Private!

2 Harry e Gina


Gina abriu os olhos ao acordar e fitou o teto do seu quarto como se fosse a mais bela das visões que ela já vira. Os olhos ainda estavam pesados da noite de sono, mas a mente fervilhava e o corpo já estava muito bem acordado.

Olhou em volta. A falta da cama ao lado da sua a fez lembrar que Hermione voltara para casa. Sim, o fim de semana acabara e a amiga regressou para a sua casa em Londres.

Levantou o corpo preguiçosamente. Sorriu para si mesma ainda sentada sobre a cama. Massageou calmamente os pés enquanto articulava mentalmente tudo o que precisaria aprontar para que seu sonho se tornasse real.

Sorriu novamente. Pensou na família, nos irmãos, em especial, em Rony e sorriu ainda mais imaginando o que ele pensaria ou faria se ao menos imaginasse o que se passava na cabeça da sua tão frágil e indefesa irmã caçula.

Bufou pelo nariz indignada enquanto massageava o outro pé. Frágil e indefesa... Como eles ainda poderiam tratá-la assim depois de tudo o que enfrentara ao lado de cada um deles. Sorriu novamente: "Você sempre será nossa princesinha!" Lembou-se então das palavras de Gui.

Poderia estar velha e barbada, com dez filhos... Dez não, três filhos arrastados na barra da saia e os irmãos sempre a veriam como a princesinha indefesa que precisa de toda e qualquer proteção que possa ser dada.

Sorriu novamente. Espreguiçou-se e levantou-se em direção ao banheiro do andar onde dormia. Escovaria os dentes, tomaria um bom banho para despertar definitivamente e aparataria após o café-da-manhã na casa de Hermione.

Se queria realmente colocar seus planos em prática, precisaria de ajuda. E se era de ajuda que precisava, pediria a pessoa mais arteira que conhecia: Hermione. Sim, ela tinha uma sagacidade acima do normal para por em prática as mais variadas ideias mirabolantes que qualquer pessoa pudesse ter, e seria com ela que passaria o dia.

Enquanto tomava banho perdeu-se nos mais variados devaneios. Sim... Sentia a cada dia mais desejo de entregar-se completamente ao namorado e esta necessidade estava deixando seu corpo cada vez mais ouriçado.

Arrepiou-se sob as gotas de água morna que desciam do chuveiro. Lembrou-se das muitas "quase" vezes em que estava quase lá com ele. Sentia o desejo fervilhando nos poros...

Tinha certeza que não deveria ter feito àquela tarde de filmes sensuais na casa da Hermione, mas estavam cansadas de assistir tantas comédias e romances, queriam ver algo diferente e realmente, agora tinha certeza que assistir Nove Semanas e Meia de Amor¹ seguidas por Mata-me de Prazer² não fizeram bem a sua mentalidade já não tão ingênua quanto os irmãos teimavam em imaginar.

Tocou-se novamente. Esta prática agora era constante durante os banhos ou antes de dormir. Como ela relaxava quando se excitava daquela forma. Como fazer àquilo ser ainda mais prazeroso? Sendo tocada e excitada por Harry, lógico.

Sorriu novamente para sí. Desvendava a cada novo momento íntimo mais pontos de prazer. Pressionou o corpo contra a parede de banheiro de deixou-se escorregar até o chão, onde sentou-se e teve maior liberdade para se tocar e se sentir, do jeito que gostava.

Os dedos pareciam já ter personalidade formada e sabiam onde tocar, onde excitar e como fazer. Pensava em Harry a cada nova sensação e tinha o corpo cada vez mais envolvido pela onda de prazer que não aguentava mais reprimir.

OoO

Desceu as escadas animada e ainda nos primeiros degraus pode ouvir a voz de Jorge sorrindo após aprontar alguma com Percy. Era fato, tendo em vista de Rony também sorria e o único que tinha as feições fechadas era o próprio Percy.

Alegrou-se ainda mais. Sentia-se bem ao ver que Jorge superara a tão grande perda que foi Fred. Sabia que todos sentiam a sua falta, mas era claro que Jorge sofreria muito mais.

