Prison of Love
15 Verdade ou Desafio?
Notas iniciais
POV Percy
Me levantei preguiçosamente.
Eu realmente não queria acordar.
Olhei para os lados e logo vi que Nico e Luke estavam levantando também. Luke foi o primeiro a se levantar.
Ele olhou para os lados, ainda meio dormindo e desorientado, sussurrou em um tom tão baixo que eu quase não ouvi um "odeio esse lugar", abriu seu armário, pegou uma calça jeans escura e larga e uma blusa vermelha.
Ele entrou no banheiro, não sem antes xingar á mim e ao Nico de preguiçosos.
– A princesa ali vai demorar — declarou Nico, virando-se na cama, ficando de frente para mim.
– Vá se foder Di Angelo! — a voz do Luke era abafada pela porta de madeira e pelo barulho do chuveiro, que, pelo que eu pude constatar, fora ligado á pouco tempo.
– Temos volta de meia hora para conversar, Jackson — disse o moreno pálido, sentando-se na sua cama e se encostando no travesseira.
– Bom dia para você também, Nico — ironizei, revirando os olhos. Nico Di Angelo teve a audácia de rir.
– Bom dia, Percy — respondeu ele, minimamente afetado pelo meu comentário anterior.
Nico suspirou e deixou a cabeça pender para o lado direito. Ele parecia bem desconfortável. Estava meio sentado e meio deitado, o corpo jogado atravessava a cama em diagonal para a esquerda e sua cabeça caindo para a direita.
– Pensando na namorada, Di Angelo? — provoquei, Nico sorriu fraco.
– Quem me dera fosse, Perseu Jackson — respondeu ele, suspirando e me deixando confuso.
– Quem te dera ter namorada? — pergunto, confuso. É muita informação para meu precioso, porém pequeno, cérebro.
– Por Deus, Percy! O que você tem na cabeça? Gelatina? Seu lerdo — exclama ele, revirando os olhos. Mas ele não está irritado de verdade por que está com um sorriso brincalhão nos lábios.
– Ei, me explique cara! Você sabe da pequena capacidade do meu pequeno cérebro — reclamo rindo, e logo Nico ri junto comigo.
– Tudo bem, tudo bem, seu lerdo — diz ele — Eu estou querendo dizer, Percy, é que eu estou pensando em uma garota que eu gostaria que fosse minha namorada.
– Aaaaaah....
– Entendeu agora ou quer que eu desenhe, tartaruga?
– Tartaruga?
– Sim, por que você é tão lerdo, mas tão lerdo, que uma porta é mais inteligente que você, Perseu.
– Magoou — pensei em um bom apelido para o Nico. Porra cérebro, por que você é tão lerdo? Foi quando achei o apelido perfeito — Fantasma.
– Fantasma? Que merda é essa Percy? — perguntou ele, rindo do meu trágico apelido e da minha possivelmente falta de experiência em apelidar as pessoas ou talvez da minha lerdeza.
– Cala a boca, Di Angelo! — exclamo, fingindo estar irritado, porém sem muito sucesso, por que estou tendo uma crise de risos.
– Aff Jackson.
– Bom, fantasma, seu apelido será esse por que eu tenho um cérebro pequeno e lerdo, e tenho pouca capacidade de processar os acontecimentos e minha falta de experiência em apelidar pessoas, e por que você é pálido para caralho, parece até que nunca viu o sol, por isso o apelido super carinhoso e amoroso "fantasma" do seu amigo que te ama muito!
Nico deu um pulo na cama dele e me olhou estranho.
– Tá me estranhando, Perseu? Não sou gay não tá? Olha, eu não tenho nenhum preconceito e tal, mas não faz meu estilo, ok? Se você quiser manter em segredo ou tiver vergonha da sua opção sexual, Percy, eu não conto a ninguém. Mas cara, por favor, não fique magoado por eu estar rejeitando você, cara. Não é nada pessoal, é só que eu gosto de mulher, entende?
Olhei para ele com a minha melhor cara de "O que diabos você está falando?"
– Nico.
– Que?
– EU NÃO SOU GAY, PORRA! — Nico me olhou com um ponto de interrogação na cara — Eu estava brincando, seu filho duma puta com um corno desgraçado!
– Aah, foi mal então.
– Foi mal não Nico, foi péssimo.
Nico abriu a boca para falar alguma coisa, ele estava corado, obviamente envergonhado pelo que me disse antes.
Mas antes que o Nico pudesse me responder, ouvimos um "click" e a porta do banheiro se abriu.
Luke saiu do banheiro com a calça jeans e a blusa vermelha. Tinha as mãos atrás de si.
Estranho.
– Já saiu princesa? — provoca Nico — Precisa de algo mais, majestade? — um sorriso travesso surge nos lábios de Luke.
– Na verdade, meu súdito, preciso sim — responde Luke.
– Hein? — Nico agora está confuso.
– QUERO QUE VOCÊ SE MOLHE! — grita Luke, tirando de trás de si um balde em mãos e joga a água que está dentro do balde em Nico.
Nico ficou estático.
Luke ria.
Eu, como ótimo amigo, estava engasgando. Engasgando de tanto rir.
Saímos do quarto já arrumados e fomos direto para o pátio.
Ainda riamos de Nico. Na verdade, ele mesmo já estava rindo.
Usava uma calça jeans preta e uma blusa igualmente preta.
Eu usava uma calça jeans azul e uma blusa verde escura.
Ainda bem que era Sábado, por que acordamos tarde.
Perdemos até o café e o almoço.
É, pois é.
Sentamos no "nosso grupinho".
Luke, eu, Nico, Liz e Thalia.
Mas tinha mais uma pessoa no "nosso grupinho".
Essa pessoa era justo a pessoa que eu estava evitando.
Loira, alta, magra, olhos cinzas, me dispensou....
Reconheceu?
Não?
Bem, vamos acabar com a droga do mistério, a pessoa que estava ali era Annabeth Chase.
Nico se sentou entre ela e Thalia, abraçando ambas pela cintura.
Resolvi agir como se nada tivesse acontecido.
Cumprimentamos á todos e Thalia xingou Nico, tirando o braço dele de si e pulando para o outro lado da Annabeth.
Annabeth riu e Nico soltou ela também, mas não sem antes beijar a bochecha da loira.
Estávamos sentados então: eu, Liz, Luke, Thalia, Annabeth e Nico fechando o circulo.
Então, do nada, Luke se virou com um sorriso enorme, capaz de lhe rasgar o rosto.
– Galera? — olhamos para ele, que sorriu mais ainda, se possível — Vamos jogar Verdade ou Desafio?
Todos sorrimos e assentimos.
Essa ia ser uma longa tarde.
E com prováveis discussões, também.
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