Notas iniciais
Muitos ouvem falar, alguns a temem, mas poucos já a presenciaram. A insanidade é um rumor, uma suposição. É associada com a ideia clichê de animal dominando a mente. E como eu queria fugir do esperado, associei a loucura como uma Deusa. E eu sou uma boa fiel, seguindo suas ordens, realizando seus desejos. Sou sua hospedeira, e mesmo presa a ela, me sinto livre sendo louca.

Renascida das cinzas,
Voltei para sua consciência
Confirmando os rumores
Dê-me um hospedeiro

Liberta das correntes,
Prestes a cair no abismo
Da profunda insanidade
Devorarei sua alma

Eu sou uma Deusa
Clame meu nome
Implore minha volta
Esteja ao meu dispor

Na luz da Lua Azul
Você me fez sua mulher
Submisso aos meus desejos
Você pertence a mim

Eles me chamam de garota má
A suprema, rainha das vadias
Com uma coroa de espinhos
Um reinado de mentiras

Abra a mente,
Se renda à loucura
O proibido é sempre
O mais divertido

Arranhando sua pele
Escrevendo palavras
Do livro das sombras
Com seu sangue ruim
Nas paredes brancas

Oh doutor, chame o doutor
Você está surpreso pelo o que viu?
Peça um raio-x e confira o resultado
Você está assustado pelo que presenciou?
Eu não tenho um coração

Mas eu sinto que ele pulsa
Como toda a raiva dentro
Mas eu sei que estou viva
Sou tão viva como você

Eu sou uma Deusa
Ore, chame por mim
Ofereça-me pecados
Sinta o meu poder
(Deixe-me entrar)

Notas finais
Esse poema simboliza a minha alma atualmente. Eu a deixei entrar.