Prisoner Prince

1 The Prisoner Asgardian Prince Charming


Notas iniciais
Olá! Seja bem vindo(a), essa OneShot se trata de uma introdução (preview) para uma fanfiction que pretendo escrever no futuro (ainda sem previsão de início), ela também é um spin-off de uma fanfiction dos Vingadores que já estou postando em andamento. Caso seja um leitor novo e se interesse pelo resto da história deixarei o link da história na nota final. Loki é um divo, amo ele, e espero que goste da shot *---*.-----> Essa história possui links de música camuflados ao decorrer do texto;.Boa leitura!

Ele lidava com seu tédio, mas permanecia relutante, sabia que no fundo toda aquela prisão tinha um objetivo: vencê-lo.

Queriam que ele ficasse retido por todos esses anos para que no fim se arrependesse de tudo o que fez. Queriam que ele se arrependesse do ataque à Midgard ao lado dos chitauris, que ele se arrependesse por ter sentado no trono de Asgard e governado fingindo ser o Pai de Todos. Não daria certo, nunca daria. Ele sentia uma certeza incontestável, tinha uma segurança de si enorme. Não se deixaria cair nessa psicologia barata de ficar trancado e pensando no mal que causou a ambos os planetas. Ele NUNCA lamentaria por ter tirado vidas insignificantes como a humana, muito menos teria pena de midgardiano qualquer. A não ser de um, ou melhor, UMA.

E lembrar dela o proporcionava mais irritação e frustração do que pena. Presenteou-a com uma minúscula lasca da pedra de seu cetro, ela deveria ter feito uma jóia e usá-la consigo todo o tempo. Por quê?

Porque o plano dele era passar toda a "eternidade" de sua sentença espionando-a de sua cela. Não poderia fazer muito, a carga de poder que contém naquele pedaço de sua pedra não dava para fazer grande coisa, mas era o suficiente para torná-lo capaz de assistir a vida Dela como os midgardianos assistem aquela tela/caixa que chamam de televisão, isso SE ela estivesse usando a lasca do cetro dele.

Mas ele a subestimou, não contava que ela atribuiria tanto valor emocional ao presente ao ponto de que teria tanto medo de perdê-lo e o guardaria a sete chaves em um dos bancos mais seguros de seu planeta. Agora, tudo o que ele via quando invocava seus poderes eram pequenas paredes metálicas ao redor do anel que foi produzido para abrigar a pequena pedra. Isso o deixava bastante irado, ela seria sua estonteante forma de escape dentro das paredes de sua tediosa prisão dourada. Midgardiana estúpida! Agora ele nunca mais poderia vê-la, não enquanto o anel estivesse trancado sozinho.

Contudo, uma parte ínfima de seu interior até que gostou disso, ele não podia permitir-se entrar em um estado de obsessão por aquela humana, afinal, era isso o que ela era: uma humana. E este status sempre foi e sempre deveria permanecer como o mesmo sinônimo para seres desprezíveis, ingratos e dignos de escravização.

Apesar de sua natureza fundamental ser essa aos olhos dele, ela tinha algo diferente, ele pôde sentir isso no pouco tempo que conversou com ela, no pouco tempo que gastou conhecendo-a.

Ela tinha potencial. Ela era especial dentre aqueles de seu povo parasita. Em contrapartida de ser desnecessariamente boa e possuir um coração estupidamente puro, ele sabia que ela podia ser mais, podia transcender e ser algo muito melhor do que toda a raça midgardiana poderia um dia sonhar.

Ele não entendia o como, mas ele sabia disso. Ela o fascinou com algo em seu interior, e não foi algo sentimental, estava mais para algo sobre magia antiga. Tem alguma coisa poderosa presa dentro dela, ele não queria perdê-la de vista. E o fato dele estar apaixonado e não admitir também era um motivo.

– Irmão! — Uma cabeleira loira se aproximou do campo de força transparente que o mantinha aprisionado.

