Prison Magic

30 Capítulo 30


Autora: Toynako

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Prison Magic

Capitulo 29 (ou 30, se for no Nyah!)

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"— Mate-a..." – Sentenciou Guille, sorrindo marotamente.

Nyha ficou em choque por alguns minutos, olhando para o loirinho sobre si que falava aquilo na maior seriedade. Não poderia matar a irmã, isso seria loucura demais – por mais lógica que a frase dele tivesse. Respirou fundo, desviando o olhar azul dele, tentando compreender melhor a situação.

De fato Luna iria ganhar todos os méritos por ter ido resgatar o Vectorius pela segunda vez, e parecia que era exatamente isto que ela queria.

"— Gui... Entenda, ela é minha irmã, não posso matá-la..." – Sentou argumentar.

"— Ela irá novamente roubar o morcego de você... Deixará você aqui porque te considera 'inútil'..." – Alfinetou-o.

"— Mas Gui..."

O loirinho bufou de raiva afinal, tinha que achar um jeito de matar aquela elfa enxerida. Mas infelizmente caçadores eram inúteis quanto a qualquer outra classe fora os vampiros, por isso precisava de ajuda.

Nada mais justo que usar o elfo cujo estava sentado sobre o abdômen, e teria que arrumar um jeito de convencê-lo. Abaixou-se mais, lambendo-lhe o pescoço, levando suas mãos diretamente para a intimidade dele acariciando-o ali.

"— Mate-a..." – Voltou a repetir.

Iria usar qualquer truque para ter o que quisesse e, neste momento estava a fazer isso. Afastou sua boca do pescoço dele, beijando-o voluptuosamente nos lábios, da forma experiente que sabia – afinal, fora treinado para satisfazer qualquer um.

"— Gui... Pare, isso não vai me fazer matar a minha irmã." – Pedira o mais 'novo'.

Quanto ao caçador, este nem se importou com o que o ruivo falara, continuava com seus planos muito bem tramados em sua mente. Tinha que se livrar da fêmea elfa, e de alguma forma encontrar-se com Vitor para este guiar a todos até o local indicado, ou pelo menos dar uma dica do caminho para si.

Não precisava de mulher nenhuma para se dar bem, e muito menos aquela elfa ruiva insuportável.

Continuou com seus beijos, um tanto molhados pela pele do outro, massageando cada vez mais impudicamente a região do baixo ventre dele, notando-o começar a reagir. Lambeu os lábios então, sentando-se bem sobre a intimidade deste e ficando a se remexer insinuantemente ali.

"— Nyha..." – Praticamente gemera o nome deste, levando uma mão ao cabelo loiro e tentando-o jogar para trás, mas a franja voltara a tomar um pouco de sua face.

Sabia tão bem como arrancar prazer de um homem, que poderia até escrever um livro 'educativo' para as gerações seguintes. Mas é claro, isso não era de seu interesse e, querendo ou não também achava que nada que fosse útil tivesse razão de ser pensado sobre.

Era o sangue Abyssinian nas veias.

Aquela mescla doentia entre um sangue humano e – tecnicamente – um sangue morto. Isso lhe dava vantagens, como a de não envelhecer a partir de uma determinada idade. Idade esta que varia muito de caçador para caçador. Alguns são crianças, outros são velhos, quanto a este fator não podiam controlar.

Outra coisa que alguns caçadores poderiam fazer era se alimentar de sangue, mas os que faziam isto eram realmente poucos, e em situações criticas. A grande maioria tinha nojo daquela coloração vermelha mórbida e profana.

O loirinho levou então as mãos até as suas roupas, retirando-as lentamente enquanto rebolava sobre ele, notando o olhar fixo azul sobre si. Quando despiu-se todo, sorrira de lado, inclinando-se para frente e beijando os lábios do outro brevemente.

"— Quer se divertir mais...?" – Indagou para ele, com os lábios ainda encostando-se.

"— Gui... O que está aprontando?"

Este nada respondeu, tinha que apenas agir, pegou a camisa que tirara de si, passando ao redor dos olhos do outro, vendando-o e notando um sorriso meio estranho da parte dele. Teve que respirar fundo para acabar não virando um sádico por causa daquele sorriso.

Querendo ou não.. Tinha o sangue Abyssinian nas veias...

"— Você ama o morcego não...? O Veck..." – Murmurou, fazendo mais pressão sobre onde se remexia, sentindo um aumento significante ali, só por ele ter escutado sobre o outro.

"— Amo..." – Pespondeu sinceramente, virando o rosto para o lado.

"— Pense nele." – Mandou, sentando-se direito sobre ele e ficando com um olhar triunfante — olhar que ele não via.

O sorriso do elfo desaparecera, ante que logo as mãos do mesmo foram parar nos quadris do loirinho, puxando-o mais para si. Nyha não sabia o que pensar, talvez pelo fato de estar vendado e não ver quem estava sobre si.

Mas sua imaginação sempre foi fértil, já havia cansado de imaginar Vectorius em seus braços, gemendo das formas mais loucas que poderia existir, do prazer estampado naquele olhar esmeralda.

"— Vectorius..." – Ofegou o nome dele, deixando-se levar por essa fantasia.

