Prisioneira Do Prazer
33 Capitulo 33
Notas iniciais
Se haviam passado exactamente duas horas desde que Natsu se encontrava dentro do quarto com Lucy e Poluska, esses não haviam saído nem por uma vez e isso estava matando os dragões.
Queriam saber logo se a loira se encontrava fora de perigo e se precisava deles. Esperavam que sim, esperavam que ela acorda-se e que a primeira coisa que falasse fosse o nome deles, ele precisavam disso. Precisavam que ela os chama-se para que aquela dor esmagadora que sentiam no peito sumisse de vez.
Mas pelo clima, eles ainda ficariam mais um tempo lá dentro os obrigando, a fintar os gatinhos que agora dormiam profundamente.
Sting, respirara fundo antes de olhar para a porta que os separava de seus filhotes e de sua companheira. Tudo estava muito quieto e isso o estava aborrecendo.
– Calma… Deixe que Natsu leve o seu tempo…
– Desde que a Blonde fique bem por mim tudo bem… — Rogue assentira em concordância antes de se levantar e seguir em passos lentos em direcção á cozinha, sua garganta estava seca demais e precisava de água para resolver aquilo, acreditava que Sting sentira o mesmo que ele, pensara enquanto enchia dois copos com água e logo se dirigira para a sala, entregou o copo ao mago que agradeceu em um murmuro e logo voltara a se sentar no sofá.
XXX---XXX
Natsu caíra sentado no chão sem um pingo de magia no seu corpo, seu rosto estava molhado de suor pelo esforço de passar sua magia para a maga e sua respiração estava rápida. Ele nunca imaginou que ficaria tão exausto após fazer aquilo mas pela informação que tivera de Poluska, aquela fadiga era normal já que ele precisava de se concentrar ao máximo para canalizar sua magia de forma que o corpo da maga o, aceita-se.
Após fazer uma hora de estar passando sua magia ele sentiu seu corpo vibrar e quando notara estava com a sua dragon force activada, fogo e raios saiam de seu corpo de forma calma mas perigosa o que fez com que a rosada se afastasse daqueles dois porém sempre com os olhos fixos neles para caso algo de mal acontece-se.
Quando fez duas horas sua dragon force, sumiu da mesma forma que surgiu e ele sentia que pouca magia restava e tentou parar mas um tom ameaçador se fez presente.
– Pare e ela morre… Tem que ser tudo idiota!
Após ouvir isso da rosada e um arrepio de horror atravessar sua coluna, continuou dando sua magia a loira que aos poucos ia ficando com as bochechas mais rosadas e sua pele voltar a cor normal da maga. A respiração dessa se ia tornando calma.
E agora que havia terminado, olhava para a loira que aos poucos abria os olhos fazendo Poluska dar um leve pulo de alegria. Mesmo que ela, odiasse humanos, ela havia simpatizado com aquela loira e ficava feliz por saber que Natsu havia conseguido.
A loira tossira um pouco antes de olhar para os presentes, seus olhos mostravam puro cansaço e no fundo preocupação.
A rosada sem perder tempo correra em direcção a mesma e se ajoelhara no chão ao mesmo tempo em que pegava na mão da garota que a fintou como se esperasse algo.
– Os bebés estão bem… Os três! – Falara com um sorriso fazendo a loira sorrir fracamente antes de tentar, se sentar, Poluska a ajudara na acção e colocara uma grande almofada atrás para que a maga se pudesse encostar á vontade de forma confortável.
– O… Que aconteceu? – Sua voz era fraca mas ambos os presentes a conseguiram ouvir. Naquele momento Natsu queria falar tudo dizer que o que havia acontecido e que a culpa era dos dragões gémeos mas, havia um porém, ele não sabia ao certo o que tinha ocorrido então, não tinha o porque de falar fosse o que fosse no entanto, tinha que acertar suas contas com aqueles dois e colocar umas regras neles.
Com isso em mente, o rosado se levantou, sorriu para a loira que o olhava de forma confusa e saíra do quarto onde ela repousava, fechara a porta e se aproximou dos bebés que abriram os olhos e o olharam com o olhar intimidador de antes. Natsu engolira em seco antes de estofar o peito em coragem.
– Não olhem assim para o tio Natsu! É falta de respeito! – Os bebés o olharam de forma confusa e a mini lucy formara um bico fofo com os lábios que fez Natsu sentir seu coração derretendo de amor por aquela beleza.
Porém, logo o bico fofo se desfez e no lugar dele a menina abrira bem a boca para soltar um rugido de sombras com luz e estrelas?
Ele se perguntou antes de levar com o ataque na cara o fazendo cair no chão com o cabelo chamuscado. Ele estava pasmo! Como aquela coisa pequena havia conseguido fazer aquilo com ele? Em um pulo se colocara de pé e a observava rindo dele sendo seguida pelos outros dois, com um rosnado baixo se retirara do local.
Aqueles fedelhos eram próprios demónios mas ele iria amansar eles ou não seria o Tio Natsu! Mas para já, se contentava em ir amansar outros irmãos que o esperavam na sala.
XXX---XXX
Lucy suspirara assim que ouvira toda a explicação do ocorrido vindo da boca da rosada mas algo lhe estava matando.
Ela havia absorvido a magia de três dragon’s slayer’s e de elementos diferentes, tudo bem que dois deles eram seus parceiros e seria imune a magia dos mesmos mas… E á magia de Natsu? Se perguntava se haveria sequelas de tanta magia já que ela mesma tua sua própria magia que agora circulava de forma normal pelo seu corpo.
