Prison Magic

12 Capítulo 12


Parte 11

A refeição da noite ocorreu tudo normal. Veck parecia ser o centro das atenções, ora brincando com a comida no prato, ora sorrindo de forma doce, contagiando todos ao redor da mesa.

Assim que janta acabou, todos foram para a sala, sentando-se cada um em um sofá. Veck por sua vez, aninhou sua cabeça no colo do moreno, fechando seus olhos soltando um bocejo.

“— Sono, Veck?” – Cain perguntou de modo doce, acariciando o cabelo em seu colo.

“— Sim.” – respondeu.

“— Vá dormir então.”

“— Vai comigo?” – levantou-se, olhando manhoso para o moreno.

Cain olhou para a mulher e o loiro que estavam sentados em outro sofá. Os dois apenas deram de ombros.

“— Já volto Senhora Jiyha.” – falou cortes, levantando-se do sofá “— Guille, por favor, faça companhia a ela.” – falou para este, em quanto segurava a mão do amigo.

“— Tudo bem...” – deu um suspiro, vendo Cain levar Veck consigo “ Só mais um pouco... Aguente só mais um pouco... ” – pensou.

Cain levou lentamente pela mão, Veck ao quarto no qual ainda dividiam. Sorriu, entrando neste, pois agora não passaria a noite sozinho... De certa forma tinha se acostumado a ter o amigo sempre tão perto de si.

“— Pode deitar... Eu ficarei do teu lado até dormir.” – falou sorridente o moreno.

“— Obrigado.” – disse, indo para sua cama, deitando-se nela.

O moreno sentou-se na beirada, acariciando levemente o rosto do amigo, vendo-o de olhos fechados, tentando entrar no mundo dos sonhos. Seus dedos vagavam em uma total adoração e leveza pela face.

Até que tocaram os lábios...

Olhou admirado para aquele lugar, recordando-se de quando, mesmo por um misero instante, selou seus lábios ao do amigo. Quente. Era o que se lembrava. Um calor, que a partir daquele dia, consumia-o lentamente, como se para ser saciado precisasse arder até a ultima brasa.

“— Veck...?” – chamou baixinho após um tempo, quando notou a respiração mais branda “— Dormiu?” – indagou no mesmo tom, satisfeito em não receber a resposta.

Abaixou seu rosto, mirando naqueles lábios. Sua respiração descompassou, quando parou a pouco de roubar um beijo do seu amigo.

Levantou-se às pressas, olhando abismado para Veck a dormir. Levou sua mão ao peito, sentindo uma dor absurda, assim como uma tonteira, que sem motivo o assolou. Andou com dificuldades até sua cama, sentando-se nela.

Olhou com para seu braço, estranhando inscrições negras começarem a surgir nele. Sua mente ficou turva, escurecendo a visão na medida em que desmaiava na cama.

“— Humano covarde...” – pronunciou, após algum tempo, levantando-se da cama.

Yami sorriu macabro, sentindo-se mais forte que antes, tanto a ponto de conseguir tirar o controle do corpo de Cain com este ainda desperto. Olhou para Veck, que repousava docemente na cama. Aproximou-se a passos lentos até este, parando próximo ao leito, sentindo seu corpo estranho.

“Tentando recuperar o controle?” – pensou, olhando para suas mãos tremendo fracamente “— Fique quieto Cain...” – falou baixo, fechando tão forte o punho a ponto de suas unhas ferirem a pele “— Eu estou no controle agora.” – falou para si mesmo, conseguindo controlar seu hospedeiro.

Ajoelhou-se ao lado da cama, vendo de perto o rosto do vampiro a dormir em, aparentemente, um sono profundo. Misteriosamente não tinha ganas de destruição, seu peito clamava por algo que sabia o que era, mas não poderia ser realizado.

“— Veck...” – suspirou baixo o nome deste, tirando do rosto alguns fios vermelhos de cabelo “— Eu não consegui te salvar, como Cain fez...” – tocou de leve a face “— Muito pelo contrario, te deixei neste estado.” – fez uma pausa, apenas olhando para este “— Talvez por eu não ser tão puro quanto ele...” – engoliu seco “— Que culpa tenho eu, se meu hospedeiro não nota nada, diferente de mim?” – falava baixinho, a ponto de não incomodar no sono do outro.

Novamente sentiu-se estranho. Olhou para suas mãos, notando que as marcas ficaram mais fracas. Cain ainda possuía controle de seu corpo. Yami suspirou.

Por mais que quisesse dominar completamente o corpo deste, sabia que não poderia fazer tal fato, apesar de poder. Tudo culpa dos sentimentos confusos que Cain guardava em algum canto de sua alma.

Sentimentos estes que o demônio sabia quais eram. Sentimentos estes, que já o estavam influenciando-o. Tanto a ponto de não aproveitar o controle temporário do corpo para sair causando destruições, como sempre fez com antigos hospedeiros.

De certa forma até gostava deste, nunca tinha pegado um corpo com um dono tão ingênuo. E de certa forma, um corpo muito bonito.

Inclinou-se em direção do ser que dormia, apoiando-se cuidadosamente na cama para não acordar este. Aproximou os rostos, tão perto que podia sentir a respiração quente se misturando com a sua.

“— Isso é por nós dois...”

Lentamente encostou seus lábios ao do vampiro, em um toque brando, calmo, tão diferente de sua pessoa.

Suas mãos se fecharam com força no colchão, segurando-se para não aprofundar mais aquele beijo. Tentando contentar-se apenas com aquele calor que emanava dos lábios do ser adormecido.

“— Veck...” – falou rouco, afastando-se apenas um pouco, lambendo levemente os lábios deste “— Eu quero... Mas infelizmente, já fez sua escolha...” – voltou a ajoelhar-se corretamente ao lado da cama, soltando um suspiro contente “ Pronto, o copo é todo seu, Cain... ” – pensou satisfeito, fechando os olhos.

