Prison Magic
16 Capítulo 16
Parte 16
“— Chamaste-me meu Mestre?” – Indagou Oroi, ajoelhando-se polidamente na frente da porta do quarto daquele ser malévolo.
“— Preciso de diversão...” – Avisou-lhe, ainda deitado em sua cama.
O menor então sorriu de forma tímida, sabendo que quando aquele ser queria se divertir resultava nas mais cruéis torturas. E a seu ver, as mais deleitosas. Entrou no quarto, aproximou-se logo deste, já pensando em jogar-se naqueles braços e deixar sua vida nas mãos daquele monstro da luxúria.
Todavia, parou ao ver este levantar uma mão, como se ordenasse para que ficasse onde estava.
O Puro Sangue sentou-se na beirada de sua cama, olhando malicioso para aquela criança parada a sua frente aguardando qualquer ordem de sua pessoa.
“— Oroi...” – Chamou-o rouco pelo seu nome, sabendo o que isto fazia ao corpo daquele pequeno vampirinho. “— Já fez suas obrigações, não?” – Perguntou-lhe, vendo que este discordou com a cabeça. “— Não? Então lhe castigarei.” – Olhou-o frio, porém com desejo, fitando aquele corpo sem nenhum pudor.
O menor engoliu seco, sorrindo internamente e envergonhando-se por aquele olhar tão fixo em si, parecia que iria o devorar. Em um ato de timidez, levou suas mãos para frente, pousando-as em sua intimidade, tentando esconder a excitação que sentia ao ser observado de tal forma.
“— Ohhh... Está vermelhinho...” – Debochou, adorando aquilo.
“— ...”
“— Agora... Tire sua camisa.” – Seu sorriso leviano se ampliou mais. “— Depois... Pode retirar a calça.” – Seus olhos fixaram-se nas mãos que tentavam ocultar algo pecaminoso. “— O resto, pode ficar.” – Lambeu os lábios, pensando nas diversas torturas que faria aquela bela criança.
Este assentiu com a cabeça, respirando fundo antes de acatar aquela ordem, tirando em seguida suas mãos de onde estavam deixando-as vagar pelo próprio dorso, de modo tímido e provocante, sabendo muito bem como atiçar aquele Puro Sangue.
Olhou para si mesmo, observando sua roupa, levando suas mãos até a barra da camisa, levantando-a sem dificuldades, tirando-a com sutileza e jogando-a ao seu lado, no chão. Logo encaminhou suas mãos até o cós de sua calça, passando antes pelo peito rapidamente, como se pudesse tirar algum resquício daquela peça excluída.
Desabotoou os botões daquela calça, descendo o zíper lentamente, abaixando aquela peça de cor negra com cuidado, ao mesmo tempo em que sabia que estava provocando o mais velho. Não deixava seus olhos desviarem-se para este, agia com vergonha, sabendo que o ganho por esse ato seria muito melhor. Ou no seu caso, ‘pior’.
Jogou aquela peça de roupa também ao seu lado, mostrando-se agora só uma roupa intima verde, quase da mesma cor que seus olhos. Acabou por colocar novamente suas mãos sobre o local, cobrindo o próprio membro que acabara por despertar mais pelo simples fato de estar mostrando-se assim para o outro.
“— Bom trabalho...” – Bateu palmas, de modo lento e debochado, olhando fixamente para aquele corpo a sua frente.
Shisue parou um instante para pensar, e seu olhar frio se estreitou de modo perigoso para o outro. Murmurou algo baixo, fazendo um suave movimento de mãos, e algo brilhou a sua frente e caiu em seu colo.
“— Ponha no pescoço, depois te darei outra coisa para usar...” – Voltou a falar, pegando aquilo em seu colo e estendendo para o menor.
Este precisou fazer um imenso esforço para esconder um sorriso que teimava em aparecer em seus lábios ao escutar aquelas palmas, e ao ver o que este lhe oferecia. As vezes chegava a se odiar por gostar tanto de ser humilhado ou torturado por aquele insano ser.
Mas este mesmo ódio só aumentava um amor que nutria pelo Puro Sangue. Odiava admitir, mas amava a tudo, cada ato, cada tortura, cada mísero carinho que recebia daquele que todos diziam ser um louco sádico. O que de fato, não era mentira. Conhecia por experiência própria.
Respirou novamente fundo, andando lento e eroticamente até o mais velho, pegando aquilo que este lhe oferecia. Olhou com atenção para aquilo agora em suas mãos. Uma coleira quase toda negra se não fosse alguns detalhes em verde, possuindo um guizo no meio de cor dourada.
Não demorou em voltar para o lugar que estava e colocar esta no pescoço de modo calmo, sentindo como a mesma servia-lhe exatamente bem. Por um minuto cerrou os olhos apalpando aquele acessório em seu pescoço, mexendo com delicadeza naquele guizo que insistia em fazer um barulhinho por qualquer mísero movimento em si.
Sorriu por aquele presente, mordendo os lábios em seguida ao tentar imaginar o que se passava na cabeça de seu Mestre ao lhe dar aquilo. Não tardou agora em olhar para este, voltando a se cobrir com as mãos, que agora estavam um pouco trêmulas.
“— Serviu perfeitamente, não?” – Indagou de modo depravado.
“— Sim Mestre.” – Respondeu-lhe baixinho.
O mais velho não escondeu um sorriso vulpino de pura satisfação ao notar aquelas mãos tremerem. O menor já estava daquele jeito e nem o tinha tocado, isso inflamava seu ego. Em sua mente vinham torturas cada vez mais cruéis, insanas.
Sabia que podia torturar a vontade aquele ser, assim como qualquer outro que desejasse, todavia nunca tinha encontrado um que apreciasse tanto o que fazia. Se este gostava, aproveitaria mais, iria torturá-lo, humilhá-lo, provocá-lo tanto até ver lágrimas ansiosas pelo prazer saírem daqueles olhos verdes. Só depois o possuiria como sempre faz.
Oroi perguntava-se em como poderia amar uma pessoa tão pejorativa quanto aquele Puro Sangue. Mas o que estava pensando? Sabia que também era do mesmo jeito, não tanto, mas sabia estar caminhando por esse mesmo caminho seguindo seu Mestre de perto.
Sabia perfeitamente como agradar, havia aprendido rápido, tinha conhecimento que agradando aquele ser, agradaria a si mesmo. Continuava prendendo seus risos de prazer, que morriam em sua garganta. Não queria estragar nada.
“— Tire a ultima peça que falta, e deixe suas mãos para trás.” – Ordenou-lhe com a voz fria e imponente.
“— Sim, meu Mestre.”
