não esteja preocupada e pense que dormi na casa de Jessica.
Pensar nisso me fez piscar os olhos e sair do transe. Pela claridade da manhã, vindo através da janela com as cortinas entreabertas, sabia que não devia ser tão cedo. Precisava ir para casa.
– Preciso usar o seu banheiro. – falei, sentando-me na cama, puxando o lençol que estava em nossos pés até a altura dos meus seios.
Quando Edward abriu a boca para falar, o som baixo da campainha ecoou de repente.
– Deve ser Tony com o jornal. – Edward comentou, se levantando da cama. Era mais forte que eu, não conseguia desviar meus olhos de suas partes traseira e dianteira enquanto ele recolhia nossas roupas do chão e colocava sobre a cama. – Ele ficou de trazer o jornal às oito. E já são mais de oito. Estranho ele não ter interfonado antes.
– Como? – desviei os olhos de sua virilha para seus olhos. – Já são mais de oito horas da manhã?
A campainha tocara de novo.
– Sim. – respondeu enquanto subia o jeans pelas pernas, sem colocar a boxer, apontando a cabeça para o relógio digital do aparelho de som. – À propósito, o banheiro fica naquela porta.
Assenti com a cabeça, ainda sentada na cama.
– Eu já volto. – ele me lançou um sorriso e saiu, fechando a porta.
Respirei fundo e joguei minha cabeça para trás, encostando-a na cabeceira da cama.
Olhei ao redor do quarto de Edward sem realmente acreditar que estava aqui, que fizemos tudo de novo, e que fomos capazes de esquecer a camisinha.
O que está acontecendo comigo?
Estava sentindo uma agitação no estômago, o meu corpo estava quente, agitado, saciado, sem contar que...
– Não acredito que você ainda está assim?
Congelei.
– O que você está fazendo aqui? – ouvi a voz de Edward perguntar a quem ele encontrara ao abrir a porta.
– Já que você não me convida, vou entrando. E o seu porteiro pediu para entregar o jornal. Toma aqui.
Puta merda! Era Emmett.
– Por que ele não interfonou?
– E desde quando eu preciso ser anunciado quando venho aqui, idiota? E vai se vestir que já está tarde.
Houve uma pausa até que ouvi a voz de Emmett de novo.
– O que aconteceu aqui? Vinho, macarrão.
– Emmett, será que você podia...
– Essa bolsa aí em cima é de mulher. E esses sapatos? Porra Edward. Você está acompanhado? Por que não me avisou, imbecil?
– Você não me deu oportunidade e foi invadindo o meu apartamento.
– Quem é? Alguma enfermeira? – tinha certeza que Emmett estava rindo quando perguntou isso. – Ou por acaso é a Jan..
– Emmett, será que você podia me esperar lá embaixo? – Edward o cortou.
Levantei da cama e comecei a me vestir, ignorando a vontade que eu estava de ir ao banheiro.
– Claro que não. Quero conhecer sua amiguinha. – Emmett respondeu.
Fechei os olhos e inspirei o ar. Isso estava ficando cada vez pior.
– Emmett. Não é ninguém que você conheça. Por favor, espera lá embaixo.
– Agora está vendo como é ruim não, é? – Emmett deve ter sentado no sofá. – Pensa que esqueci aquela vez que você e Jasper invadiram o meu quarto? Quando fodi a Tessa? Vou ficar exatamente aqui.
Já vestida, sentei na ponta da cama e levei as mãos aos cabelos, pensando no que iria fazer se Emmett insistisse em se recusar a sair do apartamento de Edward. Ainda assim, mesmo que ele descesse, não diminuiriam as chances de me encontrar saindo.
Estava sem saída.
Enquanto pensava, acabei não ouvindo a conversa entre os dois amigos na sala e fui surpreendida por Edward irrompendo de repente no quarto, com meus sapatos, minha bolsa e o meu celular em suas mãos, fechando e trancando a porta quando passou.
– Você deve ter escutado. – sussurrou, e eu podia apostar que ele estava prestes a soltar fogo pelas narinas.
– Sim. Ouvi tudo. – balancei a cabeça.
Edward caminhou, colocando minhas coisas em cima da cama, ao meu lado. Ele se virou, e ficou em pé no meio do quarto, de costas para mim.
– Esqueci que tinha combinado com ele de ir à casa de um amigo do meu pai, tentar ajudá-lo a retirar uma multa que ele levou essa semana. – disse, passando os dedos pelos cabelos.
– E agora ele não quer sair.
– Emmett é um idiota quando quer ser.
– Se você conseguir distraí-lo eu posso sair sem ele...
– Não. – ele me cortou, e virou-se para mim, falando em seguida num tom mais baixo. – Vou dispensá-lo e te levo para casa.
– Não precisa, Edward. Eu posso pegar um taxi e ainda você pode ir...
– Eu peguei você na porta de casa, Bella. – me cortou novamente. – E vou te levar de volta.
– Edward, você ouviu. Emmett não vai sair. Pelo que percebi, ele quer descontar algo que você e Jasper fez e não vai sossegar até que a dona dos sapatos e da bolsa que ele viu atravesse a sala.
– Algo idiota que Jasper e eu fizemos com ele. Mas faz tempo, foi antes de Rosalie. – ele continuou me olhando. – Pelo menos vocês mulheres são mais maduras nesse ponto.
Eu ri.
– Você pode me esperar aqui. Não acredito que vamos demorar. E então quando eu voltar te levo.