Cumprimentou a todos e foi respondida com cumprimento alegres e um beijo dado por Rony, fato este que ela estranhou, certamente, mas decidiu ignorar, pelo menos por enquanto.

Apressou-se em ligar para Hermione. Ainda bem que todos haviam aprendido, pelo menos tentado, a usar o telefone e agora ficava mais cômodo entrar em contato com os amigos.



– Oi Mione, bom dia.

– Oi Gi... Aconteceu alguma coisa?

– Não, nada. Só queria saber se posso dar um pulinho na sua casa.

– Claro que sim. Nem precisava perguntar.

– Mesmo assim, sempre é bom ter certeza.

– Quem é Gina? — ela virou e deu de cara com Rony.

– É a Mione — ela respondeu tapando o telefone.

– Diga que eu a amo!

– Ah Rony, depois você fala com ela... Ah... É o Rony me atrapalhando — Gina disse voltando o telefone ao ouvido — Ah não Mione, depois você fala com ele... Tá bem... Rony, é pra você — a ruiva passou o telefone para o irmão com uma cara de raiva superior. Respirou fundo e foi ao quarto. Pegou umas mudas de roupas e foi para a casa de Hermione via Expresso Lareira...



[...]



– Oi Gina — Hermione recebeu a amiga com um sorriso no rosto e braços abertos.

– Oi Mione... Olha só. Quando EU ligar pra você é porque EU quero falar com você, tá legal? Depois você e o Rony namoram...

– Tudo bem Gininha... Você sabe que eu te amo, não sabe? — Hermione falou enquanto abraçava a amiga.

– Sim, sei... Mas as vezes, duvido!

– Ou Merlim amado... Eu te amo sua ruiva ciumenta.

– Tá bem... Agradeça que hoje estou de muito bom humor.

– E a o que se deve toda a sua alegria?

– Ao Harry!

– Claro. Nem sei porque perguntei...

– Tudo bem. Onde estão a tia e o tio?

– Foram para o consultório. A mamãe volta para o almoço, mas o papai, só para o jantar.

– Ótimo. Preciso da sua ajuda.

– O que pretende?

– Olha, Mione, eu vou ser muito franca com você. Eu estou subindo pelas paredes — Gina tinha uma expressão de desespero no rosto, enquanto Hermione a olhava com um ar curioso, incentivando-a a continuar — Eu acho que àqueles filmes que a gente viu semana passada não me fizeram bem.

– Como assim? Não estou entendendo.

– Mione, você sabe que eu não sou a santa ingênua e desprotegida que todos pensam, não sabe?

– E se sei...

– Eu acho que... Quer dizer, eu tenho certeza que chegou a minha hora com o Harry.

– Quando você diz a sua hora, você se refere a sexo? — Hermione perguntou após alguns minutos em silêncio.

– Exato! — Gina disse certa deixando Hermione ainda mais corada — Ah Mione, eu sei que você e o Rony, nada, mas você não sente curiosidade? Vontade de saber como é?

– Gina não é uma questão de curiosidade, é uma questão de certeza. Será que você realmente tem certeza?

– Tenho sim.

– E o que você quer que eu faça?

– Que me convide pra dormir na sua casa e que me cubra pra que eu possa aparatar na casa do Harry e passar a noite lá.

– Gina, você realmente é louca.

– Ah, Mione. Eu quero tanto. Eu já pensei em tudo. E eu prometo que volto pra cá amanhã depois que seus pais saírem e te conto tudo.

– E se acontecer alguma coisa? Se precisar entrar em contato com você? Se teus pais precisarem de você?

– Hermione, fala sério? Quem vai precisar de mim durante a madrugada?

– Mas e o Ron? E se ele suspeitar?

– Ele não vai suspeitar.

– Não gosto de mentir pra ele.

– Você não vai mentir, vai omitir. Além do mais, eu pretendo contar pra mamãe e pra o Rony num futuro próximo.

– Você é louca? — Hermione assustou-se.

– Não. Mas acho que devo essa confiança a minha mãe, e o Rony, além de ser meu irmão mais chegado, é meu melhor amigo. Mas é claro que eu vou apaziguar o momento antes...

– O Rony vai matar o Harry.

