Estou presa pelas mãos sôfregas da tristeza

Atormentada pela inexistência de beleza

O crepúsculo traz lembranças amargas

Vida triste que insiste em querer retornar

Estou cansada de chorar

Persisto em tentar esquecer o sofrimento

Que estou mergulhada há muito tempo

Caminho só, sem alento para repousar

Sem um lugar para ficar

Sem contigo poder estar

Quero arrancar de minhas entranhas a coragem

Para enfrentar dificuldades aparentes

Chega de atos inconsequentes

Que venha a eloquência do sentimento

A ardente paixão que queima em meu coração

Os fios de luz invadem minha alma

Iluminando o espaço negro da desilusão

Rompendo correntes de solidão

Trazendo paz ao meu pobre coração

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!