– Thor. — Ele o lançou um olhar de desprezo, depois voltou a encarar o nada fingindo que não estava gostando que a visita quebrasse seu tédio.
O asgardiano loiro cruzou os braços e se aproximou do campo, recostando-se nele como se estivesse tentando tornar o encontro casual antes de entrar no assunto delicado que o trouxe até ali.

– Veio descobrir se já enlouqueci a ponto de me arrepender? — Ele tirou os olhos da mesa que estava sentado diante.

– Não, Loki. Vim aqui por outro motivo. Mas de um jeito ou de outro você precisa compreender o mal que fez e se arrepender. Você tirou vidas, Loki! Vidas! — Thor descruzou os braços e sacudiu as mãos tentando ser convincente.

– Me poupe! Antes de ser abandonado em Midgard você adorava matar! Adorava tirar vidas! Só que a influência da midgardiana que você ama e a amizade com seus palhaços enfeitados, autodenominados Vingadores, te amoleceram e libertaram o frouxo interior que vivia dentro de você. — Loki
provocou.

– Matava sim! E mataria de novo! Mas em guerras e batalhas, nunca matei um inocente, e isso foi tudo o que você fez! Matou seres inocentes que nunca sequer fizeram nada para seu mal! — Thor se justificava inutilmente.

– Tão sentimental... Tão indigno de ser um rei como sempre... — Loki voltou a olhar o nada mais uma vez e ficou calado por alguns segundos, entretanto, não demorou muito para ele começar a rir sozinho como um louco e depois voltar a falar. — ... Eu? Me arrepender?... Se um dia eu disser que me arrependo, pode ter certeza que é uma mentira, mas de uma coisa eu me arrependo sem dúvida é por ter sido pego. -.

– Tem certeza que nunca se arrependeria? Nem em nome de uma bela donzela como Lola Stark? — Thor ficou sério.

Loki, pela primeira vez, se sobressaltou com algo que saiu da boca de seu irmão adotivo. Ergueu-se de sua poltrona central e aproximou-se do campo de força como se fosse capaz de ameaçar a segurança do loiro só com o olhar. Ele desafiava-o a dizer com todas as letras.

Estava mais do que na cara o que Thor esfregava implicitamente na cara do moreno. Laufeyson tinha sentimentos pela garota humana e era algo que ele não admitia e não aceitava que sequer alguém fizesse menção a isso. (Alguém, leia-se: Thor).

– O que quer dizer com isso? — Ele rosnou para o irmão lá fora.

Ele não aceitava que poderia nutrir sentimento sequer por um ser inferior como uma midgardiana. Loki não aceitava que poderia ser fraco como Thor a ponto de dar seu coração a uma humana, a dar seu coração a qualquer uma! Emoções como esta eram desperdício de tempo, coisa para seres inferiores. E de uma forma ou de outra Lola não era digna dele apenas por ser de uma raça tão poluída como a dela.

– O que eu disse, Loki, apenas o que eu disse. — Thor não se moveu, não se permitiu ficar afetado pela tentativa de ofensiva do irmão. — Que eu acho que você mudaria por influência dela. Eu tinha muita esperança de poder trazê-la aqui um dia e te motivar a ser alguém melhor. — Ele explicou suspirando no final.


– Acho que certo Soldadinho não iria gostar nada disso. Você viu a cara dele quando ela me beijou. — Loki deixou sua pose ameaçadora de lado por um instante para comentar e sorrir de forma perversa lembrando-se da expressão do Capitão.

– Agora nada mais importa. Não faz mais diferença. — Thor olhou o chão de forma pesarosa.

Loki também não soube explicar o porquê, mas teve uma sensação ruim quando o paspalho de seu irmão falou aquilo daquele jeito.

– Por que não importa mais? — O Deus da trapaça questionou, algo disparou seu coração inumano, um pressentimento ruim percorreu seu corpo. Tudo o que ele queria era que Thor falasse logo.

– Por causa do motivo que me trouxe aqui. Vim te falar pessoalmente antes que alguém por vingança tentasse fazer isso de forma cruel. — O loiro deixou que sua tristeza ficasse mais evidente.

– O que você tem para me contar, Thor? — O pressentimento ruim se tornava mais forte.