Considerei a sua sugestão. Eu realmente não queria ser pega por Emmett, e um minuto depois que ele contar à Rosalie que me viu aqui, esta contará a Alice, e depois as duas vão estar me cobrando explicações. Vim para o apartamento de Edward, conversamos, conhecemos um pouco do outro, cozinhei para ele, e sim, terminamos a noite na cama, foi incrível cada minuto, mas eu não queria compartilhar essa informação com ninguém por enquanto. Queria que ficasse apenas entre nós.
– Você... vai contar sobre mim a Emmett? – perguntei hesitante.
– Você quer que ele saiba que é você quem passou a noite comigo? – perguntou confuso.
– Não. – sacudi negativamente a cabeça.
– Então não vou contar. Não se preocupe.
– Vou esperar você voltar. – disse a ele.
– Não vou demorar, eu prometo. – ele sorriu torto, baixando a calça jeans e ficando nu na minha frente. De repente fiquei nervosa. O que porra ele estava fazendo?
Antes que eu perguntasse em voz alta, Edward entrou no banheiro. Segundos depois ouvi o barulho da ducha. Ele estava tomando banho.
Passado o susto, coloquei a mão no meu coração. Por um segundo achei que ele quisesse fazer sexo de novo antes de sair. Só se ele fosse louco, com Emmett bem ali na sala, esperando. Se bem que não tinha certeza se eu iria negar. Estava sentindo novamente um calor e a umidade se acumulando entre minhas pernas apenas em ver o pênis dele por alguns segundos.
Por que diabos ele faz isso comigo?
Pouco tempo depois ouvi o chuveiro ser desligado, e no minuto seguinte um barulho de uma torneira. Talvez ele estivesse escovando os dentes. E logo então, um Edward com uma toalha branca enrolada na cintura saía do banheiro. Engoli em seco ao ver as gotas de água caindo pelo seu peitoral e abdômen, e uma vontade súbita de passar a língua, impedindo-as de cair, surgiu em mim; os seus cabelos molhados, chamando-me para massageá-los com meus dedos por entre os fios; os pêlos úmidos de suas pernas, convidando-me para se enroscar entre as minhas pernas secas. E a toalha? Bem, essa estava pedindo para ser retirada, para que assim eu pudesse checar se ele se lavou direitinho.
E por último olhei em seu rosto, congelando quando percebi o seu sorriso torto e sexy. Ele me pegou o secando.
Não poderia sentir vergonha agora. Não depois de tudo que nós fizemos. A verdade era que eu gostava de pensar no que ele estava pensando enquanto eu o olhava, e por isso sorri de volta.
Sem tirar os olhos e o maldito sorriso de mim, Edward tirou a toalha da cintura e jogou em cima da cama, ficando novamente nu na minha frente. Inclinei meu corpo para trás e me apoiei em meus cotovelos, apreciando a vista. Eu sei que ele estava me provocando, mas se ele achava que iria me intimidar desfilando sem roupa pelo quarto, estava profundamente enganado.
Acompanhei quando ele caminhou até o closet, e voltou de lá com algumas peças de roupa, depositando-as também em cima da cama. Numa lentidão exagerada, vestiu a boxer, e tenho quase certeza que ele acariciou discretamente o pênis propositalmente antes de guardá-lo dentro da cueca. Suspirei decepcionada. Só não digo que a vista era incrível, porque a sensação de tê-lo dentro de mim era muito melhor, principalmente depois de senti-lo sem barreiras.
Bem mais rápido que a boxer Edward vestiu a calça jeans, subindo o zíper e fechando o botão. Depois adentrou novamente ao banheiro com a toalha molhada na mão e voltou sem ela. E pelo cheiro quando retornou, tinha colocado desodorante. Vestiu a camisa e calçou um tênis que estava no canto do quarto.
Quando não tinha mais o que fazer, seus olhos alcançaram os meus, pude notar um sorriso puxando no canto dos seus lábios enquanto ele se aproximava da cama, se aproximava de mim. Edward colocou as duas mãos em cima da cama, de cada lado do meu corpo, até que seu rosto ficasse a centímetros do meu. Podia sentir minha respiração chocando-se contra a dele. Ficamos alguns segundos encarando um ao outro em silêncio quando uma de suas mãos deslizou pela minha mandíbula, indo depois para a parte de trás do meu pescoço. E então ele me puxou, pressionando nossos lábios.
Fechei meus olhos e deixei me levar pelos lábios suaves de Edward. O beijo começara lento, suave e gentil, mas o suficiente para arrebentar toda a minha pele em chamas. E não demorou a ficar mais intenso a cada segundo. Ele arfou na minha boca e quando fez menção, abri minha boca para dar passagem a sua língua. Ergui minha mão e enfiei meus dedos em seus cabelos, sentindo ao mesmo tempo os dedos de sua mão prenderem os cabelos da minha nuca enquanto nos beijávamos esfomeados. Gemíamos, ofegávamos, quando de repente um barulho na sala nos fez interromper o beijo.
Edward olhou para trás, para a porta, depois se voltou para mim.
– Se não fosse Emmett, caia nessa cama de novo com você agora. – ele sussurrou, colocando repentinamente a mão por debaixo do meu vestido, e afastando a minha calcinha para o lado, deslizando dois dedos pelas minhas dobras já inchadas e molhadas. – Mas podemos dar um jeito nisso quando eu voltar. – ele completou, seu tom de voz rouco e sensual fazendo meu corpo estremecer.
Ele depositou um selinho em meus lábios, e se afastou.
– Você pode tomar banho se quiser. Tem toalhas limpas no banheiro. E fique à vontade na cozinha. – ele sorriu. – Você está mais familiarizada com ela do que eu.
– Ok. – disse quando recuperei minha voz.