Após uma breve tontura, Cain abre os olhos, estranhando rapidamente o fato de estar ao lado da cama do amigo. Olhou de imediato para este, notando os lábios úmidos e brilhando.

Avermelhou-se, mesmo sem saber o motivo, levando instintivamente sua mão a boca, sentindo um calor gostoso nesta. Lambeu os lábios, apreciando um gosto um pouco diferentes neste.

Não entendia como fora parar ali, e muito menos entendia uma sensação de satisfação que tinha se apoderado de seu peito. Levantou-se lento, olhando para o rosto do amigo, vendo uma feição sorridente neste, como se o sonho que o embalasse fosse algo doce.

“— Durma bem.” – apoiou-se na cama, dando um suave beijo na testa deste “— Meu am-...” – parou de falar, estranhando o que iria dizer “— ...Meu amigo.” – falou em seguida, sorrindo ingênuo, endireitando-se e andando até a porta.

Rapidamente voltou a sala, notando que Jiyha e Guille conversavam alegremente sobre algum assunto. Um rápido cumprimento, e sentou-se no sofá.

“— Sobre o que conversam tão animados?” – Cain perguntou, curioso como sempre.

“— Cainzinho! Cainzinho!” – chamou alegre o loiro, sentando-se ao lado deste, o abraçando pelo pescoço “— Ela falou que a vila dos elfos é logo aqui perto.” – contou animado.

“— Legal...” – falou, não entendendo o motivo do ‘animo’ do loiro.

“— Elfos lindos, altos, pernas longas...” – contou ele, com seus olhos brilhando em excitação.

“— Legal...” – repetiu o moreno, ainda não entendendo direito.

“— Jovem Príncipe...” – a elfa puxou o assunto “— Sobre o que estávamos conversando...” – sorriu para este, vendo que o loiro ao lado se endireitou, interessado no assunto “— Suas algemas estarão prontas em dois dias, como já havia dito...” – fez uma pausa “— Vamos esperar dois dias... Se neste tempo Vectorius não se recuperar, você deverá ir embora e deixá-lo com nós na vila.”

“— Como!?” – levantou-se afobado do sofá “— deixá-lo... Aqui... Do jeito que esta...” – falou pousadamente.

“— Você não estais junto de Vectorius para que ele ajude a remover esta maldição que carrega?” – indagou “— Se ele não for útil, melhor deixá-lo com nós.”

“— Mas ele é meu amigo...” – tentou argumentar.

“— Jovem Príncipe...” – um suspiro “— Pelo que eu saiba, conheces Vectorius a pouco mais de um mês...” – olhou fria para o moreno, demonstrando a seriedade do assunto “— Será melhor que siga sua jornada, e o deixe conosco...”

“— Não...” – lamentou-se baixinho.

“— Cainzinho...” – o loiro olhou o estado em que este se encontrava “— Tenho uma ideia.” – levantou-se também “— Vamos levá-lo para o ‘espelho dos pedidos’.” – falou animado.

“— Como?” – o moreno olhou intrigado.

“— É assim Cainzinho...” – sorriu, começando a explicar “— Dizem que existe uma caverna, não muito longe daqui, que possui um espelho nela... Quem tiver um pedido puro e se refletir nele, o seu desejo poderá ser realizado.”

“— Mas isto é uma faca de dois gumes...” – a elfa levantou “— Se o desejo não for realmente puro, dizem que o ‘espelho’ é perverso.” – avisou.

“— Meu desejo é puro!” – Cain sorriu.

“— Cain...” – Jiyha avermelhou-se “— Certo...” – deu-se por vencida “— Em todo caso, espere mais dois dias, assim poderemos saber ao certo o que se fazer.” – sorriu “— Já vou, boa noite para vocês.” – despediu-se.

—--X---X---X---

Na noite do próximo dia...

Algo como brasa parecia incendiar Cain. Não sabia se aquilo era um sonho ou alucinação sua. De olhos fechados, mais dormindo que acordado, sentia-se quente. Um calor que enchia seu ser. Torturava sua alma.

Não sabia explicar o que era, e de tão bom, tinha medo de que se acordasse aquilo tudo se findasse.

Na cama do seu leito, tremia fracamente, sentindo um peso estranho e gostoso em cima de si. Algo indecifrável, mas ainda sim, bom.

“— Ahnmm...” – gemeu Cain, não sabendo se tinha feito de verdade, ou só no mundo dos sonhos.

Era prazer o que estaria sentindo? Não entendia, só sabia que queria mais e mais daquilo, seja lá o que fosse.

“— Mais...” – pediu em um sussurro, ainda não descobrindo se fizera isso de verdade.

Um pouco mais acordo, sentia uma língua atrevida serpenteando por seu peito. Aquilo estava ficando insuportável, tinha que saber o que era o que estava sentindo. Atreveu-se a acordar em fim, abrindo lentamente seus olhos.

“— VECK!?” – chegou a quase gritar, vendo o amigo a lamber-lhe o peito “— O-o-que Es-ahn-está fazendo.” – indagou, um pouco assustado, tentando descobrir o porque estar sem camisa.

“— Tenho fome.” – falou Veck, com uma voz mesclada em pureza e malicia “— Me deixa te comer?” – indagou, lambendo-o mais.

Mesmo extremamente vermelho, Cain consentiu, virando o rosto, oferecendo bem o pescoço. Tudo aquilo era culpa sua, sabia que em sã consciência, seu amigo nunca atreveria morde-lo.

Esperou a mordida que não aconteceu, tudo o que sentiu fora beijos molhados em seu peito, que o faziam suspirar lento. Olhou para este, deparando-se com aquele olhar ensanguentado que agora seu amigo possuía.

