Prioridade de Conquista
7 Avidez
Notas iniciais
Morgana saiu do prédio da Camelot’s como um furacão, os passos incertos, nervosa e agitada, ela caminhou por duas quadras até se dar conta de onde estava, parou subitamente e observou em volta, a brisa da noite londrina batia no seu rosto, deixando claro o quanto suas bochechas estavam afogueadas. Ela se obrigou a parar, tentando restabelecer alguma ordem no tumulto que sentia, foi então que viu um táxi, tomou-o no exato instante que ele parou, em alguns minutos ela estava em casa, sentindo-se extremamente segura, mas ainda aflita, jogou a bolsa na poltrona ao lado da cama, e se atirou, abraçando fortemente o travesseiro.
Poucas coisas no universo a deixariam tão desnorteada, e dessa vez a atitude de Gwaine não apenas a surpreendeu, como também acelerou algo nela que Morgana tentara ignorar por muito tempo. Ela jogou o travesseiro irritada, não poder controlar alguma coisa não era da sua natureza, Morgana sempre tivera controle de tudo, e agora... sua vida parecia uma grande confusão.
Todas as sensações que sentira naquele beijo, a entrega descabida... a situação parecia fora de controle, na sua cintura ainda jazia o calor das mãos de Gwaine, e seu coração acelerava ao lembrar da voz aveludada sussurrando frases no seu ouvido.
Morgana foi até o banheiro e começou a preparar um banho, isso a faria relaxar e poderia salvá-la de ter pensamentos das quais preferia fugir.
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A noite estava agradável, um céu estrelado era visto suntuosamente por toda a Londres, Gwaine respirou fundo permitindo que o ar frio entrasse em seus pulmões, e caminhou para a entrada da boate a fim de encontrar seus amigos.
Toda a tensão que vivenciara com Morgana ainda zunia em seu corpo, mas ele estava decidido a tentar agir normalmente, até que pudesse tomar alguma iniciativa proveitosa. Pois tudo o que vira até agora provara que Morgana não seria apenas mais uma conquista, ela era algo muito maior, Gwaine sentia isso, e, embora quisesse se esconder de tais deduções, a conversa que tivera com Leon havia esclarecido alguns detalhes que ele mesmo chutara para o inconsciente.
Ele adentrou a boate e foi saudado com o frenesi multi-iluminado das pistas, seus pés o levaram imediatamente para a mesa cativa, cumprimentou alguns amigos e flertou saudavelmente com as lindas moças que vira por ali, nenhuma delas chamou verdadeiramente a atenção dele, mas piscar os olhos e sacudir o cabelo era algo tão natural que nem mesmo fazia parte de algum ritual de paquera. Era, na verdade, apenas Gwaine sendo... Gwaine.
Pensando assim, ele foi capturado pelo brilho dourado do cabelo de Arthur, Percy, ao lado, acenou chamando a atenção dele. Gwaine rompeu pela multidão, que já dançava e conversava em cada espaço disponível, e se juntou aos amigos, desmoronando na cadeira.
— Nem acredito que consegui que todos dessem um tempo no trabalho para relaxar um pouco! — Ele disparou, e encarando Arthur malicioso, acrescentou. — Merlin não vem?!
— Espero que venha, mas... nunca se pode ter certeza... — O loiro respondeu desviando os olhos. Gwaine pensou ter visto um misto de insegurança e desespero na íris azul de Arthur, porém sua atenção foi voltada para Gwen que sorria brilhantemente.
— E você, olhos de corça, por que esse sorriso tão radiante? É só a minha suprema presença, ou tem algo mais... — Ele correu os olhos de Gwen para Lancelot, que sorriu e corou fracamente sob a luz da boate.
— Eu normalmente sorrio, já você... É incomum esta ruga de preocupação na testa! — Gwen acusou, Gwaine encarou Lancelot, os olhos do amigo não deixavam dúvidas, de alguma forma Gwen sabia dos segredos de Gwaine. Zombeteira, ela interrompeu os pensamentos dele. — Sua última conquista está lhe dando um tempo difícil?
— Digamos que estou tendo alguns... obstáculos. Mas nada que não vá se resolver em breve. — Ele falou, mas fora interrompido pelo riso de Arthur, enquanto enviava seu mais malévolo olhar para o loiro, Mithian tomou a palavra.
— Não ria Arthur... eu nunca vi Gwaine assim! Todas as paqueras descompromissadas desapareceram, parece que ele anda pisando em ovos! — Ela falou séria, embora seus olhos sorrissem.
Vendo os olhos de Gwaine piscarem em confusão, Gwen se sentiu levemente culpada, se levantou e esticou a mão para o amigo.
— Venha comigo, eu salvo você... vou buscar bebidas! — Ela falou, sacudindo os cachos castanhos, numa perfeita imitação de Gwaine.