– Rogers e Lola... Eles estão mortos. Foram assassinados em combate. — Thor revelou com um triste pesar. — Sinto muito, irmão. -.

Loki congelou. Todo o seu ser parecia tentar processar a informação enquanto o mundo ao seu redor parecia se destruir à medida que as palavras começavam a fazer sentido. Seus olhos nem sequer piscavam e seu olhar parecia estar penetrando as camadas do universo.

Thor pensou que ele poderia explodir a qualquer momento, a ausência de reação móvel o fez temer um pouco.

– Loki? -.

O Deus da Trapaça fechou uma de suas mãos em punho e respondeu.

– Sente muito por quê? Ela era uma humana, eles não duram muitos anos de qualquer jeito. — Loki tentou vestir uma máscara de indiferença. – Agora, se foi só por isso que veio aqui, peço que se retire e me deixe em paz cumprindo minha sentença estúpida. -.

Thor inspirou fundo.


– Está bem, irmão. Deixarei que sinta seu luto em paz. — E se retirou.

Loki continuou em pé olhando para o nada. Fez de tudo para se manter firme, mas a dor que o atingiu foi um dos sentimentos mais fortes que ele sentiu na vida. Seu peito começou a ofegar involuntariamente, uma vertigem de ira o atingiu com tudo. Ele sentia a necessidade de destruir algo, alguém, qualquer coisa, mas não com poderes e sim com as próprias mãos. O Deus virou-se para o conteúdo de sua prisão e tornou-se uma máquina aniquiladora.

Voou sobre sua poltrona dando chutes, socos, arrancou parte do estofado, quebrou duas pernas, tudo isso soltando urros animalescos. Virou-se para a mesa que estava sentado diante antes, lançou-a com toda a força contra os limites de uma das parede fazendo os livros sobre ela cair no chão.

Loki pegou-os e rasgou-os violentamente um por um, insatisfeito, pegou sua cadeira e a jogou com ódio contra o campo de força que o mantinha enjaulado. Quanto mais ele quebrava as coisas mais vontade de quebrar ele tinha. E quando deu seu último urro raivoso após não ter mais nada ali dentro para se destruir ele começou a se perguntar o porquê daquilo doer tanto. O porquê dele estar se importando.

Ele se permitiu cair sentado no chão, ombros cabisbaixos, encarava seus punhos feridos que sangravam. Ela era só uma humana. Uma voz dentro dele mesmo repetiu: Ela era só uma humana, mas a melhor humana que ele conheceu.

Ela era única. Ela era especial. Ela era preciosa demais para Loki tê-la deixado a mercê daquele soldado incompetente que não servia nem para ter mantido-a viva. Ele era indigno dela, não merecia os sentimentos profundos que ela projetava nele. Loki começou a pensar nos "SE" e depois nos "TALVEZ". Se ele tivesse aproveitado a chance de fuga, se ele tivesse sequestrado-a e tirado de Midgard, talvez ela durasse mais, talvez ele tivesse tempo de descobrir qual era esse rastro de magia antiga perto dela, talvez ela pudesse aprender a ser menos inocente e digna de partilhar um trono com ele.

Loki se sobressaltou com seu último pensamento. Tomou um susto com a proporção e a finalidade que suas reflexões estavam tendo. Então era isso, o sentimental do Thor estava certo sobre uma coisa na vida pela primeira vez. Como isso foi acontecer? Como ele se deixou infectar por emoções patológicas e masoquistas como estas?

Loki finalmente se arrependeu de alguma coisa. Arrependeu-se de não ter percebido antes, arrependeu-se de não ter feito nada para lutar por ela, de ter perdido a chance de tê-la tomado só para si. Agora, ele finalmente assumiu para si mesmo, apenas para si próprio.

– Eu estava apaixonado por ela. — Foi o que Loki disse sozinho olhando para seus dedos avermelhados.

Mas agora não adiantava assumir em voz alta, agora nada adiantaria. Ele não podia fazer coisa alguma, apenas sofrer com o arrependimento. Por isso, essa frase foram as últimas palavras que ele expeliu em incontáveis semanas terráqueas.