Um olhar fixo, predador, e por deveras tentador.

“— Você não queria se alimentar, Veck?” – indagou, o mais calmamente que pode, levando suas mãos ao rosto deste.

Este se sentou no abdômen do moreno, segurando uma das mãos deste. Olhou com malicia para baixo, sorrindo de forma doce. Levou a mão deste aboca, cortando com seu canino, já um pouco longo, a ponta do dedo.

“— Ai...” – reclamou baixinho de dor Cain.

Quando pensou em falar algo, sente seu dedo ser lambido. Engoliu seco, vendo Veck recolher o sangue que escorria da pequena, mas profunda, mordida. Aquela língua quente serpenteava por todo o lugar.

“— Veck...” – chamou-o baixo, não entendendo o porquê de sua própria voz ter saído um pouco rouca.

Veck insistia em lamber todo o sangue do ferimento que tinha causado, deliciando-se com o gosto do humano. Parou um pouco, apenas o tempo de lamber seus lábios, começando logo depois a chupar aquele dedo.

“— Hnwm.” – Cain suspirou pesado.

Afinal, se seu amigo queria se alimentar daquele jeito, não teria problemas, mas, por algum motivo, aquela cena o estava deixando mais quente. Envergonhou-se absurdamente, quando notou que aquela visão o estava o deixando um pouco excitado.

“— Pare, por favor...” – pediu, misteriosamente não conseguindo conter pequenas lagrimas se formarem em seus olhos.

Sentia-se estranho... O amigo apenas se alimentando de si, e seu corpo reagindo daquela forma. Respirou fundo, fechando os olhos, tentando se acalmar. Subitamente uma dor apoderou de seu peito, a mesma que tivera no dia anterior.

Ainda de olhos cerrados, sentia-se ficar fraco, respirou pesado, abrindo os olhos em seguida, vendo em seu peito estranhas inscrições começarem a surgir. Olhou para Veck, deparando-se com um olhar febril.

Engoliu seco, fechando seus olhos novamente, privando-o daquela visão. Quando fez tal ato, a tontura voltou-lhe a assolar, junto com uma voz rouca e baixa em sua mente, na qual não conseguia entender nada.

“— Cain?” – chamou-o Veck, após ver o amigo de olhos fechados por algum tempo.

“— Não.” – respondeu, com a voz rouca “— Lembra-se de mim?” – indagou, temendo a resposta.

“— Yami.” – respondeu sorridente.

O demônio sorriu, retirando a sua mão de perto da boca do vampiro, levando para a sua. Forçou mais o ferimento já existente com seus próprios dentes, notando que ao fazer isso, mais sangue começou a verter dali.

“— Quer me comer mais...?” – perguntou malicioso.

“— Ainda tenho fome.” – respondeu, ainda sorrindo.

“— Então lambe tudo...”

Ao dizer isso, o moreno deixa que varias gotas de sangue caíssem em seu peito, ombros e até pescoço, passando por fim o dedo ensanguentado em seus lábios, deixando-os umedecidos com aquela vermelhidão.

“— Lambe.” – repetiu rouco.

Veck olhou com alegria para baixo, vendo o peito deste todo pingado em sangue. Abaixou-se lambendo-lhe toda a região.

“— Isso... Hnwm.” – ofegou Yami.

Deleitava-se, aproveitando da inocência momentânea do vampiro, vendo-o lamber cada ponto de seu peito, não podendo evitar em tremer fraco com algumas lambidas ousadas em áreas sensíveis.

“— Aqui tem mais...” – fez um rastro de sangue do peito até perto de sua boca.

O vampiro olhou a trilha, lambendo os lábios já se deleitando com tudo. Lambeu com gosto, lento, provocante. Passando do peito para o pescoço, do pescoço para o queixo, chegando, em fim, perto da boca.

Um risinho baixo fora escutado do demônio, quando o vampiro parou de lamber-lhe quase ao chegar à boca. Olhou para esse, vendo o olhar vermelho fixo em si, lambuzou mais seus lábios com o sangue de seu dedo, sorrindo provocantemente.

“— Posso lamber aqui também?” – indagou Veck, com o rosto tão próximo do outro que as respirações quase se fundiam.

“— Pode.” – respondeu lento, fechando seus olhos.

Sabendo que poderia, Veck então esticou sua língua, passando-a levemente pelos lábios ensangüentados abaixo de si, limpando todo o alimento que precisava ali presente. Yami entreabria a boca, deixando que o outro fizesse todo o trabalho, a única coisa que fazia era se controlar o máximo para acabar não fazendo besteira.

Mas a cada lambida, sentia seu controle ir cada vez mais para longe. Levou suas mãos a cintura fina do amigo, apertando-a forte, enraivecendo-se por este estar completamente vestido. Todavia retirar-lhe a roupa estava fora de cogitação, se acaso fizesse isso, realmente não teria como conter-se.

Tudo o que fez foi juntar mais aquele corpo ao seu, abraçando-o forte, em quando sentia as lambidas quentes e úmidas em sua boca, tão provocantes que o faziam suspirar cada vez mais. Ansiava por mais, porém sabia não poder fazer... Não com o vampiro naquele estado.

“— Chega...” – pediu, abrindo os olhos e virando o rosto, não aguentando mais aquela tortura que tinha feito a si mesmo “— Cansei de brincar, morda logo.” – falou por fim, sentindo um aperto em seu peito.

Veck apenas olhou sem entender a reação do outro, mas sorriu, olhando em seguida o pescoço exposto deste. Não se acanhou, mordeu com volúpia aquela area, dessa vez arrancando um gemido alto do demônio, que pareceu agarrar-se mais a si, com desespero e luxuria.

“— Veck...” – chamou fraco o nome deste, entrelaçando seus dedos nos cabelos macios que desciam até mais da costa de tão longos que eram “— Me faça seu...” – falou tão baixo que mal ele mesmo havia escutado.

