Prison of Love

44 Demons - Imagine Dragons


Notas iniciais
Eu amo essa músicaaaa *-* Eu quero fazer um trailer pra fanfic gente, eu só não sei como. Alguém aí sabe ou quer me ajudar? Shuashua, aliás, se eu fizer um trailer pra fic, vai ser com essa música por que eu estou simplesmente viciada nela *-* O QUE VAI ACONTECER É NECESSÁRIO, NÃO ME MATEM PELO AMOR DOS DEUSES. AMO VOCÊS, BOA LEITURA

POV Autor

Annabeth acorda com a campainha tocando.

Levanta-se preguiçosa e nota que Percy não esta mais ao seu lado.

Se espreguiça e se olha no espelho. As roupas estão amassadas, mas ela realmente não se importa com isso.

Pisca algumas vezes e passa os dedos no cabelo, para arrumar ele um pouco.

Se é que aquilo pode ser chamado de cabelo, para Annabeth, parece mais uma juba.

Quando se acha “apresentável”, pelo menos para seus amigos, saí do quarto.

Desce as escadas e vê todos sentados em uma roda no chão da sala, Joshua sentado ao lado de Amanda e falando algo com o tom de voz em um sussurro.

Annabeth abre um sorriso ao ver Amanda abraçando o pai de lado. Afinal, ela sempre quis isso – a atenção e o carinho do pai. Coisas que ele nunca tinha destinado a ela, e sim a outras pessoas, como a própria Annabeth, por exemplo.

Franziu as sobrancelhas curiosa. O que será que Joshua falava para seus amigos?

Ele tinha uma expressão tensa, quase preocupada. Seus amigos assentiam, pareciam quase apreensivos com as notícias.

Joshua viu Annabeth descendo as escadas e sorriu minimamente.

– Annabeth! – exclamou e todos se calaram. Obviamente, Annabeth não era bem-vinda a saber o que seja que eles falavam antes dela aparecer.

Resolveu não insistir, uma hora ou outra descobriria por si só.

Sorrio de volta para Joshua.

– Oi tio – respondeu, pois ele era seu tio de consideração, afinal, estivera mais presente em sua vida que seu próprio pai.

(...)

Percy não estava se sentindo bem e foi deitar.

O que Joshua lhes falara martelava em sua cabeça, e por isso sentia-se enojado.

“ – Frederick pretende matar Annabeth – dissera Joshua sério.

– Sua própria filha?! – exclamou Thalia, revoltada.

– Sim. Ele acredita ser o único meio de protege-la de Atena. Apesar de que, em minha opinião, Atena não faria mal a Annabeth.

– O que Atena quer? – pergunta Nico.

– Ela quer a empresa de Frederick no nome de Nathalie, é o nome que ela usa agora. Sendo assim, ela teria acesso a mais de milhões que são destinados á filha quando atingir a maioridade. Sendo esse o objetivo de Atena, ela não faria mal a Annabeth, ela somente... Manipularia ela.

– Por que Frederick quer mata-la então? – diz Liz, opondo-se pela primeira vez na discussão – Ele não tem por que fazer isso.

– E como você sabe que ele quer mata-la? – diz Amanda ao lado de Joshua.

O homem passa o braço pelos ombros de sua filha, que sente-se de certo modo amada com esse gesto, abraçando-o calorosamente de volta com um sorriso de lado.

– Frederick me contou seus planos. Ele pretende matar ela hoje a noite. Fará parecer suicídio, e libertará vocês de todo o jeito, seguindo com o plano.

– Por que ele continuaria o plano para nos tirar do reformatório se sua filha, a principal causa disso, estaria morta? – diz Luke.

– Por que ele acha que deve isso a vocês – responde Joshua – O cara é louco.

– Precisamos salvar Annabeth – diz Gabriel, inquieto.

– Realmente precisamos – concorda Joshua, suspirando – Annabeth! – exclama sorrindo ao ver a loira na escada, desviando de assunto. “

Percy pensava em jeitos de salvar sua namorada quando a mesma entrou no quarto com um pacote de biscoitos.

Ela não falou nada, simplesmente sentou ao seu lado comendo.

Ele pegou alguns biscoitos, mas também não falou nada. Tinha medo de que se abrisse a boca, contasse para Annabeth a verdade, e ela surtasse ou não acreditasse nele.

Permaneceram em silêncio comendo, um apreciando a companhia do outro, perdidos em seus pensamentos.

Tão perto e tão longe ao mesmo tempo.

(...)

Thalia estava inquieta pelo quarto. Nico observa sua morena andar de um lado para o outro no quarto, repetindo incansavelmente a mesma frase:

– Não podemos deixar nada acontecer com Annabeth – e bate na própria coxa, andando para lá e para cá.

