Prison of Love
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Notas iniciais
Annabeth POV
Corro. É a única saída. Eles estão logo atrás de mim, tenho que despistá-los. Eles usam uma roupa preta, na verdade uniforme da polícia. Olho para trás, meu maior erro. Eles estão a menos de dois metros de mim e o pânico me invade. Olho para os lados e vejo um beco, provavelmente sem saída. É pra lá que eu vou. Acelero e me jogo atrás da caçamba de lixo, e os policiais adentram o local. Eles olham em volta, obviamente me procurando.
– Vamos embora Fred. Ela fugiu – diz o de cabelos castanhos, estou quase chorando de alívio, sério que eles não pensaram em olhar atrás da caçamba de lixo? Burros.
– Mas esse beco é sem saída Carlos – diz o tal Fred. Ele tem cabelos cor de areia, olhos um tom de âmbar. Dizem boatos que ele pedófilo, nunca acreditei nisso pois sempre pensei que se um dia ele estuprasse alguém, a vítima iria falar para pelo menos alguém, não é?
Mas agora, olhando a face diabólica dele, esses boatos começam a fazer sentido para mim.
Seus olhos âmbar são decididos, frios, calculistas, intimidadores e podem muito bem te convencer a guardar segredo, convencendo-lhe que é o melhor que você pode fazer. Não vou negar, estou com medo.
– Ela deve ter se escondido, seu babaca – e então, ele sorri diabolicamente. Ele caminha em direção a caçamba, cuja qual estou escondida. Minhas pernas bambeiam, e se ele tentar me estuprar?
Eu ainda sou virgem, ok?
Ele chega perto demais. Perto de mais.
Perigo, perigo!
Ele ri. Chuta a caçamba para o lado, esta que cai com um baque surdo no chão. Estou tremendo. Não sinto minhas mãos. Sei que meus pés estão gelados. Eu poderia levantar e chutar as bolas dele, sair correndo, mas ainda havia o tal Carlos ali. Ele tinha a mesma cara intimidadora e o mesmo sorriso maníaco de Fred.
– Então nós temos uma loira? – pergunta o Carlos, ele tem cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Ele vem para perto e puxa meu queixo com violência, fazendo-me olhar para ele – Olhe Fred, ela tem olhos cinzas.
– Estou olhando outras coisas no momento Carlos – rebate Fred, uma voz doentia. Percebo que ele esta secando descaradamente meu corpo. Minhas pernas, minha bunda, meus seios. Um arrepio de pavor corre pela minha espinha. Percebo que Carlos agora esta olhando na mesma direção que Fred. – Bom, acho que não vai fazer mal nenhum uma no beco não é companheiro? – ele pergunta se referindo ao Carlos.
Tento bater neles, mas seguram meus braços. Empurro, esperneio e chuto-os, mas nada adianta. Não consigo gritar, o pânico do momento me deixou "muda".
– Eu quero ver se essas pernas são tão torneadas quanto parecem – diz Carlos sorrindo e olha para Fred, que sorri, assentindo. Carlos então rasga minha calça jeans preta sem nenhuma cerimônia. Estou a ponto de chorar, mas não vou chorar. Não posso chorar, não posso demonstrar fraqueza. Agora estou somente de calcinha, sapatilhas pretas e uma blusa vinho escura de mangas. Eles jogaram minha calça em um canto qualquer – Abra as pernas – pede Carlos.
Nego com a cabeça. Eles se entreolham e riem.
– Querida, quando eu mandar você abrir as pernas, abra a porra das pernas! – diz Carlos se controlando para não gritar. Ao ver que eu não vou abrir as pernas, ele ergue a mão e me dá um tapa estalado no rosto.
O “clack” que o impacto da mão dele fez em meu rosto ecoa pelo beco escuro e vazio.
Sinto as lágrimas arderem em meus olhos, mas não vou deixa-las cair.
Carlos bufa e faz um sinal para Fred. Fred se aproxima de mim, Carlos recua dois passos e começa a desafivelar o próprio cinto.
Desesperada. Sim, desesperada é o único adjetivo que consigo encontrar para me descrever no momento. Fred abre minhas pernas bruscamente, fazendo com que eu levante alguns centímetros do chão. Ele arranca minha calcinha e toca minha intimidade sorrindo. Olha para Carlos e assente. Carlos para na minha frente e posiciona seu pênis na minha entrada. Respiro longamente, sei que isso vai doer muito. E se eu estiver nervosa vai ser pior, então tento relaxar.