Em resposta, o vampiro apenas mordeu com mais força, ousando passar suas mãos livres pelo corpo abaixo de si, obtendo mais gemidos incoerentes deste, em quanto saciava-se da vida alheia.

Yami sentia-se fraco, mas não pela perda de sangue, e sim pelo controle de Cain estar voltando. Queria continuar sentindo aquele prazer corrosivo em si, pois ficara tanto tempo ‘quieto’ apenas aguardando Veck melhorar do estado inicial na qual se encontrava, que estava com saudades disso.

Arqueou forte, sentindo uma mão deveras ousada em uma parte muito sensível de seu corpo. Sorriu, fechando os olhos, deixando o controle para que Cain recuperasse facilmente, queria ver o principezinho lidar com tudo aquilo.

“— Ahnn...” – gemeu com gosto após um tempo “— Veck?!” – falou Cain com a voz falha.

Tremeu fortemente, notando o estado no qual não sabia como fora parar. Respirou fortemente, não conseguindo evitar em gemer mais, tentando afastar aquelas mãos quentes de seu corpo mais quente ainda.

“— Não...” – clamou baixo, mordendo os lábios com força para evitar gemer mais.

“— Cain?” – chamou-o, parando de mordê-lo, ficando só a lamber a area da ferida, afazendo-a assim cicatrizar “— Não quer?” – indagou inocente, ainda lambendo a area.

“— Nã-não.” – repetiu, respirando aliviado em notar que o amigo havia parado.

Veck sentou-se no abdômen do moreno, lambendo os lábios de forma satisfeita. Sorrindo para este, agradecido pela janta que teve.

“— Veck...” – Cain engoliu seco “— Pode sair de cima de mim, por favor?” – pediu, virando o rosto para não ver mais o amigo.

“— Claro.” – sorriu mais, saindo de cima deste, ficando em pé ao lado.

“— Melhor ir dormir Veck...” – falou meio desanimado, sentando ma beira da cama “—Tem alguma coisa errada comigo hoje... ”

“— É o Yami que está te deixando assim.” – respondeu na inocência, andando ate sua cama.

“— Quem é Yami?” – quis saber.

“— Você.” – respondeu, deitando-se na cama.

“— Como assim?” – perguntou.

Esperou a resposta que não veio, notando melhor, Veck já estava dormindo. O moreno olhou meio aturdido a tudo, afinal, aquele nome já ouvira varias vezes, mas sempre se esquecia deste.

Respirou fundo, jogando os cabelos para trás, indo em direção ao banheiro...

Precisava urgentemente de um banho...

—--X---X---X---

O moreno levantou-se cedo, arrumando-se, e deixando Veck a dormir com um rosto satisfeito na cama ao lado.

Realmente não poderia deixar o seu amigo naquele estado, sabia que este nunca faria coisas tão estranhas consigo. Tremeu fraco, levando a mão ao local da mordida, lembrando-se das lambidas desta area.

“— Veck...” – suspirou fraco, saindo do quarto.

Olhou pela casa e estranhou não ver o loiro acordado naquela hora, normalmente ele era o primeiro a acordar para arrumar o desjejum de todos. Lembrando-se melhor deste, recordou-se que tinha um assunto a tratar com este.

Rumou lento até o quarto que o loirinho estava usando, batendo algumas vezes na porta.

“— Entre...” – escutou a voz manhosa deste de dentro.

Assim que entrou viu Guille sentando-se na cama, esfregando os olhos. Os cabelos altamente loiros espalhavam-se soltos por seus ombros e peito desnudo. Aproximou-se mais, recebendo deste um belo sorriso.

“— Bom dia Cainzinho.”

“— Bom dia, desculpe-e acordá-lo.”

“— Eu que perdi a hora.” – comentou “— Sente-se.” – ofereceu, apontando para sua cama.

“— Obrigado.” – sentou-se “— Guille pode me contar mais obre o ‘espelho dos pedidos’?” – perguntou.

“— Claro.” – sorriu alegre, e até um bocado malicioso “— Diz à lenda que este espelho realiza qualquer desejo, mas somente se este for puro.” – começa a explicar, abraçando Cain.

“— Desejo puro?” – indagou, não incomodado com o loiro, pois sabia ser o jeito deste.

“— Se o pedido for feito por quem realmente necessita, ou se na alma deste que pediu não tiver malicia.”

“— Hum...” – para pensar “— Será que eu consigo?”

“— Claro Cainzinho!” – responde animado beijando de leve a bochecha deste “— Nunca vi ninguém tão puro quanto você.”

“— E-eu?” – olha curioso “— Mas eu não faço nada.”

“— Por isso mesmo...” – murmurou de forma maliciosa.

“— Sabe onde fica?” – passou despercebido a malicia, como sempre.

“— Em uma montanha perto daqui. Mas muitos têm medo de chegar lá.”

“— Por qual motivo?” – ficou curioso.

“— Tem umas plantas estranhas pelo caminho...” – fala travesso, soltando o moreno “— Mas se eu achar uma, eu vou querer uma semente.” – comenta animado.

“— Planta? Semente?” – fica mais curioso.

“— Bem... Cainzinho... Vamos torcer para você não se deparar com nenhuma.” – comentou, levantando-se.

“— Obrigado, eu acho...” – levanta-se também, começando a sair do quarto.

“— Tem certeza que foi só isso que veio fazer aqui em meu quarto?” – quis saber.

“— Foi.” – responde sorridente “— Obrigado Guille.” – sai do quarto.

“— Cainzinho...” – suspira contrariado.

Lentamente o moreno sai do lugar, saindo da casa em seguida, respirando fundo o aroma doce que aquela vila possuía. Andou pelos lugares, sorrindo cordialmente para as elfas que sempre paravam o que estavam a fazer só para cumprimentá-lo.

