Notas iniciais
PQP, EU DEMOREI NÉ? SORRY ;-; ME EXPLICO NAS NOTAS FINAIS ;-; Capítulo para a diva da Katherine Chase pela recomendação fantástica sz Música: Willamette Stone

POV Thalia

Me olho no espelho mais uma vez e puxo a blusa preta um pouco mais para baixo.

Nico abre a porta e entra, sorrindo ao me ver. Anda até onde estou e passa os braços pela minha cintura, beijando e mordendo de leve meu ombro desnudo. Implicante como sempre, ele desfaz meu coque e eu bufo pensando em quanto já foi difícil fazer aquela merda para ele simplesmente chegar e soltar.

– Annabeth está melhor? – pergunto me soltando dele e pegando uma escova de cabelo para recomeçar a fazer o penteado.

– Sim, hoje ela andou até a cantina do hospital – responde meu namorado sentando na cama e se apoiando na parede.

Olho em volta do hotel.

– E pensar que Ares resolveu pagar esse hotel para nós – digo e sorrio.

– Pois é – responde ele simplesmente e ficamos e silêncio.

Suspiro nervosa. Hoje é a audiência com o juiz, aquela que decide temos direito aos dezoito anos.

Veja bem, quando um menor de idade é preso, ele vai para o reformatório. Ao completar dezoito anos, eles tem uma “segunda chance” de liberdade, indo a julgamento.

Como nos “entregamos” e culpamos Joshua (que fugiu com um nome falso), Ares e os agentes do FBI se reuniram e decidiram nos deixar em um hotel perto da delegacia por ora, e Annabeth no hospital. Bom, Percy no hospital junto, ele se recusa a sair do lado dela.

Hoje é a nossa vez de tentar uma “segunda chance”.

– Annabeth vai ao tribunal? – pergunto terminando de prender meus fios rebeldes.

– Não, o médico acha que isso não irá fazer bem a ela, podendo até piorar o estado mental dela com a pressão. Aliás, ela está tomando remédios fortes, está confusa demais, mas está colocando as ideias no lugar.

– Já esteve pior – digo, terminando meu coque novamente.

– Realmente – concorda Nico soltando a porra do coque mais uma vez e indo em direção a porta do hotel.

– Vá a merda, Nico Di Ângelo! – exclamo irritada, jogando as mãos para cima.

(...)

ÁS quatro e meia saio pronta do quarto com Nico ao meu lado. Pego no braço dele porque estou com medo de cair com esses saltos. Afinal, quase nunca andei de salto na minha vida.

Nos deram um cartão e disseram para comprarmos roupas apropriadas. Não sei a definição deles de apropriadas, mas quem comprou nossas roupas foi Liz.

Estou usando uma calça jeans preta com uma regata branca e um casaco preto social por cima junto com os saltos pretos que ela escolheu por que eles são “a minha cara”. Bem apresentável, eu diria.

A roupa dela é bem parecida com a minha, tirando o fato de que a calça jeans dela é clara e a regata é preta, com o casaco preto.

Olho para Liz e Luke no corredor e eles nos olham de volta. Percy saí do quarto (um dos raros momentos em que ele saiu do hospital para vir se vestir e comparecer ao tribunal).

Nos entreolhamos nervosos, afinal, agora é tudo ou nada certo?

Enlaço minha mão na de Nico e vamos andando até a recepção, onde um carro nos aguarda. Entramos e fico em silêncio olhando pela janela, perdida em pensamentos de como deve ser levar uma vida normal.

Desço do carro e quase caio, se não fosse Nico me segurando. Me apoio nele para chegar até o belíssimo edifício onde seremos condenados culpados ou inocentados por tudo.

Chegando lá, surpreendo-me ao ver Atena ali. Ou pelo menos a mulher que se diz Atena, mãe de Annabeth.

– Olá crianças – sorri ela – Eu estou aqui hoje como Nathalie O’Hearn, advogada de vocês. Quando entrarmos lá, peço que fiquem em silêncio, mesmo querendo contestar acusações do promotor, por que isso é comigo ok?

– Ok – responde Liz receosa.

– Ótimo. Então, senhores, podemos entrar – responde ela indicando uma sala.

Lembro de um filme que eu assisti uma vez com meu irmão de investigação policial, quando os bandidos foram pegos e levados ao tribunal, eu fiquei chocada com a beleza do lugar no filme.

Era uma sala toda feita de madeira, incrivelmente brilhosa, com vários assentos confortáveis de couro e lustres magníficos. Ah, e claro, cheio de pessoas culpando os bandidos e a família deles também estava presente.

Testemunhas estavam sentadas ao lado do juiz, assim como um homem magro, que eu julguei ser o promotor quando assisti o filme. Os caras do filme não tiveram direito a um advogado, pois seu crime fora terrível.

Não me lembro o nome do filme, mas não consigo deixar de me sentir decepcionada com o lugar.