Normalmente nunca pensava em ninguém ao fazer sexo, talvez é claro, na pessoa da vez. Mas agora era instigado a pensar no ser que tanto queria. Era algo novo, excitante, que o fazia querer descobrir até onde a fantasia ia e onde a realidade começava.

Guille sorriu fracamente, respirando fundo. Para si era tão normal que pensassem em outra pessoa ao fazer consigo que não se importava – ou tentava a todo custo não se importar. Por hora e mais importante, conseguira a atenção do elfo como queria, agora só tinha que fazer todas as coisas.

"— Sim... É ele." – Disse-lhe, tentando ao todo custo deixar a voz diferente, já que a sua era tão estranhamente fina para um homem.

Aos poucos, agora sem pressa alguma ia retirando as roupas de Nyha, tomando cuidado sempre para que a venda improvisada que tinha feita não saísse dos olhos dele. Se aquilo saísse o encanto se acabava, tinha toda a certeza.

Quando ele ficou totalmente despido, pode dar inicio ao seu plano. Respirou realmente fundo, tentando se concentrar no que faria. Para conseguir o que queria iria usar qualquer meio, a tudo e a todos.

Só teria ver se não acabaria vomitando encima dele...

Fechou os olhos por um instante, sentindo uma dor em seus caninos, não conseguindo evitar gemer de dor por conta disso – odiava sentir dor, por mais 'normal' que fosse um escravo ser acostumado a ela.

Quando abriu os olhos, instigantemente levou a língua aos caninos, notando-os levemente mais afiados. Não chegava em nada a ser presas de um vampiro de verdade, mas aquele resquício de traço vampiresco os caçadores ainda possuíam.

Os caninos ficavam quase insignificantemente maiores, e relativamente bem mais afiados. Recuou a língua de perto daquilo, sentindo nojo daqueles dentes. Mas, para seus planos aguentaria qualquer humilhação.

Até aquilo.

Por sorte não havia nenhum meio de se refletir no momento e ver a si daquele jeito, quase segurando o choro. Doía, e não era a boca, era o coração. Doía, mas não era o coração, era a parte humana em si.

Infelizmente sabia que era um monstro.

Deixou isso tudo de lado da forma mais resistente que pode, soltando um suspiro pesaroso e voltando sua atenção para o elfo deitado no leito. Teria que instigá-lo a fazer o que queria, e sabia muito bem da tara que ele tinha sobre mordidas.

Inclinou-se sobre ele, ficando a lamber-lhe o pescoço, deslizando a língua ali de uma forma instigante. Ao que suas mãos seguravam-lhe pelos ombros, sentindo a ereção dele roçar em si.

"— Nyha..." – Gemeu o nome deste, engolindo em seco e aguentando o mal estar por conta do que faria.

O loirinho fechou os olhos com força, muita força, mordendo a pele clara dele, entre a junção do pescoço e do ombro, cravando os dentinhos ali. A reação dele fora certeira, um arquear forte onde um gemido um tanto elevado e prazeroso saíra de sua boca.

Nyha não entendia o que estava acontecendo, ou de onde vinha aquela mordida que sentia do loirinho, quer dizer.. Era mesmo o loirinho? Perdeu-se por vez na fantasia, gemendo alto ao sentir uma dor afiada em seu pescoço, dentes sendo cravados em si. Seu sangue escorrendo de si, sendo tragado.

Não conseguiu evitar, levou suas mãos para as nádegas de Vectorius – ou era nele quem já imaginava –, acariciando sem pudor algum a sua entrada, enfiando-lhe os dedos ali e notando-o se arquear pelo que fazia. Não deu descanso, continuava a enfiá-los, sentindo aquela dor lasciva em seu pescoço.

Aquilo o instigava de maneira tão deleitosa que sentia-se completamente rijo, desejando extremamente aquele corpo a se esfregar contra si, a gemer de prazer por conta dos seus dedos a entrar no mesmo.

Já Guille, este sentia só nojo de tudo. Deixava aquele sangue asqueroso escorrer por sua boca, sujando o lençol da cama onde não engolira nenhuma gota se quer. Odiava aquilo. Odiava ter que fazer isso.

Mas seus planos vinham em primeiro lugar... Por pior que fosse o que tivesse que fazer.

Tentava apenas se concentrar no prazer dos toques com tanta boa vontade que recebia do ruivo, mas com o cheiro tão forte daquele liquido profano não era possível. Quando o ouviu chamar pelo nome do morcego novamente, largara o pescoço dele, cuspindo para o lado qualquer resto de sangue que tenha ficado em sua boca.

Implorou mentalmente para que pudesse realmente ignorar o maldito gosto em sua boca, e poder continuar com o plano, e foi o que conseguiu, respirou profundamente, cuspindo mais uma vez para o lado e aliviando-se pelo gosto ter sumido consideravelmente.

"— Mate-a..." – Falou jocoso o loirinho, olhando o para o rosto vendado do ruivo. "— Ela está te atrapalhando de ficar comigo..."

"— Ve-.. Vectorius..."

O caçador apenas negou com a cabeça, sabendo que ele não o veria. Sabia como ninguém usar os desejos alheios ao seu favor, por mais estranhos que esses pudessem ser.