– E eu quero conversar com você. – murmurou despreocupadamente. – Eu volto logo. – disse baixinho antes de sair do quarto.
Quando a porta se fechou, empurrei meu corpo para trás e joguei-me na cama, fechando os olhos.
O que Edward queria conversar comigo?
Ouvi vozes na sala, mas não conseguia entender alguma coisa. Na verdade, eu não estava prestando muita atenção no que os dois amigos falavam no outro cômodo. Estava perdida em pensamentos. Pensamentos estes que estavam em completa desordem.
– Não acredito. Você vai deixar ela passar o dia aqui? Isso tudo para eu não ver quem é? – ouvi a voz de Emmett mais alta.
– Vamos, Emmett. Você ainda quer que eu te ajude a retirar a multa? – Edward falou e pelo tom, não estava nada simpático.
– Okay. Mas eu ainda descubro quem é a mulher misteriosa, Edward.
Ouvi ainda alguns sons na sala, segundos depois o clique da porta. E então o silêncio.
Estiquei meus braços na cama, me virei de bruços e abracei um dos travesseiros, sentindo o cheiro de Edward. Tão bom.
Aliás, tudo nesse quarto cheira a Edward, exceto os lençóis na cama nesse momento, que estava impregnado também com o meu cheiro, misturado ao dele, além do cheiro de sexo recente.
Parecia inacreditável que eu estivesse aqui agora. No início da noite tinha planos de sair com amigos, e então uma simples ligação de Edward muda todos os meus planos muito rapidamente. Parte de mim não se importava com nada disso, e faria tudo de novo se tivesse oportunidade. A noite havia sido maravilhosa. Mas a outra metade parecia querer me advertir que não era assim que eu deveria ter agido, não depois de ter ficado dias sem notícias de Edward, ou quase sem notícias, já que soubera uma coisa ou outra de minhas amigas Rosalie e Alice.
A verdade é que depois que beijei Edward a primeira vez naquele motel passei a esquecer de pensar. Não sei o que ele tinha, que poder ele utiliza que bloqueia qualquer consciência sã que venha a me dominar. Eu simplesmente deixo me levar. Na noite passada, quando ele me ligou, o fato de eu ter aceitado sair com ele foi porque eu queria estar com ele. E embora não tivesse nenhuma intenção de transar quando aceitei, não posso negar que fora o que quis no momento que pus os olhos nele ao entrar naquele carro. Droga, eu faria agora se ele aqui estivesse. Eu nunca me senti tão satisfeita com outra pessoa. E não sei, eu queria afastar esse pensamento, mas eu sentia que algo havia mudado após essa noite, embora ainda não soubesse o que.
Fiquei mais alguns minutos deitada na cama, abraçada ao travesseiro dele, então decidi me levantar e tomar um banho.
O banheiro de Edward era enorme. Um contraste do branco e madeira, com design moderno e arrojado. O piso era de cerâmica branca e quase todas as paredes da mesma cor. A bancada da pia e o lavabo eram de mármore, com parede revestida em madeira e espelho com iluminação embutida. As louças e a banheira no canto eram brancas, e o Box era de vidro fosco. Sob a bancada havia um nicho largo repleto de toalhas brancas dobradas e um basculante, além de quatro gavetas, sendo que duas em cada extremidade. Havia prateleiras e seca-toalhas.
Descalça e sentido o piso um pouco molhado, aproximei-me da bancada e me olhei no espelho. Os meus olhos ainda continham resquícios da maquiagem que eu colocara na noite passada, e meus lábios estavam vermelhos e inchados dos beijos trocados. O meu cabelo estava uma bagunça, do tipo cabelo pós-sexo. Sorrio com o pensamento, enquanto tento colocar alguma ordem nele com meus dedos. Quando percebo que não há nada que posso fazer que não seja lavá-lo, pego uma das toalhas limpas no nicho, logo abaixo da bancada da pia e a penduro no vidro do Box, tirando minha roupa em seguida para tomar uma ducha.
Demorei mais tempo no banho do que eu previra. Me enrolei na toalha e enxuguei os pés no tapete para banheiro. Fiquei de frente para o espelho enquanto enxugava os cabelos com o cheiro do xampu de Edward, desejando que ele pudesse estar aqui agora fazendo isso para mim. Coloquei a toalha no seca-toalhas, junto com a que ele usara, depois vesti meu conjunto de sutiã e calcinha. Peguei o creme dental em cima da pia e escovei os dentes com a escova recentemente usada. Bem, para quem trocou beijos a noite toda comigo e fez outras coisas, isso não era nada. Tenho certeza que ele não iria se importar.
O desodorante masculino de Edward também estava sobre a pia. Peguei o frasco e tirei a tampa, levando-o até o nariz. Era o mesmo cheiro que senti quando ele colocara após o banho e impregnou o quarto. Coloquei um pouco nas axilas e inspirei o ar. Tudo em mim tinha o cheiro de Edward agora, o sabonete que eu usara no corpo, o xampu nos cabelos, o desodorante, o sabor do creme dental. Com um sentimento de satisfação, abri os armários para guardar o desodorante e me deparei com vários produtos de higiene pessoal. Havia barbeadores, loção pós-barba, xampus, sabonete em líquido e em barras, e várias outras coisas. Num outro compartimento, vários desodorantes e perfumes de marcas famosas. Quando um sentimento de invasão de privacidade me tomou, fechei o armário.
Peguei meu vestido e voltei para o quarto. Olhei para a cama desarrumada e decidi dar uma ordem no lugar. O problema era que eu não tinha idéia de onde ficavam as roupas de cama. E antes que eu pudesse procurar, ouvi o meu celular tocar.
