Prisioneira Do Deserto
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Musica: Tarkan Kuzu Kuzu (http://www.youtube.com/watch?v=cSb0sRrzCDY)
Kadar terminou de preencher o espaço que havia entre eles selando o beijo, pedindo espaço com sua língua para aprofundá-lo, passou seu braço pela nuca a puxando mais para si. Suas línguas dançavam juntas, um jogo de poder, Lia estava se embriagando com Kadar, tudo nele parecia único exótico, seu cheiro amadeirado que exalava de sua pele, suas mãos macias que apalpavam seu corpo, tudo nele a fazia faminta de desejo.
Kadar passou a mão pele coluna da loira acompanhando a linha natural ali formada, fazendo a se arrepiar e soltar um gemido baixinho, Lia imitou o príncipe e entranhou sua mão pelos cabelos da nuca dele o puxando com força para si, o excitando mais, ele era como um leão faminto e Lia despertava mais e mais seu desejo.
O Sheik começou a tatear o botão que abria o seu primeiro vestido e aquilo a despertou para o que ela estava fazendo, toda a realidade caiu em cima dela como uma enxurrada, estava beijando um sheik prepotente e galinha e o que era pior havia cedido e gostado do beijo e se ele estava fazendo menção de levar aquele beijo mais longe ele era exatamente como ela pensava um playboy riquinho que só a queria levar para cama, afinal árabe nenhum que presta leva uma mulher que ama e respeita pra cama assim desse jeito ele só queria brincar com ela, devia achar que ela era uma americanazinha promiscua que ia para cama com qualquer um. Por impulso se afastou de Kadar horrorizada pelo que tinha feito, Foi um erro.
– Sai de perto – Falou alterada – isso foi um erro, não devia ter acontecido.
Kadar tentou se reaproximar, estava louco pelo desejo que o consumia aquela mulher atrevida o estava enlouquecendo, era tão linda tudo nela era convidativo, como se tivesse sido feita especialmente para ser dele.
– Porque não minha gazela.
– Já disse para se afastar – o olhou com desprezo – Pelo que me toma em kadar? Escuta bem o que vou te dizer, por mais que o seu preconceito evidente com estrangeiras lhe diga que todas são umas vadias esta redondamente enganado, eu não sou assim, não vou ser sua prostituta grátis, não estou nem um pouco interessada em quem você é, ou se é importante ou não aqui. Esse beijo foi um erro que não vai nunca mais se repetir, e eu quero ir embora agora e se você não me levar eu vou sozinha.
– Vai sozinha pelo meio do deserto e a pé? – perguntou divertido
– Ah então esse era seu plano me trazer aqui e fazer-me de sua prisioneira? – revidou áspera, mas realmente com receio, como ela era burra havia simplesmente ido de boa vontade com aquele maluco pro meio do nada, ela mesmo tinha se colocado nas mãos daquele homem.
– Você anda lendo romances de mais – falou bravo – já lhe disse nunca forçaria uma mulher para te lá em minha cama. Vou levá-la de volta ao palácio, e esta errada eu não fiz julgamento nenhum de sua pessoa quem esta julgando aqui é você e se te beijei foi porque você mostrou querer isso.
Lia engoliu em seco, não havia caído nesse papinho de inocente dele, mas não ia falar nada para não piorar sua situação, a ta bom que ele não queria ter forçado a barra, fazendo um piquenique no meio do deserto e criando todo esse clima a envolvendo em seu jogo.
Kadar preparou seu cavalo e levou Lia de volta passaram o caminho todo sem dizer nada, ele estava bravo pelas ofensas que ela lhe disse e ela estava brava por ter caído no papinho dele tão fácil, era lógico que ele só queria brincar com seus sentimentos igual ao Will.
Will seu ex-namorado tinha raiva só de lembrar do seu nome eles foram namorados por 3 anos e mesmo assim ele teve coragem de fazer o que fez, sentiu os olhos marejarem e se controlou para impedir que as lagrimas rolassem, não ia demonstrar essa franqueza diante de Kadar.
Chegaram ao palácio e o príncipe a ajudou a descer, ele já estava mais calmo e sabia que suas atitudes podiam mesmo ter passado aquela impressão para Lia, mas isso não importava tudo que aconteceu só tinha aumentado seu desejo por ela.
– Pronto donzela já esta salva do sheik louco e malvado – brincou, Lia segurou firme para não retrucar.
(Leiam essa parte escutando essa musica Demi Lovato — Skyscraper )
Entrou apressada no palácio seguindo direto para o quarto da mãe. Entrou de supetão assustando Ellen que estava lendo um livro.
– Lia o que aconteceu, você esta chorando?
– Não é nada mãe só me abraça que eu preciso de colo de mãe.
Ellen acariciou os cabelos de sua caçula, Lia deitou a cabeça no colo da mãe que estava sentada na cama.
