Prison of Love
37 Waiting For A Friend - The Pretty Reckless
Notas iniciais
POV Annabeth
Estava simplesmente deitada na minha cama olhando para o teto.
Sabe aquele momento em que você está deitada, depressiva olhando para o teto e não quer fazer mais nada? Quando qualquer coisinha te irrita?
Pois bem, se você sabe isso, sabe como estou.
Suspiro e pego o ‘bilhetinho’ que eu recebi hoje.
“Vamos tirar você daí meu amor. Não se preocupe princesinha, estou indo te buscar.
Ah, e não confie em Percy Jackson, Annabeth. Por favor, confie em mim filha. Confie em mim, somente desta vez, mesmo que eu não mereça sua confiança.
Com amor, Frederick Chase
Amo você filha. Por favor, acredite em mim.”
Levanto e ando de um lado para o outro do quarto.
Meu pai? Não pode ser. Ele morreu, tenho certeza disso.
Meu Zeus, não confiar em Percy Jackson? Meu namorado?
Ou não... Não sei nos definir no momento. Bem, ele não me pediu em namoro mas nós temos uma relação meio que de namorados e... bem, é complicado.
Por que eu não confiaria nele?
E quem é essa criatura que diz ser meu pai?
São tantas coisas, tantas complicações, tantas ideias...
Tantas coisas...
(...)
Acordo sobressaltada com um travesseiro sendo jogado contra a minha cara.
– Quem diabos... – começo, gritando.
Paro ao ver que é somente Liz, se acabando de rir
– Ah sua vadia! – grito, pulando em cima dela.
Desta vez ela solta um grito agudo e caímos em cima da cama de Thalia.
Rimos loucamente. Então abrem a porta.
Thalia entra, uma expressão de incredulidade. Olha de mim para Liz, de Liz para mim.
– O que é isso Annabeth Chase? – pergunta ela, parando ao pé da cama e soltando no chão uma bolsa. Força uma voz chorosa, mas é óbvio que ela tenta se segurar para não rir.
– Thalia amor – começo com uma voz manhosa – Não é o que você está pensando!
– Nunca é o que eu estou pensando! – exclama ela, fazendo-se de indignada.
Na porta estão os meninos, se acabando de rir com a cena.
Não aguentamos e começamos a rir.
– Juro te trair só com a Liz, Lia! – digo. Thalia ri.
– Tudo bem, tudo bem.
Rimos e levantamos, resolvendo sair.
Ao chegar no refeitório vemos que tem duas pessoas em uma mesa mais afastada.
Para mim é claro que eles são irmãos – as semelhanças são muitas.
Nos entreolhamos e em um acordo silencioso decidimos que eu e Liz vamos falar com eles – bem, somos as mais “receptivas” não é?
Vamos até a mesa deles.
A garota tem cabelos loiros – mas tão escuros que parecem mais um dourado. Olhos castanhos.
Ele tem as mesmas características que ela – cabelos loiros/dourados e olhos castanhos.
Eles nos olham curiosos.
– Oi – começa Liz meio sem jeito, sentando ao lado do garoto – Eu sou Luiza Connor, podem me chamar de Liz – sorri timidamente.
– Oi, eu sou Annabeth Chase – digo.
Antes que eu continue, porém, o menino se intromete:
– Peraí, Annabeth Chase? A Annabeth Chase? – pergunta ele, arqueando as sobrancelhas.
– Sim – respondo, sorrindo meio tímida e sento ao lado da garota em frente á Liz.
– Eu sou Amanda – diz a garota.
– Eu sou Gabriel, muito prazer – diz ele beijando a mão de Liz e depois a minha.
– Venham sentar com a gente –chama Liz, sorrindo para eles.
– Ah não, estamos bem aqu... – começa Amanda, mas antes que ela termine seu irmão fala:
– Claro, não é Mandy?
Amanda revira os olhos, mas levanta e vem conosco.
Sentamos e nos apresentamos.
Os meninos e Thalia cumprimentam eles.
– Vocês são irmãos? – pergunta Liz.
– Isso não é da sua conta – reclama Amanda, recebendo uma cotovelada de Gabriel.
– Ah, é complicado. Sim, somos irmãos mas estamos meio que... “juntos” – diz ele, sorrindo.
– Namorando? – pergunta Nico, olhando-os.
– Sim – reclama Amanda.
Todos ficamos em silêncio, somente digerindo a informação.
A porta do refeitório é escancarada e de lá entra Ares com suas típicas roupas de motoqueiro e os óculos escuros.
– Atenção pirralhos – diz ele, sua voz grave causando-me arrepios, maus arrepios – Vamos fazer uma excursão. Bem, seu professor de ciências disse que vocês estão estudando sobre plantas e que seria bom que você tivessem um contato á mais com elas. Esse fim de semana levaremos vocês até uma selva. Leva três horas de carro daqui. Não tentem nenhuma gracinha, entenderam?
Silêncio. Satisfeito, ele prossegue:
– Qualquer brincadeirinha ou algo fora do planejado renderá á vocês uma punição severa. Bem, vão dar seus nomes ao professor.
E assim saí.
Nos entreolhamos sorrindo levemente. É claro que essa viagem não vai dar certo.
Chegamos na sala do professor — somos os últimos da fila.
Tem que entrar um por um.
Thalia é a primeira e logo saí.
– Nos encontramos no pátio – diz ela, andando.
Nico entra e sai logo também.
A mesma coisa se repete com Liz, Luke, Percy, Amanda e Gabriel.
E eu ainda estou besta com o fato que Amanda e Gabriel estão cometendo incesto... tipo, cara, incesto...
Suspiro tirando esses pensamentos da cabeça e entro na sala.
O professor está sentado com uma lista.
– Seu nome? – pergunta ele sem nem me olhar.
– Hm... Annabeth Chase – digo.
Ele me olha.
– Ah Srta. Chase, recebi umas informações especiais sobre você. Poderia sentar um minutinho?
Mesmo estranhando eu sento.
Fico olhando-o sem reação, esperando.
– Muito bem, pediram-me que te passasse umas instruções... bom, você é considerada perigosa entende?
– Ahããm — concordo meio sem graça, não sabendo o que dizer.
– Bem, acompanhe. Quando o ônibus parar você ficará perto de seus amigos.
– Como assim?
– Por favor Srta. Chase, espere-me terminar.
– Ficará perto da Srta. Grace, Srta. Connor, Sr. Jackson, Sr. Di Ângelo e Sr. Castellan, certo?
– Certo.
– Vocês ficarão perto de mim a viagem inteira, sem se desviar do grupo, entendido?
Olho para ele confusa.
– Sim.
– Ótimo Srta. Chase, obrigada. Pode ir. Tem mais alguém?
– Não, eu sou a última.
– Muito bem.
Ele levanta, indo comigo até a porta.
– Tenha um bom dia, Srta. Chase – diz ele, sorrindo.
Saio dali ainda meio confusa.
O que porra aconteceu naquela sala?
Bem, eu não sei.
E só tenho uma certeza: essa viagem ainda vai dar merda.
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