Era a minha mãe.
– Oi mãe. – disse ao atender.
– Bella, onde você está? Já te liguei umas cinco vezes e você não me atendeu.
Pense rápido.
– Hmmm... na casa de uma amiga.
– Você sabe que odeio fazer o papel de mãe preocupada. Mas você não me avisou que dormiria fora, apenas que estava com a chave de casa.
– Eu sei, mãe. Me desculpe. Não era minha intenção te deixar preocupada.
– Tudo bem. Só estou te ligando porque seu pai já ligou duas vezes e também tentou no seu celular.
– Oh não! O almoço na casa do papai. Esqueci totalmente. – falei sobressaltada.
– Sim. Ele quer saber se você ainda vai.
– Claro que sim. Estarei em casa em poucos minutos. – falei sentando na cama e calçando os sapatos.
Encerramos a ligação e já com os sapatos nos pés coloquei o vestido apressadamente. Esqueci-me totalmente que iria à casa do meu pai hoje. Ele e sua esposa, Sue, gostariam de fazer algum comunicado, e organizaram um almoço de família para tal. Peguei minha bolsa de mão e liguei para o número de Edward enquanto saía do quarto. Só deu tempo de chegar à sala e ouvir o seu celular tocando.
Droga! Ele não levou o celular.
Olhei a hora no visor, vendo que já era perto das dez da manhã. Edward assegurou que voltava logo, mas e se ele demorar? Eu não poderia esperar.
Só então me dei conta de um detalhe. Edward havia saído e levado a chave. Isso significa que eu estava presa dentro do seu apartamento.
– Merda! – amaldiçoei.
Passei a mão pela mesinha ao lado da porta, que Edward havia colocado suas coisas quando chegamos ontem à noite, mas não havia nenhuma chave. Procurei ao redor da sala, tentando localizar alguma chave extra, mas nada também. Só então percebi que o vinho, as taças e os pratos de ontem não estavam mais no ambiente. Edward provavelmente os levou para a cozinha.
Voltei para o quarto, mas tinha quase certeza que Edward não guardava nenhuma chave aqui. Ainda assim procurei pelos móveis, prateleiras, mesa, até o closet olhei. Porém sem sucesso. Sem falar que não me sentia bem mexendo em suas coisas.
Voltei derrotada para sala, vendo que não tinha outra saída que não fosse esperar por ele. Peguei meu celular para ligar para o meu pai, e enquanto aguardava ele atender encostei a testa na porta branca com frisos horizontais.
– Bella?
– Oi pai. – falei quando comecei a brincar com a maçaneta de aço.
– Não dormiu em casa?
– Pai, não comece.
– Só estava fazendo uma pergunta. Liguei cedo e sua mãe disse que você não estava em casa.
– Certo. Olha, talvez eu me atrase, mas eu irei. – suspirei e me preparei para contar a mentira. – Estou na casa de uma amiga, é um pouco longe de casa. É só tempo de chegar lá, me trocar e sair, tudo bem?
– Ok, filha. Só não deixe de vir.
– Eu irei. – disse, girando a maçaneta de um lado para outro.
– Estou te esperando. – disse ele e então desligamos.
Quando estava prestes a me virar para então me sentar, minha mão puxou com um pouco de força a maçaneta e então a porta se abriu.
– Deus! Eu quebrei a porta. – sussurrei perplexa com as duas mãos na boca.
Quando consegui me mexer, dei um passo para frente para analisar como diabos eu conseguira este feito. No entanto, aparentemente não havia nada de errado com a porta. Franzi o cenho enquanto olhava para ela.
– Edward saiu e deixou a porta aberta? – perguntei para ninguém.
Foi então que percebi que o lado de fora da porta era diferente. Enquanto na parte de dentro tinha uma maçaneta e uma fechadura, do lado de fora da porta também tinha obviamente uma fechadura, porém ao seu lado havia apenas um puxador de porta embutido na vertical.
– Parece daquelas portas que do lado de fora só se abre com chave. – falei para mim mesma. – Isso significa que caso eu venha sair, o apartamento não ficará aberto. – refleti.
Decidi então fazer um teste.
Olhei para trás, vendo se não havia esquecido nada, e dei uma última olhada para a sala antes de sair. Outra noite que seria impossível ser esquecida.
Saí para o corredor do lado de fora e puxei a porta, ouvindo o click da fechadura.
– Trancou?
Com a mão no puxador, tentei empurrar a porta para frente, mas ela não abria. Estava enfim trancada.
Caminhei para o elevador, com a intenção de deixar um recado para Edward pelo porteiro, mas peguei o celular para deixar uma mensagem de texto para ele. Assim ele leria quando chegasse.
Esqueci totalmente que teria que ir ao Queens hoje almoçar com o meu pai. Te liguei, mas como você deixou o celular em casa, ficamos incomunicáveis. Sinto muito por não poder esperar. – Bella.
No andar de destino, caminhei em direção a cabine. Dei uma leve batida na porta e então um homem diferente do da noite passada abria a porta.
– Er...oi. – lancei um sorriso fraco.
– Pois não, senhorita. – falou de forma simpática.
– Bem, eu sou amiga de Edward. Edward Cullen.
– Oh, sim. Sr. Cullen. Em que posso ajudá-la?
– É que ele teve que sair, e eu estava no seu apartamento, mas eu não vou poder esperá-lo porque tenho um compromisso, mas fiquei um pouco insegura com a porta. Eu não tenho nenhuma chave, mas aparentemente ela está trancada. Será que ela está mesmo fechada?
