Private!

14 Ron e Hermione


O ruivo estava deitado preguiçosamente sobre o colchão. Seu corpo longo quase não cabia no mesmo, e uma parte de seus pés passava do comprimento final da cama. Fitava o teto.

As mãos voltadas para trás apoiavam a cabeça sobre o travesseiro. As pernas cruzadas balançavam um dos pés. Usava a cueca box azul e a camisa de mangas médias. Não pensava em nada. A mente estava livre de pensamentos.

Ao longe, ouvia o barulho do chuveiro. Hermione estava no banho, e ele, inexplicavelmente não foi ajuda-la. Mas esse era o plano. Cada um tomava seu próprio banho, assim não corriam o risco de cometer o mesmo erro passado e atrasarem-se novamente para o ministério.

E essa havia sido a rotina imposta pelos dois. Namoravam há quase três anos, e estava a cada dia mais difícil matar as saudades do corpo. Difícil até que Hermione tivera uma, ou melhor, mais uma de suas ideias brilhantes... Ele se abençoava diariamente por ter uma namorada de costumes trouxas.

Mesmo que os pais de Hermione fossem liberais, não tinha muito jeito de estarem debaixo do mesmo teto que eles, parecia desrespeito com a liberdade imposta por eles, e mesmo que tenham se aproveitado desta permissão algumas vezes, preferiram parar.

Diferente dos pais de Hermione era a mãe dele. A mulher bem sabia que nenhum de seus filhos gozava da pureza que ela insistia em tentar manter, mesmo que em seu subconsciente ela tivesse certeza que aquilo seria impossível.

Ela continuava mantendo tudo a rédeas curtas, e não só para ele e Gina, mas também para George e Percy. Ela os cercava por todos os lados, e às vezes era difícil até beijar sua namorada enquanto estavam em casa.

Então, brilhantemente, Hermione tivera aquela ideia que a principio foi um pouco vergonhosa, mas que já havia virado rotina. Todos os dias — ou quando conseguiam se encontrar no mesmo horário, eles fugiam do Ministério no horário de almoço.

O destino? Um hotel trouxa que Hermione sugerira há alguns meses. Ali faziam suas refeições e ali também matavam a saudade que estava impregnada em seus corpos.

E ali estavam eles agora. Ele sobre a cama, ela tomando o seu banho.

Ouviu quando o som do chuveiro parou. Ela terminara. Aguardariam o almoço chegar. Ele já havia pedido — aprendera depois de algum tempo. Sairiam depois disso com um bônus de quase 50 minutos. Observou com olhos gulosos Hermione enrolada na toalha branca. A pele recém-lavada, o rosto sem pintura, os cabelos amarrados em um volumoso coque e o seu rosto delicado lhe fitando. Suspirou.

Não conseguiria se controlar.

Levantou-se e nesse momento já sentiu um incômodo entre as pernas. Apenas olha-la o deixava assim. Nunca saberia explicar que tipo de feitiço Hermione lançara sobre ele, mas se via completamente perdido cada vez que os olhos castanhos e profundamente sinceros se encontravam com o dele.

Aproximou-se como a caça se aproxima de sua presa. Hermione percebeu pela cor de seus olhos que ele estava novamente desejoso de seu corpo. Pensou em recuar, mas não poderia. Nunca conseguia resistir aos encantos do ruivo. Jamais descobriria o que ele fez para que ela se entregasse daquela forma.

Fechou os olhos ao sentir o toque dos lábios nos seus. Seu corpo foi calmante conduzido até a parede as suas costas. Ele a beijava com ímpeto, com desejo, com luxuria... Com desespero.

E ela correspondia na mesma intensidade. Beijava com urgência, como se daquele beijo dependesse sua vida, sua sanidade. Beijou e sentiu-se beijar, deliciando-se com os beijos aplicados no pescoço e no ombro a mostra. Seus corpos separados pela toalha que ainda cobria seu corpo. Ainda.

Ele afastou-se do beijo. Ele a fitou com desejo. Ele segurou e retirou a toalha que cobria seu corpo. Ele a desejou novamente e se aproximou novamente, sentindo um choque ao toque dos dois corpos. Ela era quente, e a quentura de seu corpo fazia estragos no corpo dele.

Buscou o pescoço, beijou, sugou. Roçou o queijo na pele macia dela e a ouviu arfar, sussurrar e em meio aos sussurros, seu nome ser pronunciado. Aquilo era como combustão e suas mãos percorriam as costas, as coxas e cada ponto do corpo dela que ele conseguia alcançar.