Ao ouvir aquela ordem, deixou o vermelho voltar a invadir sua face e aos poucos suas mãos trêmulas fizeram aquela ultima peça de roupa descer por suas pernas alvas e bem torneadas.
Não conseguiu esconder a real vergonha que agora estava estampada em seu rosto, ao mostrar-se completamente rígido para o mais velho. Não tendo este nem tocado em si ainda. Sem mais demoras, colocou as mãos para trás olhando para seu próprio corpo pálido e esguio.
“— Pronto Mestre, estou de vosso agrado?” – Indagou baixo, não ousando olhar para esse.
“— Falta algo...” – Respondeu-lhe, de modo pensativo.
O Puro Sangue olhou bem para aquele corpo e para as formas perfeitas que possuía, e algo lhe veio em mente. Novamente murmurou algo baixo junto com um movimento de mãos, fazendo outra luz surgir em sua frente e um objeto cair em seu colo.
“— Achei o que faltava...” – Comentou, levantando-se de sua cama.
Jogou seus cabelos negros para trás, enquanto se aproximava mais daquele outro ser tendo em mãos uma fita de grossura média de seda negra, portando outro guizo no meio desta. Notou satisfeito que só em fazer isso este tremeu em expectativa do que faria.
Colocou-a quase na ponta do membro do menor, amarrando firme em um belo laço, forte o suficiente para machucar e impedir que este gozasse antes que sua tortura se findasse.
O menor olhou um pouco surpreso para a fita e o guizo que estavam nas mãos do mais velho. E deixou um gemido baixo e rouco atravessar sua garganta de dor e prazer ao sentir aquele laço apertado sobre seu membro.
“— Que belo, agora você faz barulhos quando se move...” – Sua voz estava literalmente banhada em luxúria.
Passou suas mãos por aquele membro, movendo-o apenas um pouco, ouvindo deliciado o som do guizo pelo simples movimento que fez.
“— Lindo este som, não? Soa tão pervertido.” – Comentou, sem nem olhá-lo nos olhos pois estava compenetrado em mexer naquele guizo e gerar mais sons. “— Imagine este barulhinho nos acompanhando o tempo todo...”
O moreninho amaldiçoava mentalmente aquela seda negra, até que sentiu o toque quente porém gélido de seu Mestre em sua intimidade, movendo-o fazendo aquele ruído mínimo ecoar pelo sombrio quarto.
Aquele som parecia abalar completamente seus pensamentos, a ponto de perder a razão. Era algo tão pervertido. Aquele provocante e irritante barulhinho o fazia tremer de leve, chegando a atiçar ainda mais seus sentidos, o tornando mais sensível aquele laço tão apertado.
“— Agora tire minhas roupas.” – Mandou-lhe Shisue, sentando-se novamente na beirada de sua cama. “— Mas sem gracinhas, entendeu?” – Avisou-lhe em tom severo, com os olhos negros parecendo mais sombrios que o normal.
“— Sim, Mestre.” – Deu ênfase a ultima palavra, sussurrando a frase em tom baixo e rouco.
Aproximou-se a passos lentos deste, mas mesmo assim foi inevitável o som dos guizos ecoarem pelo quarto. Colocou as mãos no corpo maior, tirando a roupa deste, forçando-se a segurar seus instintos de não avançar com os toques.
Se este não queria gracinhas, não ia tê-las. Tirou-lhe a blusa, jogando-a junto com suas próprias roupas. Para logo em seguida ajoelhar-se e começar a retirar a calça e a roupa intima do mais velho, ficando naquela mesma posição mesmo após livrar-se de todas as roupas do outro moreno.
Acabou por não se contender em acariciar aquelas pernas e coxas tão bem torneadas e firmes, arranhando-as bem de leve, olhando em seguida para seu rosto, levando uma mão a este e tocando nos fios negros deste, tirando-os da face do maior com cuidado.
“— Bom trabalho. Vejo que sabes se comportar quando quer...” – Estava sendo irônico como sempre, adorava brincar com aquele vampirinho. “—Agora... ” – Parou um instante para pensar, apreciando a pequena carícia do outro. “— Te quero bem preparado para mim...” – Avisou-lhe.
Sorriu macabro, voltando a fazer alguma magia. Realmente magia possuía diversas utilidades. Algo novo caiu em seu colo, e logo o pegou em mãos, mostrando para o menor o que seria.
Um objeto comprido e largo em um formato deveras peculiar, precisamente um falo gigante de algum material desconhecido.
“— Ah!” – Olhou bem para aquela cara curiosa do menor. “— Não se esqueça de manter essas pernas bem abertas para que eu possa ver tudo.” – Jogou aquele item para este, sentando-se melhor na cama, para apreciar o espetáculo. “— Eu falei que não pode gemer uma única vez, não?” – Zombou.
“— O... O que?” – Falou até esquecendo o que havia feito, sua voz praticamente havia sumido.
O garoto sacudiu a cabeça duas vezes, não para negar, mas sim para tentar assimilar o que seu Mestre lhe dizia. Sabia que não era bom indagar sobre nada que saía da boca de seu Mestre, mas não havia como esconder a adoração e o medo ao observar aquele objeto imenso em suas mãos.
Pior. Teria que fazer sem gemer. Uma tarefa impossível, vendo a gravidade daquilo que segurava. Olhou-o com desespero verdadeiro, não sendo fruto de suas pequenas atuações, mas logo voltou com seu olhar esverdeado para o que seu tirano Mestre lhe dera.
Aquilo seria difícil. Não. Seria muito difícil. Levantou-se lento e meio temeroso, sentando-se em seguida um pouco mais afastado, mantendo as pernas abertas como o mais velho lhe ordenara.
Levou em seguida aquele objeto a sua boca, era tão grande que não conseguira colocar aquilo totalmente de encontro sua garganta, a não ser que quisesse vomitar depois. E caso fizesse isso, sabia que o Puro Sangue lhe daria algo bem maior que aquilo por repreensão.
Mesmo assim, passou a língua ali insistentemente, lubrificando-o intensamente para depois tentar forçá-lo contra seu próprio corpo. Chegava a morder os lábios com força, fazendo com que inúmeros gemidos que queriam sair, morressem em sua boca.
O trabalho era realmente árduo, não conseguia nem colocar a ponta daquele objeto dentro de si. Doía, não que isto de fato fosse tão ruim, além de que a posição não era a das melhores.
“— Boa criança...”
Deliciou-se de modo mórbido ao ver o outro lutando tanto para que não gemesse, seguindo fielmente suas ordens. Obediência o excitava tanto.
O moreninho, não aguentava mais daquela forma, logo se deitou achando assim uma pose um pouco melhor, enquanto ficava com as pernas abertas e forçava novamente aquele elemento que aos poucos, muito lentamente ia ganhando espaço.