Acalmou-se um tanto, sentindo aqueles dedos dentro de si, acariciando-lhe internamente. Sim, adorava sentir-se desejado, mesmo que o outro imaginasse qualquer outra coisa alem de si.

Agora, sem precisar bancar o morcego sugador de plasma, podia concentrar-se em ser ele mesmo.. Apoiou as mãos no peito do ruivo, ronronando como um gatinho ao receber um carinho, remexendo o quadril insinuantemente em direção aqueles dedos a lhe massagear.

Gemia baixinho, ansiando por mais, querendo mais, só que tentando ainda manter-se são para continuar o plano. Luna tinha que estar morta, e faria isso de qualquer forma. Deslizou então a mão do peito dele para a mão dele que lhe acariciava, tentando impedi-lo de continuar.

"— Pare..." – Pediu em um ofego fazendo-o, de fato, parar o que fazia.

O loirinho parou para respirar um tanto, movendo-se sobre o outro mais para baixo, para assim começar a retirar a calça do mesmo. Não estava com paciência para joguinhos, queria que tudo acabasse logo, da maneira certa.

Isso de esperar anos para um plano ser concluído e ter paciência para tal feito é para vampiros e não para caçadores.

Com o ruivo despido o loirinho pode focar-se novamente no que queria, e não se tratava de ser possuído por esse, mas sim de instigá-lo a fazer algo. Deitou-se lentamente sobre ele, sentindo logo os braços deste lhe rodear, trazendo-o mais para si para um beijo.

Beijo este que não fora recusado, ambos deleitaram-se com a boca alheia, em um bailar constante das línguas, que se enroscavam quase como duas cobras no coito. Talvez uma daquelas línguas fosse mesmo de uma cobra, uma que aprendeu a guardar seu veneno e usá-lo só quando precisasse, a que aprendeu a fingir ser cobra criada. Mansa quando precisava, arisca quando queria. Sedutora e fascinante por natureza.

Guille Abyssinian era assim.. Uma cobra criada.

Quando o beijo longo fora cessado, o loirinho afastou-se fracamente ofegante, olhando com seus olhos em um dourado vivo para o rosto do ruivo vendado. Dando assim um sorriso um tanto triunfante.

"— Eu te quero.." – Sussurrou-lhe em sua orelha pontuda, dando uma leve mordidinha na ponta desta e notando-o se remexer todo de prazer.

Um gemido rouco e um aperto mais firme em volta do loirinho foram a resposta que o elfo deu, alegando que estava desejoso por ele de igual forma, onde seu copo parecia em chamas clamando pelo outro.

Nyha já não sabia o que fazer. Os joguinhos do Guille eram sempre enlouquecedores, mas este estava no limite. Talvez pela fantasia de imaginar que era seu amado Vectorius sobre si, esfregando-se de maneira insinuante, gemendo fracamente com as suas mãos ao deslizarem faminta pelo corpo esguio e tentador.

Ou talvez fosse o fetiche quase bizarro que tinha em querer ser mordido por um vampiro, que iniciou naquela vez que sentira as presas longas daquele tentador ser de olhos verdes.. Penetrantes, fascinantes.

Suas mãos desceram novamente pelo corpo frágil sobre si, apalpando-lhe as nádegas, escutando um gemidinho dengoso escapar do dono destas. Ficou a brincar com os dedos na entrada deste, não o penetrando só provocando-o, forçando um pouco e parando, notando o quadril deste ir de encontro aos dedos como se quisesse mais.

"— Senta.." – Fora tudo que o elfo falara.

Guille lambeu os lábios lentamente afastando-se dele um pouco, sentando em seu abdômen. Levou então lentamente a mão ao cabelo, tirando o delicado prendedor e soltando estes, deixando um manto dourado escorrer como fios de ouro por seus ombros. Quem olhasse-o dessa forma faminto por sexo, quase tanto quanto um incubus, cairia de amores na hora. Não era para menos, o caçador era realmente um ser exótico.

Rosto fino, delicado, olhos infantis e maduros podendo também possuir um brilho dourado malicioso que poderia muito bem ser falsificado para o mais puro e inocente olhar. Lábios suaves, levemente avermelhados como em uma fruta que estava a amadurecer e mesmo assim já fosse tentadora o bastante para ser provada. A franja dourada tampava-lhe um pouco a visão de um olho, mas fazia-o ficar com um ar lascivo. O corpo naturalmente andrógino, com curvas femininas até demais para o seu próprio gosto.

Se lhe botassem em um vestido – coisa que fora muito obrigado no passado – ninguém diria que era um homem, se nem com roupas de homem parecia muito com um, ainda mais pela voz melodiosa e suave que possuía.

Este ser sabia ser inocente, sabia ser um anjo perto de quem queria. Fingir sempre em demasia e não se importava – cansou de se importar vários anos antes.

Guille Abyssinian; O caçador...

Este não quis esperar mais, sorriu um tanto lascivo, segurando o membro do ruivo pela base, enquanto posicionava-se melhor. Lentamente deixou-se ser penetrado pelo mesmo, descendo de forma continua sobre ele. Gemendo deliciado por tudo.

Querendo ou não, sempre doía um pouco no início – por mais treinado que fosse para ser receptivo –, mas com Nyha não tinha tanto caso com relação a tal dor. O ruivo nem era tão bem dotado assim, as vezes achava que ele tinha era mais vocação para ser passivo como si.