Ela se deixou levar. Aquelas sensações eram as melhores que poderia sentir em sua vida. Estar com Rony era o que mais desejava em seu dia. Sentir-se desejada, tocada e amada por ele lhe dava uma sensação de plenitude que jamais poderia explicar.

Ele a segurou com força nas pernas, afastando-se um pouco de seu corpo e a levantando em um impulso. Sentiu as pernas firmarem-se na cintura do namorado e a intimidade roçar em seu membro, revestido pela cueca que ainda usava.

Totalmente esmagada por ele, firmou ainda mais as pernas na cintura e o ajudou a despir-se da camiseta, jogada urgentemente em um canto qualquer. As mãos dele apertavam com desejo e sofreguidão os seios da namorada e ela erguia o corpo felinamente a cada toque, a cada beijo, a cada lambida...

Ao sentir os pés tocarem novamente o chão, deslizou o corpo, ainda apoiada na parede, ficando de joelhos diante dele, que se afastou um pouco pressentindo o que viria agora... E não tardou.

Com um único impulso, Hermione puxou a cueca do namorado e vislumbrou com desejo e adoração o membro que acabara de expor. Nunca se acostumaria com o corpo de Rony. Sempre se surpreenderia ao vê-lo. Era surpreendente ver a sua excitação e não se conteve.

Abocanhou com toda a experiência que os três anos de namoro lhe deram e sugou, mordiscou, lambeu e acariciou o membro do namorado enquanto o observava com as pernas levemente abertas, os olhos cerrados de prazer, as mãos apoiadas na parede e a cabeça jogada juntamente com o tórax para frente. Os cabelos mais curtos tinham fios rebeldes sobre a testa e os lábios entreabertos eram uma perdição.

Sussurros e gemidos eram como música para os dois. Os corpos reagiam de forma tão naturalmente espontânea que nada poderia ser mais simples, mais penetrante, mais profundo ou mesmo, mais perfeito.

Sentiu-se erguida por ele. Sabia que ele não mais suportaria por muito tempo, e mesmo ela não aguentava mais. Precisava senti-lo novamente. Era assustadoramente incrível como seus corpos podiam sentir tanta falta um do outro, e ainda mais, o desejo acender tão facilmente.

Sentiu-se novamente erguida no ar, mas desta vez seu corpo caminhou suspenso junto ao dele até a cama logo adiante. Ele sentou-se na borda da cama e ela ficou sobre ela, com as pernas estendidas na lateral das dele. O roçar das intimidades era inebriante e ela movia o corpo com o mais absoluto desejo de senti-lo em si.

Ele a observava. Observava o desejo de seu corpo enquanto ela afundava o rosto em seu ombro e respirava pesadamente. Os dedos pressionavam com foça a pele dos ombros dele e ele saboreava este momento com intensidade. Saber o quanto Hermione o desejava e o quanto seu corpo clamava pelo dele era tentador.

– Por favor... — ela pediu suplicante olhando-o nos olhos, impaciente depois de perceber que suas tentativas foram frustradas.

– Como queira — ele sorriu safado, e erguendo novamente o corpo dela, desta vez só um pouco, posicionou-a em seu membro, e ela mesma o guiou com sua mão até onde queria.

Sentiu quando ele foi soltando seu corpo novamente sobre suas pernas. Sentiu o membro do namorado preenchendo-a a cada milésimo de segundo e não conseguiu conter um suspiro quando se viu totalmente sentada sobre ele. Arfou.

E com as pernas, com movimentos simples, Rony ditou o ritmo daquele momento. Hermione sentia seu corpo queimando, subindo e descendo vagarosamente. Sentia seu corpo se tencionar. Sentia a própria intimidade pressionando-se contra a intimidade de Rony, até que foram despertos pelo som de uma campainha.

– Nosso almoço — Hermione sussurrou sem fôlego enquanto o olhava ainda mais suplicante.

– Acho que consigo esperar mais um pouco até a hora do almoço — sorriu de canto sem parar os movimentos por um único segundo sequer.

– Obrigada — ela sorriu vencida pelo desejo e escondeu novamente o rosto no ombro do ruivo enquanto se via totalmente entregue naquele sobe e desce lento e inexplicavelmente envolvente... Excitante.

Sentia Rony acariciar-lhe as costas e fazia o mesmo enquanto proferia beijos delicados em seus ombros. Os movimentos de Rony, hora mais lento, hora mais rápidos a estava enlouquecendo. O corpo tremia naquela posição. Era como se flutuasse sobre ele. Era incrivelmente sexy. Até que a calma foi cortada.