– Vai nada... — Gina sorriu e Hermione sorriu junto, ainda em dúvida se ajudaria no plano.

– Bem — Hermione falou — Se você me prometer que volta sem que meus pais te vejam e que não vai me meter em encrencas com o Rony, eu te ajudo sim.

– Ah Mione — o abraço das duas foi apertado. Se não fosse o sofá, Hermione teria caído — Já te disse que você é minha melhor amiga? E a minha cunhada predileta? E que te adoro?

– Tudo bem, Gina, tudo bem...



[...]



– Certo, vamos repassar o plano mais uma vez.

– Pra que Hermione? Já sabemos de tudo decorado.

– Mesmo assim, precisamos para que não aja falhas.

– Eu acho que já é a décima sétima vez que repassamos esse plano Hermione.

– Mesmo assim, vemos um filme e esperamos meus pais irem dormir...

– Nos despedimos deles e subimos as duas para o quarto...

– Esperamos cerca de trinta minutos e eu passo o feitiço pra saber se eles já dormiram...

– Enquanto isso, eu me apronto e visto minha lingerie nova...

– Tudo bem... Isso não faz parte.

– Claro que faz Hermione. É parte fundamental do plano.

– Certo. Descemos as escadas e vamos até o quintal para você aparatar.

– Quando você for voltar para o quarto, caso seus pais te vejam...

– Desci para tomar água. Dou um beijo neles como de costume, volto para o quarto e lanço um feitiço de desiluzão na sua cama.

– Eu tenho uma noite quente de amor com o Harry e volto assim que você me mandar o patrono.

– Ótimo!

– Tudo certo, então!



Para a alegria de Gina e a tranquilidade de Hermione, tudo ocorreu como elas planejaram. Era cerca de 21:30h quando os pais de Hermione subiram para seu quarto. As garotas terminaram de ver o filme e aproximadamente as 22:15h elas foram para o quarto.

Hermione fez o feitiço enquanto Gina prepara a bolsa e vestia a lingerie. Desceram minunciosamente a escadaria, e Hermione achou prudente desiludir o quarto neste momento também.

Despediram-se no quintal. Gina deu um grande abraço na amiga e a olhou. Os olhos agradeciam em silêncio por toda a ajuda recebida. Hermione sorriu. Em seguida, após silenciar o local para que não ouvissem o som da aparatação, ela voltou para a casa, fechou a porta e subiu para seu quarto com o peito menos pesado.

Na verdade, só as palpebras pesavam, embora em sua mente, o cérebro trabalhasse rapidamente imaginando tudo o que Gina viveria há poucos momentos e quando seria a sua vez. Dormiu e sonhou com Rony.



[...]



Gina desaparatou na frente do Largo Grimmauld, e o barulho despertou Harry, que desde a Batalha de Hogwarts tinha o sono mais leve que uma pluma. Ele pegou a varinha e sentou-se na cama. Em seguida ouviu a porta bater.

Vestiu seu roupão que estava pendurado no espelho da cama e desceu atento, varinha em punho e ouvidos apurados. Ao pé da escada Monstro já se encontrava de prontidão, esperando qualquer ordem vinda de seu mestre.

Observou no olho mágico, magicamente invisível colocado na porta e reconheceu Gina do outro lado. Abaixou a varinha e abriu a porta.



– Gina? O que houve? O que faz aqui a esta hora?



Gina apenas sorria. Os cabelos longos e vermelhos caiam por cima do casaco verde musgo que usava e lhe cobria os joelhos. Percebeu ainda que ela usava uma meia vermelha. Fazia frio lá fora, era outono, e as noites estavam a cada dia mais aconchegantes.



– Não vai me convidar para entrar? — a ruiva sorriu.

– Claro, entra! — Harry abriu ainda mais a porta, ainda desajeitado pela surpresa.

– Tudo bem? — Gina o beijou rápido.

– Sim. Comigo sim. Mas o que houve?

– Já te conto! — ela sorriu arteira — Monstro, você poderia por favor fazer um chocolate quente pra mim.

– Sim, madame. Certamente.

– Um pra mim também Monstro, por favor.

