Notas iniciais
Ola Habibahs fiquei tão feliz com os reviews que decidi postar logo mais um capitulo para vocês.
Espero que gostem
Boa Leitura
Musica: Tarkan-Sen Baskasin (http://www.youtube.com/watch?v=alTUrvceBMI&feature=related)

– O que você esta fazendo aqui? – perguntou irritada

– Vim lhe ver – Kadar falou casualmente como se fossem velhos conhecidos, Lia revirou os olhos – Me convida para entrar?

– Não – falou ríspida – Creio que não é apropriado um homem entrar no quarto de uma moça solteira – o provocou se lembrando das regras que sua irmã outrora tinha lhe dito.

– Perdoe-me esta coberta de razão – disse cavalheiro – Eu fui totalmente inoportuno com a senhorita, não devia ter lhe incomodado, muito menos a constrangido com um convite desses, fui um tolo, mereço o fogo do inferno, que Allah tenha piedade de mim – ele partiu para outra estratégia, percebeu que se encarasse Lia de frente só faria com que ela fugisse dele, tinha que se mostrar gentil, cavalheiro, um amigo.

Lia ergueu a uma das sobrancelhas duvidando dessa súbita mudança do sheik, ela não o conhecia, mas pelo pouco que pode ver sabia que ele era arrogante demais para ter se curvado tão rápido assim ao seu erro.

– Claro não a o menor problema – sorriu irônica – Não precisa arder no fogo do inferno por mim, só me deixe em paz que eu lhe absolvo – “ Teimosa, dura na queda” ele pensou “ Mas eu vou te dobrar”.

– Ora vamos me de uma chance, afinal por que me odeia tanto? – perguntou com sua voz sedutora, deixando Lia desconcertada com a pergunta.

– Bem, olha eu não te odeio – falou sincera – Só não gosto de você, não é pessoal ok, só não somos compatíveis.

– Sabe que poderia ser presa por ser tão desrespeitosa com o príncipe herdeiro? – Falou convencido.

– Sabia que esta em uma ala proibida a homens, assediando uma garota pura e inocente solteira, acho que seu país tem leis bem rígidas quanto a isso não é mesmo – o desafiou – e no meu país também temos leis muito serias para ameaças.

– Não estou te ameaçando – chegou mais perto de Lia – Talvez você se sinta ameaçada por mim. – Lia gargalhou fingindo não ter sentido o tremor que a invadiu com essa proximidade.

– Ah faça-me o favor, eu não sinto nada por você – olhou com desdém – não ameaça nem uma formiga.

– Prove – arriscou – aceite comer comigo

– Já pedi meu almoço.

– Que graça tem almoçar em um quarto sozinha, quando se pode almoçar em um bom e tradicional restaurante Árabe na companhia de um verdadeiro príncipe do deserto.

– Sabe qual o seu problema, você se acha importante de mais. – Lia falou com desdém, não suportava esse tipo de comportamento de gente como Kadar que se achava o centro do mundo. Kadar fingiu que não havia ouvido as provocações da jovem e prosseguiu descontraído enumerado as vantagens de sair com ele.

– E alem do mais como um bom anfitrião quero lhe mostrar a cidade – Falou sedutor, a engolindo com os olhos.

– Eu tenho um mapa.

– E eu tenho um carro.

Lia deu um sorriso sem humor.

– Eu gosto de caminhar, mas obrigada pela boa vontade.

– Eu estou acostumado a fazer as coisas do meu jeito – ele disse firme.

– Então, sinto em lhe informar que vai se decepcionar. – Retrucou altiva.

– Jamais me decepciono quando ponho o meu coração em algo tão precioso e belo.

Antes que Lia pudesse falar alguma coisa em resposta ouviram as vozes de algumas mulheres se aproximando dali, Kadar olhou preocupado na direção e antes que Lia pudesse perceber ele a tinha empurrado para dentro do quarto entrando junto com ela e trancando a porta.

Lia arregalou os olhos assustadas e falou rápido elevando a voz:

– O que pensa que esta fazendo?

– Calma não vou lhe fazer nadar e, por favor, fale baixo essa é uma ala restrita para mulheres eu não poderia estar aqui – olhou divertido para ela – não precisa ter medo não sou o tipo de homem que se aproveitaria de uma mulher.

– Medo de você – zombou – a faça me o favor eu não tenho medo de você, Alem do mais não estava parecendo que não queria se aproveitar de mim a alguns instantes atrás.

– Eu não disse que queria me aproveitar de você – Olhou a de cima em baixo a constrangendo com seu olhar, ela se sentia como se estivesse nua perante o olhar provocador do Sheik – Eu disse que a quero e você ainda será minha, mas nesse dia vai gemer e implorar para que eu te faça minha mulher, nunca forçaria uma mulher para tê-la em minha cama.