A expressão sofrida de Oroi mostrava o quanto ele estava gostando e sentindo-se humilhado ao mesmo tempo, era uma sensação estranha, mas que inundava todo seu ser.
“— Não me lembro de ter dito ‘deite-se’.” – Franziu o cenho, vendo-o naquela posição no qual não podia ver o rosto deste. “— Levante seu corpo e abra mais essas pernas!” – Falou com raiva, não ligando se era difícil até respirar com aquilo dentro do outro. “— E já sabe, se ousar gemer...” – Ameaçou, com a voz tão banhada em luxúria que mais parecia um sussurro pecaminoso de um ser insano. Não que realmente não fosse. “— E mova mais esses quadris, quero ouvir mais do som do guizo!”
“— ...”
Não atreveu-se a responder, pois sabia que se abrisse a boca naquela hora, gemeria tanto que não conseguiria mais parar. Estava tentando ao máximo obedecer às ordens impostas, e estava ficando cada vez pior. Mas obedeceu-a.
Sua respiração estava mais ofegante, porém não podia nem ao menos abrir um pouco a boca. Colocava aquele objeto grande com cada vez mais intensidade e desejo dentro de si, abrindo mais as pernas para acomodá-lo.
Já estava indo a loucura com aquilo, movia-se no mesmo ritmo em que se sodomizava com aquele objeto. Fazendo o barulho dos guizos encherem aquele cômodo.
“— Ahhhhhhhhnnnnnnw...” – Não estava aguentando, abriu a boca em busca de mais ar, e acabou-se por gemer longa e prazerosamente, com a voz banhada em pura luxúria.
Não recordava da ultima vez que havia gemido tão alto assim, e nem o alívio tinha alcançado, pois ainda sentia aquela seda negra privando-o disto.
“— Pensei que fosse mais obediente...” – Murmurou enfurecido.
Levantou-se, olhando para aquele ser como se fosse um lixo só por tê-lo desobedecido. Se este tivesse acatado suas ordens, teria deixado-o se aliviar, mas ao escutar aquele gemido tão alto parecia a prova de uma rebeldia.
“— Como ousa...”
O menor fechou os olhos com força, ao ver aquele ser enfurecido aproximar-se mais de si, ele era realmente mais assustador ainda quando queria. E talvez por isso, lhe parecia mais belo.
“— Como ousa me desobedecer!”
Bateu com força naquele rosto, fazendo aquele som típico de um tapa se misturar ao guizo e assim ecoarem juntos pelo quarto. Observando aqueles lindos olhos verdes derramarem lágrimas ininterruptas, não conseguiu conter-se em abaixar-se um pouco e puxar o cabelo deste.
Beijou com fúria aquela boca, explorando-a com tudo que tinha direito, subjugando-a facilmente. Aquele rosto em prantos o estava fazendo quase jogá-lo no chão e o tomar agora mesmo, mas ainda não era hora, não depois de este tê-lo desobedecido.
“— Cale essa boca e volte a se mover, só pare quando eu ordenar...”
Beijou-o calmo e com quase carinho antes de voltar para a cama e sentar-se novamente. Quem tivesse visto aquilo e não conhecesse aquele ser vil, jurava que estava apaixonado por aquele vampirinho.
“— Como sou um Mestre bonzinho...” – Debochou, olhando o estado e as lágrimas deste. “— Deixando meu servo se divertir com um brinquedo tão bom.” – Acabou por rir no final da frase, uma risada cruel e sinistra.
O de olhos verdes sentia aquelas frases doerem mais que o tapa que havia levado, apenas ficou mudo, olhando para seu Mestre por alguns instantes, perdido naqueles frios olhos negros.
Porém ainda portando aquelas lágrimas em seus olhos que lhe desciam a face, voltou a se movimentar. Não queria desapontar aquele desprezível ser que tanto o atraia. Recomeçou os movimentos de forma lenta, mantendo agora sua boca muito bem fechada, mas logo começou a acelerar os movimentos.
Esperava afoito qualquer palavra, gesto ou ação vinda do outro, tudo o que desejava no momento era este, os toques deste em seu corpo. Ainda perguntava para si mesmo como poderia gostar tanto de ser humilhado.
Às vezes sentia-se uma aberração, mas só de olhar para a face luxuriosa de seu Mestre, isto que pensava fugia de sua mente. Olhava agora fixamente para o maior, esperando, aguardando. Querendo mais que nunca satisfazê-lo naquele fetiche que estava realizando.
O Puro Sangue não conseguiu evitar levar a mão ao seu próprio membro, apertando-o com força, deixando um gemido mudo sair de sua garganta. Só de ter visto aquele espetáculo a sua frente, já havia se excitado.
Tudo. Estava adorando a tudo. Lágrimas, sofrimento, dor e prazer, tudo estava tão estampado naquele rosto que o observava tão desesperadamente esperando um fim para aquela agonia.
“— Hn...” – Por pouco não gozara só em ver a agonia daqueles olhos verdes. “— Chega.” – Falou baixo, rouco de prazer, fechando os olhos por um instante, voltando a fita-lo fixamente.
Havia realmente um relance de paixão em seus olhos negros ao observar aquele ser, mas não o suficiente para apagar a ampla e crescente sombra de dominação que imperava majestosa em sua expressão.
“— Sente-se aqui. Venha sentir algo quente entrando em si.” – Sua voz perdera grande parte daquele deboche irônico, mas mesmo assim, ainda estava tão afiada quanto navalha. “— Quero ouvir mais de perto o som deste guizo.”
Oroi sentiu seu corpo derreter-se ao ouvir aquela ordem que tanto esperava, que tanto necessitava que saísse daqueles carnudos lábios do mais velho. Respirou fundo, sentindo um grande alivio, ao tirar aquele objeto de si.
Levantou-se com um pouco de dificuldades daquele chão frio, contendo-se para não correr e se jogar nos braços do outro. Sabia que tinha trabalho a ser feito, e definitivamente se fazia sem dúvidas um bom trabalho.
O barulho do guizo ecoava mais pelo quarto, fazendo seu corpo palpitar de prazer em quanto aproximava-se. As lágrimas continuavam a brotar de seu rosto, que ainda carregava uma expressão de dor pelo reprimido gozo.
“— Queres que fique de frente ou de costas para o senhor Mestre?” – Pergunta polidamente, parado em pé na frente deste, tentando controlar os soluços de dor.
“— ...” – Não disse nada, apenas puxou-o para seu colo, abraçando-o com força e desejo. “— Está machucado?” – Mal notou que perguntou isso.