– Sim senhor, agora mesmo.

– Então... — Harry iniciou, indicando que Gina falasse.

– Estava com saudade! — Harry a fitou sem entender muito bem.

– Saudade?

– Exato. E como estava com muita vontade de te ver, eu vim passar a noite com você.

– Como?

– Ai Harry, está ficando surdo. Esse treinamento para auror está te deixando birutinha.

– Gina, como veio passar a noite aqui?

– Com licensa senhor — Montro voltara com a bandeja contendo duas canecas de chocolate quente e biscoitos.

– Obrigada Monstro — Gina sorriu adiantando-se a caneca.

– Obrigado Monstro. Pode ir dormir agora. Tenha uma boa noite — Monstro fez um reverência encostando as pontas das orelhas no chão e desaparatou.

– Ele está tão sociável! — Gina comemorou.

– Gina, me explica essa história.

– Vim passar a noite com você, Harry. Você não quer? — o silêncio da pergunta foi interrompido pelo engasgar de Harry, que chegou a cuspir chocolate tamanho o contrangimento da pergunta.

– Gina... Seus pais...

– Você não me quer? — Gina ofendeu-se e levantou — Eu preparei tudo Harry. Combinei com a Mione, todos pensam que estou na casa dela. Queria te sentir por completo, sem sermos interrompidos, sem precisarmos parar e me arrisquei. Mas agora vejo que não valeu a pena, você não tem o mesmo desejo que eu e vim aqui de boba, então, me da licensa que vou voltar pra casa da Mione.

– Gina, não é isso — Harry disse levantando-se e indo até a namorada — Claro que eu te quero, mas...

– Então por que não aproveita a oportunidade? — Gina beijava maliciosamente a orelha de Harry.

– Mas... E seus pais, seus irmãos?

– Não estou nenhum pouco preocupada com eles... Quero apenas te amar, então, por que você não me ama também?

– Mas... — Harry não conseguiu completar a frase. Teve os lábios tapados pela boca de Gina e as línguas se movimentavam como se tivessem vida própria.

Gina agarrava e lambiscava o namorado como podia e sentiu-se satisfeita ao ver que poucos momentos depois, Harry já se encontrava excitado. Adorava deixá-lo assim, e desta vez o sentiria, iria até o fim.

Harry deixou-se levar pelo momento, e após beijar a namorada, apertar e mordiscar onde podia, a pegou nos braços e a conduziu escada acima, em direção ao seu quarto, que ela ainda não conhecia.



– Cama de casal? — ela sorriu olhando pra ele.

– Sempre dormi embaixo da escada. Minha cama mal dava pra me esticar... Então, por que não uma cama grande pra compensar esse tempo?

– Está certo. E eu adorei!



Gina caminhou até o pé da cama e virando-se para Harry, começou a mexer o corpo sensualmente, como se ouvisse uma música sem som. A cintura remexia e os quadris balançavam de forma sexy. Harry estava cada vez mais possuído de desejo.

Sentiu então um frio na espinha quando Gina abriu o casaco. Já haviam passado alguns limites, mas ele jamais a vira daquela forma.

Gina usava apenas uma lingerie vermelha. Um espartilho em renda todo vermelho acompanhado de uma calcinha minúscula que lhe cobria apenas o sexo. As ligas desciam pelas coxas desenhadas e se uniam aos babados que tinha na base da meia. Ele então entendeu porque ela usava meias finas em uma noite fria.

O salto era alto, ele já havia percebido desde que ela chegara, mas como ela sempre gostou de sentir-se mais alta, ele apenas ignorou. Os detalhes agora formavam um conjunto perfeito, e ele pensou que se já estava na chuva, porque não se molhar?

Avançou até a ruiva que ainda balançava sensualmente o corpo e que agora se esfregava ousada contra o namorado, aproveitando a aproximação dele. Segurou suas mãos e o conduziu a tocar o seu corpo. Colocou as mãos do garoto sobre seus seios, depois em sua cintura e no seu qualdril.



– É tudo seu, senhor Potter — a ruiva sorriu travessa.

– Gina, e como vamos nos proteger?

– Eu já pensei nisto também. Contraceptivo bruxo. Já tomei.