– Oh, não. Não se preocupe. Todas as portas dos apartamentos deste prédio são assim. Se você fechá-la, por fora só abre com chave.
– Bem, eu não encontrei nenhuma chave, acredito que Edward deve estar com a dele.
– Provavelmente. Mas caso ele tenha esquecido dentro do apartamento, temos uma chave mestra no cofre que abre todas as portas. Ele não ficará preso do lado de fora, senhorita.
– Ok. – balancei a cabeça. – Você pode avisá-lo que passei por aqui? Ele deixou o celular então não tive como falar que estava indo embora.
– Claro, senhorita. O recado será dado.
– Certo. Obrigada. – acenei e estava começando a me virar quando lembrei que não sabia como sair, uma vez que entrava com Edward de carro pelo subsolo. – Er... como eu saio daqui? – perguntei.
– É só a senhorita seguir em frente, subir os degraus e virar à direita, vai dar de frente para o portão que eu vou abrir agora.
– Ok. Obrigada mais uma vez.
– Disponha.
Fui caminhando por onde ele indicou, e quando virei à direita dei de frente para o portão elétrico se abrindo. Passei por ele e cheguei à calçada. Não demorou muito para que um táxi aparecesse.
Quase quinze minutos depois, o táxi parava na frente do meu apartamento. Paguei a corrida e entrei praticamente correndo no prédio.
– Mãe? – perguntei ao entrar.
– Hey, aqui. – Renée apareceu, sorrindo, vindo da cozinha. – Venha, preparei um quiche de queijo.
– Não dá mãe. Já são dez horas. Preciso ir no papai. – falei enquanto ia para o meu quarto.
Fui direto ao closet pegar o que vestir.
– Só uma fatia. Você já tomou café da manhã? – perguntou quando entrou logo atrás de mim.
– Hmmm não. – respondi enquanto pegava um jeans skinny e uma blusa de xadrez vermelho e branca. – Não estava com muita fome.
– Dormiu na casa da Jessica? – quis saber, encostada na porta do meu quarto.
– Não. Outra pessoa. – respondi enquanto tirava o vestido. – Você vai trabalhar hoje? – perguntei, mudando de assunto.
– Não, estou de folga. Uau, que lingerie linda, Bella. Não tinha visto antes.
Olhei para meu conjunto de sutiã e calcinha e só então me lembrei de trocá-los.
– Comprei tem um tempo. Já usei outro dia. – falei enquanto caminhava até a gaveta para pegar outro conjunto.
Como minha mãe e eu estávamos acostumadas a nos trocar na frente da outra, tirei o conjunto que vestira na noite anterior e colocava um novo conjunto de calcinha e sutiã, mais simples.
Vesti rapidamente a roupa e calcei uma sapatilha branca. Peguei uma bolsa de alças e coloquei minhas coisas dentro, inclusive as que estavam na bolsa de mão que eu tinha levado comigo para casa de Edward, como o celular.
– Chave do carro? – estendi a mão para a minha mãe.
– Bem ali, na sua cabeceira.
Sorri e peguei a chave.
– Diga a seu pai que mandei um abraço.
– Digo sim. – falei enquanto colocava um pouco de perfume. – Bem. Vou indo. – beijei minha mãe na bochecha e saí.
– Cuidado no caminho.
Já dentro do carro, coloquei o óculos escuros e liguei o som. No caminho, me perguntava se Edward já havia chegado em casa e se viu minha mensagem de texto ou recebera meu recado. Bem, ele ainda não havia me telefonado, então talvez não.
Minutos mais tarde parava o carro na frente da casa do meu pai. Casa que morei durante oito anos da minha vida.
Antes que eu tocasse a campainha, a porta da casa já estava sendo aberta.
– Meu bebê chegou. – disse a alguém que estava atrás dele.
– Pai! – adverti antes de abraçá-lo.
– O que? – fez de desentendido enquanto me abraçava de volta.
– Você não tem jeito. – sorri quando nos separamos.
– Você pode estar com quarenta anos e ainda assim será o meu bebê.
– Certo, certo. Oi Sue. – cumprimentei a esposa do meu pai quando passei pela porta.
– Hey Bella. – me abraçou.
– Há algo diferente em você. – falei olhando para ela.
– Em mim? – ela corou.
– Sim. Só não sei o que é. – franzi a testa.
– Não é nada, filha. – disse meu pai, colocando as mãos nos meus ombros. – Leah aqui estava perguntando bastante por você.
– Oi Leah. – sorri para a irmã mais nova de Sue. Ela só era dois anos mais velha que eu e também estudava na NYU, no entanto era estudante de Sociologia.
– Oi Bella. – levantou-se do sofá para me dar um abraço. – Estava me perguntando se chegaria alguém da minha faixa etária nessa casa.
– Você já teve a idade de Seth e nem se anime porque logo logo terá a minha idade, Leah. – brincou Sue com a irmã.
– Logo logo? Bate na madeira. Ainda tenho onze anos pela frente.
Sorri para as duas.
– Onde está Seth, por sinal? – perguntei pelo garoto de dez anos, filho de Sue com o seu primeiro marido, Harry, que morrerá anos atrás.
– Onde você acha que ele está? Jogando Xbox, claro. – respondeu meu pai.
Cumprimentei as outras pessoas que estavam na sala. Os pais de Sue e dois casais vizinhos que chegaram logo após de mim, um deles acompanhado da filha, Susan, que tinha minha idade e brincávamos juntas quando crianças.