— Ah... não, tudo bem! Eu posso lidar com os cavaleiros da távola do Pub. — Ele falou um pouco emburrado.
— Eu vou com você, Gwen! — Lance, o traidor, saiu logo atrás da morena, sorrindo apologético para Gwaine.
— Ora vamos lá, Gwaine... não há nenhum problema em estar apaixonado. — Mithian falou, e no mesmo momento Gwaine arregalou os olhos.
— Deus, de onde saiu tudo isso? — Ele falou tentando conter o tom trêmulo da voz.
— Não é exatamente um segredo... — Mithian cantarolou.
— Na empresa não tem sido diferente. Gwaine anda mais sério do que o normal, parece que desta vez ele tem mesmo uma prioridade de conquista! — Percy falou, não deixando de colaborar, mas ao ouvir a palavra “conquista”, Gwaine relaxou um pouco.
Arthur riu gostosamente, Gwaine o encarou com altivez, depois virou para Mithian.
— Eu entendo que minha vida amorosa seja excepcionalmente interessante, mas não se inspire nela para criar suas ficções. Eu estou... ah... me dedicando mais intensamente. Só isso. Apenas foco. — Gwaine observou desgostoso enquanto Percy falava para Arthur.
— Não podemos condená-lo, afinal, cada um sabe o que lhe é estimado. E o foco da estima dele é, definitivamente, assustador!
Percy desviou os olhos para Mithian, e Gwaine viu o exato momento que o amigo sorriu amável. Arthur alheio a essa troca de olhares, gargalhava novamente.
Porém Gwaine não teve tempo de pensar em uma resposta, a imagem de Merlin sendo arrastado por Gwen se agigantou perante a mesa deles.
— Vejam quem eu encontrei — cantarolou Gwen, chamando a atenção para Merlin, Arthur parecia afoito, Gwaine observou as maçãs do rosto do loiro ficando rosadas, Merlin também agia nervosamente, e um pouco desajeitado, ele sentou-se no lugar que Arthur oferecera.
— Guinevere encontrou você, Merlin? Eu já estava pensando que não viria... — começou Arthur, mas Gwaine já estava cansado de assistir a interação de casais bem na frente dele.
— Hey, não comece a monopolizar o cara, Princesa. — E dizendo isso se virou para Merlin. — Pensei que eu teria de ir até seu flat, Merlin... Mas obtive informações de fontes seguras que você viria...
— Obteve...? — Gwaine gostou de ver a apreensão o rosto de Merlin, e sem deixar o outro pensar, continuou.
— Este é Percival, não sei se você já o conhece, ele é o nosso chefe de segurança. — Ele disse apontando Percy.
Enquanto Merlin iniciou uma conversa com Percy sobre câmeras de segurança, Gwaine teve um instante para pensar no que faria nesta noite, ele estava inegavelmente entre três casais, e sem nenhuma vontade de conversar, ele já fizera a parte dele vindo até ali, então, poderia ir embora, não poderia?
— E você? Parece chateado... nenhuma... ah... diversão hoje? — A voz de Merlin o tirou dos devaneios.
— Eu sempre me divirto Merlin, sou simplesmente irresistível, não é? — Ele falou, mas o mau humor estava ameaçando romper o controle e prejudicá-lo perante os amigos.
— Não ligue para ele, Merlin. — Mithian soou alegre. — Percival e eu estávamos justamente contando a Arthur que Gwaine agora tem prioridade de conquista, veja bem!
— Céus, eu diria prioridade de morte! — Arthur gargalhou novamente, para aflição de Gwaine.
— Eu que o diga, estive lá o tempo todo e vi! Gwaine está destinado a morrer queimando lentamente, enquanto é obrigado a se alimentar com Chardonnay e salmão grelhado! — Lancelot, recém-chegado, dizia ao mesmo tempo que distribuía bebidas, aquilo já era demais para Gwaine...
— Eu posso ser refinado se eu quiser, sabiam? — Gwaine sacudiu o cabelo e lançou seu melhor olhar de desdém para o amigo, Lance sorriu e foi puxado por Gwen, Gwaine aproveitou para implicar com Arthur. — E você Princesa, não vai beber nada?
— Não agora... talvez Merlin divida comigo... acho que ainda posso estar com sede. — Arthur tinha um olhar misterioso, havia acontecido algo mais entre os dois, disso Gwaine já tinha certeza.
Arthur e Merlin começaram um jogo de sedução, não havia outro nome para aquilo, Gwaine percebeu uma loira alta de olhos amendoados o observando na mesa ao lado, ele piscou para ela, que escondeu o sorriso em um copo e se virou para cochichar algo com uma amiga.