É uma sala “normal”, com bancos de madeira organizados em fileiras igual a uma igreja. Passamos pelo meio deles, que estão vazios, e vamos até umas cadeiras de aparência pouco confortável na frente do juiz.

Sentamos em silêncio e Atena, ou Nathalie, seja lá qual for o nome desta mulher, coloca uns papéis na mesa a nossa frente.

Um homem alto e esguio chega com uns papeis em mãos, o promotor. Estremeço levemente e aperto a mão de Nico.

Ares também entra e nem nos olha, simplesmente senta onde eu julgo que testemunhas devem sentar. O promotor vai até ele e eles falam algo, depois Nathalie se mete na conversa e um burburinho se forma na sala.

Abaixo a cabeça e engulo em seco quando o juiz entra. Todos se calam instantaneamente, um silêncio um tanto constrangedor se instalando.

Nathalie se senta na mesa e o promotor na mesa do lado.

– Boa tarde – cumprimenta o juiz.

– Boa tarde meritíssimo – responde Nathalie.

– Hoje vocês farão suas propostas, e eu irei analisa-las para decidir a melhor opção para nossa cidade – diz ele cansado, como se não aguentasse mais repetir isso.

– Permissão para falar meritíssimo – pede o promotor e o juiz o olha.

– Permissão concedida.

– Esses jovens cometeram crimes horríveis meritíssimo, roubaram, mataram e traficaram matérias ilegais pela cidade.

– E o que o senhor está propondo, promotor? – pergunta o juiz.

– Que eles sejam presos para um julgamento oficial após a prisão, considerando a eles a pena de morte.

– Eu protesto! – exclama Nathalie e o juiz a olha – Permissão para falar senhor?

– Permissão concedida – responde ele.

– Esses adolescentes que o senhor está vendo hoje, meritíssimo, tiveram razões para fazer o que fizeram. Um passado traumático, e eu venho lendo a papelada deles. Então eu proponho que eles sejam liberados da prisão e tenham esse período que passaram presos fora de seu currículo – diz nossa advogada.

O juiz olha para Ares.

– Senhor, esses jovens tem se comportado bem no reformatório ou o senhor ainda percebe comportamentos violentos que possam implicar na volta da prática do que eles faziam? – pergunta o juiz.

Ares nos olha pela primeira vez desde que entrou e sorri de lado.

– Na minha percepção, eles tem se comportado muito bem e estão totalmente aptos a terem sua liberdade e sua independência.

Desde quando Ares tem uma lábia tão boa?

– Protesto! Quem garante que não irão retornar com seus crimes e mentes doentias? – diz o promotor.

Vejo Liz segurar o braço de Percy, mas é tarde demais, o moreno já levantou.

– A única mente doentia aqui é a sua, promotor, e eu me recuso a ficar calado ouvindo essas calúnias referentes a mim, aos meus amigos e a minha namorada que está em um hospital. Então se forem continuar falando coisas do gênero, eu peço permissão para me retirar meritíssimo.

O juiz olhou longamente para Percy, e depois para nós, e eu realmente fiquei com medo de que aquele cabeça de algas estúpido tivesse estragado tudo.

– Permissão concedida, filho – responde o juiz e Percy se retira.

– Mas meritíssimo... – começa a protestar o promotor, mas o juiz o corta perguntando:

– O senhor tem filhos, promotor?

– Não meritíssimo...

– Eu tive duas filhas, chamadas Maggie e Lana Learn. Maggie virou uma agente do FBI, foi baleada e está no hospital. Lana morreu com dezesseis anos, promotor, pois foi levada a julgamento do jeito que o senhor está me sugerindo para esses meninos, e ela nem tinha dezoito anos ainda.

– Com todo o respeito, meritíssimo, mas isso não vem ao caso – rebate o homem.

– Estou querendo dizer que não deram a minha Lana uma segunda chance, promotor, e eu acreditava nela, acreditava que ela era boa e que podia melhorar. Assim como eu acredito nesses jovens.

– Meritíssimo... – fala Nathalie, e o juiz levanta a mão.

– Eu declaro Annabeth Chase, Luiza Connor, Luke Castellan, Nico Di Ângelo, Percy Jackson e Thalia Grace inocentes.

Notas finais
Longo né? ;-; Bem, meu computador tá uma merda, só liga quando quer e meu pai fez uma cirurgia e só tem eu pra cuidar dele! Prometo que se vocês "me ajudarem" com comentários, eu termino Prison of Love ainda essa semana e posto a segunda temporada *-* Mil perdões gente! AH PORRA, QUASE ESQUECI! Gentee, eu ainda to devendo one shot pra alguns de vocês e vocês nem me cobram?? Então, pra quem eu ainda to devendo one, comenta aí me cobrando e dizendo se quer hot ou não (e de que casal) que eu posto assim que terminar Prison of Love ok? Amo vocês, até os comentários sz