Enquanto os outros adultos interagiam entre si, Leah, Susan e eu conversávamos animadamente sobre vários assuntos, como nossas profissões, sobre moda, cinema, política e por incrível que pareça, até sobre baseball. Bem, não baseball o esporte exatamente, mas sim os jogadores. Aparentemente Susan estava saindo com um jogador da Minor League.
Falar sobre rapazes lembrou-me de Edward. Já se passava do meio dia e eu ainda não tinha recebido nenhuma ligação. Será que ele ainda não tinha chegado em casa?
Meus pensamentos foram interrompidos por um Seth descendo as escadas com um amiguinho reclamando que estava com fome. Todos rimos e Sue anunciou que o almoço seria servido.
Quando nos acomodamos à mesa, meu pai ficou de pé e limpou a garganta, pedindo a atenção de todos.
– Bem... – ele coçou o queixo. –, sei que estão se perguntando por que convidamos vocês de repente para um almoço de domingo. A verdade era que Sue e eu queríamos fazer um anúncio.
– O que? Que vão se casar de verdade? – perguntou Leah.
– Nós somos casados, querida. Se você não se recorda. – disse-lhe Sue.
– Casamento sem festa para mim não é casamento.
– Deixe Charlie continuar, minha filha. – pediu a mãe das duas.
Sorri e voltei minha atenção para o meu pai, de pé.
– Então, Sue e eu queríamos fazer um...
– Nós já ouvimos essa parte tio Charlie. – Seth o interrompeu, arrancando risos de todos.
– Meu marido aqui está nervoso, então é melhor ir direto ao assunto. – disse Sue ao ficar de pé e segurar a mão do meu pai. – Nós vamos ter um bebê.
Arregalei os olhos.
– Que? – inquiriu Leah incrédula.
– Você diz um bebê? Um bebê de verdade? – perguntou Seth.
– Sim. Estou grávida. – ela sorriu.
Como todos pareciam chocados com a notícia, levantei-me da minha cadeira e fui parabenizar os dois.
– Nossa. Vocês pegaram todos de surpresa. Parabéns Sue. – dei-lhe um abraço.
– Obrigada, querida. Realmente foi uma surpresa para nós também.
– Pai. – segurei suas mãos e ele me olhou emocionado. – Parabéns. – disse e o abracei.
Ele me abraçou de volta. Um abraço terno, bem apertado.
– Vou deixar de ser seu bebê. – comentei enquanto ainda estávamos abraçados.
Ele se afastou e segurou meu rosto quando as duas mãos.
– O que falei quando você chegou? Você sempre será meu bebê. – disse e beijou minha testa. – Sempre será minha menina.
– Nunca pensei que você me daria um irmão.
– Nem eu. – ele sorriu. – Ser pai de novo depois de vinte e um anos.
– Fala como se fosse velho. – coloquei minhas duas mãos na minha cintura. – Você ainda tem quarenta e dois anos.
– Ainda não caiu a ficha.
– Preciso dizer a mamãe. Ela vai ficar tão feliz com a notícia.
Enquanto as pessoas cumprimentavam papai e Sue, corri até a sala para pegar o celular na minha bolsa. Fora então que percebi que a bateria descarregou.
– Oh não.
– Que foi, filha?
– Minha bateria. – mostrei-lhe o telefone descarregado.
– Depois você conta a Renée. Vamos almoçar.
Guardei o celular e acompanhei o meu pai de volta para a mesa.
O almoço seguiu animado, com todos falando sobre o bebê que estava a caminho, com Seth fazendo planos para o irmãozinho, dizendo que ia ensiná-lo a jogar baseball.
– E se for menina, querido? – perguntou-lhe Sue.
– Ugh. Não vou brincar de boneca com ela. – fez uma careta.
Todos riram.
Três horas depois estava no carro dirigindo de volta para casa.
Ao chegar ao apartamento, não encontrei Renée em nenhum lugar. Devia estar com Phil. No meu quarto, coloquei o celular para carregar enquanto trocava a roupa por outra mais leve. Eram quase cinco horas da tarde e eu já estava morrendo de sono. Resolvi então tirar um cochilo.
Quase duas horas mais tarde, acordei com um barulho vindo da sala. Antes de sair do quarto, peguei meu aparelho celular, que já estava com a carga praticamente cheia, e o liguei. Vi que havia duas chamadas não atendidas. A primeira era da minha mãe. Pela hora, provavelmente queria saber se eu havia chegado bem na casa de Charlie. E a segunda era de Edward.
– Merda. Merda! – xinguei, retornando a ligação.
O celular chamou várias vezes, caindo em seguida na caixa postal.
– Filha, está acordada? – perguntou minha mãe do outro lado da porta.
– Sim. – respondi, me amaldiçoando mentalmente por ter perdido a chamada de Edward mais cedo.
Levantei da cama e abri a porta.
– Sophie está aqui. Que tal darmos uma volta? Jantar e beber alguma coisa? – perguntou Renée animada.
– Acho ótimo. – sorri para ela. – Dez minutos e estou pronta.
Não muito tempo depois, estávamos as três sentadas no Fig & Olive. Sophie era uma das melhores amigas da minha mãe, e também era enfermeira. Aproveitei a oportunidade para contar a novidade à Renée que no mesmo instante ligou para parabenizar Charlie e Sue.
Não ficamos até tarde no restaurante, pois estava acordando cedo para o trabalho e tanto Renée quanto Sophie teriam plantões de doze horas no hospital nesta segunda-feira.
Ao chegarmos em casa, um pouco depois das nove da noite, olhei pelo que parecia ser a décima vez para o celular. Mas não havia nenhuma chamada de Edward.
Estava muito cansada, então, depois do banho, subi na cama e dormi instantaneamente.
~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.