– Não vamos deixar nada acontecer com Annabeth, Thalia. Se acalme – diz ele, puxando ela para si. Thalia senta no seu colo, suspirando ao encostar a cabeça na curva do seu pescoço.

– Não podemos deixar nada acontecer com Annabeth, Nico. Eu nunca me perdoaria.

– Nem eu – responde suavemente – Mas não vamos. Nós vamos proteger ela, como sempre protegemos uns aos outros Lia.

– Eu amo você – diz ela do nada, olhando a parede.

Nico é pego de surpresa, e sorri com a certeza na voz da sua namorada.

– Também amo você, bicha chata – responde rindo e beijando-lhe a bochecha.

– Bicha chata porra nenhuma – reclama Thalia rindo, e só de fazê-la rir, Nico já se sente melhor.

(...)

Liz deita no peito de Luke. Passa os dedos pelo seu peito, suspirando.

– Luke... – sussurra nervosa. Não precisa dizer mais nada, Luke entende o que ela está passando.

– Eu sei – responde sussurrando em seu ouvido e beija-lhe os lábios com paixão.

Liz sorri contra o beijo, passando as mãos pelo pescoço de Luke delicadamente. Ele para o beijo com selinhos, e só de estar na companhia de Luke, Liz já se sente menos ansiosa para de noite, quando protegerão Annabeth.

(...)

– O plano é simples – diz Joshua aos meninos enquanto Annabeth saiu para comprar comida – Frederick pretende vir aqui comigo, e chamará Annabeth para um conversa de “pai e filha”, onde ele tentará matar ela. Estaremos escondidos nos armários da casa, deixaremos Frederick inconsciente e fugiremos com Annabeth.

– Por que simplesmente não fugimos com ela agora? – pergunta Liz.

– Por que ela nunca acreditaria que o pai quer mata-la – responde Joshua.

– Agora é só esperar ela voltar – diz Nico.

– E Frederick ligar – termina Thalia.

Ficam em silêncio na sala, em expectativa. Cada qual abraçado com seu par, somente Percy olhando pela janela, pensando em Annabeth, se arrependendo de não ter dito que a amava quando estavam no quarto, pois se tudo der errado... Não queria nem pensar nisso.

(...)

Quando esta saindo do mercado com as comprar Annabeth recebe uma mensagem no celular que Frederick e Joshua os deram para comunicação.

“Filha, pode vir direto na minha casa por favor?

Amo você, Frederick”

Annabeth sorri minimamente, é muito bom voltar a se relacionar com o pai. Pega as comprar e segue direto para a casa do pai, ainda sorrindo.

Bate na porta e ouve Frederick gritar “entra”, e o faz.

Solta as sacolas no chão ao ver o pai na sala, apontando uma arma para ela.

Olha-o espantada, procurando instintivamente algo para jogar contra ele. Vê um vaso e começa a calcular suas chances.

Se for rápida, o que ela é, poderá pegar o vaso e jogar contra Frederick, deduzindo que ele hesite em atirar na filha.

Mas Annabeth não tem coragem, não de atirar um vaso contra o pai. Sente os olhos queimarem em lágrimas, pois ser traída deste jeito pelo pai é pior do que saber que ele esta morto.

Por que estava fazendo isso com ela? Ele não tinha dito que a amava?

Parecendo ler seus pensamentos, Frederick responde:

– Estou te protegendo, meu amor – diz ele, se aproximando dela. Ela estremece ao sentir seu pai pegar seu braço com força e guia-la para um segundo andar.

Entram em um quarto, Frederick faz Annabeth se sentar na cama.

Annabeth esta chorando, mas se vai morrer, que seja ferindo seu assassino:

– Você não é meu pai! – exclama ela – Joshua é meu pai. Ele esteve presente na minha vida quando precisei, ele me apoiou quando eu precisei, ele me ajudou sempre!

– Annabeth – diz Frederick em tom de alarme, mas Annabeth sente a mágoa em sua voz ao ouvir sua filha proferir aquelas palavras.

– Joshua é meu pai. Ele cuidou de mim, ele sim se importa comigo de um jeito que você nunca seria capaz, Frederick! – exclama novamente, usando o nome de seu pai como uma arma contra ele – E eu o amo de um jeito que nunca amarei você.

Vira-se para olhar seu pai, e seu coração despedaça um pouco ao ver o pai chorando.

Ele solta a arma, mas Annabeth não investe contra ele.

Que seja, ela nunca viu motivos para viver mesmo. Pensa em Percy, mas não continua a ideia. Ele é jovem, um rapaz bonito, facilmente encontraria outra garota e esqueceria ela, é claro.