Estranhou logo de imediato o motivo por ter se preocupado com a dor deste. Amava fazer os outros sofrerem e serem humilhados, mas por um momento, um curto e passageiro momento, preocupou-se com o vampirinho.
Apenas esqueceu isto, descendo suas garras pela coluna deste, chegando a feri-las, só parando quando sentiu as nádegas macias e firmes deste em contato com estas.
“— Você quer se aliviar, não?” – Perguntou, já enfiando três dedos dentro do outro, massageando-o brutalmente.
“— Shisue...” – Gemeu baixinho o nome deste, abraçando-o pelo pescoço com força, afogando seu rosto nos cabelos deste que pareciam tanto com os seus próprios.
“— Minha criança...” – Levou a mão livre ao laço, soltando aquela fita negra do membro deste.
O moreninho não teve tempo de falar nada ou fazer qualquer coisa ao sentir aquela fita ser tirada daquele lugar, jogou a cabeça para trás, finalmente podendo gozar gemendo alto, e de tão forte que fora quase desfaleceu nos braços do Puro Sangue. Sabia que se fizesse isso, iria perder quase toda a diversão, pois sabia que mesmo desmaiado o outro não pararia.
Respirou fundo, deitando sua cabeça no ombro do mais velho, tentando voltar daquele abismo de prazeres que estava. Ainda havia trabalho a fazer, tirou lentamente a mão de seu Mestre de dentro de si, olhando-o agora fixamente nos olhos.
Segurou o membro do mesmo e começou a sentar-se, sem dar descanso para si mesmo, querendo acima de tudo dar mais prazer aquele vampiro. Pressionava seu corpo contra este, contraindo seus músculos e prendendo Shisue dentro de si logo após sentar-se completamente.
“— Ahn...” – gemeu de dor e prazer, abraçando-o com força e carinho, parando de se mover, esperando a ordem seguinte.
“— Nhm!” – gemeu rouco e curto, trincando os dentes ao senti-lo sentar-se com tanta disposição em si.
Deixou-o parado daquele jeito, não que fosse para acostumar-se com seu tamanho, pois sabia que depois daquele brinquedo que dera para o menor, este devia estar agradecido por ter dentro de si algo quente e aveludado.
Só queria senti-lo daquela forma, aquele aperto que aquela criança fazia tão perfeitamente. Ficou apenas a brincar com aquele liquido branco e viscoso que havia jorrado em seu abdômen, espalhando de leve a prova do prazer masoquista do outro.
“— Que ‘belo’...” – Vendo que os olhos deste brilharam ao escutar isto de si, todos naquele castelo sabiam o quão forte era aquela palavra. “— Obedece-me cegamente...” – Acariciou-lhe os cabelos, como se estivesse recompensando um gatinho. “— Mova-se... Bem lento.” – Deu sua próxima ordem.
“— Sim, meu Mestre.” – Responde manhoso, totalmente cego pelo prazer que aquele ser sempre lhe proporcionava.
Usando seus joelhos para se movimentar enquanto apoiava-se nos ombros deste, começou a mover-se bem devagar, soltando gemidos compassados e curtos, com os olhos bem fechados, murmurando coisas incompreensíveis.
Realmente estava sentindo um alivio e prazer imenso ao sentir aquele membro quente dentro de si, assim como seu alivio estava pousado na barriga do mais velho, sujando-o com aquele liquido que ficara tanto tempo preso.
Oroi joga sua cabeça para trás, deixando sua longa trança grudar em suas costas suadas, deixando sua boca aberta com suspiros e gemidos escapando desta enquanto movia-se devagar, contraindo-se mais, ansiando por um aumento daquela velocidade.
O mais velho estava apreciando aquela vagarosidade, adorava se torturar com uma velocidade lenta. Estava adorando aqueles gemidos desconexos cheios de prazer, o cheiro do sexo entrando em suas narinas como um doce aroma.
Gemeu baixinho, sendo mal notado por causa dos gemidos altos do outro, assim como o barulhinho do guizo no pescoço deste. O som era fraco, por causa dos movimentos lânguidos deste.
Tocou levemente acessório que fazia barulhinho. Forçou em seguida suas unhas no ombro deste fazendo um grande e sangrento corte por toda a extensão. Não tardou em levar sua boca aquela área, lambendo e sugando com gosto cada gota daquele líquido vermelho.
“— Ahnnnn!” – Gemeu longamente o menor apreciando aquela dor em seu ombro e principalmente aquela boca.
Estremeceu ao pensar que seria mordido. Era a única coisa que lhe faltava. Ser mordido passava um prazer completamente estonteante para si. Sem duvidas uma das coisas que mais gostava era sentir aquelas presas em sua pele, arrancando a vida que corria em suas veias.
Afinal, poderia não estar mais vivo, mas a vida de alguém corria em suas veias. Presas, garras, facas, qualquer coisa que arrancasse seu sangue proporcionava-lhe prazer. Principalmente quando era pelas mãos vis daquele Mestre.
Não se conteve em fazer o mesmo naquele Puro Sangue, cravando com força suas unhas neste. Olhando para a cara de prazer que este deu. Afinal, sabia que aquele ser milenar também era masoquista como si.
“— Rápido...” – Gemeu Shisue, não aguentando mais manter-se impassível aquele prazer e aquelas unhas fincadas com tanta força em sua pele. “— Mova-se mais rápido!” – Ordenou, levando suas mãos ao quadril deste, apertando-a com força em demasia, ajudando- o assim a se mover mais rápido.
O mais novo acatou a ordem de imediato, movendo-se com mais força e velocidade, como seu Mestre havia perdido. Oh, como amava tudo isto... Agora de sua boca escapavam sussurros com palavras estranhas e desconexas, que misturavam-se aos ofegos do outro, fazendo uma sinfonia de sons.
Apertou-lhe mais a cintura, adorava escutar aqueles gemidos loucos de prazer do menor, que agora pareciam tão gananciosos e pervertidos por estar junto com aquele barulhinho que saia do guizo do pescoço deste.
Lambeu e beijou-lhe mais a pele do pescoço, removendo aquele liquido de lá. Não o morderia, não agora, essa ainda seria sua ultima tortura em tudo aquilo, principalmente por saber o tanto que este adorava ser mordido.
Atacou-lhe então nos lábios, deixando só o barulho do guizo e dos corpos se juntando ecoarem pelo lugar. Sua boca trabalhava lento, demorado, saboreando com paciência cada canto da outra boca tão suculenta.
Angulava seu quadril, indo mais fundo de encontro a este. Roubando para si qualquer gemido que este poderia fazer, em meio a aquele beijo.