[...]

MESES DEPOIS...


Algumas poucas vezes durante esse período Thor fez visitas ao irmão, como costumava fazer, mas desde que soube da morte de Lola, Loki nunca mais foi o mesmo. Não se dava o trabalho nem de falar, quanto mais direcionar um olhar sequer ao Deus do Trovão. Parecia até que tinha feito voto de silêncio. Ele parecia imerso em um limbo de culpa é solidão infinita.

Thor não era tolo, sabia muito bem que aquele arrependimento todo não era por ter matado centenas de inocentes e sim pela oportunidade de ter entrado na vida Dela que Loki perdeu. Contudo, de qualquer jeito ele se entristecia vendo a tristeza do irmão.

Naquela manhã Thor tinha recebido outra notícia e se apressou para visitá-lo mais uma vez.


– Saudações, irmão! — Thor se aproximou da cela do Deus da trapaça com uma expressão diferenciada, ele parecia estar se segurando para não transbordar felicidade pelo mundo.

E lá estava Loki, sentado no chão encostado em uma parede, vestes sujas, pelos desleixados formando uma barba, cabelos negros desgrenhados e uma expressão facial vazia enquanto encarava seu dedão do pé esquerdo, este havia sido seu foco favorito na última semana.

– Tenho notícias gloriosas para você hoje! — Thor já sorria.

Loki continuava com seu jogo de estátua encarando seu pé, ficaria lá fingindo que não estava escutando até Thor se cansar de fazer um monólogo e partir como das outras vezes.

– Dessa vez duvido você me ignorar até o final, quer apostar quanto? — O loiro esperava algum movimento vir do irmão, mas isso continuava a não acontecer.

Loki sabia que só se moveria por uma razão. Voar sobre Thor e apertar seu crânio entre os dedos até ele explodir e respingar miolos para todo canto fazendo com que sua voz irritante parasse de incomoda-lo. Mas como o campo de força impedia isso, o Deus da Trapaça se contentava em olhar calado para seu dedão. Será que Thor não estava satisfeito? Não bastava ele estar certo sobre Loki ter sentimentos pela humana morta? Ele tinha que ficar visitando-o e acabando com sua paciência?!

– Pois bem! Dessa vez vim te contar que Lola e o Capitão não morreram. Eles estão vivos! Estavam vivos esse tempo todo, mas S.H.I.E.L.D. armou essa mentira para protegê-los de quem queria feri-los. — Thor sorria mais ainda.

– Mentiroso! — Foi a primeira coisa que saiu da boca de Loki desde aquele dia em que soube da morte dela.

Ele olhava Thor de forma assassina enquanto se erguia do chão para se aproximar dele, aquela brincadeira era o tipo de coisa que ele não suportaria e o tiraria de forma violenta de seu silêncio.

– Por que eu mentiria com um assunto tão sério assim? É verdade irmão! Ela não morreu! Lola vive! — Thor não tinha abandonado seu a expressão contente nem por um segundo.


Loki cerrou os olhos e tentou buscar motivos para fazer Thor mentir com uma coisa dessas, mas acabou encontrando nenhum.

– Ela está viva. — Loki afirmou acreditando, só que mais parecia uma pergunta.

– Sim! Ela está! — Thor ficou mais feliz ainda por notar que agora ele acreditava na verdade.

Loki soltou um breve sorriso também, mas as razões dele eram menos nobres que a de Thor. Era motivado pelo surgimento de uma série de ideias para colocar em prática quando este tivesse a chance de fugir. Uma bomba de esperança sendo recriada e renovada dentro dele. O sorriso parecia até meio cruel.

[...]

ANOS DEPOIS...


Loki repousava sobre sua cama, suas costas contra o travesseiro feito de penas de alguma coisa, diante da cabeceira dourada. Lia um conto sobre dois gêmeos que se perderam no centro de uma floresta asgardiana, seu conto favorito. Ele já estava completamente habituado com sua situação de prisioneiro, já tinha transcendido o tédio, conseguia se perder em seus livros enquanto mantinha seu plano de molho.