Mas não pararia para falar com nenhuma, iria falar com a líder delas, Jiyha, sobre o seu amigo. Achou-a por coincidência, conversando com sua filha, perto de uma loja de frutas.

“— Senhora Jiyha, senhorita Lune.” – cumprimenta cordialmente “—Bom dia para ambas.” – sorriu-lhes.

As ruivas não puderam evitar em corar um pouco com a educação do príncipe. Meio envergonhadas, o cumprimentaram, sorrido sem jeito uma para a outra em seguida.

“— Sobre Veck... Eu já me decidi.” – começa Cain o assunto.

“— Diga, príncipe.” – falou a mais velha.

“— Não vou deixar Veck sozinho depois de tudo o que ele fez por mim.” – avisa convicto.

“— Vectorius é tão importante assim para ti?” – pergunta Lune.

“— Sim!” – responde sorridente “— Meu primeiro e verdadeiro amigo, não o abandonarei por nada.” – sorri mais.

“— Adorável...” – Jiyha comentou, vendo em seguida um leve rubor pairar no rosto do moreno “— Me siga, príncipe, devolverei suas algemas, e amanhã cedo, poderás partir com Vectorius...”

“— Certo, obrigado.” – agradeceu radiante, começando a seguir as duas ruivas.

Logo chegaram a casa da elfa e esta não demorou-se muito, tratou de pegar trazer para Cain o que seriam suas novas ‘algemas’. Mostrou-lhe um par de braceletes amarelos, possivelmente ouro, com varias inscrições élficas neste, de um vermelho tão vivo quanto sangue.

“— Só tenho que por?” – perguntou Cain, olhando para as pulseiras.

“— Sim, é algo mais eficaz e discreto, com a manga longa de sua camisa, não mostra muito.” – respondeu alegre a líder.

“— Obrigado!” – agradeceu extremamente feliz “— Tenho certeza, que se o Veck estivesse bem, ele agradeceria também.” – comentou, colocando o que tinha ganhado nos pulsos.

“—Tudo o que peço em troca, então, é que cure Vectorius...” – pediu Jiyha.

“— Não pouparei esforços para tal fato.” – falou, curvando-se polidamente “— Farei de tudo.” – sorriu doce para esta em seguida.

“— Cain...” – avermelhou-se um pouco com a doçura do moreno “— Você é um bom amigo para Vectorius...”

“— ...” – avermelhou-se também, lembrando-se da mordida da noite anterior “— Bem... Err... Tenho que ir... Irei avisar para Guille e para Veck.” – falou, após uma pequena dificuldade.

“— Claro, amanhã bem cedo, estarei esperando vocês na porta da vila... Quero os ver partindo.” – avisa.

Cain saiu sorridente da casa da elfa, voltando radiante para a que temporariamente estava morando. Chegando lá se deparando com um dos deliciosos cafés da manhã que o loiro havia feito. Com este e Veck comento pacificamente na mesa.

“— Voltei.” – avisou, sentando-se em uma cadeira também.

“— Cainzinho. Você parece tão feliz.”

“— Consegui resolver, temporariamente um problema meu, agora....” – olha para Veck “— Aviso que amanhã iremos sair da vila.”

“— Decidiu-se mesmo, ir lá?” – perguntou o loiro, servindo suco para o moreno.

“— Sim.” – sorriu meio triste “— E minha culpa Veck estar assim.”

“— Cain!” – Veck chamou-o “— Não se preocupe, eu estou bem.” – sorriu doce “— Não estou mais com fome, como ontem à noite.”

“— Fome?” – Guille olhou desconfiado para o moreno “— Você continua alimentando o morcego com seu sangue?”

“— Sim...”

“— Não pode! Sangue é uma coisa suja! Vampiros são sujos!” – reclamou.

“— Não sou sujo.” – Veck fez uma carinha triste “— Já tomei banho.”

“— Viu Guille? Por isso não o posso deixar assim... Você acha que o Veck me morderia?”

“— Isso eu não sei...”

“— Guille! Não duvide dos amigos.” – comentou Cain.

“Dez de quando sou amigo de morcegos? ” – pensou “— Certo...”

“— Agora, tenhamos um desjejum tranquilo.” – pediu Cain, começando a comer.

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Antes do amanhecer do novo dia, já estavam todos prontos para partir em viagem. Cain certificou-se de não estar esquecendo-se de nada, antes dos três rumarem para o portão central daquela vila. Chegando lá depararam-se com Jiyha e Lune, os aguardando.

“— Tenho sono...” – falou manhoso Veck, soltando um bocejo.

“— Desculpe ter te acordado Veck.” – Cain sorriu para este, fazendo um carinho em sua cabeça “— Mas precisamos ir embora.” – explicou.

“—Cainzinho, não liga para o morcego não.” – comentou Guille, arrumando uma longa capa branca que possuía agora.

“— Bom dia para os três...” – sorriu-lhes a ruiva mais velha “— Seus cavalos já estão prontos... Só o de Vectorius que está do lado de fora...”

“— Acho que Veck não conseguirá revive-lo...” – comenta Cain, virando-se para Veck em seguida “— Você irá comigo. Agente junta os ossos o Guille leva no outro cavalo.”

“— Ossos? Vou ter que ficar com ossos?” – o loiro olhou meio contrariado “— Não é melhor Cainzinho eu ir com você o morcego pode usar o meu cavalo.” – propõe.

“— Melhor não.” – respondeu o moreno “— Pode ser perigoso ele cair... Comigo ele se segura firme.” – falou sorridente.

“— Certo...” – Guille aceitou, chutando umas pedrinhas no chão.