Sem nenhum aviso, o menor gozara pela segunda vez no meio de toda aquela tortura, tão bem mesclada com prazer. A língua de seu Mestre era perfeitamente provocante e a mesma fazia movimentos, serpenteava-se em sua boca, chegando a ser mais alucinante.
Seus cabelos aos poucos molhavam-se cada vez com mais suor, suor este que banhava os dois corpos ali presentes, e que com certeza precisariam de um banho depois. Mas sabia que aquele ser a enfiar-se em si , ainda não se satisfaria só com aquilo. Para seu completo delírio.
Mesmo após ter alcançado seu prazer, movia-se com uma velocidade incrível, sentindo seus gemidos serem devorados por aquela boca que ainda lhe beijava, era uma troca justa, afinal deliciava-se também com os gemidos que saiam da boca do mais velho.
Shisue continuava a devorar-lhe a boca, sentindo que não aguentaria com tudo aquilo por muito tempo. Moveu-o com força, puxando para si em uma ultima estocada, mais profunda e dolorida, inundando aquele espaço estreito com o limite de seu prazer. Deixando que aquele beijo lhe roubasse seu gemido de alivio, para logo em seguida largar-lhe os lábios.
“— Minha bela criança...” – Falou baixo, ofegante, vencido pelos encantos daquele corpo menor. “— Como és delicioso...”
O trançado em um ápice de dor, sentiu-se totalmente preenchido pelo mais velho, inundado completamente pelo ‘prêmio’. Tudo o que estava esperando. Um pouco depois ouviu aquelas duas palavras... Palavras tão profundas e arrebatadoras, palavras que Oroi sabia, que enquanto pudesse ouvi-las, teria lugar nesta vida e na mente do mais velho.
O mais velho não tardou em, finalmente, morder-lhe o pescoço, fincando suas presas com brutalidade, sugando aquele sangue com uma fome imbatível, em quanto apertava mais aquele corpo de encontro a si, sujando-se mais com aqueles líquidos brancos.
“— Te amo, meu Mestre...” – Sussurrou extremamente baixo, rente ao ouvido deste, só depois expondo um gemidinho baixinho para que só o Puro Sangue tivesse total e absoluto direito de prestigiar.
Maldita dor, a maldita e prazerosa dor que o escravizava tão fácil. Como gostava desta dor, e como gostava de seu Mestre. Não se importava que fosse apenas um substituto para a amada cria deste. Preferia iludir-se que este ainda o amaria tanto quanto o amava.
Abraçou-o com força, lambendo as pontas de seus dedos, sentindo o sangue o outro lá. Estava ficando mais amolecido, pelo gozo arrebatador e pelo prazer de ter seu sangue roubado.
“— Delicioso...” – Falou entorpecido pelo sangue, assim que soltou-lhe o pescoço, beijando o pouco sangue que escapara de sua boca, sujando seus lábios com mais daquela bela e profana cor.
Brincava com a trança deste, que estava um pouco desfeita pelos movimentos descontrolados de ambos.
“— Meu pequeno jade...” – Afastou-o um pouco de si, olhando fixamente para aqueles olhos de coloração que tanto amava.
Oroi abriu um lindo sorriso, amando mais ainda aquele ser. Voltando a sentir a mão deste passar pelo seu corpo, com certeza este ainda queria fazer muito mais.
—--XXX---
Veck andava lentamente pela vila, com seu olhar esmeralda vagando pelos casais que estavam nas ruas daquela aldeia. Talvez fosse bom arranjar uma companhia também. Mas nada daquele lugar o estava atraindo.
Logo que chegou a casa da líder da vila foi entrando sem fazer cerimônia. Parou na sala, olhando fixamente para o corpo do demônio, engolindo seco ao vê-lo todo nu daquela forma.
Ficou lá, quieto, apenas olhando e olhando, notando que não tinha reparado em sua presença. Ou pelo menos estava achando isto.
“— Vai ficar secando este corpo mesmo, vampiro?” – Indagou Yami, olhando para este.
“— Que?” – Corou.
“— Chega da ficar ai, sente-se mais perto, aprecie ao espetáculo.” – Alfinetou-o mais.
“— Do-do que está falando, cheguei agora.” – Tentou se defender, ficando sem jeito por ter sido pego no flagra.
“— Todo mundo já havia te notado a um bom tempo...” – Virou-se para Cain, portando um sorriso nos lábios. “— Não é, meu caro hospedeiro?”
“— Sim...” – Respondeu baixinho este, corando um pouco.
“— Eu só não quis atrapalhar.”
“— Vectorius, se tem tempo para ficar neste canto, venha me ajudar. Chegue mais perto.” – Anfitriã da casa falou, meio aborrecida pelo ato do genro.
“— Não acho boa ideia...” – Abaixou o olhar, não querendo ver aquele corpo nu.
“— Ora Vectorius, ficando sem graça na frente de um homem, eu que deveria ficar assim.” – Reclamou, olhando com desgosto.
“— Orelhuda se você soubesse das ultimas...” – Yami comentou, rindo provocantemente.
“— Que ultimas?” – Cain que indagou.
“— Nenhuma!” – Respondeu de imediato Veck. “— E podem continuar isso mais tarde? Já passou da hora de comer.”
“— Não possuo fome.” – Respondeu o demônio.
“— Você pode não ter, mas Cain deve estar.” – Reclamou. “— Vista-se logo.”
Yami rosnou raivoso, indo para o sofá e pegando suas roupas, vestindo-as com lentidão para provocar o meio vampiro. Após fazer isso, puxou a mão de seu hospedeiro. Afinal, sabia que este estava com fome realmente, só não falara nada por educação.
“— Podem ir, amanha continuarei...” – Avisou a elfa, sorrindo doce para os que pareciam irmãos gêmeos. “— Quando chegarem lá, mandem meu filho ir atrás de alguma elfa.” – Pediu-os.
“— Sim, claro senhora Jiyha.” – Falou cortês Cain, enquanto era arrastado para fora da casa pelo outro moreno.
—--X---
Não demoraram muito a chegar a casa qual estavam. Até que estavam se acostumando com esta, já começando a mesma agradável. Entraram e não viram ninguém, já iam para a mesa almoçar quando escutam barulhos.
“— Cainzinho!” – O loirinho correu para abraçar este, mas parou no caminho ao ver o olhar raivoso do demônio.
“— Encosta nele e te mato.” – Vociferou este.
“— Calma gente...” – O ruivo também apareceu.
Veck e Yami sorriram de canto, de modo bem pervertido ao notar que os dois tinham tomado banho.
“— Orelhudo, tua mãe mandou você ir atrás de elfas, e não se enroscar com os do mesmo sexo.” – Brincou o demônio.
