Notas iniciais
(Por eu ter descoberto os segredos do Garoto da Navalha, retribuí entregando esse poema a ele, contando meu segredo sobre auto-mutilação antiga.) O garoto da navalha é masoquista, aliviando a dor ao se cortar. Com seu sangue - e em ocasiões especiais, o de outros -, desenha coisas na parede branca do quarto. Alice, sua companheira de quarto, gosta dela inteiramente branca e fica com raiva. Vai até a Psicofofa, contando os segredos do garoto.

Há um garoto de veias aparentes
Ele é tão bonito, amigo do meu amigo
Masoquista, ama a dor como eu
Diferente do idiota indolente
Aquele insensível desgraçado

Quando ele pega seu violão
E toca minha música favorita
Me pede para escrever algo
E aqui está, vamos recitar

É isso o que me faz feliz
Sorrindo e rasgando
Uma dor pela outra
É o único jeito
De sobreviver

A navalha é o meu pincel, desenhando
A pintura corporal é abstrata e louca
Serei a artista e ao mesmo tempo,
A obra prima exposta para todos

É melhor usar essa navalha em mim
Do que em outro alguém desconhecido
Todo esse sentimento está saindo devagar
Com esse líquido pingando pelo caminho

Não teremos problemas ao
Usarmos a mesma ferramenta?
As pulseiras brilham na luz
E o sangue escorre na escuridão

Me tome pelos braços, minhas unhas em você
Um palito de chocolate para que me desenhe
Para que venda seus segredos para mim
Para que não me solte nunca, nunca mais

Não é verdade que a mente domina o corpo?
As palavras machucam, os pensamentos queimam
Ninguém entende o que essas vozes na minha cabeça
Dizem-me para fazer, eu devo segui-las?

Eu deveria saber que minhas lâminas sumiram
Desde a sua última visita ao meu quarto
É essas cicatrizes que dirão quem somos
O trio mais sangrento desse hospital

Notas finais
"Inspirado na música que ele me mostrou"