“— Bem, se está tudo pronto...” – Jiyha faz um sinal e o enorme portão se abre “— Desejo-lhes toda a sorte possível.” – andou até Veck em seguida “— Vectorius, volte a salvo para os braços de minha filha.”

Rapidamente Cain e Guille juntaram os ossos do cavalo Ed Veck, amarrando-o nos lados do cavalo no qual o loirinho usaria. Após toda a preparação estar pronta, subiram em seus cavalos.

“— Venha Veck.” – falou Cain, estendendo a mão para o amigo “— Suba.” – sorriu para este.

Assim que Veck subiu agarrou-se firme na cintura do moreno, tanto que o fez corar por tão perto no qual estavam. Deram um aceno rápido para as duas mulheres, antes que fechassem os portões.

“— Certo Guille, você que nos guiará.” – avisou Cain.

“— Pode confiar Cainzinho.” – falou alegre, começando a cavalgar por um caminho.

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Já estavam cavalgando por horas dentro daquela densa e fechada floresta, indo para um rumo novo que possivelmente poderia trazer a cura para Veck. O sol já brilhava alaranjado, indicando quase o começo da noite.

Conversavam animadoramente pelo caminho. Mas depois de algum tempo Guille, quando ficou um pouco mais escuto, começou a ficar serio, olhando meio desconfiado para os lados, como se tivesse notado algo.

“— Guille?” – indagou Cain “— Algo errado?”

“— Não...” – respondeu lento.

“— Eu sinto algo estranho...” – falou Veck bem perto do ouvido de Cain.

“— ...” – o moreno tremeu fraco “— O que sente Veck?”

“— Como se alguém estivesses nos vendo...” – agarra-se mais firme neste “— To com medo...”

“— Não é nada.” – fala Guille de uma hora para outra “— Deve ser um inseto importunando.” –

“— Inseto?” – Cain olha confuso.

“— Cainzinho....” – o loiro para de falar, vendo uma clareira a frente, com um pequeno lago “— Já sei, vamos parar para ali... Já esta escurecendo demais, jantamos algo. ” – propõe sorrindo.

“— Boa ideia.” – o moreno aceita.

Deixaram seus cabelos presos a uma arvore, e logo trataram de fazer uma fogueira. Cain começou a fazer a janta, tendo sempre o Veck ao seu lado vendo tudo o que fazia com uma curiosidade infantil.

“— Cainzinho...” – chamou-o Guille, em pé perto de seu cavalo.

“— Sim?”

“— Sabe aquela semente que eu queria?” – sorriu meio sem jeito, arrumando seu cabelo “— Eu vou sair por umas horinhas para procurá-la...”

“— De noite? Não é arriscado?” – perguntou preocupado “— Não quer que eu vá junto.”

“— Não!” – falou de imediato, corando em seguida “—Não precisa Cainzinho, eu acho ela sozinho.” – sorriu para este.

“— Leve uma tocha... Pode ser que escureça.” – comenta Cain.

“— Não precisa...” – começou a andar em direção a floresta “— A lua está bem cheia hoje...” – distanciou-se mais “— E eu enxergo a noite...” – murmurou baixo somente para si.

“— Ele é estranho...” – falou Veck, assim que Guille saiu da vista dos dois “— Eu sinto que tem alguém para aquele lado...”

“— Deve ser impressão sua.” – sorri Cain, olhando o lago a frente em seguida “— Por que não toma banho antes de jantar?” – indaga.

“— Certo!”

Veck levanta-se, andando rápido em direção ao pequeno lago, jogando suas roupas pelo chão, parando na beira, olhando para trás.

“— Não quer vir também?” – perguntou.

Cain gelou quase. A luz da lua batendo direto no corpo desnudo de Veck, o sorriso doce que esse possuía em quanto olhava para si com alegria no olhar... Abaixou a vista rapidamente, voltando sua concentração para a janta.

“— Melhor não.” – fora a única coisa que disse.

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Guille caminhava lento entre as arvores, desviando de tudo, como se enxergasse tão bem quanto de dia naquela mata fechada. Seu rosto estava serio, apesar de um sorriso provocante estar em seus lábios.

Caminhou mais, até que parou um pouco. Olhou em volta, vendo que estava realmente bem longe de Cain e Veck. Sorriu travesso, começando a lamber a palma das suas mãos, com uma insistência grande, em quanto voltava a andar para seu destino.

Chegou a outro pequeno clarão, vendo parado no meio deste, um ser com um capuz preto. Sorriu mais, lambendo suas mãos, aproximando-se sem perto deste ser.

“— Demoraste, Caçador.” – avisou o ser de capuz, assim que o loiro parou a sua frente.

“— Já disse que não quero ser chamado assim.” – ordenou, parando de lamber a palma das mãos “— Esqueceu do meu nome, Vitor?” – levou suas mãos ao capuz removendo-o em quanto tocava de propósito com sua mão no rosto deste “— Tenho que forçá-lo novamente?” – falou com uma foz fria.

“— Você não muda nada...” – sorriu sarcástico Vitor.

“— Mas você mudou...” – tocou-lhe os cabelos “— Cadê aqueles cachinhos loirinhos que possuía?”

Vitor gargalhou. Jogando agora seus lisos cabelos loiros para trás. Tocando com a outra mão a cintura do menor. Aproximou-se rápido, roubando um beijo deste que logo foi correspondido em um bailar frenético de línguas.

“— Apressado como sempre.” – Guille comentou, lambendo os lábios “— Mas...” – tocou com suas mãos na face à frente “— Contenha-se, morcego.”

“— Ahnm...” – Vitor sentiu-se fraco, como se suas forças fossem drenadas “— Tira essas mãos de mim...” – pediu em um ofego.

Guille sorriu, tirando as mãos do outro, voltando a lamber sua palma, que agora possuía uma tatuagem vermelha de um dragão enroscado em uma lua minguante. Mas rapidamente, foi jogado em direção a um arvore, e lá sua boca fora devorada novamente.