“— Eu fui convidado para almoçar, ficarei mais um pouco.” – Mal ligou para o que o outro tinha dito.
“— Quem foi o desgraçado que te convidou?” – Olhou-o torto.
“— O Gui.”
“— Tá explicado.” – Murmurou raivoso, querendo mais ainda matar aquela coisa loira.
O almoço fora normal, assim como o resto daquela tarde. E com o cair da noite todos já iam em direção aos seus quartos. Exceto o loiro, que saíra novamente para aproveitar.
A noite fria continuava avançando lento, e todos já dormiam naquela casa, quer dizer, Cain já dormia, pois Yami apenas fingia e Veck estava em seu quarto olhando pela janela o luar.
“— Não aguento mais isso.” – Murmurou Veck, desencostando-se da janela.
Rumou rápido e gatunamente para o quarto em que dormiam os outros dois. Abriu a porta o mais silenciosamente possível, olhando para aqueles dois que dormiam em camas separadas.
Foi logo em direção a Cain, olhando-o ternamente, notando seu sono profundo, logo em seguida foi em Yami, olhando-o com fome e desejo contido.
“— Se quer minha energia, a tome logo.” – Falou este, ficando na mesma posição de olhos ainda fechado.
O coração de Veck pulou ao ouvir aquela voz em tom pervertido quebrar o silencio do quarto.
“— Não está dormindo hoje?” – Indagou.
“— Não durmo.” – Sentou-se na cama, olhando para o outro. “— Nunca dormi.”
“— Nunca... Mas...”
“— Sim, eu sentia você me olhando como se quisesse me devorar apenas com o olhar...” – Lambeu os lábios.
“— Engano teu.”
“— Sabes de uma coisa, para um vampiro que sabe usar magia... Esquecer-se de usar uma magia de sono é algo muito idiota, não?”
“— Magia de sono?” – Já havia sim pensando neste, mas era arriscado. “— Como se eu já não tivesse pensado nisto. Mas mesmo alguém estando sobre efeitos desta, por um barulho alto ou movimento brusco ainda pode despertar...” – Comentou, cruzando os braços.
“— E então, o que estais a esperar...?” – Retirou sua própria camisa, jogando-a no chão.
“— Como saberei que se manterá quieto?” – Indagou-o.
“— Isso só saberá se tentar...” – Provocou-lhe, lambendo os lábios.
Veck ficou um tempo mais olhando para aquele demônio sentado naquela cama, até que não aguentou mais e rumou para a de Cain, ajoelhou-se ao lado deste, fixando seu olhar naquele rosto a dormir.
Rapidamente murmurou algo em seu ouvido, a magia que deixaria o sono deste muito mais pesado. Assim que fez esta, acariciou-lhe os cabelos, de modo suave quase temeroso.
“— Por favor, não acorde...” – Falou baixinho em seus ouvidos, levantando-se em seguida.
“— Todo esse favoritismo me enjoa...” – Resmungou Yami, olhando atentamente aquela cena.
“— Agora comporte-se...” – Aproximou-se do outro, com o olhar fixo no pescoço alvo.
“— Se você se comportar também...”
“— Só quero sua energia.” – Avisou, tocando de leve o rosto a frente.
“— Mas eu não quero só isso.”
Yami puxou rapidamente o outro pra si, jogando-o com força na cama, ficando logo por cima. Olhou aquela face raivosa, como se tivesse sido contrariada do vampiro e apenas animou-se mais. Naquela noite, este vampiro, pagaria por tudo que fez.
“— O-o que pensa que está fazendo?” – Alarmou-se, olhando o estado em que se encontrava.
“— Shhhh...” – Pediu silencio de modo insinuante. “— Por acaso queres acordar a bela adormecida?”
Veck abriu os olhos, mais espantado ainda. Havia se metido em uma grande encrenca, principalmente pelo olhar misterioso que aquele demônio lançava para si. Tentava lutar, mas as mãos deste retiravam afoitamente sua camisa, quase não ligando se o tecido delicado rasgasse.
“— Yami, pare com isso.” – Resmungou baixo, em voz autoritária.
“— Tente me impedir e eu grito...” – Olhou para Cain. “— Acho que aquele anjinho dormindo vai acabar acordando e vendo o que não deve.”
“— ...!” – apenas abriu a boca, com uma fala presa na garganta.
O demônio empurrou-o mais de encontro à cama, prendendo seus braços em cima da cabeça. Nesta noite iria se divertir. Iria o fazer pagar por ter mordido seu hospedeiro. Abaixou-se, mordendo com força o pescoço deste, ferindo realmente aquela pele, notando satisfeito o remexer do outro em busca de fuga.
“— E se tentar fugir, também gritarei...” – Ameaçou-o, ficando apenas a beijar aquela area ferida.
“— O que quer de mim...?” – Indagou irritado, odiando a situação que estava.
“— Descontar minha raiva.”
Soltou-lhe as mãos, afinal, sabia que se o meio vampiro fizesse algo quem sairia prejudicado mais ainda seria só este. Sentou-se então nas coxas deste, olhando-o intensamente, analisando aquele corpo.
Tremeu levemente, sentindo desejo de ter este só para si, porém sentia que não podia fazer isso. Era com se sua alma estivesse dividida entre o certo e o errado. Queria e não podia. Não fazia mesmo querendo.
Mas todo mundo tem limite, principalmente para um demônio como Yami.
Passou de leve seus dedos pelos lábios do outro, contornando-os, para logo em seguida levar estes dedos a sua boca, beijando-os com pesar, fechando os olhos e deixando uma solitária lágrima descer de seus olhos.
“ Não o entendo... Me parece tão angustiado... ” – Pensou Veck, vendo aquela cena.
Acabou por levar uma de suas mãos ao rosto daquele demônio, retirando aquela gota que descia pelo rosto. Não entendia o motivo deste estar com aquela cara, talvez estar fora do copo de Cain o estivesse fazendo mal.
“— Você está bem...?” – Indagou, colocando uma mecha de cabelo negro para trás da orelha.
“— Não... Este sentimento... Esta dor...”
“— Que sentimento? Que dor?”
“— Culpa tua... De tua escolha.”
“ Novamente ele fala sobre ‘escolha’, mas... Do que tanto fala? ” – Pensou.
“— Calado!” – Falou mais alto, fazendo Veck olhar assustado em direção a Cain. “ Te odeio...” – Pensou, olhando para o vampiro que prestava mais a atenção no outro. “— Não tire seus olhos de mim.” – Disse mais baixo, virando o rosto do outro com as mãos.
“— O que quer de mim afinal?”
“— Já te respondi, agora cale tua boca... E evite gemer alto, seu masoquista.”