– Shih não precisava falar nada, seja o que for Lia chora tudo que você tem para chorar, tira isso que esta te machucando de dentro de você – continuou acariciando os cabelos da filha.
Lia ficou ali quieta aninha como um filhote no colo protetor da mãe, depois de alguns minutos que já tinha chorado tudo que podia sentou de frente para Ellen, que passou os dedos no rosto molhado da filha limpando suas lagrimas.
– Lia o que aconteceu? – Perguntou carinhosa
– Nada mãe só tava lembrando do que tinha acontecido com o Will e fiquei mal é só isso.
– Ei meu amor eu te conheço filha eu sei que não foi só isso, mas tudo bem se não quiser falar, mas escuta tem que superar tudo que aconteceu com o wiil ele que foi um idiota em perder uma mulher tão maravilhosa como você.
– Fala isso porque é minha mãe.
– Não é verdade sabe disso, falo porque é a verdade – a olhou mais firme – e Lia para de se diminuir que você não é assim, eu te conheço e sei que você não é uma mulherzinha insegura muito menos fraca, já passou por muita coisa e não é agora que vai entregar os pontos não é.
Beijou a mãe e a agradeceu mais disse que precisava ficar sozinha e foi para seu quarto se aninhou em sua cama e se lembrou de tudo que havia acontecido no dia que seu mundo veio a baixo.
“ Lia vinha se sentido enjoada e abatida já fazia alguns meses, Ellen então achou melhor a leva-la a um bom hospital, ao chegar lá o medico ficou preocupado com seu estado pediu alguns exames.
Alguns dias depois veio à bomba estava com Leucemia, câncer, aos 17 anos, foi um dos dias mais negros da sua vida, mas ainda sentia forçar para continuar tinha seu namorado a quem amava muito e o apoio de sua família e amigos.
Depois de seis meses fazendo tratamento de quimioterapia seus cabelos já haviam caído, sua pela naturalmente branca estava mais pálida do que nunca e agora tinha olheiras profundas. Os últimos meses não haviam sido fáceis, mas o baque final veio não da doença mais da traição de uma pessoa que amava e confiava.
Lia já vinha sentindo que will estava diferente, ela estava há um mês internada no hospital e poucas vezes ele havia ido vê lá, nos últimos meses estava mais distante e frio.
Ela teve alta e pedio a mãe que a levasse ate a casa do namorado, ao chegar à porta escutou vozes e como a porta estava aberta entrou e para seu desespero will estava aos beijos no sofá da sala com Monique uma de suas amigas.
– will, Monique? – Sentiu se zonza com a cena, o nojo e a decepção estavam sendo demais para o seu corpo já debilitado com o forte tratamento.
Willian ficou branco ao ver Lia ali na porta de sua sala vendo aquela cena, quando Lia começou o tratamento e foi ficando cada dia mais debilitada com a quimio, ele sentiu que não podia segurar aquela barra, não conseguia mais estar à-vontade com Lia, ela não era mais a garota bonita e cheia de vida que o encantara.
– Lia eu não queria que tivesse descoberto assim – Lia o olhou com nojo. – Eu não queria mesmo Lia, mas não podia mais continuar com você, não sou forte como você, não consigo segurar essa barra da tua doença isso tudo é de mais para mim, Lia você não é mais a garota linda e cheia de vida que eu me apaixonei.
– Não importa como eu descobri você foi desleal Will, foi um covarde, não foi homem suficiente para terminar comigo pelo menos antes de me apunhalar pelas costas com essa falsa que se dizia minha amiga, eu tenho nojo de vocês dois. – olhou com desprezo para Monique – e cuidado por que na hora que ele cansar ou você apresentar algum defeito ele vai te trocar por um modelo novo e mais bonito, igual se faz com um carro velho.
Depois disso passou por um período terrível ficou em depressão, já estava cansada de tudo, mas um dia viu sua mãe e irmã chorarem desesperadas quando teve uma piora no seu quadro e entendeu que as pessoas que realmente importavam estavam ali preocupadas com ela, depois disso se agarrou com unhas e dentes ao seu tratamento e foi aos poucos tendo melhoras significativas ate o dia que graças a sua mãe que nunca desistiu dela conseguiu um transplante de medula da pessoa mais improvável seu pai, o pai que nunca havia conhecido.
Ellen desde o inicio da doença quando viu que ninguém era compatível começou uma procura desesperada pelo pai de Lia e só descansou quando o achou e para o alivio de todos ele era compatível, depois do transplante que foi um sucesso Lia se curou daquela terrível doença”
Lia sorriu enxugou as suas lagrimas sua mãe estava certa, homem nenhum merecia suas lagrimas e se tinha vencido o câncer podia vencer qualquer coisa.
Notas finais
Vejo todos nos reviews
beijos
Fale com o autor