“— Já mandei conter-se.” – avisou com raiva, empurrando tão foste o vampiro que este chegou a cair no chão “— Fica quieto, vampiro desgraçado, em quem você acha que está botando essas mãos!?” – pisou firme no peito deste, prendendo-o no chão.

“— Desculpe-me...” – sorriu sensual, passando suas mãos pela perna em seu peito “— E que fazia tempos que não te via...”

“— Calado!” – pisou mais forme, colocando a mão no quadril, olhando para baixo com pose “— Como está indo o plano?”

“— Tudo indo perfeitamente... E Vectorius?”

“— Aquele?” – sorriu com desgosto “— Era mais aturável, quando só se alimentava de energias... Mas agora está como todos os vampiros. Um imundo comedor de sangue.”

“— Ele está vivo então, meu Mestre gostará de saber- Ahhh!” – gritou de dor no final, com um pisão mais forte.

“— Quando estiver comigo... EU sou o ‘Mestre’...” – abaixou-se, passando a mão no rosto, drenando mais a força do vampiro “— Me obedeça, que juntos conseguiremos nossa liberdade.” – sorri.

“— Tudo o que eu quero é o sangue dele... Quero ser livre daquele monstro.”

“— E tudo o que eu quero é me vingar... Matando aquele desgraçado...” – vociferou Guille “— Você me ajuda a achá-lo, e eu o mato.” – sorri maléfico.

“— Mas meu Mest-” – para de falar por um momento, sobre o olhar raivoso do outro loiro “— Digo, mas Shisue vive cercado por aquele garoto trançado! ” – resmunga.

“— Ele ainda não desgrudou?”

“— Não sei como Oroi pode amar aquele monstro... E ele mal lhe da atenção.”

“— Que morra junto com seu amado então!”

“— É isso que pretendo, em quando você mata Shisue, eu me livro do trançado.” – sorriu malicioso.

“— Perfeito...” – senta-se no abdômen de Vitor “— Agora, que tal me satisfazer? Fiquei quase louco, só vendo mulher a minha volta.”

“— Para você, isto deve ter sido o inferno...” – segura na cintura deste “— Quer algo bem grande para compensar?” – sorri malicioso.

“— Quero sim...” – sorri, abaixando-se mais e beijando-o nos lábios.

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No outro lado da floresta, Cain tentava concentrar-se em fazer a janta, mas, de vez enquanto, seus olhos desviavam-se para Veck a brincar no lago ali perto. De vez em quando sentia sentiam seu pulso quente, como se a alguma estivesse tentando conter alguma coisa.

“— Esse bracelete dói...” – olhou para este “— Mas eu aguento.” – voltou a fazer a comida.

“— Caiiiin!” – Veck chamou “— Vem para a água, esta ótima.” – sorriu.

“— Melhor não...” – pensou alto “— Será que o Guille está bem? Está demorando a voltar...” – olha para o céu já escuro “— Estou começando a ficar preocupado...” – soltou um suspiro “— Ele pode estar em apuros...”

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“— Ahhhhnnww!!” – gemeu Guille, em quando era beijado com fervor em sua intimidade “— Vi-Vitor!” – ofegou forte o nome deste, puxando com força em demasia pelos cabelos “— Poe logo!” – ordenou.

“— Com todo prazer...”

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“— E se o Guille encontrar algum bandido?” – perguntou-se Cain, mexendo em uma panela com comida “— Se alguém quiser roubar ele?” – perguntou-se mais.

“— Caiiiinnn... Vem para a água...” – pediu Veck, nadando de um lado a outro.

“— Agora não...” – olhou para a floresta “— Será que devo ir atrás?”

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“— Aaaahhww-aaaahhhhh!!” – gemia alto Guille sem parar, de quatro, sendo preenchido pelo outro loiro “— Huwmm-Ahnnnm!”

“— Deixa de ser escandaloso, Caçador!” – Vitor tapou-lhe a boca “— Tenta gemer mais baixo!”

O loirinho mordeu forte a mão que lhe calava, fazendo o outro recuar rapidamente.

“— Tira essa mão imunda de mim... Ahwnhnnnnwmmm!!” – gemeu mais alto ainda.

“— Cala a boca!” – mandou, investindo com mais força e velocidade.

“— Você não manda em mim!” – empurrou o vampiro, dando um soco na cara deste em seguida “— Tu achas que eu ligo para você? Só me serves para dar prazer, seu morcego imundo!” – empurrou- o para o chão.

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“— E se alguém estiver querendo escravizar o Guille novamente?” – comentou Cain, mais alarmado ainda “— O Guille e tão indefeso, pode ser levado facilmente!” – alarmou-se “— Por que eu o deixei ir sozinho?”

“— Caaaain....” – chamou Veck novamente “— Vem para a água....” – voltou a pedir.

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“— Ca-Caçador...” – gemeu Vitor, deitado no chão da floresta, com Guille cavalgando em si.

“— Meu nome é Guille, morcego imundo!” – tascou-lhe um tapa no rosto deste “— Pare de me chamar assim!” – suas mãos foram para o pescoço deste, segurando firme, drenando suas energias em quando o sufocava.

“— Hummm...” – tremeu de prazer “— Mais...” – pediu.

“— Imundo!” – apertou mais o pescoço, em quando voltava a mover-ser rapidamente em cima deste “— Ahhhhhnnnswww!!” – escandalizou novamente.

“— Hunmm...” – levou suas mãos pra o membro do outro, movendo-o rapidamente.

“— Vitoooor!!!” – arqueou, movendo-se com mas frenesi, soltando o pescoço deste.