– Certo... E...

– O que?

– Não sei se você sabe, mas eu nunca fiz...

– Eu também não... Faremos tudo juntos!



Beijaram-se então. Gina tinha ideias mirabolantes em sua mente e pensou se poderia colocar todas em prática em uma única noite. Imaginou que não. Harry teria treino no dia seguinte e não seria nada bom que ele sofresse algum dano por sono ou indisposição. Faria então o básico do que havia visto nos filmes e nas revistas masculinas que encontrou no quarto dos irmãos quando os arrumava.

O beijo foi tão profundo que ela se perdeu em seus pensamentos. Ainda de pé ela abriu o roupão de Harry e o tirou sem desgrudarem os lábios. As mãos começaram a passear pelos corpos em uma busca constante de conhecimento.

Gina sentou-se sobre a cama e foi acompanhada por Harry. Os dois esqueceram-se do que acontecia lá fora e pensaram apena em viver o momento. Ela desabotou botão por botão da camisa de dormir que Harry usava e aproveitou a pele a mostra, beijando e sugando os mamilos dele.

Harry apenas suspirava com cada novo beijo, cada nova sugada ou lambida. Ela estava deixando ele louco e a prova disso é que já estava totalmente excitado. Ele beijou então o pescoço branco e sardento da namorada. Lambeu a cada novo beijo. Gina suspirava, os dois se embriagavam no prazer.

Enquanto se beijavam, Harry desatou os laços do espartilho que ela vestia, deixando os seios a mostra logo em seguida. Ele observou com devoção. Nunca imaginaria que aquilo pudesse acontecer e vislumbrou encantado os seios de tamanho médio, redondos com mamilos que pareciam apontar para o céu.

Entregou-se ao leão que há muito tentara controlar. Beijou os mamilos, sugou e lambeu como ela fizera a pouco e percebeu que as reações da moça eram de puro prazer, assim como ele. Beijou a barriga e acariciou cada parte desnuda da pele alva que ela tinha.

Ela ergueu o corpo, sentou-se sobre as pernas e fez o movimento de tirar o calção que ele usava. Harry se esquivou, ficou vermelho e ela sorriu.



– Vamos até o fim, certo?



Ele assentiu com a cabeça. Era inacreditável como ele ficava abobalhado e sem sentidos perto dela. Então, Harry sentiu a pele ser desnuda. Estava em casa pronto para dormir e dormia sem cuecas desde que começara a morar sozinho, qual era o problema?

Gina o fitou nos olhos. O sorriso que ela tinha era maroto. Abaixou-se sobre Harry e ele apenas arfou ao sentir os lábios da namorada envolvendo o membro já pulsante e duro. E ela fez o que queria com prazer.

Harry descansou as costas no espelho da cama fazendo Gina ficar ainda mais confortável em sua busca pelo prazer total. Seria sua primeira vez e seria inesquecível. Nunca fizera àquilo, era fato, mas era Harry, seu namorado, seu amor de sempre. Ela o amava e sentia-se a vontade para descobrir todos os segredos do prazer ao lado do menino que sobreviveu.

Ele se viu completamente nú e sentiu um frio na espinha quando abriu os olhos e encontrou os olhos castanhos com ares famintos e a namorada abocanhando o seu pênis. Achou estranho e como seria possível que ela colocasse todo ele na boca daquela forma, mas perdeu-se nos pensamentos quando ela sugou seus testículos.

Não lembrava de nunca ter sentido algo tão gostoso. O misto de sensações era excitante. Ela segurava a base do penis com uma das mãos e excitava-se por sobre a calcinha com a outra enquanto sugava com prazer. Harry também não lembrava de ter visto algo tão maravilhoso em toda a sua vida.

Ele então arqueou o corpo e ela percebeu que deveria parar, e assim o fez. Harry deitou-se por sobre Gina e a beijou com vontade. Sentir-se nos lábios dela deu-lhe prazer. Desceu por seu pescoço e com as mãos percorreu o corpo semi nu dela.

Desceu e continuou explorando o corpo dela com os lábios. Ela gemia e se contorcia. Retirou então a peça que faltava, e em agradecimento ao momento de prazer anterior, ele beijou o seu sexo.