De repente uma ideia surgiu na mente dele, Gwaine consultou o relógio e viu que ainda era relativamente cedo, ele sabia o que deveria fazer, observou Mithian indo até Percy enquanto Merlin, pedia licença e saía apressado. Lancelot transbordava carinho olhando para Gwen, ele colocou um cacho de cabelo atrás da orelha dela, tão delicadamente que Gwaine se ergueu de um pulo, despertando ambos. Os amigos o olharam desconcertados.
— Gwaine? O que houve? — Gwen perguntou, já erguendo o pescoço e observando em volta para descobrir se havia algo acontecendo para chamar a atenção do amigo.
Gwaine voltou o rosto para ela, e sorrindo amável, declarou.
— Acho que vou manter o foco. Tomar uma providência. Não digam nada para a Princesa, ouviram?
E falando isso rompeu pela multidão, em direção ao estacionamento onde seu Mercedes prateado o aguardava.
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Morgana observava a noite de Londres, a janela ampla dava a ela uma visão panorâmica e impressionante, as luzes iluminavam as árvores do parque que ficava não muito longe dali, e as pessoas, embora poucas, caminhavam despreocupadamente, uma brisa noturna podia ser sentida pelo pequeno vão que Morgana abrira, o céu estava límpido e puro, toda a paisagem transbordava paz, muito diferente do coração de Morgana.
Ela pressionou o robe de seda contra o corpo em um instinto protetor, o brilho dos olhos castanhos ainda impressos nas suas retinas, o calor de Gwaine não pôde ser lavado com o banho, ela tentara ler, tentara dormir, mas nada foi o suficiente para acalmá-la. O corpo dela queria algo impossível de se ter, algo que Morgana não queria nem mesmo sonhar.
Ela se afastou da janela, e foi até a cozinha, aqueceu água e começou a preparar um chá, aquilo poderia ajudá-la a dormir, ou no mínimo a ajudaria a relaxar um pouco. Quando já estava colocando a água na xícara, Morgana ouviu a campainha. Ela estranhou imensamente, pois não foi avisada de nenhuma visita, mesmo alguém da portaria teria avisado antes de bater na porta dela.
Intrigada ela foi até a porta, pelo olho mágico não conseguiu distinguir nada, pois fosse quem fosse ficou ao lado da porta, deixando visível apenas a ponta dos pés.
Mais uma vez a campainha foi acionada, Morgana abriu a porta, mas manteve as travas de segurança, ela olhou desconfiada e levou um imenso choque quando o rosto de Gwaine foi iluminado pela luz do flat.
— Morgana, precisamos conversar, por favor, apenas dessa vez! — A voz aveludada parecia urgente e temerosa, os olhos de Gwaine eram profundos e sinceros.
Mordendo o lábio inferior, Morgana tornou a fechar a porta e abriu as travas, depois abriu a porta novamente, e deu espaço para Gwaine entrar, ela tornou a fechar a porta e ficou de frente para ele.
Gwaine parecia estranhamente nervoso, agitado, e por incrível que pudesse parecer, ela o achou quase tímido. Os dois se encararam por alguns minutos, até que Morgana rompeu o silêncio.
— Veio até aqui para ficar me observando? Já não faz isso o bastante na empresa? Aliás, o que houve com a sua noitada? Nenhuma conquista interessante?
As palavras dela o atingiram como adagas de gelo, a arrogância na voz de Morgana tinha um tom de desdém diferente do usual, e os olhos dela ardiam como duas brasas verdes, os lábios curvados em um sorriso de desprezo.
— Você... você fugiu de mim...
Morgana segurou o olhar dele, a voz parecia quebrada e havia uma dica ali de algo que ela não estava se esforçando para compreender. Toda a malícia e pretensão de Gwaine havia desaparecido, o homem na frente dela tinha um olhar suplicante que Morgana jamais vira no rosto dele.
— Eu apenas evitei um erro.
Ela disse friamente, dando as costas, Gwaine esticou o braço e segurou no pulso dela.
— Por quê? Por que está fugindo? Não é simples para mim também, Morgana. Estou enlouquecendo, você não pode imaginar!
Morgana sacudiu o braço com violência, se desprendendo do aperto dele.
— Não sei do que está falando. Estou no meu juízo perfeito. Não sei o que você quer aqui, Gwaine, mas não vai ter. Peço que vá embora.
— Embora porra nenhuma! Eu vim aqui para resolver isso e eu vou!!
Por um momento Morgana não respirou, Gwaine tinha no rosto uma expressão resoluta, ele deu um passo à frente e segurou Morgana firmemente entre os braços, sua boca encontrou a dela e ele a beijou vorazmente.
Morgana tentou lutar, mas os braços dele eram como barras de ferro quente, a aprisionando, o cheiro dele começando a deixá-la entorpecida, velozmente, ela queria resistir, ela não deveria se entregar assim...