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“— E se o Guille estiver pedindo ajudar e eu não estiver por perto?” – levantou-se Cain, decidido a entrar na floresta e procurar pelo loirinho “— Vou atrás!”

Quando Cain deu uns passos, pára, sentindo-se ser abraçado firme por trás. Olhou sobre os ombros, vendo Veck abraçado a si, com um sorriso alegre nos lábios.

“— Cain, fica comigo....” – sussurrou nos ouvidos deste, de forma lenta e quase rouca.

“— Anh!” – tremeu fraco “— Veck...”

“— Fica comigo... preciso de você...” – beijou-lhe a orelha “— Eu te quero...” – abraçou mais a Cain “— Me deixa te comer...”

“— Mas... Já te alimentei noite retrasada...” – ofegou.

“— Mas eu quero comer outra coisa...”

As mãos de Veck, pararam na cintura de Cain, puxando-o mais para si. Fora então que Cain notou algo, que realmente o fez assustar.

“— Ve-Ve-Veck!?” – gaguejou mais que falou, extremamente vermelho.

“— Te quero...”

“Isso... Atrás de mim... É o que estou pensando?” – pensa Cain engolindo seco “— Não, não pode ser... Veck me larga...” – pediu, com a voz mais falha do que pensou que sairia.

“— Me deixa... Eu quero...” – Veck esfregou mais.

“— Humm...” – Cain gemeu bem baixinho, sentindo um volume grande roçar atrás de si “— Não...” – pediu, tentando se afastar.

“— Cain...” – sussurrou o nome deste de forma bem rouca e erótica, mordendo de leve o lóbulo da orelha “— Sabia que você é muito gostoso?” – começou a beijar o pescoço com extrema perversão.

“— Pare Veck...” – o moreno tremeu mais “— Isso é errado, você está fora de si...” – começou a choramingar.

“— Não chora...” – virou Cain para si, sem muito esforço “— Não chora...” – repetiu, lambendo as lagrimas do rosto do outro.

“— Não...” – Cain tentou empurrar, olhando para baixo rapidamente “— Isso NÃO!” – gelou pelo que viu, tentando afastar-se com mais fervor “— Esse não é você, Veck não faria isso comigo!” – tentou se soltar, conseguindo desta vez.

Cain correu como um louco para dentro da floresta, querendo o máximo e afastar do amigo, para dar a ele um momento de privacidade para lidar com ‘aquilo’. Correu, correu tanto que se perdeu.

Olhou de um lado para o outro, não sabendo mais o que fazer, sentou-se no chão, abraçando firme suas pernas, chorando forte pelo que tinha feito ao amigo. Culpa dele que Veck estava naquele estado.

“— Veck...” – choramingou baixo o nome deste “— O que vou fazer agora?”

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“— Foi bom...” – falou Guille, satisfeito, vestindo sua roupa “— Agora trate de fazer conforme o plano.”

“— Virei um capacho seu?” – ironizou o outro loiro.

Guille apenas chegou perto, segurando com uma mão no pescoço deste, sufocando-0o novamente, em quanto sorria docemente para este.

“— Você estava na minha lista para morrer...” – cantarolou “— Mas eu te deixei viver, e ainda posso te dar a sua liberdade, seu vampiro imundo.” – soltou-lhe o pescoço, dando-lhe um beijo profundo de despedida “— Vai me obedecer agora, ou prefere morrer?”

“— Claro, ‘Mestre’.” – sorriu malicioso para este “— Não saia de perto de Vectorius, em quanto ele estiver com você, Shisue tentará chegar perto de todas as formas.”

“— Eu sei... Aquele vampiro me é útil... Se não fosse estaria morto há tempos...”

“— Você realmente se parece com ele...”

Guille olhou com fúria para o vampiro, antes de lhe dar um soco tão forte neste que caiu no chão quase desnorteado.

“— NUNCA mais me compare aquele monstro!” – vociferou.

“— ...” – olhou com raiva para cima, mas preferiu ficar mudo.

“— Agora volte para seu Mestre, ele deve ta querendo te usar também.” – gargalhou “— Só serves para isso mesmo.”

“— Para isso, ele tem o trançado... Por sorte quase não sou usado mais.” – sorriu, levantando-se.

“— Isso não me interessa, vá, suma da minha frente e pare de ficar espreitando atras das arvores!” – ordena.

“— Maldito...” – com um estralar de dedos desaparece.

“— Morcegos...” – fala com a voz fria “— Agora tenho que voltar para o Cainzinho.” – sorri de forma doce, quase igual a uma garota apaixonada “— Ele deve estar preocupado” – começa a saltitar em direção ao acampamento.

Andando saltitando pela floresta, escuta fracamente o choro de alguém, e decidi-se ir em direção a esse choro baixo. Deparando-se com Cain abraçado a si mesmo.

“— Cainzinho!?” – assustou-se.

“— ...Guille...?” – Cain olhou para este, com os olhos encharcados de lagrimas “— Eu...” – correu em direção a esse, se jogando em seus braços o abraçando forte “— Por que eu fiz aquilo ao Veck?” – chorava copiosamente.

“— Cainzinho!?” – preocupou-se

CONTINUA...

10/10/09

Nota da autora:

Grandes revelações, não é? Guille é um Caçador, alguém já tinha desconfiado disto? (duvido muito) E agora ele e Vitor estão armando contra Shisue, usando todos os meios possíveis para isto.

Hum... Eu acho que ver/ler Lemon e tentar escrever o Prison não da certo... Acaba saindo coisa muito pervertida...

T.T Cain...

Aviso:

Aviso novamente que demorará o outro CAP, desculpem-me dês de já.

Extra para o povo so Nyah! :

Cain Radiance

Cain / Yami

Veck e Shisue, em SD

Vectorius Razard

Yami

Guille, em roupa de caçador

Vitor

Veck e Cain, em SD

By: Toynako