Por um instante, parado preenchido pelo outro, lembrou-se de Vitor. Querendo ou não aquele loiro tinha belos dotes na parte de baixo, que sempre o deixava louco de prazer desde o início. Imaginava as vezes o motivo que levou a mulher deste o trair, se ele era tão bom na cama.

Só que logo se lembrava da personalidade um tanto pateta do mesmo. Conhecia aquele loiro há muito tempo já, e sabia dos costumes dele, aquele idiota teria dado um excelente pai..

"— Ve-Vectorius.." – Ofegou. "— Mova-se..." – Pediu, levando suas mãos a cintura deste.

Um risinho baixo ecoou pelo lugar, de forma divertida feito pelo loirinho. Este apoiou-se no peito do ruivo, começando a se mover sobre ele, não tendo pudores nenhum em esconder gemidos.

Movia-se, rebolando sobre o ruivo que permanecia de boca aberta ofegando e gemendo pelo ritmo lento que fazia tudo. Quando se tratava de prazer, para o loirinho já nem importava mais quem lhe preenchia, desde que fizesse sua mente ficar branca e enevoada por alguns instantes, que o tirasse desta realidade que vivia.

"— Ahw.. Vectorius!" – Clamou por este, segurando mais firme a cintura dele e fazendo-o se mover mais rápido.

Nyha estava realmente em um mundo a parte, imaginava tão claramente que era o meio vampiro ali que possuía, que até escutava era a voz deste nos gemidos. O calor daquele interior acolhedor, que insistia em lhe sugar como se quisesse mais o levava ao pleno delírio.

Definitivamente amava aquele vampiro, aquele cujo possuía – ou imaginava isto.

"— Amo.. Ahw... Vectorius te amo..." – Gemeu de forma necessitada entre os movimentos do outro sobre si, onde movia também os quadris de encontro a ele.

O caçador nada disse sobre aquilo, sua mente já estava nublada pelo prazer, o outro poderia chamar a vontade o nome de qualquer um, que não iria se importar por causa do nível atual de prazer que estava – afinal, nem ligava mesmo.

Preferiu fechar os olhos, deixar de ver aquele rosto transtornado de prazer do ruivo, focando-se só em si. Em sua mente viu um par de olhos verdes claros, o fitando com tanta intensidade que uma corrente de prazer passou pelo seu corpo.

Sabia de quem era aquele olhar.

Parou de apoiar-se com as mãos, levando uma ao próprio membro e a outra para um mamilo seu, acariciando-se em meio a tudo aquilo. Sua mente estava lhe pregando uma peça ou imaginava mesmo as mãos do loiro em sua cintura.

Não entendia o porque estar pensando em alguém ao fazer isso – ainda mais aquele loiro pateta. Entretanto, ao pensar nele tudo se intensificou.

Movia-se afoitamente, em uma pura ganância de querer mais fundo, mais rápido, mais forte. Mas ao mesmo tempo queria daquela forma gentil e controlada, coisa que só tinha quando era o loiro que lhe dava prazer.

Ambos naquela cama, agora estavam em um mundo paralelo a tudo. Cada um pensando em uma pessoa, cada um desejando aquele ser em especial. E ambos chegaram ao prazer daquela forma, um orgasmo intenso, quase simultâneo. Onde um gritou loucamente o nome de quem amava, e o outro, mordeu com força os lábios para que não dissesse nada.

—X-

" Eu... Porque estava pensando no Vitor...? " – Indagou-se Guille, fitando o teto, ao lado de um elfo dormindo " Deve ser porque faz tempo que não o vejo.. "

Achou melhor deixar as coisas como estavam mesmo. Já que não compreendia direito o porque que teve algo tão intenso logo com aquele ruivo e ainda pensando no loiro, deixou quito. Decidindo apenas dormir abraçado ao outro, esperando realmente que tudo aquilo que fez desse certo.

—x-X-x-

Um louro andava raivosamente pelos corredores escuros, e mesmo tendo nenhuma claridade no local, enxergava como se fosse o oposto. Afinal, era um vampiro. Vitor Áster vagava pelo castelo de seu Mestre um tanto irritado.

O motivo? Poderia ser vários, mas desta vez tinha um em especial, cujo tinha até nome.. Richard Abyssinian, o infantil e instável vampiro Primordial.

Depois de ter sido salvo – por assim dizer – pelo trançado de um quase estupro, ficou com certo receio de se aproximar daquele mais velho. Entretanto, infelizmente seu Mestre tinha lhe dado a função de ficar de olho no outro.

Função esta que não podia negar.

E agora, estava a procurar por tal vampiro. Pois estranhamente o mesmo tinha ficado chorando por horas algo sobre seu filho e depois saiu correndo pelos corredores. Vitor podia apostar ser queimado novamente pelas chamas de Shisue que o 'tio' deste era um tanto louco.

Logo um choro baixo o tirou de seus pensamentos, o fazendo tomar outro curso no qual estava indo. E, por sorte, achou quem queria. Lá estava o mais velho, sentando no chão, encostado a parede e abraçado as pernas, chorando com a cabeça apoiada sobre os joelhos.