Imersa em seus pensamentos, só voltou a realidade quando sentiu Frederick colocar as mãos delicadamente em seus braços e deitá-la.

– Serei rápido – prometia ele – Eu amo você, princesa.

– Vá para o inferno – respondeu ela, simplesmente.

– Amo você – repetia ele, pegando um martelo.

Ele a mataria batendo com um martelo em sua cabeça?! Seria mais fácil um tiro, ponderou Annabeth.

Se bem que ela já esperava uma morte lenta e dolorosa depois do que dissera para Frederick. Afinal, ela merecia, depois de tantas vidas que tinha tirado somente com suas próprias mãos.

No momento, lavaria as mãos sujas de sangue e tentaria uma “passagem para o céu”, se é que isso existia de fato.

Frederick brandiu o martelo, segurando a arma com a outra mão.

Percy sentira que tinha algo errado, e fizera todos irem para a casa de Frederick confirmar. Ao ouvir Annabeth falando “vá para o inferno”, todos já sabiam o que estava acontecendo.

As meninas saíram da casa com Joshua, tentando alcançar a janela do quarto em que Annabeth estava pela casa ao lado.

Os meninos procuravam um jeito de arrombar a porta do corredor, sem sucesso.

Annabeth estava atordoada. Ouvia barulhos, mas não os distinguia.

Frederick bateu-lhe a primeira vez na cabeça com o martelo. Annabeth sentiu uma explosão de dor, algo diferente de tudo que já tinha experimentado, uma dor forte que lhe fez desejar morrer.

Não ouvia mais nada, só tinha consciência de Frederick brandindo o martelo para outro golpe e choramingou, mesmo não querendo fazer isso.

Ela não ouvia Percy gritando seu nome desesperado do outro lado da casa, nem ouvia Nico gritando para que aguentasse firme.

Não ouvia gritos desesperados de Thalia e de Liz chamando por ela, tudo que Annabeth ouvia era a voz nojenta de seu pai lhe dizendo “eu te amo”.

Tossiu com força, sentindo sangue sair pelos seus lábios. Já quase não sentia mais nada. Já estava quase morta, sabia disso.

Não sentia mais tanta dor, e os olhos não focavam mais nem a parede. Não conseguia ouvir mais nada, nem mesmo os “eu te amo” de Frederick, o que foi um alívio para si.

Fechou os olhos, permitindo que lágrimas corressem, e rezou.

Pela primeira vez na vida, rezou. Não por misericórdia, ou para ser perdoada, mas para morrer.

Rezou para morrer logo, para que a dor parasse. Para que tudo acabasse.

Seus ouvidos zuniam, não ouvia as meninas chorando e gritando, não ouvia Percy e Nico desesperados e não ouvia Luke se jogando contra a porta.

Não ouvia Frederick dizendo-lhe que a amava, não ouvia nada.

Por um momento, pensou ouvir um “eu te amo” de sua mãe, alguém cujo o qual ela realmente sentia falta, mas deveria ser sua imaginação, já que não estava mais tão lúcida.

Seu último pensamento parou em Percy, e pensou no quanto amava aquele garoto. Aquele estúpido garoto que roubara seu coração, e que ela não queria depender tanto dele como dependia, pois sabia que ele a trocaria se achasse alguém melhor que ela.

A última coisa que Annabeth ouviu foi um tiro, e sorrio um pouco ao pensar que seu pai ainda tinha a misericórdia de mata-la com um tiro, e não martelando sua cabeça.

Estava na hora de enfrentar seus demônios, ela sabia.

Notas finais
NÃO ME MATEEEM! Isso foi necessário, desculpem ;--; Enfim, é isso! Eu já tinha essa ideia desde que comecei a escrever a fic e estava doida para colocá-la em prática, por isso o capítulo grande!! Eu adorei escrever ele, shuashua A FIC TÁ ACABANDO ;-; VAI ACABAR NO CAPÍTULO 50 MEU POVO ;-; Mas temos segunda e terceira temporada garantidas o/ Ou não... Nem sei, eu estava realmente pensando em matar a Annabeth e acabar por aqui mesmo... Afinal, eu tenho cinquenta e oito favoritos e nem metade comenta! Bom, amo vocês, até os comentários! Lembrando que quando chegarmos aos mil comentários, teremos uma maratona aqui *-* Com as lembranças da Annie, então VÃO COMENTAR U.U Eu aceito totalmente que vocês voltem e comentem os outro capítulos certo? Juro que respondo tudinho com amor e carinho u.u hsuahsua Ok, amo vocês, até os comentários, bjbj