Prison of Love
11 What the hell - Avril Lavigne
Notas iniciais
POV Annabeth
Depois de acordar assustada do sonho estranho que eu tive, resolvi tomar um banho.
Levantei devagar e calmamente, minha cabeça parecia que iria explodir a qualquer momento, de tanto que doía.
Entrei no banheiro e despi-me. Abri o chuveiro, deixando a água gelada.
Coloquei um braço, tentando me acostumar a temperatura fria. Logo, eu já estava embaixo do chuveiro, sentindo a água gelada bater nas minhas costas.
Ainda tentava entender aquele sonho, aquilo fora uma alucinação? Deve ter sido uma alucinação, não é possível.
Eu realmente não sabia dizer. Será que estava ficando louca? Bem provavel.
Lavei meu cabelo e sai do banho. Depois de me secar, enrolei-me na toalha, pois havia esquecido as ruopas em cima da cama.
A propósito, as roupas eram de Thalia, ela como boa amiga, disse-me que não tinha problemas se eu as ussasse, já que eu não tinha roupas nem ninguém que pudesse trazer as minhas para mim.
Andei lentamente até o quarto e segui até a minha cama.
Vesti minha calcinha, meu sutiã e logo depois a blusa (milagrosamente) branca com algumas rosas vermelhas (que pareciam sangue, medonho, eu sei) da Thalia e uma calça jeans rasgada nas coxas. Coloquei uma sapatilha preta de caveiras e com umas correntinhas e segui para fora do quarto.
Antes de sair, porém, voltei e peguei um caderno e um lápis.
Segui direto para os campos que tinhamos ali no reformatório. Bem, tem uma aula de agricultura que exige que plantemos algo, no caso, morangos. É um lugar bem agradável, com grama e algumas flores.
Ao chegar lá, sento-me no chão, encosto em uma árvore e suspiro ao sentir o maravilhoso cheiro de terra e grama. Abro o caderno e pego o lápis com a mão esquerda.
No ínicio, sinto um formigamento estranho na barriga, como se eu soubesse que era errado escrever com essa mão e o lápis também parece não se encaixar tão bem na mão esquerda quanto na direita. Sinto que estou sendo observada.
Firmo o lápis na mão esquerda e relaxo os ombros, tentando –em vão– fazer com que a sensação ruim passe. Encosto delicadamente o lápis no papel do caderno, e sinto como se tudo estivesse certo. Na mais perfeita ordem.
Minha mão começa a desenhar automáticamente, como se eu já fizesse isso á muito tempo, e estivesse apenas relembrando algo, algo que eu já tinha feito antes e me acostumado á isso.
Nem percebo o que estou desenhando, na realidade, foco meu olhar em um ninho se passáros que se encontra na árvore um pouco a minha frente.
Quando torno á olhar o papel, percebo que meu desenho está como o ninho. Estou desenhando o ninho. Talvez porque eu estiv olhando para ele antes, meu cerébro passou a vê-lo como um molde.
Continuo desenhando, agora prestando atenção na minha mão, que segura o lápis delicadamente, sem força alguma e em como o lápis se move em cima do papel branco, com as linhas pretas, que estariam destinadas á alguma anotação em sala de aula, ou atividades, mas, que no momento, está servindo de “caderno de desenho”.
Passados uns dez minutos, termino o desenho. Analizo ele com cuidado, e apago alguns borrados. Não ficou perfeito, mas ficou bonito e semelhante ao ninho que está na árvore. Concentro-me em imaginar e tentar reproduzir no papel um pássaro sobrevoando o ninho. Não preciso me esforçar muito para conseguir imaginar.
Passado algum tempo, cujo qual eu não contei, pois estava facinada com minha habilidade de desenho, eu tinha em mãos uma bela representação de um ninho e um pássaro rodando ele, voando.
Arranco a folha do caderno, não sei por que, mas sinto que devo guardá-la. Dobro ela uma vez, ao meio. Duas vezes, ao meio de novo. Três, quatro, cinco e finalmente seis vezes, fanzendo a folhar ser apenas um pequeno quadradinho de papel.
Não consigo ignorar a sensação de estar sendo observada, como se cada movimento meu estivesse sendo contralado por alguém. Isso é estranho.
Guardo o meu desenho recém dobrado no bolso de trás da calça e sigo de volta para o pátio. Quem sabe o pessoal ainda não esteja lá?
Chegando lá, está um alvoroço.
A grade que dá acesso ao lado de fora está aberta e consigo ver alguns carros pretos do FBI no lado de fora. Uma multidão aglomera-se em volta do portão, tentando compreender o que estava acontecendo.
Consigo ver Thalia e Liz entrando no meio da multidão, Liz acaba ficando para trás, pois Thalia parece estar com pressa. Penso em ir até ela, mas logo perco ela de vista. É muita gente no mesmo lugar.
Resolvo ir mais perto da grade para ver. Empurrando muito e tentando pedir “licença” (o que não deu muito certo, devo ressaltar) consigo chegar perto da grade.
Algumas pessoas estão sendo escoltadas para dentro do reformatório por agentes do FBI.
Quatro pessoas chamam minha atenção, não sei por que.
Uma menina com pele cor de chocolate, no mesmo tom de cor que seus cabelos cacheados. Olhos pratas.
Um menino com um porte atlético digno do exército, porém com uma cara estranha de bebê.
Um menino magricela que tem cabelos castanhos ondulados, um pouco compridos, de modo que chega até um pouco abaixo de seus olhos, que também são castanhos claros.
E por fim, um menino loiro. Ele também tem um belo físico, cabelos loiros claros e olhos azuis intensos. Onde eu já vi esses olhos? Ah sim, Thalia. Eles me lembram a Thalia.
Minha mente logo me lembra do irmão da Thalia. Será ele?
Bom, minhas suspeitas são confirmadas quando Thalia surge do meio da multidão, suas pernas parecem gelatina e quem a segura é o garoto loiro, depois de soltar-se das mãos da agente do FBI que o segurava.
Sorrio ao ver aquilo. É um reencontro emocionante, devo admitir.
Resolvo sair dali, pois está muito sufocante ficar entre tantas pessoas. Sinto alguém passar a mão na minha bunda, e viro-me, afim de encontrar quem fez isso.
Ninguém está atras de mim. Todas as atenções voltadas para Thalia e seu irmão, se não me engano, Jason.
Deve ter sido impressão. Suspiro e continuo o caminho até o quarto.
Ao chegar na porta preta que eu tanto conehcia, abri e enrei no quarto.
Meu lado era arrumado, já o de Thalia era uma bagunça sem fim.
Chego perto da minha cama e coloco a mão no bolso, afim de pegar meu desenho.
Não o encontro. Passo a mão no outro bolso e também nada.
Me desespero, compreendendo que quem quer que tenha passado a mão na minha bunda aquela hora, foi para pegar meu desenho.
O que será que a pessoa queria? E o melhor, QUEM pegou meu desenho? Será a mesma pessoa que eu sentia me observando quando eu desenhei?
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