Mas foi inútil, a língua dele dançava majestosamente na boca de Morgana, os lábios macios pressionados contra os dela, a fricção da barba contra o rosto delicado e acima de tudo, as mãos dele estavam escorregando pelas costas dela, o coração de Morgana já batia estrondosamente, acompanhando o ritmo que ela sentia vindo do peito dele.
Gwaine não se conteve mais, foram semanas tentando controlar todos seus instintos, semanas de negação e autocontrole, mas não mais. Ele afundou os dedos nos cabelos escuros dela, e puxou delicadamente, forçando-a a expor o pescoço imaculado, ele a sentiu resistir por um tempo, mas a luta dela estava cada vez mais arrefecida, e ele aproveitou para beijar o pescoço exposto, com a outra mão fez deslizar o robe de seda até o chão, depois continuou distribuindo beijos até encontrar o colo macio dela.
Morgana estava mais uma vez vergonhosamente perdida, agora não havia escapatória, estava contida nos braços dele, e se fosse sincera consigo mesma, ela nunca se sentiu tão liberta. A cada beijo ela sentia como se estivesse mais perto de obter algo que sempre procurara, algo que a completaria. Morgana sentiu seus ombros expostos sendo beijados por Gwaine, em seguida ele se aproximava perigosamente dos seios dela, mas Morgana não tinha certeza se queria pará-lo.
Gwaine, por outro lado, só tinha certezas na sua mente, ele pouco raciocinava, estava fora de controle, beijou e lambeu a pele deliciosa, sentindo o cheio enlouquecedor que vinha do corpo de Morgana, e ao se aproximar do mamilo túrgido que ainda estava coberto pela camisola verde-musgo, sentiu Morgana derretendo como um floco de neve sob primeiro raio de sol da primavera, porém ele não queria derretê-la, queria incendiá-la, então decidido, a pegou no colo desprevenidamente.
Morgana tinha os olhos firmemente fechados, e sentiu que flutuava, por um louco momento achou que estivesse mesmo no céu, a respiração de Gwaine ultrapassava o tecido delicado da camisola e atingia seu seio esquerdo em cheio, o calor absurdo refletindo na sua região mais íntima, o corpo dela inteiro ruindo numa derrocada de tensão e desejo. De repente ela se sentiu sendo deitada no sofá, foi então que abriu os olhos e viu Gwaine, totalmente transformado.
Gwaine a observava, a pressa de minutos antes desapareceu completamente, os olhos castanhos brilhavam com a luz que vinha da janela, os lábios eram vermelhos e inchados por baixo da barba por fazer, o olhar era de adoração, e Morgana não sabia como lidar com isso.
Ela ignorou a razão e se inclinou para a frente, tomando a iniciativa do beijo, enfiou com vontade a língua na boca de Gwaine e atrevida, inverteu as posições ficando por cima dele no sofá.
— Lembra do que eu falei sobre atacar homens indefesos? O que os outros vão pensar, Vossa Majestade?
Gwaine falou provocativo, ele sorria e a voz era macia e lasciva, parecendo muito mais erótico do que Morgana tinha lembrança, ela desejava esse homem, não havia mais porque negar.
— Não me importo mais. Já negamos isso por mais tempo do que é saudável. Está com medo?
Ela instigou, sentada sobre o membro, determinantemente ereto, rebolou de leve o deixando totalmente perturbado, mostrando que também poderia ser maliciosa se quisesse, ele a mirou encantado, os olhos verdes cintilavam desejo e tantas coisas que ele não podia definir, era uma faceta dela nova que ele estava adorando conhecer.
— Você acha que depois disso poderemos continuar amigos?
Ele perguntou, segurando-a pela cintura, tentando amenizar os movimentos suaves, mas enlouquecedores dela.
— Nós não éramos amigos nem mesmo antes disso, seu idiota.
Gwaine gargalhou, preso entre as pernas dela, ele fechou os olhos quando ela se inclinou e começou a tirar a camisa por sobre a cabeça dele, depois Morgana começou uma trilha de beijos no peito de Gwaine, a cada contato dos lábios dela com a pele dele, Gwaine achava que iria morrer, ou pior, ejacular antes da hora, o pênis exigindo atenção, e Morgana não se importava, atenta que estava em torturá-lo.
Ele deslizou as mãos da cintura dela e começou a remover a camisola, Morgana o interrompeu, segurando os braços dele acima da cabeça.
— Não. Você pediu, então vai ter. Fique muito quieto, a noite não começou, ainda nem estamos na minha cama.
E com essa declaração, Morgana começou a descer as calças jeans pelas pernas dele, mordendo a pele morena das coxas recém-expostas, com avidez inédita.
— Porra, estou tão fudido, puta que pariu!!
Gwaine falou em alto e bom som, mas dessa vez, ele sorria, um calor transbordava em seu corpo e coração.
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