"— Senhor Richard, estás bem?" – Indagou calmo, não delatando nada o ódio que tinha um pouco daquele ser.

Este levantou a cabeça, limpando o choro com as mãos, olhando para o loiro completamente desolado. Sorriu de leve para este, levantando-se com a ajuda da parede, olhando bem para o outro.

"— Desculpa.. Eu não queria..." – Lamentou-se o de cabelos brancos, abraçando carinhosamente a cria de seu sobrinho.

" Ser medonho..." – Pensou imediatamente, deixando-se ser abraçado. "— Senhor Richard, recomponha-se.. Não sente fome? Mandarei alguém lhe alimentar em seus aposentos, descanse um pouco nestes."

"— Vitor..." – Afastou-se um pouco dele, olhando-o ainda tristemente. "— Você ainda me ama, não?" – indagou-lhe como uma criança abandonada, querendo um pouco de carinho da mãe.

Este olhou bem para o olhar cristalino azulado daquele vampiro que, apesar de ser tão poderoso, aparentava ser tão frágil chorando desoladamente daquele jeito. Sua curiosidade de vampiro o fazia querer saber mais sobre o mais velho e, ao mesmo tempo, seu instinto lhe mandava ter uma boa distancia deste.

"— Precisas de descanso, não? Repouse um pouco..." – Tentou dialogar, não resistindo em levar uma das mãos ao topo da cabeça dele e afagando-lhe esta.

"— Não me respondeu.. " – Falou um pouco chateado, fazendo beicinho para o mais novo. "— Você disse que me amava..."

Um suspiro pesado escapou da boca do loiro, quando – infelizmente – lembrou-se do ocorrido onde disse isso. Não estava em seu juízo perfeito, estava praticamente drogado pelo sangue daquele homem ali.

"— Eu posso te dar mais do meu sangue..." – O de olhos azuis voltou a instigar, mas agora não tendo um olhar infantil, mas sim pervertido. "— Deixo-te morder em meu pescoço, fincar os dentes em minha carne e sorver diretamente da fonte.."

"— Agradeço, mas recuso tal oferta." – Falou de imediato, estreitando um pouco o olhar. "— Há bastante comida a disposição, não necessito de seu sangue."

Desta vez o mais velho trincou os dentes de raiva, onde logo afastou-se bruscamente do outro, pegando-o pelo pescoço e jogando o corpo dele de encontro a parede como se não fosse nada. Rindo baixinho de o ver deslizar pela parede, sentando-se ao chão meio atordoado.

"— Você vai vir para mim... Terá que escolher um dos três lados... Sei que escolherá o meu, pois você existe só para lamber o chão de alguém mais forte." – Proferiu cínico e de certa forma até fútil.

"— Se o senhor for realmente o mais forte..." – Sorriu de lado, não se importando com os insultos dele, sabia que de certa forma sua personalidade o fazia fazer isso.

"— Vitor Áster..." – Lambeu os lábios, olhando-o de cima por um bom tempo antes de virar-se. "— Mande só machos ao meu aposento..." – Avisou-o por fim, andando pelos corredores.

O de Classe B continuou parado no chão daquele corredor por um bom tempo, ficando só a olhar para cima. Era difícil saber a quem realmente seguir, ainda mais agora que aparecera outro ser forte para fazer concorrência com o 'pai e filho'... Agora tinha o 'tio' no meio de tudo.

Seu azar mesmo era com relação aos Abyssinians.

As vezes queria algo para o fazer fugir dessa realidade no qual era obrigado a viver, já que nem retirar a própria vida poderia fazer sem a autorização de seu Mestre. Levantou-se enfim, ajeitando as roupas, batendo um pouco nestas para retirar a sujeira.

Era até estranho admitir, mas Even sem Shisue era um tanto caótico. Ou talvez tudo tivesse se acostumado as loucuras deste Puro Sangue, e não ao novo que aparecera. Seus pensamentos logo foram interrompidos por um miado baixo vindo atrás de si, o que o fez virar de imediato para ver.

Um gato, somente um gato... Amarelo queimado de pelo longo, com enormes olhos dourados. Já tinha visto este gato antes e, como da outra vez o felino se esfregava em sua perna ronronando amavelmente.

"— Gato estranho.." – Abaixou-se, pegando este no colo e olhando-o bem. "— Se você fosse arisco, poderia até te dar o nome de Guille."

Fora só falar no nome do loirinho para receber uma unhada na cara, deixando com que o gato caísse no chão – de pé é claro. Olhou então para este, respirando fundo e balançando a cabeça.

"— Agora sim, parece com o loiro." – Comentou ironicamente, massageando de leve o local atingido.

Entretanto quando fora se afastar do gato para tomar seu curso naquele castelo, o animal começou novamente a se esfregar em suas pernas. Toda vez que tentava andar era impedido, mesmo que o empurrasse com o pé.

"— Sei que é idiotice perguntar, mas o que você quer, Loiro?" – Indagou para o gato, já dando o nome deste da forma que tratava o caçador.

Era sim besteira indagar para um animal o que este queria. Mas, estranhamente recebeu um miado de volta e logo o gato começar a andar na frente. Vitor realmente olhou abobado para aquilo, não resistindo e dando um tapa na própria testa, sem mais nada a fazer, soltou um suspiro, seguindo o animal.