Rony escorregou uma das mãos ate a sua intimidade e enquanto continuava os movimentos contidos das pernas, penetrando-a lentamente, acariciou seu clitóris com os dedos e Hermione urrou.

Ele sorriu. Dar prazer para Hermione era a sua maior satisfação, e se não fosse à necessidade de voltarem para o Ministério ainda aquela tarde, seria capaz de passar horas ali. Havia aprendido a controlar o seu corpo, e satisfazer a namorada era a sua própria satisfação.

Sentiu por precisar terminar com aquele momento, mas se bem conhecia a namorada, ela já havia esquecido de voltar ao trabalho. Adorava saber como Hermione se esquecia do tempo e do mundo quando estava em seus braços, isso o deixava muito extasiado.

levantou-se novamente erguendo-a no ar e virou-se. Sentou-a sobre a cama sob um protesto dela pelo desligar do contato. Ela o fitou nu na sua frente. Deliciou-se. A língua passada inconsciente sobre os lábios arrebatou Rony daquele lugar. Sentou-se ao seu lado e a virou de costas com urgência. Os simples gestos da morena eram mais que necessários para ascender-lhe por inteiro.

Ela entendeu rapidamente e de um salto apoiou-se sobre os cotovelos. A visão de Hermione naquela posição, de quatro, esperando por ele era ainda mais excitante. Não deveria mais se controlar, não teriam muito tempo e sabia que a namorada estava tão ou mais desejosa por aquilo que ele.

Posicionou-se entre suas pernas e a viu, inconsciente, empinar-se para ele. Alisou delicadamente todo o corpo, desde as costas até as batatas da perna e observou cada um dos pelos do corpo dela se eriçarem.

Massageou as nádegas com firmeza e observou sua intimidade a cada vez que as afastava. Lambeu rapidamente tirando mais um gemido rouco e desajustado da namorada. Ela não aguentava mais, nem ele, então, a penetrou com força, firmeza e nenhuma delicadeza.

Sabia que ela gostava assim. Ela gostava de ser penetrada nessa posição e gostava que enquanto isto, ele massageasse seus seios, debruçando um pouco do peso de seu corpo sobre o dela. Ela gemia e ele acariciou seu corpo.

Enquanto a penetrava e ainda mantinha seus sentidos, massageou o clitóris novamente ao mesmo tempo que apertava um dos seios com a outra mão. Ela se empinava cada vez mais e depois de alguns poucos minutos, sentiu seu corpo formigar.

A sensação de pedaços se intensificou e ela sentiu-se pressionar contra o membro dele que ainda a penetrava com intensidade, fazendo a sensação de corpo partido se prolongar mais, até ela sentir-se novamente formigar e em seguida, a quentura que a preencheu por completo. Estava satisfeita, e igualmente morta.

Sentiu o corpo tombar, mas ele a sustentou naquela posição prolongando mais aquele momento. Ela sentia o ruivo pulsando dentro de si enquanto sua própria intimidade pulsava contra a dele.

Rony sentia o coração disparado enquanto ainda mantinha o corpo de Hermione no mesmo lugar, mas precisou desvencilhar-se e ouviu o gemido de desgosto da namorada quando o fez. O corpo dela caiu-se primeiro, o dele sobre o seu em seguida. Os dois respiravam apressadamente até que ele falou quando pareceu menos ofegante:

– Acho que precisamos tomar outro banho antes de almoçar — o hálito quente fez a pele de Hermione arrepiar e ele sorriu. O desejo deles jamais acabaria.

– Acho que sim — ela respondeu também ofegante — e precisamos voltar para o trabalho.

– Sim, mas ainda temos uns 15 minutos.

– Sim. Então vamos... — falou forçando o corpo contra o do namorado para virar-se e o sentiu ainda meio duro.

– Se você quisesse ainda teríamos outra — sorriu malicioso ao perceber que ela reparou.

– Eu adoraria — ele sorriu mais com a cara safada dela — mas não temos mais tempo.

– É verdade.

– Vamos tomar banho então? — olhou-a sentando-se e ela fez o mesmo.

– Não. Não vou tomar banho. Quero ficar com o teu cheiro na minha pele hoje e... Se der... Tomamos banho juntos a noite.

– Você é deliciosamente excitante Hermione — falou beijando-a em seguida.

– E você é deliciosamente inebriante... E eu te amo.

– Eu te amo também. E quem sabe não consigo sair mais cedo e te pegar na sua sala... Podemos adiantar as coisas por lá, o que acha.

– Acho que você é perigosamente envolvente e sedutor...