– Bella chegando meia hora atrasada? Não pensei que viveria para ver isso em plena segunda-feira. – brincou Rosalie de sua mesa quando entrei em nossa sala.
– Dormi demais. – respondi, colocando a bolsa em cima da minha mesa e me sentando na cadeira.
– Fim de semana agitado? – quis saber.
– Mais ou menos. – disse-lhe, ligando o meu computador.
– Você sabe que odeio evasivas. O que você fez de tão extraordinário ontem que te fez perder a hora?
Às vezes me esquecia do quanto Rosalie era insistente e perspicaz.
– Nada demais Rose. Fui à casa do meu pai, saí com minha mãe e uma amiga dela ontem à noite. Só dormi demais.
– E no sábado? Ficou em casa?
– Hmm não. – dei de ombros, fazendo-me de despreocupada. – Fui num pub com um pessoal da faculdade.
– Qual vocês foram?
Suspirei, escondendo-me atrás do monitor.
– O que fomos no dia em que conheci Jacob. – menti.
– Você é uma péssima amiga. Nem me convida.
– Você é comprometida. Não faz programas de solteiros.
– Você chegou exatamente no ponto que eu queria. – sua voz ficara de repente mais animada. – Emmett e eu estamos namorando. Oficialmente.
– Uh Rose. Que ótima notícia! – exclamei com sinceridade. – Se bem que isso eu já esperava que não fosse demorar muito a acontecer.
– É. Eu estava esperando o pedido, e ele veio. Juro que se ele demorasse mais um pouco eu o estaria fazendo.
– Não duvido. – sorri. – E então, quando começou?
– Ontem à noite. Saímos para jantar e o pedido veio junto com uma rosa.
– Que romântico. Emmett não aparenta ser desse tipo. – levantei-me da cadeira e fui até o canto da sala pegar um copo de água.
– Mas ele é. Ele pode ter aquele tamanho, mas é um doce. – ela suspirou.
– Meu Deus, Rose. Você está tão apaixonada. Está até suspirando. – sorri.
– Estou sim, sempre fui. Desde que éramos adolescentes. E agora está cada vez mais forte. Ele é o homem da minha vida. Nunca mais vamos nos separar.
– Aproveita o embalo do pedido de namoro e lhe propõe logo o casamento. – brinquei enquanto bebia a água.
– Bem, nós vamos noivar neste sábado.
Cuspi a água e molhei toda a minha blusa.
– Que?
Ela soltou uma gargalhada.
– Foi a mesma reação da minha mãe. – ela sorriu. – Isso que você ouviu. Vamos dar uma festa no sábado à noite. Vamos noivar.
– Rose... você ficou louca? Acabou de começar um namoro e já vai noivar? – inquiri com ceticismo.
– Nós estamos apaixonados. Queremos viver juntos. O único jeito é nos casando.
Sentei-me na cadeira.
– Nossa. É uma notícia bombástica atrás da outra. Me pergunto qual será a próxima.
– Como assim? – Rose franziu a testa.
– Meu pai vai ser pai de novo.
– Sério? Aww que bonitinho. Embora deva dizer que a notícia partiu meu coração. Ainda tinha esperanças que...
– Rose, nem termine. – sorri para ela, jogando uma caneta.
– Só estou brincando. – sorriu, se esquivando da caneta. – Você sabe que eu nunca teria chance.
– É, e agora que vai casar, está na hora de parar de suspirar pelo meu pai. – disse, abrindo o meu e-mail corporativo.
– Não tenho culpa se ele desperta o melhor de mim com aquele jeitão, aquela voz grave e aquela farda.
– Rose! – adverti.
– Parei, parei. – ela riu e voltou-se para os papéis em cima da própria mesa.
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QUINTA-FEIRA.
– Graças a Deus este semestre está terminando. – disse Alice enquanto andávamos pelo campus.
– Não só o semestre. Em breve estaremos livres e formadas.
– Não vejo a hora. E então, não vai mesmo fazer uma especialização?
– Não agora. Preciso me organizar, Alice. Está uma loucura na empresa. Você vê, ultimamente tenho chegado atrasada para as últimas aulas. Estou vendo a hora de não me liberarem mais cedo para vir.
– Mas eles sabiam disso quando contratou você.
– É, mas parece que esqueceram que ainda sou estudante e que tenho duas disciplinas pendentes.
– Bem, está perto de acabar e você poderá chegar tranqüila em casa depois do expediente.
– Nem tanto. Quando estivermos formadas terei que trabalhar no horário normal como todo mundo e não poderei me livrar mais das horas extras.
– É. Tem isso. – ela sorriu. – Mudando de assunto, como está Rosalie? Animada para sábado?
– Ela não fala de outra coisa. – sorri. – Do início do expediente até a hora que vou embora.
– Jazz me falou o mesmo sobre Emmett.
– Eu imagino. – sorri.
– Estou muito animada com essa festa de noivado. Achei que seria chato, coisa de família. Mas Jasper me contou que eles só convidaram os amigos, e que só depois farão um jantar entre as duas famílias.
Meu coração começou a bater acelerado de repente.
Merda.
Será que ele... vai?
– Os amigos? – perguntei a Alice.
– Sim. Todos os amigos. – ela se virou e olhou para mim. – Hmm Bella. Provavelmente Edward vai estar lá. – disse ela hesitante.
Claro que ele vai. Ele é amigo de Emmett, assim como eu sou de Rosalie.
– Isso é meio que óbvio já que Emmett é seu amigo. Mas, está tudo bem, Alice. – dei de ombros
– Eu sei que por você está tudo bem. É só que... depois daquele dia ele meio que sumiu.