—X-

Era realmente estranho em como aquele gato o tinha guiado por todo castelo até de volta aquela sala esquecida, aquela parte do castelo aonde ninguém iria. E, por ser extremamente grande o lugar, não era de se esperar que tivesse mais lugares onde todos esqueciam. Ainda mais por conta da mania do dono da morada de modificar o lugar todo.

E, lá estava novamente – desta vez tendo a diferença de ter um gato ao lado de si –, parado em frente à porta velha, onde dentro havia um ser que queria esquecer. Pensou em dar meia volta, mas o gato ali ficava aranhando a porta e miando baixinho.

Abriu a porta então, não ligando para o fato daquele vento gélido sair do cômodo. Só que desta vez, aquele lugar estava diferente.

No lugar do enorme cilindro, havia uma poltrona enorme de madeira, com estofado vermelho e aparentemente macio. Só que, o mais importante era quem estava sentado nesta.

Lá estava aquele experimento o Zero-três.

Aquele clone em miniatura de seu Mestre.

"— Mestre?" – Novamente fora impossível não chamar aquele experimento assim, já que era igual.

Não obtendo respostas, e notando que o mesmo estava dormindo sentado, aproximou-se com passos lentos, querendo fazer o mínimo de barulho o possível. Parou ao lado deste, olhando-o de perto, reparando no modo como estava vestido. As roupas justas na cor vermelha só faziam ele parecer mais magro e menor..

Devia ser até menor que o trançado..

Ajoelhou-se ao lado dele, ficando quieto apenas a olhar para aquele rosto tão jovial, e que lembrava-lhe tanto seu próprio Mestre.

Não soube quanto tempo ficou assim, realmente apenas só observando aquele ser, sentindo-se curiosamente calmo perto dele. A única movimentação que havia naquele cômodo era o gato amarelo que zanzava de um canto ao outro.

Sem mais nem menos, o gato pulou no colo daquele que estava sentado, deitando-se neste e ficando lá, dormindo também.

"— Porque você queria mesmo que eu abrisse a porta?" – Indagou ao gato olhando para este.

"— Por que.. Sinto fome."

A voz baixa e infantil soando tão rouca e dolorosa, o fez se assustar, olhando imediatamente para quem havia dito isto e se deparando com aquele negrume que era o olhar daquele ser.

Só que, os olhos pareciam tão tristes, sem nenhum resquício de frieza – como o olhar de seu Mestre –, que o fez acariciar de leve a delicada pele alva do mesmo.

"— Daquela vez, não pude te alimentar, não foi...?" – Sorriu calmo o loiro, ainda acariciando o rosto do outro.

Um sorriso singelo surgiu nos lábios daquele 'mini Shisue', onde fez Vitor querer ajudar mais aquele pequeno. Para não demorar-se mais, cortou o pulso com o canino, estendendo o mesmo para que o outro tomasse.

O menor nada fez, continuou a olhar para o loiro, só que dessa vez um tanto aflito, onde tentava mover os braços, mas não possuía força alguma. A única coisa que conseguira fazer fora abrir a boca e inclinar a cabeça para trás, encostando-a na cadeira.

"— Entendi.. Você está sem força porque ninguém te alimentou..." – Moveu seu braço para que o sangue escoasse para a boca dele, onde mesmo sorvia com uma extrema gula. "— Você tem nome? " – Indagou casual, sabendo que ele estava mais ocupado em querer se alimentar agora. "— Acho que já deve ter um, mas acho que será difícil de saber qual seria este..."

Depois disso ficou calado, apenas olhando o outro se alimentar de seu sangue, com o passar dos minutos, lentamente as mãos do menor conseguiram se mover, onde as mesmas seguraram o braço do loiro e trouxeram mais de encontro a sua boca, tomando com mais necessidade e intensidade aquele sangue.

Quando Vitor já estava ficando tonto pela falta de sangue, fez o ferimento cicatrizar, retirando a mão do lugar. Observando o que se passava com o menor.

Este lambia os lábios lentamente, apreciando todo e qualquer sangue que tinha nele. Os olhinhos negros olharam ao redor, averiguando mais o local, agora já estando um pouco melhor. E, a primeira coisa que estes olhos se fixaram foram no olhar verde que olhava para si curioso.

"— Obigadu moço..." – Agradeceu de forma infantil, ainda errando-se um tanto na hora de falar, como em uma criança de cinco anos – apesar de aparentar ter uns dezesseis.

"— Vitor Áster, este é meu nome.." – Falou calmo, passando indicador no sangue que tinha em seu pulso e limpando.

"— Siwel... Meu nome é Siwel." – Apresentou-se, sorrindo contentemente, levando suas mãozinhas até o do loiro e pegando esta, colocando o dedo sujo de sangue na boca e lambendo.

"— Você sabe o que é?" – Riu baixinho do ato dele, deixando-o aproveitar o restante e tirando a mão, afagando-lhe nos cabelos.

"— Não." – A resposta veio acompanhada de um mover de cabeça negativo. "— Tudo era estranho demais.." – Falou meio abatido.

"— Não se lembra de como saiu daquele lugar? Ou de como fora parar sentado nesta poltrona?"

