Prisioneira Do Deserto
11 Capítulo 11
Notas iniciais
espero que gostem
Musica:Sidi boumedienne cheb mami (http://www.youtube.com/watch?v=K9i5PZIxIQg&feature=player_detailpage)
Boa Leitura
Tudo parece ter um toque mágico nesse lugar, é encantador o jeito como as pessoas se portam, parecem ser como uma grande família, apesar de ainda poder ver certa opressão de seguirem suas vidas como os costumes mandam tudo aqui é guiado pelo costume, por como Allah e o profeta aconselharam viver, eu não consigo entender essa paixão tão forte pela religião, acho que para qualquer estrangeiro é difícil entender totalmente a dimensão que tudo isso é.
Há mesa esta muito bonita, enfeitada com suas comidas típicas enriquecendo ainda mais o clima exótico, consigo assimilar alguns pratos que já conhecia como o Fatuche, Charutinhos de Kibe entre outros pratos deliciosos.
– Lia prove o Makduz esta divino.
Olho com receio para o prato estranho a minha frente, nunca fui de rejeitar nada antes de conhecer, pego um e cuidadosamente levo a minha boca.
– Humm isso é uma delicia do que é feito.
– São mini berinjelas recheadas com nozes e alho em conserva de azeite, uma delicia. – Zahra explicou
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No palácio o clima não estava dos melhores entre thish e sua mãe, Ellen simplesmente não podia deixar de tentar abrir os olhos da filha para o erro que ela acreditava que a menina estava cometendo, afinal para Ellen que era uma mulher forte, realista, feminista e principalmente que achava essa historia toda de “romances arrebatadores” e “amores capazes de mudar sua vida” coisa de filme e livro para adolescente.
– Milha filha você não esta sendo racional, vai jogar todos os seus sonhos e projetos no lixo, para que? Para viver uma vidinha medíocre na sombra de um marido. – tentava abrir os olhos de Thish.
– Não mãe em momento nenhum eu joguei meus sonhos no lixo, eu só passei a seguir os meus sonhos e não os seus.
– Você esta se perdendo Thish é isso que eu sei – falou firme não dando ouvido aos argumentos de sua filha mais velha – sabe o que escutei uma das empregadas do palácio falando hoje elas se referiram a você como a noiva do senhor Zein, isso que você quer ser? A sombra de um homem, você é mais que isso eu sei que é, você é mais que a esposa de Zen, eu sei quem você é. Eu te criei você é uma mulher forte, você é a Thish, uma medica competente que tem todo o mundo ai fora esperando por você, esperando e necessitando do seu talento para salvar vidas. E não uma dona de casa que vai servir para dar filhos para seu marido árabe.
Thish ouvia tudo aquilo espantada por sua mãe a mulher que sempre foi contra os preconceitos impostos pela sociedade, que a ensinou a tratar todos como iguais, sendo tão preconceituosa com a cultura de um país.
– Muito me assusta mãe você sendo tão repressora, com a mente tão pequena, você que me ensinou a sempre olhar com a mente limpa de preconceitos tentar sempre enxergar a situação como um todo e não apenas como eu queria ver, e agora no entanto você esta sendo preconceituosa esta olhando para a situação e apenas enxergando o que você quer ver eu é que não estou te reconhecendo. Eu não me perdi mãe eu sei quem eu sou eu sou sim essa mulher que você descreveu sou a Thish uma medica, competente e apaixonada pela minha profissão, tenho ideais de salvar vidas e é isso que eu faço todos os dias onde trabalho, você nunca foi lá não tem noção de como aquelas pessoas precisam de médicos capacitados, entretanto mãe eu não sou apenas a Trish medica eu também sou a Trish mulher que encontrou um homem maravilhoso que me ama e me respeita e que eu amo e quero construir uma família com ele, agora me diz mãe qual é o pecado de se amar.
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O jantar transcorreu em clima de harmonia e confraternização nada de fora do contesto aconteceu, assim que todos terminaram de comer cada um voltou para sua função. Zahra estava se sentindo cansada da viagem se recolheu para seus aposentos a fim de descansar da cansativa viagem pelo deserto, Lia resolveu explorar melhor o lugar e saiu para caminhar pelo acampamento, foi andando ate chegar a um lago de tamanho moderado, como tudo naquele local ele parecia brotar do nada, sua água era límpida e cristalina, estava cercado de grandes rochas, com certa dificuldade subiu em cima de uma das pedras e ficou ali longos minutos contemplando o lugar deixando sua mente vagar.
– Não se mexa – a voz de kadar a trouxe de volta ao presente a assustando, Lia quase deu salto com o susto que levou, olhou rápido para o sheik, pronta para começar uma discussão entre tanto antes que pudesse emitir qualquer som viu uma cobra que logo reconheceu ser uma naja uma espécie muito perigosa por causa de seu veneno letal.
Seu coração na mesma hora acelerou pelo perigo eminente, seu corpo inteiro tremia pela visão do perigo tão perto, Kadar estava logo atrás da serpente avaliando bem os movimentos dela.
– Calma – ele falou devagar e baixo para não assustar o animal e nem chamar sua atenção, lia apenas balançou a cabeça em afirmação – não se mexa.
Como uma serpente ele deu o bote na cobra a pegando de surpresa sem dar tempo de o animal reagir ao seu ataque, segurou firme a cobra perto de sua cabeça com uma mão e perto do final de seu corpo delgado com a outra, ela era relativamente grande atingindo um cumprimento de aproximadamente 1,30 m. Kadar levou a cobra longe dali e a soltou, voltando rapidamente para ver como Lia estava.
Lia ainda estava em choque; suas mãos tremiam e todo seu corpo estava gelado seu coração ainda descompassado pela adrenalina que o medo causou ao seu corpo, sentia suas pernas fracas sustentadas ainda pela impossibilidade de se mover sentia-se congelada ali.
Kadar aproximou-se dela de forma acolhedora e a pegou no colo aninhando a de forma protetora, naquele instante Lia sentiu que tudo estava bem como se nada mais pudesse lhe atingir ou lhe fazer mal.
Notas finais
vejo voces nos reviews
beijos
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