Prisão de corpo
1 Capítulo único
Notas iniciais
Como a atrativa luz no fim do túnel durante a morte,
Aqueles faróis amendoados atraiam a minha alma.
Agressivo, bárbaro, torpe, possessivo e inexplicavelmente doce sentimento,
que num reles contato molda a figura humana.
Complexamente fantasmagórico, esta é a descrição,
A profundidade enclausuradora, seguida de um brilho libidinoso e controlador,
ápice da intimidação, e inicio da metamorfose.
O homem vira besta, e a besta é humanizada.
Os caracóis negros, representam as correntes,
Macios e revoltos, densos e cheirosos, dúbios como seu ser detentor.
Balançando na felicidade, ainda mais durante o êxtase,
Enganchados entre meus dedos, não amarrados no coração.
Esculpido por Deus, quem mais poderia?
Curvas simétricas e perfeitas, pequenos desvios pelo caminho,
que tornam a viagem ainda mais gostosa.
E o tom? Pecado é uma palavra rasa.
A alegria e sua representação máxima! Sinceramente,
é aquilo de mais enigmático que existe,
porém talvez seja o ponto máximo do controle,
capturando corpo e alma para uma prisão eterna.
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