"— Não." – Novamente negou com a cabeça.

"— Consegue andar?" – O maior levantou-se, dando alguns passos para trás e esperando que ele viesse até a si.

O moreninho ficou com um tanto de medo, mas por algum motivo queria que o outro ali, com olhar tão bondoso e verde ficasse orgulhoso de si. Primeiramente, cutucou o gato para que o mesmo saísse de seu colo.

Depois que o felino saiu, se apoiou nos encostos para o braço, usando as mãos para ter força e ficar de pé. Com extrema dificuldade firmou-se melhor, respirando fundo e olhando para frente, para aquele de olhos verdes e com sorriso calmo em sua direção.

Contou até três mentalmente e deu seus passos. Era estranho, doía sentir o chão de encontro aos seus pés, parecia que iria cair a qualquer instante ou que o chão estava fugindo de si. Mas fora firme, andou até o outro.

Quando chegou a este, o abraçou.

"— Parabéns Siwel.." – Abraçou-o também, sorrindo de forma alegre pela façanha dele.

Não entendia o fato de ter apegado-se tanto aquela criança, mas sentia quase como se devesse proteger ela. Era algo curioso, mas aquele moreno que se parecia tanto com seu Mestre o fazia sentir-se alegre com algo tão normal.

"— Obrigado..." – Estava óbvia a alegria na voz do miúdo.

"— Eu irei vir te alimentar todo dia.."

"— Porque?" – Indagou curioso o menor, olhando para cima, ainda abraçado ao outro.

"— Não sei.. Mas você não quer passar mais fome, não é?" – respondeu a pergunta com outra, acariciando os cabelos macios.

"— Não!" – Avisou de imediato, fechando os olhinhos e abraçando mais o maior. "— Tenho que ficar fortão para ir ver ele.."

"— Ele? Shisue?" – Quis saber.

Ao escutar o nome daquele vampiro o moreninho tremeu de puro medo e, teria até caído se não estivesse sido pego no colo pelo de olhos verdes. Sem controle algum, começou a chorar baixinho, abraçado ao pescoço do outro.

"— Calma.. Calma... Eu estou aqui..."

O loiro andou lentamente até a poltrona onde o menor estava, deixando-o lá novamente e limpando as lágrimas que estavam em seu rosto. Acariciou-lhe os fios negros, consolando-o.

Aquele experimento era um tanto peculiar.. Queria entender o que seu Mestre queria ter feito com o menor. Se bem que, para o mesmo estar sentado em uma poltrona – que antes era um enorme cilindro –, fazia-o cogitar a ideia de que Shisue ainda queria algo com aquele pequeno ser.

"— Obrigado..." – Desta vez agradeceu de forma certa, não errando na pronúncia.

"— Siwel.. Tenho que ir... Existe assuntos que tenho que tratar." – Comentou o loiro, levantando-se.

"— Já vai...?" – O olhar desolado do menor era bem triste.

"— Sim... Lamento."

"— Tudo bem.. Logo irá se encontrar com ele novamente." – Respirou fundo, encostando-se na poltrona e fechando os olhos. "— Sei que virá.. Você... Tem o cheiro dele.. Sei que ele virá... Tem que vir.." – Balbuciou até que pegasse no sono ali mesmo.

Vitor ainda ficou um bom tempo olhando para aquele ser que agora dormia calmamente novamente. Sorriu, dando um beijo na testa do mesmo e virando-se rumando até a porta, abrindo-a e parando.

"— Vamos 'Loiro', se ficar aqui passará fome." – Chamou o gato e estranhamente este o obedeceu saindo do lugar e correndo pelo corredor. "— Até que gatos podem ser bonitinhos..."

—x-X-x-

Tudo estava pronto para entrarem na floresta do reino de Even no dia seguinte. E, é claro o grupo já estava formado; Cain, Guille e Luna... Nyha teria que ficar no navio para cuidar do mesmo.

Função esta cujo estava revoltando o elfo de cabelos rubros e olhar azul. Passara o dia todo martelando em sua cabeça o que o loirinho havia dito. Não queria fazer isso, afinal era a sua irmã que estava com planos para matar.

Entretanto, mesmo assim se decidira no meio da noite. O plano era relativamente simples. Mataria a irmã, amarraria o corpo com pedras e jogaria no mar.. Ela sempre gostou da água salgada mesmo, iria ficar contente em ter um túmulo aquático.

Onde, de manha cedo avisaria que a irmã tinha mudado de ideia com relação a quem devia ficar com a tripulação e o navio.. Era lógico que Guille ajudaria a mascarar tudo.

E assim fez. Arrumou-se, onde amarrou o cabelo para que o mesmo não atrapalhasse, pegou uma adaga prateada e longa e rumou a cabine de sua irmã, dando suaves batidas na porta da mesma.

"— Entre..." – Ouviu de dentro.

Sem cerimônias a mais o elfo entrou, vendo sua irmã sentada à mesa, olhando enormes mapas, parecendo extremamente concentrada em seu trabalho. A adaga estava guardada em suas costas, não teria como ver a mesma.

Por desencargo de consciência, aproximou-se da irmã.

"— Luna... Porque você não quis ficar na vila? Quis navegar pelos oceanos?" – Sempre quis saber disso, apesar da irmã sempre ter dito que queria liberdade.