Ela gargalhou zombando das palavras de Kadar.

– Nunca, alteza – O olhou de cima em baixo como ele acabará de fazer – Nunca me tocará, eu não ficaria com você nem que você fosse o ultimo homem do mundo, você é arrogante, orgulhoso, prepotente.

– Mal me conhece e já esta assim tão interessada em minha pessoa – sorriu – mas quando estiver em meus braços vou lhe mostrar outras características minha que tenho certeza que vai apreciar mais.

– Sonha é de graça – zombou – a única coisa que posso a vir sentir por pessoas como você é desprezo.

– O ódio e o amor se separam por linhas tênues são como arvores que tem muitos galhos, mas os dois escondem em seus galhos sentimentos muito profundos para ser ditos com tanta facilidade – falou calmo – sabe qual é o problema dos ocidentais, principalmente as mulheres, adoram ostentar e repetir tais palavras como se soubessem o que significam. Porque toda essa acides nunca lhe fiz nada?

Lia ficou desconcertada com a pergunta inusitada não achava que ele poderia fazê-la, era verdade ele nunca lhe tinha feito nada diretamente, mas ela sabia o que homens como ele podia fazer na vida de uma mulher.

Os playboys riquinhos que se consideram os reis do mundo, os senhores de todas as vontades, que olham para garotas bonitas e não enxergam uma mulher e sim mais um troféu para ostentar para os amigos, mas quando se cansam delas as jogam fora de suas vidas como brinquedos velhos e sem mais serventia e é claro que não se importam e terem destroçado o coração dessas mulheres, porque brinquedos não têm coração. Ela sentiu na pele passar por um homem desse tipo e jurou a si mesma que não se deixaria cair nas garras de outro homem assim nunca mais, nunca mais deixaria outro playboy galinha e arrogante quebrar seu coração.

Uma vez já havia se apaixonado e se entregado de corpo e alma a um homem que não merecia, e ele pegou seus sentimentos e jogou no lixo, já errará uma vez não cometeria o mesmo erro duas vezes.

Balançou a cabeça afastando esses pensamentos, não queria mais lembrar desse assunto que só a fazia sofrer.

– Tem razão nunca me fez nada – falou fria – por isso não o desprezo, na realidade não sinto nada por você e se me líder licença eu estou ocupada, pode fazer a gentileza de sair do meu quarto?

Kadar era esperto e observador, observou Lia e viu tristeza nos olhos frios da jovem, não era raiva ou ira ele via magoa.

– Hooriya porque foge de mim – falou acariciando seu rosto Lia sentiu uma onde de calor invadir seu corpo e se afastou de kadar – você parece uma Leoa selvagem, mas sei que ai dentro tem uma gatinha assustada que deseja um homem de verdade que lhe mostre o que é ser uma mulher.

– Ora não sou nenhuma gatinha assustada e não preciso de homem nenhum para me mostrar nada. – falou ultrajada.

— O deserto é como uma mulher — Falou Kadar com intensidade. — Sedutor e desafiante, repleto de profundidades nas quais os ho­mens podem se perder para sempre. Eu o conheço em todos os seus momentos, mas cada dia sua imensidão me oferece alguma novidade. Um desafio, os desafios me instigam, me fazem me sentir vivo. O deserto como as mulhres é repleto de contradições que só o fazem ser mais facinante. Um dia ainda vou lhe mostrar como o deserto pode ser facinante, ele nos prende e nos liberta. – Os olhos de Lia brilharam com a perspectiva de ir ao deserto ela sempre teve a curiosidade sobre esse lugar cheio de armadilhas e belezas.

– Bem mais vou lhe deixar sozinha com seus pensamentos por enquanto, o corredor esta em silencio acho que já posso me retirar – Lia respirou aliviada não queria ficar mais nem um segundo na presença do sheik, assim que Kadar abriu a porta foi surpreendido por uma bela jovem que pelas roupas Lia constatou que só podia ser mulçumana.

Kadar fitou paralisado a moça por alguns instantes, que o olhava repreendendo por ele estar ali e alem de tudo saindo do quarto de uma ocidental que era hospede no palácio.

– Por Állah, Kadar o que você faz aqui? — Falou a jovem em inglês com um sotaque carregado.

– Zahra eu posso explicar?


Dicionário:

Hooriya: Anjo

YALAN: Mentira

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Notas finais
Os olhos é da Zahra, no próximo capitulo onde vou revelar quem ela é, eu mostro o rosto descoberto.
Salam meninas e ai o que acharam? não esqueçam dos reviews.