Veck abriu os olhos de espanto, realmente não entendendo o que aquele demônio queria de si. Quando ia reclamar ou indagar alguma coisa, acabou por arquear, sentindo uma dor grande. Olhou para seu peito, vendo o demônio cortando-o com força, usando suas unhas.
Engoliu seco, sentindo dor, e por esse motivo se desesperou. De fato, não era mentira que era um masoquista, e tal como um sentia prazer com a dor.
“— Pare com isso...” – Resmungou baixinho, fechando seus olhos.
“— Por quê?” – Inclinou-se um pouco, sussurrando isto em seus ouvidos. “—Daqui a pouco vai gostar...”
“ Este é meu medo... ”
O demônio continuou a cortar-lhe, cada vez mais fundo, manchando todo aquele peito branco de uma bela cor carmesim. Ficava satisfeito em ver este encolhendo-se, as mãos quase rasgando a cama de tanta força que fazia para tentar se controlar.
Abaixou-se, lambendo grande parte daqueles ferimentos, mordendo-o com força em algumas áreas. Ainda brincando-o de arranhá-lo todo.
“— Daqui a pouco você estará gemendo...” – Zombou. “— Shisue deve ter te treinado bastante...”
O meio vampiro tremeu ao escutar o nome de seu Mestre. As imagens das torturas lhe vieram em mente, e isto apenas piorou seu estado. Era impossível, Yami já o tinha machucado muitas vezes, e porque logo nesta, com Cain dormindo serenamente no quarto, que o seu ‘lado masoquista’ fora aparecer.
“— Você com fome ficaste tão sensível...” – Melodiou o demônio, mordendo um mamilo deste.
“— Ahn...!” – Gemeu baixinho, arqueando mais as costas. “— Pa-pare...”
“—Logo agora que está gostando...”
Veck abriu os olhos, vendo o sorriso macabro que o moreno possuía. Os lábios deste vermelhos, manchados com seu sangue. Olhou para si, vendo o estrago em seu peito. Isso estava errado, realmente errado.
“— Yami... Chega, já teve o que quer...” – Falou meio incomodado.
“— O que eu quero...” – Olhou-o com raiva. “— Não, eu ainda não tive o que quero.”
Abaixou-se novamente, beijando e lambendo todo o tórax deste, notando a respiração do meio vampiro cada vez mais acelerada e medrosa, principalmente pelo motivo que sua boca descia cada vez mais.
“— Yami...” – Gemeu o nome do outro, levando uma mão à cabeça deste, inconscientemente empurrando-a mais para baixo.
Este sorriu, beijando-o mais, descendo cada vez mais, chegando ao umbigo deste, ficando a morder em volta arrancando um suspiro mais alto do outro. Olhou de imediato para a face daquele embaixo de si, se esse pudesse ser só seu...
“— O que quer que eu faça...?” – Indagou-lhe, lambendo em volta do sensível umbigo, vez ou outra enfiando sua língua dentro.
“— Nada...” – Respondeu-lhe, empurrando mais a cabeça deste.
“— Pois não parece isso...” – Zombou.
“— Pare...”
“— Verdade?”
Sorriu mais, passando suas mãos pelas laterais das coxas deste, provocando-o mais e mais, deslizando ora ou outra por cima do membro oculto deste, notando realmente que este estava apreciando a dor.
Porém não avançou mais para baixo, apenas deitou-se em cima deste, abraçando forte aquele corpo, colocando uma perna entre as dele e movendo-a de modo instigante e por demais provocante.
“— Me morda...” – Pediu baixo em seus ouvidos.
“— Ahnm...”
“— Veck... Rápido, antes que eu não me controle mais...” – Quase gemeu o pedido. “Por que eu nunca consigo ir além...?”
O outro estava perdido, sentindo aquele remexer em cima de si, aquela perna por demais atrevida. Mas ao ouvir aquele pedido, sua sanidade voltou um pouco, e ele pode focalizar-se em saciar sua fome.
Ambas as mãos agora estavam no cabelo deste, afastando os fios negros da visão que queria para aquele pescoço. Puxou-o mais para si, fazendo com isso este se remexer mais sobre si.
Não agüentou mais. Mordeu-o, com força, com fome, arrancando aquela energia maligna que tanto amava, ignorando o sangue que saia um pouco e escorria por entre os dois.
Yami gemeu contido, bem nos ouvidos do outro, olhando de canto de olho para Cain que dormia na cama ao lado. Sorriu triunfante por isso. Era ele que estava sendo mordido, era dele que aquele vampiro precisaria.
“— Ahn... Veck...” – Gemeu baixo, sentindo as mãos deste vagar por suas costas.
Adorava aquela dor da mordida, o prazer ao ser sugado, as mãos bobas que o outro tinha ao fazer tal ato. Movia-se mais e mais, esfregando sua coxa contra aquela área sensível deste. Seria sua tortura, queria ver o que este faria depois.
Veck agarrava-se mais e mais ao outro, sua fome ia aos poucos sendo saciada, mas sentia ganas de fazer outra coisa com este, tanto que suas mãos o puxavam para si, querendo que este não parasse.
Estremecia escutando aqueles gemidos em sua orelha, pareciam pura provocação e luxúria. De fato, quando queria, aquele demônio lhe parecia a reencarnação da luxúria, do pecado. O fazendo perder o controle rapidamente.
“— Ve-ck...” – Chamou-o com a voz baixa, em um tom cansado.
Este então lhe solta o pescoço após mais alguns instantes, notando este abandonar-se em seus braços, parando o que estava a fazer. Olhou para o mesmo, um rosto satisfeito e sorridente. Por um momento lhe pareceu Cain.
“— Tenho sono...” – Aninhou-se mais sobre o outro.
“— Mas... Você não dorme...” – Falou-lhe, sentindo-se mais incomodado.
“— Você me deixou com sono...” – Bocejou. “— Melhor ir cuidar disto...” – Remexeu a coxa novamente.
“— Ahn...” – Gemeu baixinho, com desejo. “— Yami você não quer...” – Olhou para este, notando-o dormir. “ Desgraçado!” – Pensou.
Afastou-o de si, saindo enfim de baixo deste. Ajeitou-o na cama, cobrindo-o com a coberta e logo se levantando. Catou suas roupas e olhou para o rosto sereno do demônio a dormir com aquelas inscrições um pouco apagadas.
Olhou então para Cain, vendo-o dormir tranquilamente, os dois, agora pareciam idênticos. Passou uma mão pelo seu corpo, notando que os cortes que o demônio fizera já haviam cicatrizado. Mas o incomodo que este deixou em si persistia.