"— Não sei.. Queria ser livre, conhecer outras pessoas..." – Comentou sem nem olhar para o mesmo, riscando com um lápis a folha amarelada.

"— Mas... Você seria a nova líder da vila... É um honra."

"— Eu só quero uma coisa.. Um ser.. Um vampiro em especial, nada mais..." – Avisou um tanto fria, olhando agora para o outro. "— E você? O ama de verdade?"

"— Co-como assim...?" – Engasgou, engolindo em seco em seguida olhando para o lado.

"— Eu não amo Vectorius." – Falou fria novamente, levantando-se.

"— Não ama! Impossível.. Você sempre fez tudo por ele! Até essa viagem agora de dois anos quase..."

"— O ser que eu quero é outro. E não cabe a uma criança como você entender.." – Riu maliciosa, fazendo jogo de cintura ao se levantar.

"— Tão fútil..."

"— Eu? Fútil? Você que é uma criança que não sabe nada da vida..." – Falou com descaso.

"— Eu... Pensava que você estava fazendo tudo isso por causa do Vectorius..." – Não compreendia onde tudo aquilo estava levando.

"— Ele?"

"— Sim ele!" – Vociferou, não aguentando mais as brincadeiras de sua irmã.

"— Ora irmãozinho... Venha, dê um abraço apertado em mim... Amanha sairemos cedo e acho que uma criancinha não vai conseguir acordar essa hora." – O cinismo dela era óbvio ao abrir os braços.

O sangue do elfo ferveu de raiva, e nessa hora entendeu perfeitamente o porque que o loirinho odiava mulheres... Sempre eram fúteis.

Com um movimento rápido, tirou a adaga de suas costas, correndo um pequeno espaço e cortando com força a garganta da elfa, onde o grito de pavor e dor só não ecoou pelo lugar por conta de sua mão que tapou logo a boca dela.

Ficou assim, vendo a irmã morrer, sem tirar a mão da boca dela para não escutar mais nenhuma palavra, para não se arrepender... Mesmo que de seus olhos azuis saíssem lágrimas por ter tirado a vida de alguém de sua família, alguém cujo era sua irmã.

Só afastou-se quando a mesma parou de se mover, tirando as mãos dela e vendo o corpo cair inerte no chão.

Nessa hora fora que entendeu a gravidade do que tinha feito. Ajoelhou-se ao lado, chorando mais, jogando a adaga para longe de si e abraçando o corpo da elfa.

"— Desculpa! Eu.. Eu.." – Não sabia o que dizer, nem o que fazer mais.

Continuou abraçado a ela, até que seu corpo perdesse um tanto do calor humano, até que o sol ameaçasse que iria aparecer a qualquer instante no horizonte.

"— Já cansou de chorar...?" – A voz veio do corpo inerte.

Nyha se assustou, soltando a irmã e recuando ainda sentado, olhando aterrorizado para o corpo desta. Onde via que ela se sentava novamente e levava a mão ao pescoço, massageando-o um pouco.

"— Você não me é útil mais... E, nada que é útil me serve mais.." – Quase melodiou a frase, onde o tom da sua voz era diferente, um tanto mais adulta.

Ela levantou-se enfim, batendo nas roupas para tirar a sujeira, mas não se importando muito com isso. Olhou para o elfo no chão e começou a rir dele, como se a piada do ano fosse ouvida.

"— Você acha que matou sua irmã? Luna já está morta há tempos, eu a matei..." – Gracejou, ainda rindo. "— Não se pode matar uma Puro Sangue cortando o pescoço, elfo inútil." – Continuou a rir, alem de alfinetar ele com as palavras.

"— Como!" – Estava em estado de choque, não conseguindo entender direito.

"— Ah sim.. Esqueci que ainda estou com esta forma..."

A 'Luna' começou a murmurar baixinho, pequenas frases, junto com um mover das mãos, onde conjurava algo. Não tardou em uma nuvem negra a cobrir, onde estava claro que uma magia se acontecia ali.

Nyha olhava a tudo com mais medo ainda, sentindo como se tivesse feito uma besteira enorme ao escutar os risos diabólicos em um tom de voz melodiosamente afinado, sarcástico, uma voz feminina... Ainda mais por não compreender em como sua irmã já estava morta.

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.

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CONTINUA...

01/03/11

Comentário da autora:

Estou gostando de parar os caps na hora 'H', huhuhuh.

E agora? Desejavam tanto que a Luna morresse e, agora, alguma outra personagem irá aparecer no PM. Acho que quem queria a Luna morta, irá se arrepender depois de ver esta.

Não vou dar mais desculpas dos meus atrasos para postar, culpem sempre a faculdade, ela me mata i.i

AH! Antes que eu me esqueça, eu fiz um QUIZ para saber quem do personagem do PM você é, esse daí viz como 'teste' depois farei mais, se todos gostarem (me avisem o que deu)

http://.com/quizzes/18233620/que-personagem-do-prison-magic-voce-e

Comentário da beta:

... AAAAAAAAAHHHH SHISUE! É O SHISUE? SHISUUUUUUUUUEEEEE EU QUERO O SHISUE! *Morre*

Perdoem qualquer erro...