– Poluska-San…
– Eu sei o que vai perguntar Lucy e sim há sequelas… Mesmo você sendo imune á magia daqueles dragões, ao absorver tamanha quantidade de magia essa imunidade é quase nada… Mas não se preocupe nada demais apenas…Ficou mais poderosa…
– Poderosa? – Perguntou confusa.
– É… Seu corpo já estava acostumado á magia daqueles dois mas não de forma pura mas agora, por ter absorvido a magia deles você se tornou uma espécie de dragon slayer também não como eles mas digamos da 4º ou 5º geração. Não sei muito sobre isso. Seu corpo e sua magia se adaptaram às magias deles fazendo com que se fundissem. O mesmo aconteceu com a magia de Natsu… Mesmo você não sendo companheira dele, já recebeu vários ataques dele mesmo que indirectamente e já chegaram a ser do mesmo time e isso fez com que seu corpo e sua magia se, familiarizar-se com o dele. Por esse motivo é que ele era o único além daqueles dois que podia salvar você. E tudo tem um preço e o preço foi você ficar com a magia deles com você e pode usar e abusar delas.
– Mas… — Lucy sentia sua cabeça latejar com tudo aquilo, ela não podia acreditar que agora também era uma caçadora de dragões, normalmente teria que comer uma lacrima dracolina para ser um deles mas, não fora necessário… Seu corpo absorveu o poder deles, os fundiu com o seu a fazendo ficar como eles e com o elemento deles mas isso poderia significar a perda de algo? – Meu amigos… — Sussurrara para logo olhar a mesinha onde continha suas chaves de seus preciosos amigos.
– Você continua sendo uma maga estrelar Lucy… Apenas ganhou mais poder, terá que aprender a usa-los e controla-los… E depois essa energia extra vai ajudar você a cuidar dos três pestinhas ahah e a protege-los também.
Lucy assentira ao perceber que assim não precisaria de ficar 24 hora sob 24 hora sendo vigiada por aqueles marmanjos e isso, era óptimo. Se perguntava se algum dos meninos teria herdado sua magia pensando nisso, pensou no sexo de cada um e de como queria vê-los de como queria dar um nome para cada um mas essa tarefa já teria de ser feita junto dos meninos.
– Quero vê-los! – Dissera com entusiasmo na voz ao mesmo tempo em que sentia seu corpo mais forte e firme.
– Posso traze-los.. – Dissera Poluska á medida que se levantava.
– Não… Posso ir sozinha… — Sorriu antes de afastar o lençol do seu corpo e de se levantar em um pulo. O movimento repentino fizera com que seus ossos estalassem por terem ficado tanto tempo sem se mover.
Com um sorriso ainda maior a loira ajudara a rosada a se levantar para logo correr em direcção a porta e abrir a mesma com força exagerada fazendo a mesma sair da parede. Lucy olhou para a porta com os olhos arregalados antes de engolir em seco e olhar para Poluska que se encontrava mais atrás com a mão na testa enquanto balançava a cabeça de forma negativa.
– Desculpe! — Pedira antes de encostar a porta com extremo cuidado na parede, para logo correr em direcção á caminha dos bebés e assim que os viu, a olhando para si com um sorriso adorável no rosto de cada um, seus olhos faiscaram em alegria ao mesmo tempo em que sorria alegre por ver os três de boa saúde e com uma beleza e pureza extrema.
– Oi… — Dissera baixinho ao ver os seis bracinhos levantados na sua direcção a fazendo rir um pouco antes de segurar o menino de cabelos negros, lhe passara a mão pelo rosto ao mesmo tempo em que o comparava a Rogue.
Com curiosidade olha para os outros dois, um igual a Sting e o outro… A fazia se lembrar de si própria com um sorriso e um pedido de desculpa voltara a deitar o menino para pegar a menina que rira assim que posta de frente para sua mãe.
A menina tinha seus traços mas os olhos a deixavam um pouco assustada, cores tão distintas mas que mesmo assim combinavam com a cabeleira loira da menina.
– São belos mas só agora estou vendo o lado doce deles… Essas pestes intimidaram a mim e acredito que Natsu… Vão dar trabalho. – A loira assentira com a cabeça confirmando, afinal os pais também era umas pestinhas. – Não sei se notou mas, a menina tem cabelos loiros mas um pouco abaixo seus cabelos são negros…. Acredito que era o terceiro bebé…
– Ela pegou um pouco das características de cada um… — Lucy comentou enquanto observava os cabelos curtos negros que se formavam na cabecinha da mesma. – Seu nome… Será Layla… — A menina riu como se aprovasse o nome… — Esse era o nome de sua avó mas…. Essa história fica para mais tarde…. – Acrescentara ao ver a face séria da menina. – Poluska… Acha que poderia chamar aqueles dois? Acredito que queiram ver as crianças..
A rosada assentira e assim que fez menção de sair do quarto. A porta se parte e dois corpos, um por cima do outro entravam no quarto.
– JÁ FALEI! EU SEREI O TIO NATSU! E VOCÊS NÃO ME VÃO AFASTAR DE NENHUM DELES! NEM DA LUCE! – E lá estava Natsu cuspindo fogo na entrada da porta enquanto encarava os dois dragons agora dentro do quarto dos bebés, caídos no chão.
– NATSUUU!!!!!!!!!
Um grito de horror vindo de Natsu se fez presente pela floresta, assustando os pobres animais que ali rondavam.
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