Gina viu estrelas na hora do contato. Sempre imaginou como seria esta sensação, mas jamais imaginara que poderia ser tão maravilhoso como realmente era. O coração pulsava em disparada, a respiração estava cada vez mais rápida e o desejo de ter Harry dentro dela aumentava a cada nova carícia feita por ele.

E ele fez... Muitas caricias, muitos beijos e sugadas no sexo exposto da namorada. Delicado como ela, pelos ruivos muito bem aparados e sensuais. Ele poderia morrer agora e já estaria feliz. Ela gemia de prazer e ele era o responsável. Se sentiu então, especial.

Ela arqueou o corpo. Ele a encontrou e a beijou. Ela lambeu-lhe o lóbulo, e entre sussurros e gemidos, conseguiu falar.



– Quero você, Harry.

– Agora?

– Sim. Não desista agora...

– Não vou desistir, sou um grifinório. Sou corajoso por natureza.

– Ótimo.



Ela sorriu e levantou as pernas dando passagem para ele, que ficou perfeitamente encaixado sobre o corpo delicado e sensual de Gina. Olharam-se nos olhos em seu momento. Beijaram-se e entre os beijos, Harry afundou seu sexo no sexo de Gina, calmo e devagar. Ela sentia-se preenchida, completa, embora o ardor encomodasse um pouco ela estava satisfeita. Estava feliz. Realizada.

Aquilo era, sem dúvidas, muito melhor que seus momentos a sós em seu quarto ou no banheiro com seus dedos. Aquilo era perfeito, era completo, e ela sentiu-se menos desconfortável, levantando o quadril contra o quadril de Harry.

Ele foi então, aumentando a velocidade calmamente. Uma calma digna de Harry Potter e que só Harry Potter teria. Ele movimentava-se sobre ela e o movimento de vai-e-vem estava deixando Gina ainda mais excitada. Eles se olhavam nos olhos enquanto isto e sorriam satisfeitos pelo passo dado no relacionamento.

Ela cruzou as pernas sobre as costas de Harry e ele apenas aumentou a velocidade, arqueando um pouco mais o corpo com a ajuda nas mãos. Gina se contorcia sob ele e tentava ajudar a aumentar ainda mais a velocidade com o próprio corpo. Não sentia mais dor, ardor ou medo, sentia apenas prazer, e poderia explodir de tanto prazer...



– Posso subir em você?



A pergunta de Gina pegou Harry desprevinido. Ele apenas assentiu. Houve então um muxoxo duplo quando os sexos se separaram. Gina passou o corpo por cima de Harry e com a mão encaixou novamente os seus sexos já tão mal acostumados.

Ela sentia-se a estrela do filme agora. Remexia o corpo e os quadris com dedicação enquanto segurava os cabelos e mergulhava no prazer. Harry olhava... Os seios agora balançavam... Subiam e desciam freneticamente de acordo com o ritmo de Gina e ele amou ainda mais a visão que tinha.

Estava quase lá... As pernas ja começavam a adormecer e o sexo a pulsar compusivamente. Gina apenas aumentava cada vez mais a velocidade do movimento. Harry a segurava na cintura, nos seios, massageava seus quadris... Estava a ponto de explodir, e esplodiria a qualquer momento, já que agora ele também ajudava Gina nos movimentos dos corpos.

Sentiu então os olhos adormecerem. A sensação foi perfeita. Jorrava dentro dela e ela desfaleceu o corpo sobre o dele. Estava satisfeita. Sentia-se completa. Tudo fora como ela sempre sonhou, ou melhor, tudo fora melhor do que ela sempre imaginou.

Sorriu feliz quando recobrou os sentidos. Olhou o namorado nos olhos e o beijou. Deslizou o corpo para o lado dele e o abraçou. Dormiram assim, e ela só despertaria com o patrono de Hermione, dizendo que já poderia voltar para casa.

Notas finais
¹ Nove Semanas e Meia de Amor -http://www.adorocinema.com/filmes/filme-30291/ ² Mata-me de Prazer - http://www.adorocinema.com/filmes/filme-28547/