Respirei fundo.
Eu odiava estar escondendo toda essa história com Edward para as minhas amigas, que pensam que desde o aniversário de Rosalie no motel que não temos contato.
Se elas soubessem a metade...
Por várias vezes quis dizer a Rosalie durante a semana. Mas ela está tão empolgada com o noivado que não quis encher a cabeça dela com assuntos a meu respeito. E nem com Alice tive oportunidade, que está cheia de provas das matérias que já me livrei e eu não queria atrapalhar.
– Acho que não terá um clima estranho, terá?
– Hmm?
– Entre você e Edward? Você acha que vai ficar um clima estranho?
– Não. – respondi firmemente. – De jeito nenhum. – completei com sarcasmo embora Alice não pegara meu humor.
– É isso aí. Você aproveitou a noite tanto quanto ele, são adultos, agora bola pra frente. – ela sorriu.
Esbocei um sorriso de volta.
Cheguei no apartamento aquela noite sem a mínima vontade de preparar algo para o jantar. Então, me detive a fazer um sanduíche de peito de peru. Ignorei o meu celular e fui ler um livro, até pegar no sono.
O dia seguinte passou rápido. A manhã foi agitada, com duas reuniões gerais. Estava praticamente esgotada ainda no horário de almoço, que por sinal foi feito no refeitório da empresa, uma vez que seria impossível sair com o tanto de planilhas que precisavam estar prontas até o início da noite. Praticamente todos os funcionários saíram tarde nesta sexta, que por ironia era o dia que a empresa fechava mais cedo.
Quase beijei o chão do meu apartamento quando cheguei.
– Nossa querida. Você parece cansada. – disse minha mãe sentada no sofá.
– Não pareço, eu estou. – me joguei no espaço vago ao lado dela.
– Liguei no seu celular para perguntar o que você gostaria para jantar, mas como não atendeu fiz bife grelhado com batatas.
– É, eu estive tão atarefada que nem deu tempo de tirar o celular da bolsa. – falei, me deitando no sofá e colocando os pés no colo da minha mãe após retirar os sapatos.
– O jantar vai esfriar. É melhor comermos e depois você pode descansar. – comentou minha mãe, massageando meus pés.
– Isso é tão bom. – fechei os olhos, ela sorriu.
Quando estava praticamente cochilando, Renée me despertou e então fomos jantar. O meu cansaço estava tão evidente que praticamente dormi em cima da mesa, não tocando direito na comida.
Quando não agüentava mais, dei um beijo de boa noite na minha mãe, recolhi minha bolsa e os sapatos jogados na sala e caminhei para o quarto. Tomei um banho rápido e vesti apenas uma calcinha. Como a manhã seguinte seria sábado, pretendia dormir até tarde, então vasculhei minha bolsa em busca do celular para desligá-lo. Não queria que perturbassem meu sono. Com o aparelho em mãos, vi que havia quatro chamadas não atendidas. Uma da minha mãe, duas de Alice e para a minha surpresa, uma chamada não atendida de Edward.
Até despertei do meu sono quando li o nome. Olhei várias vezes para ter certeza que não estava vendo demais, que estava com tanto sono que estava enxergando o nome dele em meu celular depois de sumir desde domingo. Mas sim, era uma chamada não atendida de Edward, às 6:45 da noite, um pouco antes da hora que eu saíra da empresa.
Desliguei com raiva o celular.
– O que ele pensa que eu sou? Idiota? – indaguei para mim mesma enquanto desligava o abajur e depositava a cabeça no travesseiro.
O problema era que eu não conseguia fazer parar o jorro de emoções que começaram a pulsar dentro de mim após ver a chamada. Raiva, ressentimento, indignação... saudade. Sim, era ridículo. Depois de ter sumido por dias, de novo, estava eu aqui, consumida de saudades dele. Isso não é normal, não era saudável. Mas dessa vez eu não iria ligar para Edward, eu não ia fazer papel de idiota de novo. Eu não ia permitir que ele tivesse algum poder sobre mim.
E quer saber? Estou pouco me importando se ele vai estar na festa amanhã. Vou agir naturalmente como se ele fosse um convidado qualquer. Ou, melhor vou fazer de contar que nem o conheço.
Irei ignorar Edward Cullen.
Idiota.
.
Notas finais
Mas olha pra isso............................
Nossa, o Edward fez de novo! Depois de tudo?
Aí fica a pergunta: o que será que teria acontecido se Bella não tivesse ido embora do apartamento? Ou melhor, por que Edward demorou tantos dias para retornar a ligação?
Será que a Bella vai aguentar ignorá-lo? Será que o Edward irá para festa?
Respostas no próximo capítulo.
Como podem perceber, comecei a responder as reviews do capítulo anterior, embora ficou faltando algumas, mas respondi a grande maioria.
Espero que tenham gostado do capítulo.
Gostaria de agradecer o carinho de todas, e citar o nome de cada uma, mas já vi que vou acabar passando a noite toda aqui rss. Então, gostaria de agradecer especialmente às meninas que mais me atormentam (no bom sentido) por capítulo novo (risos). Obrigada pelo carinho Maria Alice, Mazinha, Mayra, Carol (fuckmerob) e Carol Maeve. Vocês são uns amores. A Sarah Alves pelos comentários enormes e inteligentes nos reviews (já disse que você devia escrever fics, ainda aguardo por isso), e a Bianca por ser minha consultora e praticamente braço direito.
Obrigada gente! Muito mesmo.
E já sabem né? Muitas reviews rsss
Um ótimo fim de semana e até o próximo capítulo ;)
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