Penso em coisas boas, como em meu pai antes de sua morte. Minha vida perfeitinha antes de me envolver com drogas e o pessoal barra pesada. Da minha vida antes de ser uma assassina de aluguel.
Isso me acalma, por um momento esqueço onde estou, e uma lembrança me invade.
–Papai! Papai! – grita a garotinha de sete anos. Ela corre atrás do homem de meia idade de cabelos cor de areia. Os longos cabelos cacheados da garota balançam enquanto ela corre, tentando alcançar o pai.
Ela está chegando perto dele, quase consegue tocá-lo, quando escorrega.
A pequena Annabeth sente seus olhos cinza encherem-se de lágrimas, malditas lágrimas. Desde pequena nunca gostou de chorar, nunca gostou de demonstrar fraqueza e nem que as pessoas á sua volta olhassem-na com pena, como no enterro de sua mãe, aos seus cinco anos. Seu pai, Frederick, imediatamente parou de correr e foi pro lado da filha.
– Tudo bem minha princesinha? – perguntou Frederick com a voz mais doce que tinha. Isso fez Annabeth sorrir, seu pai não a chamava de princesinha desde que sua mãe morrera.
– Sim papai, enquanto o senhor estiver aqui comigo, está tudo bem! – respondeu a garotinha, sorrindo docemente e piscando para afastar as lágrimas.
– Sempre vou estar aqui para você querida, sempre. – e mal sabia ela, que essa promessa, Frederick não poderia cumprir.
Fui tirada de minhas lembranças quando Carlos entrou com tudo em mim. Forte e rápido.
Eu me sentia como se estivesse sendo rasgada por dentro, como se eu tivesse engolido uma faca e ela queria sair, rasgando-me toda por dentro. Doía muito, mas eu não gritei. Não gemi. Não chorei. Na verdade, não emiti nenhum ruído que indicasse que eu sentia qualquer coisa.
Adquiri uma expressão neutra, esta que eu tanto usara desde que virei assassina. Ele continuou, e, depois do que para mim pareceu séculos de dor ele gozou. Finalmente ele saiu de mim, minhas partes íntimas ardiam. Ele caiu no chão, arfante. Fred olhou para ele, Carlos sorriu e disse somente uma palavra.
– Apertada. – antes virgem, pensei amargurada. Sem que eu nem percebesse, senti novamente aquela dor de estar sendo rasgada de dentro para fora, mais bruta desta vez. Fred estava gemendo loucamente enquanto estocava em mim. Eu sentia dor, mas um pouco menos do que com Carlos. Fred então começou a apertar meus seios por cima da blusa, uma aperto muito forte. Pelo olhar dele, ele queria realmente me machucar. Quando ele atingiu o orgasmo, ele saiu de mim sorrindo também. Olhei para baixo e avistei sangue escorrendo pelas minhas pernas.
E ai se foi a única coisa que eu ainda não tinha perdido para esse mundo terrível. Minha virgindade.
Fred recolocou as roupas e Carlos se levantou e fez o mesmo. Então que eu raciocinei melhor percebi, eles tinham rasgado minha calça e minha calcinha. Como eu sairia dali? Fred puxou meus braços para trás, me imobilizando. Carlos saiu do beco. Ninguém falava nada, o que só tornava tudo mais assustador para mim.
Assim que Carlos saiu do beco, Fred colocou a mão na minha virilha e começou a fazer movimentos circulares lá.
Eu não sentia nada a não ser dor. Só que eu consegui morder seu braço, e ele finalmente parou.
– Vadia! Sua puta! – ele dizia, a voz controlada enquanto esfregava onde eu tinha mordido. Ele me lançou um olhar maléfico. E então, começou a me bater. Ele bateu quatro vezes em cada uma das minhas bochechas, depois chutou minha canela, fazendo com que eu me desequilibrasse e caísse. Ele chutou meu estomago e minhas costelas. Eu já estava vendo pontos pretos dançando na minha frente, até que eu ouvi a voz de Carlos gritando.
– O QUE VOCÊS ESTA FAZENDO ANIMAL? TEMOS QUE LEVÁ-LA AO REFORMATÓRIO! – ele respirou fundo, controlando o tom de voz – Ela pode ser uma assassina, mas é de menor. Pare de bater nela, comprei uma calcinha e short para ela.
Não aguentei mais, desmaiei ali mesmo.
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