“— Infernos...” – Reclamou baixo, saindo às pressas dali.
—--X---
Ainda de noite, um loiro andava furtivamente pelas ruas daquela vila, notando que todas as guardas estavam entretidas demais para proteger a muralha. Sorriu de orelha a orelha, indo na pontinha dos pés para fora daquele lugar, se afastando mais e mais.
“— Caçador...” – Soou uma voz baixa.
Guille havia saído da vila para se encontrar com Vitor que estava encostado em uma daquelas arvores. Não demorou muito para o loirinho lamber a palma de suas mãos se aproximando, puxando-o pela gola da camisa
“— Pare de me chamar assim loiro.” – Olhou com desgosto para este. “— Quais são as novidades?” – Indagou, soltando-lhe a roupa.
“— Aquele trançado continua grudado ao meu Mestre... E sinto algo estranho com relação a isso...”
“— Prossiga...”
“— Aquele garoto ama tanto aquele monstro, chega a dar nojo.” – Sorriu com desgosto ao lembrar-se de Oroi.
“— Não me importo se ele gosta daquele morcego velho, tudo o que quero é destruí-lo, matá-lo com minhas mãos!” – Seus olhos se estreitaram se tornando perigosos. “— Quero o sangue dele escorrendo por minhas mãos, a cabeça dele sendo pisada por meus pés...”
“— Não vai querer arrancar seus membros também?” – Zombou, arqueando uma sobrancelha
“— Vou sim!”
“— Sangue puxa... Ele faria o mesmo, meu Mestre adora fazer tudo isso que disse...” – Zombou mais.
O caçador agarrou o pescoço do vampiro, sufocando-o, vendo com satisfação aquela cara que lhe zombou mudar de expressão para medo. Amava ver medo nos rostos de sua vitimas.
“— Já mandei não me comparar a aquele monstro!” – Apertou-o mais, notando este ficar fraco. “— Só não te mato por ser útil...” – Soltou-lhe.
Vitor foi ao chão, sentia que se ficasse mais alguns instantes com este a lhe segurar daquela forma morreria na hora. O poder que aqueles símbolos nas mãos dos caçadores tinham eram muito perigosos.
Respirou fundo, tentando se recompor, sentado agora no chão.
“— Deixe de drama.” – Chutou-o com força nas costelas. “— Agora me diga algo útil!”
“— ...” – Olhou com desprezo para aquele outro loiro. “— Se lembra que falei que o experimento da Lucy está dando certo...?”
“— Finalmente um assunto que presta.” – Sentou-se ao lado deste, ao ver que por hora o vampiro não conseguiria se levantar.
“— Meu Mestre-” – Parou de falar, quando notou a cara raivosa do outro loiro para si. “— ...Shisue fez o teste com o sangue dela... Ainda não deu certo, mas ela já pode sobreviver por algumas horas fora daquele cilindro.” – Informou-lhe.
“— Esta informação é útil... Mas tenho uma mais útil para vocês...” – Sorriu macabro, portanto uma aura negra em volta.
“— Qu-qual...” – As vezes a semelhança entre aqueles dois era tanta, que não se lembrava mais quem era realmente seu Mestre. “— Diga.”
“— Conversando com alguns elfos...” – Sorriu alegre, dissipando aquela aura, mudando completamente de assunto. “—Você precisa ver como esses elfos são bem dotados! ” – Comentou animado.
“— Loiro... Continue...” – Incomodou-se um pouco, sentia de longe o cheiro de vários machos neste.
“— Ciúmes, meu morceguinho...?” – Provocou-o extremamente malicioso.
“— Volte ao assunto... Se aquele pirralho notar que não estou lá, nosso plano vai por água abaixo... Tomara que Shisue requisite por muito tempo ele.”
“— ...Como estava falando, parece que antes dos elfos voltarem para sua vila, tem sempre um baile de máscaras no qual todos participam.”
“— Uma festa, de que isso importa?”
“— Será que só eu tenho que pensar...?” – Olhou-o com imponência. “— Todos os elfos na festa. Segurança baixa. Todos de máscara...”
“— Hum...”
“— E já que a Lucy já pode sair por algum tempo, use-a como isca para atrair Vectorius, tenho certeza que o morcego velho vai te agradecer pelo plano genial.”
“— Prefiro ficar sem os ‘agrados’ dele...” – Falou de imediato, estremecendo de asco.
“— Isso é contigo, vire-se e faça o melhor.”
“— Quando será esse baile?”
“— Logo.”
“— ...”
“— Que impaciência, apenas aguarde... Enquanto isso...” – Pulou em cima do outro loiro. “— Quero te sentir.”
“— Estava esperando isso...”
Passou suavemente suas unhas pelo ombro deste, mas acabou por forçando-lhe a pele.
“— Cuidado, se provar do meu sangue, morrerá na hora... Evite cortes em mim...” – Avisou-lhe olhando-o sério, mostrando que era verdade o que dizia. “— Além do mais, um ser tão belo quanto eu não merece machucados.”
“— ‘belo’... O sangue puxa mesmo...” – Acabou por rir.
“— ...!” – Deu-lhe um soco na face. “— Hoje eu vou te cansar tanto, que duvido até que consiga se teleportar para aquele ninho de ratos que é o castelo daquele louco.”
CONTINUA...
10/02/10
Nota da autora:
Time Record!
Prison feito em cinco dias! *aplausos*
Nhaaa, foi rápido este por causa daquele Lemon Shisue x Oroi... Eu não disse, eu não disse? Eu avisei que este Cap era para ser lido com uma prevenção contra hemorragia XD
Oroi coisinha fofa da titia *¬*
Ah! Este vampirinho é filhote da minha beta (Lady Kathar; que tá fazendo um ótimo trabalho betando tanto erro meu XD), ela criou essa coisinha tão fofa e masoquista... E ele combinava tanto com o sádico do Shisue, que acabou entrando no PM
Devo os créditos daquele começo a ela, que fez bem dizer, metade dele comigo (ela não tem uma mente tão perva quanto a minha? *-*)
As coisas estão esquentando... Yami querendo e não podendo. Guille armando planos com Vitor... É o final do PM tá próximo... (não tanto assim, calma gente)
Obrigada a todos pelos reviews, me animam muito XDDD
Comentário da beta:
Meu filhote! *-----------* Que orgulho dele….. *Segurando um balde cheio de sangue*
Prison em tempo record!!! Muahahhahahaha…. Minha mente não é tão pervertida pessoal… ^_ ^ Eu sou um anjo! Ou não Huhuhu….. Bem é isto! Perdoem qualquer erro que deixei passar… E SANGREM PELO NARIZ!!!!
By: Toynako
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