Assim que tivesse uma oportunidade pequena de fugir a abraçaria e daria um jeito de sequestrar Lola. Era a isso que ele se apegava a cada dia desses anos. Loki não se permitiu enlouquecer ou entrar em qualquer fase de redenção que Thor queria que ele entrasse. Ou seja, nem por um segundo ele havia começado a se arrepender do mal que causou para qualquer pessoa. O encarceramento não surtia efeito algum, ele o vivia como se fosse uma etapa provisória até chegar a hora dele dar um bote.
Foi uma surpresa para ele quando a sensação o atingiu, veio repentina porém forte como um choque elétrico. O Deus da Trapaça ergueu sua cabeça da leitura.

– Será possível? — Ele falou alto sozinho, um sorriso verdadeiramente contente saiu dele.

A sensação que o atingiu nada mais era do que uma espécie de alarme do poder da pequena pedra que ele deu para a humana sendo ativada, e isso significava que pela primeira vez Lola estava usando o anel, colocando em outras palavras: pela primeira vez em todo esse tempo Loki poderia vê-la.

Nem precisa dizer o quanto ele ficou contente e não perdeu tempo, fechou os próprios olhos tentando se concentrar, ele precisaria ficar bastante focado para conseguir tal feito. Não era problema tamanha era sua força de vontade.

Não demorou muito, quando Loki tornou a abrir os olhos ele "estava" em Midgard ao lado de Lola. É óbvio que ela não podia vê-lo, porque ele não estava lá realmente, ele apenas assistia como se estivesse lá. Loki era uma espécie de fantasma, como televisão se ela existisse em 4D; só que ele não conseguiria tocar em nada.

Ele sorria sem parar, ela estava linda, ou melhor, perfeita!

A garota sozinha em meio a uma espécie de cômodo sofisticado para os padrões midgardianos, parada em frente a um espelho imenso ajeitando as anáguas de seu longo vestido rodado. Ela parecia nervosa.

– Senti sua falta, humana estúpida. — Ele falou sabendo que não podia ser escutado. Loki estava maravilhado com a beleza dela naquele dia. Ele se recordava de que ela era um ser bonito, mas não tanto como ele enxergava agora; mas de uma coisa ele não sabia, aquele dia era mais especial do que os outros, por isso parecer mais bonita do que o normal era meio que uma necessidade.

Loki olhou em volta apenas para tomar nota do ambiente e se deparou encarando a maldita caixa de metal em cima de uma mesinha, fora naquela bendita coisa que sua pedra havia sido trancafiada todo esse tempo.

Após tirar as vistas da mesa ele voltou-se para Lola, mas precisamente para as mãos dela procurando o anel, e lá estava ele no dedo indicador da mão direita dela. Por um momento ele tentou entender, por que logo agora ela havia decidido usar o presente dele? Mas ele se perdeu novamente na beleza dela e deixou de lado seus questionamentos.

Lola largou as saias e resolveu olhar para si, ela mesma se assustou ao ver como estava. Ela se achou muito linda também.


– Quem é você e o que fez comigo? — Ela riu sozinha olhando para seu reflexo. Vê-la rindo só fez Loki se derreter mais ainda.

O vestido era elegante, simples e delicado ao mesmo tempo, deixava seus ombros e parte de suas costas nua, era tomara-que-caia. Sua comprida e volumosa saia era enfeitada com rendas e delicadas pérolas. Seu cabelo
estava preso em um coque que dava a impressão de ser pouco firme intencionalmente.

– Nossa, Lolita! — Tony se sobressaltou ao abrir a porta e dar de cara com o reflexo dela todo de branco. — Você está linda! -.

– Obrigada, Anthony. — Lola se virou para agradecer.

– Pronta para se tornar a Senhora Picolé? — Tony ofereceu seu braço já estando do lado dela diante do espelho, segundos depois recuou ao fazer uma sugestão. — Mas ainda dá tempo de desistir se quiser. Aposto que o Happy vai ficar contente por não ter que começar um discurso na hora que o Padre disser "fale agora ou cale-se para sempre". -.

– Não! Eu prefiro causar esse desconforto a ele. Deixo para fugir depois que ele tentar atrapalhar meu casamento. — Lola brincou, e a revelação fez algo dentro de Loki rachar, ele não esperava por isso. Contudo, não se permitiu entristecer por muito tempo, aquilo não mudaria em nada seus planos, ele continuou firme e apenas assistindo-a.

Nada o fez entender de qualquer forma o porquê dela escolher logo seu dia de casamento para usar pela primeira vez o anel com a pedrinha do cetro dele. Porém, era uma tradição em vários países que no dia de seu casamento a noiva usasse algo velho, algo novo, algo emprestado e algo azul — e Lola escolheu algo azul que era especial para ela no seu grande dia especial. Usar algo azul significava pureza e fidelidade, mas há quem diga que também serve para afastar o mau olhado das mulheres que continuam solteiras.

Lola terminou de encaixar seu véu na cabeça, ele havia sido usado por Maria no casamento com seu pai, e aceitou o braço de Tony. Loki os seguiu por todo o percurso, estava atrás deles até chegarem ao altar. Testemunhou
o momento onde duas daminhas de honra que se pareciam entre si juntarem-se aos irmãos, uma tinha cabelos negros e olhos azuis e a outra cabelos castanhos e olhos cor de mel, distintas apenas nisso, uma carregava as alianças e a outra uma cestinha com pétalas de rosa que jogava no chão.

Loki viu as pessoas na igreja também se encantarem com a beleza da noiva, e o paspalho do noivo com cara de mais idiota ainda assistindo o percurso da garota. Rogers estava com um traje típico de gala militar entupido de medalhas de condecoração presos nele. Ele sorria.

Loki observou que nas cadeiras da primeira fila do lado direito só haviam crianças, e foram para lá que as daminhas foram se sentar. Ele observou as feições delas também. Um garotinho meio ruivo com cabelo espetado e traços típicos da família Stark, Loki teve certeza de quem ele era quando viu a amada do Homem de Ferro dando uma bronca nele e pedindo para este ficar quieto no banco. Havia uma garotinha loira de olhos azuis de um lado das gêmeas, as três começaram a conversar empolgas, do outro lado havia um garoto moreno que estava super-entediado.

– Quem é aquele homem estranho ali? — Uma das gêmeas conseguia ver Loki e cochichou para a outra.

– Que homem estranho? — A outra gêmea não enxergava nada. Loki começou a ignorar as miniaturas humanas para voltar a atenção para a noiva, nem olhou para as outras crianças. De onde ele estava não dava para ouvi-las falar.

Ele assistia a cerimônia, ou melhor, assistia Lola, vez ou outra encarava irritado o noivo. Mas o Deus da Trapaça não teve estômago para assistir até o final. Quando o Sacerdote disse que Rogers podia beijar a noiva, ele
simplesmente não conseguiu ficar ali, então cortou a conexão fechando os olhos e abrindo-os novamente em sua cela em Asgard.

Loki olhou a parede com uma careta ameaçadora como se estivesse olhando para o Capitão e o ameaçou:

– Aproveite-a enquanto pode, Soldadinho. Vou tirá-la de você mais cedo do que possa imaginar. -.

Notas finais
É... Eu deveria ter avisado aos leitores antigos que ia ter muito spoiler. Mentira, deveria não! Ia estragar a surpresa. E eu gosto de forçar a queda de alguns forninhos kkkkk.Espero que tenham gostado da minha primeira ONEShot que fiz na vida. FAVORITEM, COMENTEM, RECOMENDEM, COMPARTILHE NO TWITTER, FACEBOOK, TINDER, MSN, ORKUT... OKAY PAREI! Kkkkkkk.Me deixem saber o que acharam, por favor! 0/Me incentivem a criar mesmo a fanfiction do Loki.Beijinhos *-*.LINK DA FANFICTION: https://fanfiction.com.br/historia/532561/The_Avengers_XX-23_Experiment/
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